abril 27, 2008
É hora, é hora, é hora de trégua…
abril 20, 2008
Daniel Dantas manda no país. Ele pauta o jornalismo de vEJA e Estadão. E comprou parte do PT. Leia entrevista de Paulo Henrique Amorim à FORUM.
Por Renato Rovai e Glauco Faria
Fórum – Quando o senhor identifica o início da degradação da imprensa brasileira? Paulo Henrique Amorim – Chegamos a um ponto sem precedentes em termos de degradação e corrupção da imprensa brasileira. A imprensa que chamo de Partido da Imprensa Golpista, ou PIG, é, sobretudo, a Globo, a Folha e o Estadão. Não falo da Veja, porque é um caso especial que eu chamo de “a última Flor do Fascio”, nem da IstoÉ, porque não é uma organização jornalística. Quando você compra um jornal, teoricamente, pelos cânones da indústria, vai obter ali um noticiário razoavelmente isento e, nas páginas de opinião, fica aquilo que o dono quer divulgar. Aqui no Brasil, houve uma inversão completa. Hoje, tem opinião na parte informativa, até no horóscopo e na previsão do tempo, e o mais grave de tudo isso é que se disseminou o sistema de cooptação com dinheiro do jornalismo econômico e político. Tenho divulgado no meu site as relações entre o Daniel Dantas e algumas instituições, cuja função é distribuir notícias que influenciam formadores de opinião, a Justiça… É uma degradação sem precedentes. Meu ex-colega do IG, Luís Nassif, tem feito um trabalho exemplar ao apontar as ligações sórdidas entre a Veja e interesses econômicos constituídos. Não há nenhuma punição, nenhuma reclamação, nenhuma manifestação de indignação, os jornais do PIG não noticiam o que o Nassif está dizendo. É a maior revista semanal do país e ignoram o que fala um jornalista respeitável que trabalhou na Folha durante uma década, do Conselho Editorial da Folha. Ou seja, Nassif não é irresponsável segundo a Folha. E a Folha não dá uma linha! O Mino Carta, que é o pioneiro nessa batalha para demonstrar a pusilanimidade, o golpismo e agora a corrupção na imprensa, acha que nós não chegamos no fundo do poço, que ainda iremos mais fundo e saberemos mais coisas e a impunidade continuará.
Fórum – O senhor acredita que essa degradação se agravou durante o processo de privatização?
Amorim – O presidente do México, Carlos Salina de Gortari, vendeu a telefonia do México para uma pessoa, que é o Carlos Slim, hoje o homem mais rico do mundo. Salinas de Gortari teve que fugir do México para a Irlanda porque nem em Miami ele podia ficar. O Fujimori, que fez a privatização no Peru, está preso. O Carlos Menem, que fez a privatização na Argentina, tem vários ministros na cadeia e não pode ver um juiz ou policial que sai correndo, pode ser preso a qualquer momento. Aqui no Brasil o Fernando Henrique Cardoso cobra US$ 60 mil por palestra e sai no PIG toda hora. E as pessoas levam o Fernando Henrique a sério, é o herói de uma parcela da população brasileira. Vou desenvolver essa tese com mais clareza, mas houve, na transição do regime militar para o democrático, a tragédia da dívida nos anos 80. O Brasil quebrou em 1982, o fenômeno da hiperinflação, e o Sarney tentou resolver, o Collor tentou resolver, e o Fernando Henrique tocou o Plano Real. O plano, entretanto, tinha, como base para solucionar ou para auxiliar a equacionar o problema, a privatização, um instrumento pelo qual o sistema político dominante à época – o PSDB e o PFL – encontrou para acomodar os interesses políticos internos, domésticos, da coalizão dominante e os interesses dos bancos. Ela foi o fiel da balança dessa reengenharia que levou ao sucesso o Plano Real. Agora, temo que a operação de criação da BrOi seja a consubstanciação, aquele quadro do Napoleão sendo coroado, que está na igreja de Notre Dame. O quadro começa a ser pintado a partir do momento em que o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, assina o empréstimo para o Carlos Jereissati e o Sérgio Andrade comprarem a Brasil Telecom, sem botar um tostão. Nesse momento, será feita a grande conciliação nacional, os fundos e o Citibank renunciam a toda ação [judicial] que moveram na Justiça contra o Daniel Dantas. O governo Lula põe para dentro a corrupção do Dantas e do governo FHC, limpa a pedra e resolve esse problema botando o dinheiro do BNDES nas mãos desses dois subempresários, já que eles compraram a Telemar sem gastar também. Aí será feita a grande pacificação nacional, que mobilizou essa subimprensa de contratos de prestação de serviços, mas que você nunca sabe que serviços são esses. Então, se houver o Aécio [Neves] candidato em uma chapa que reúna PSDB e PT, como está sendo montada em Belo Horizonte, resolve tudo. Põe todo o Brasil debaixo do tapete. O PSDB esconde ossos do Fernando Henrique no armário do Lula, o Lula esconde no armário seus próprios esqueletos, e o Brasil vai seguir em frente com a conciliação que o Tancredo [Neves] tentou fazer e não conseguiu porque morreu antes. A privatização é o que define o processo da Nova República no regime pós-militar, é a metástase da corrupção no Brasil. O Daniel Dantas é o maior símbolo, herói e beneficiário desse processo que corrompeu o PSDB, o PFL e o PT. Ele corrompeu o PSDB, financiou a filha do Serra e ele é a grana que está no duto do Valerioduto. Que o procurador-geral da República não procurou e que o ministro Joaquim Barbosa não achou. A grana do Valerioduto veio de onde? Dá em árvore ou o Valério era maluco e colocava dinheiro dele no esquema? Ele era um lavador de dinheiro e ninguém quer dizer isso. Fizeram a CPI dos Correios e não pediram indiciamento do Daniel Dantas, porque a bancada dele tem um líder no senado, que é o Heráclito Fortes, e tem um líder na Câmara, que é o José Eduardo Cardozo.
Fórum – No PT, havia uma disputa que envolvia o Luís Gushiken, os fundos e a participação do Dantas…
fevereiro 14, 2008
Rodrigo Maia do Demo e Rede Globo são condenados a pagar indenização por fazerem acusações indevidas no caso do "suposto mensalão"!! Tome!!
TV Globo é condenada por ligar homônimo a mensalão
A TV Globo e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foram condenados a pagar R$ 100 mil de indenização por relacionar, indevidamente, o nome do assessor parlamentar Luiz Carlos da Silva ao mensalão. A condenação foi imposta pelo juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, Robson Barbosa de Azevedo. Cabe recurso.
O autor do pedido teve seu nome divulgado pela Globo na lista de pessoas que estiveram na agência do Banco Rural, onde foram feitos os saques de mesadas pagas a deputados pelo empresário Marcos Valério. A lista fora encaminhada à emissora pelo deputado Rodrigo Maia.
Luiz Carlos da Silva afirmou que, segundo reportagem veiculada pela TV Globo no dia 15 de julho de 2005, a lista de nomes de pessoas que compareceram à agência bancária foi elaborada pelo deputado federal Rodrigo Maia, integrante da CPI do Mensalão. Alegou que a divulgação de seu nome e de sua qualificação lhe causou vexame e mal-estar porque o fato não é verdadeiro.
Destacou, ainda, que descobriu posteriormente se tratar de outra pessoa, um homônimo, que nunca exerceu cargo de assessor parlamentar, como era o seu caso. Assim, sustentou que a reportagem exorbitou os princípios da liberdade de imprensa, pois não houve cautela diante da dimensão da notícia, que atentou contra seus direitos de cidadão.
A TV Globo, para se defender, argumentou que se baseou em fatos verdadeiros, com informações e acusações de terceiros, sem qualquer manifestação de opinião. E ainda: que se limitou a narrar os fatos, sem ofensas. A emissora afirmou que o autor da ação era assessor parlamentar e que esteve na agência do Banco Rural, conforme indicação feita pela CPI do Mensalão.
A emissora sustentou, ainda, a impossibilidade jurídica do pedido e indenização. Motivo: o nome do autor foi citado por alguns segundos, sem qualquer insinuação nem utilização de sua imagem. Afirmou também que a divulgação dos fatos foi motivada pelo interesse público, com amparo na Lei de Imprensa e no direito constitucional à informação e à liberdade de imprensa.
Argumentos e fundamentos
O deputado federal Rodrigo Maia alegou que a lista divulgada consistia em nomes de pessoas que compareceram à agência do Banco Rural do Brasília Shopping, que constavam do rol de funcionários e ex-funcionários da Câmara dos Deputados. Ele afirmou que em momento algum foi dito que o autor efetuou saques bancários.
O deputado sustentou também que devido à imunidade parlamentar não lhe pode ser imputada responsabilidade pelo fato narrado pelo autor da ação judicial, tendo em vista que a menção ao nome deste na reportagem foi feita com a ressalva de que o mesmo não efetuou saques. Ele disse que preveniu a TV Globo de que os dados das listagens eram preliminares e avisou sobre possíveis ocorrências de homônimos.
Para o juiz, o modo como a notícia foi divulgada, vinculando a lista de nomes ao escândalo do mensalão, foi tendencioso, induzindo ao entendimento de que todas as pessoas citadas estavam envolvidas com o noticiado esquema de corrupção, apesar de ter-se ressaltado que Luiz Carlos da Silva não efetuou saques na data em que compareceu à agência bancária.
“Nesses termos, ainda que aplicável a Lei de Imprensa, não se pode olvidar o fato de que o interesse público e o direito à informação não podem subsidiar informações inverídicas e tendenciosas”, afirmou o juiz. Para ele, se não houve saques pelo autor, a divulgação de seu nome foi precipitada e desnecessária.
Conforme o juiz, a divulgação apressada da lista de nomes, sem a verificação dos motivos da presença das pessoas na agência bancária, que é local público, caracteriza dano de natureza extrapatrimonial, ainda que a imagem não tenha sido utilizada.
Para ele, a liberação da lista pelo deputado Rodrigo Maia, ainda que tenha ressalvado o caráter preliminar da mesma, demonstra a atitude culposa do parlamentar, a quem incumbia a discrição necessária no exercício do mandato que desempenha, tendo em vista sua participação na CPI para apuração dos fatos. Segundo o juiz, o mau uso da lista feito pela TV Globo decorreu da atitude inicial do deputado Rodrigo Maia, ao divulgá-la.
Assim, a TV Globo está obrigada também a divulgar o inteiro teor desta sentença nos mesmos programas nos quais foi publicada a lista que originou o dano moral, no prazo de 60 dias, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento da ordem judicial.
Revista
Consultor Jurídicofevereiro 13, 2008
Na Assembléia paranaense, Requião apresenta os números da administração que o credencia à Presidência!! Tremei, censores, facínoras e serviçais!!
Venho a esta Assembléia sob o signo da censura. Passaram-se semanas e confesso que o meu espanto hoje é o mesmo dos primeiros minutos seqüentes ao conhecimento da assombrosa medida. A decisão – que eu saiba inédita – é de tal forma drástica que pergunto às senhoras e aos senhores deputados se não temem que minha presença, neste momento, na tela da TV Assembléia, que transmite ao vivo a sessão, não poderá causar transtornos à emissora. Afinal, em minha fala, inevitavelmente, como é meu dever constitucional, vou dar publicidade às ações do Governo, o que talvez possa ser entendido como promoção pessoal; farei críticas à oposição pelo açodamento e irresponsabilidade de algumas denúncias; e não pouparei parte da imprensa pelo comportamento no episódio, omissa quando não entusiasta da censura.Senhoras, senhores deputados é exatamente isso que proíbem que faça na Paraná Educativa. É possível, então, entender a exorbitância do que foi imposto? Aproveito a ocasião para agradecer às tantas, comoventes e firmes, manifestações de solidariedade. Elas não cessam de chegar. A solidariedade não é devida a mim. O protesto não é a meu favor. Não sou eu o objeto da indignação. Não estou em causa, não sou a causa. Sendo assim, não lamento as declarações a favor da censura, porque não há o que esperar de quem se alegra com a mordaça em adversários. Da mesma forma, não deploro o silêncio de entidades que, pela sua natureza, deveriam se por na vanguarda dos protestos, porque não há o que prantear na tibieza, na frouxidão.
Há certas coisas que consideramos impossíveis, improváveis, até que aconteçam.
Examinemos a história, meditemos sobre os precedentes, não desprezemos tantas lições e alertas, não subestimemos a capacidade do homem de reincidir. Sejamos tão radicais quanto Voltaire e sua frase síntese em defesa da liberdade de expressão: “Posso discordar de tudo o que você diz, mas vou morrer defendendo a sua liberdade de dizê-lo”.
Ao mesmo tempo, quero que não restem dúvidas quanto ao meu apreço pelo Judiciário e pelo Ministério Público. É impressionante o esforço de alguns para emaranhar, enredar, embaraçar, comprometer as minhas relações com um e outro. Que os intrigantes ensaquem a viola e vão açular em outra paróquia.
Não afronto, confronto. Discordo e manifesto as minhas divergências. Legitimamente. Enfaticamente. Lealmente. Harmonia não quer dizer submissão. Respeito não é sinônimo de servilismo.
Não afronto, confronto. Divirjo. Ao longo de minha vida pública, toda ela sustentada pela mais legítima das confirmações que é o voto popular, tenho enfrentado incompreensões e dissabores por minha obstinação em defender pontos de vista nem sempre tão palatáveis, tão dulcinosos ao gosto de alguns. São os percalços das posições que assumo.
Senhoras e senhores deputados, de todo modo, trago a esta Assembléia uma mensagem de otimismo. Uma mensagem de alegria e satisfação pelos avanços e conquistas nesses últimos cinco anos.
Olhando para trás, sinto orgulho do que fizemos e, confesso, não imaginei que fosse possível corrigir tantas distorções em tão pouco tempo, retificar caminhos, melhorar extraordinariamente os indicadores sociais, recuperar as finanças, equilibrar a gestão, resgatar as funções típicas do Estado, investir fortemente em infra-estrutura, gerar empregos, melhorar a vida das pessoas.
Olhando para trás, confronto-me com o balanço da Copel de 2002 e afronta-me o prejuízo recorde de 320 milhões de reais. A curtíssimo prazo, o pior dos cenários: a empresa teria dificuldade para pagar a folha de março e não sobreviveria a outubro de 2003, quebraria. A sangria da Copel, sua contínua e implacável exaustão dava-se principalmente por contratos de compra de energia. Contratos altamente lesivos que ninguém, em sã e boa consciência, entendia como tinham sido assinados. Decidi, então, rever os contratos, renegocia-los. Foi um deus-nos-acuda. Poucas vezes em minha vida fui tão agredido. Foram dias de solidão, de isolamento. Lembram-se do “Risco Requião”? Lembram-se da quantidade de editoriais furiosos, dos discursos coléricos e dos vitupérios?
Entre as tantas e irritadas críticas, lembro-me das declarações do então líder do Governo Senado, Aloísio Mercadante, dizendo que estava afugentando investimentos estrangeiros no País.
No entanto, depois de longas, difíceis, cansativas, mas sempre respeitosas negociações com os nossos parceiros espanhóis e norte-americanos refizemos os contratos e a Copel livrou-se da condenação à insolvência. De tal forma que, já no primeiro ano, em 2003, fechamos o balanço com lucro acima de 171 milhões de reais. De lá, até setembro do ano passado, a Copel acumulou lucros superiores a três bilhões de reais. E investiu dois bilhões e 500 milhões de reais em obras para ampliar, modernizar e melhorar os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia, e na sua rede de fibras óticas.
A disponibilidade de energia para o desenvolvimento e bem-estar dos paranaenses aumentou com a construção das usinas do complexo do Rio Jordão, com as incorporações da Termelétrica de Araucária e da Usina Eólica de Palmas. E será fortemente ampliada a partir de 2011 com a entrada em operação da Usina de Mauá, onde investiremos 950 milhões de reais.
Observe-se que a Copel tem hoje a menor tarifa de energia elétrica do País e que perto de um milhão de paranaenses estão incluídos no programa “Luz Fraterna”, portanto não pagam a conta de luz. Além das tarifas diferenciadas para a irrigação noturna, para setores da nossa economia que precisam do apoio do Governo, como a criação de aves e de suínos.
Não quero elogios por ter cumprido o meu dever como governante, e nem espero que a oposição e a mídia penitenciem-se dos graves erros de avaliação, para dizer o mínimo, sobre o episódio.
Quebramos o dogma do “Pacta sunt servanda”. Mostramos que todos os contratos lesivos ao interesse público podem e devem ser renegociados.
Olhando para trás, confronto-me com a difícil situação das empresas paranaenses, especialmente os micros e pequenos empreendimentos. E afrontam-me os privilégios régios de que se beneficiavam investimentos multinacionais. De uma só penada, logo nos primeiros meses de 2003, isentamos as microempresas do ICMS e cortamos fundo o imposto das pequenas empresas. Hoje, das 214 mil empresas cadastradas na Receita Estadual, 165 mil beneficiam-se do programa. Registre-se que, em 2006, radicalizamos o programa, cortando ainda mais a carga tributária das pequenas empresas.
Não apenas isso. De 2003 a dezembro do ano passado, assinei 62 decretos isentando, diminuindo, diferindo, suspendendo pagamento de impostos ou concedendo crédito presumido de ICMS.
Transformamos a política fiscal em um forte e ativo instrumento de apoio ao desenvolvimento paranaense, de incentivo a quem quer empreender, investir, crescer e vencer. E os resultados estão aí, tão cristalinos, incontestáveis.
Hoje, o Paraná apresenta o menor índice nacional de mortalidade de micro e pequenos empreendimentos. Uma taxa em torno de 2,1 por cento. Quando assumimos, em 2003, o índice era de 4,5 por cento. Também aqui, um avanço significativo.
Dias desses, vi repercutida com destaque a afirmação de um deputado oposicionista dizendo que o nosso Governo não trouxera nenhuma grande fábrica ao Paraná. Não acredito que a eficiência de uma administração possa ser medida pelo tamanho da fábrica que atrai. E sim pela qualidade do investimento, pelos empregos e impostos que gera. Não parece que o governo que me antecedeu possa dar bons exemplos disso.
De qualquer forma, quero compartilhar com o deputado ótimas notícias. Além da isenção e corte de impostos das pequenas e microempresas, temos ainda o programa “Bom Emprego”, que estimula a implantação, reativação e expansão de indústrias, dilatando em até 48 meses o recolhimento de parte do ICMS. Com um detalhe: quanto menor for o IDH do município onde houver o investimento, maior a vantagem da empresa, cuja dilação de imposto poderá chegar a 90 por cento. Embora poucos saibam – afinal, parece que boa notícia não é notícia – esse programa é um sucesso. Até o momento, ele totalizou três bilhões e 100 milhões de reais em incentivos. São 88 médias e grandes empresas beneficiadas, instaladas em 40 municípios diferentes, especialmente em regiões mais pobres do Estado, gerando perto de 50 mil empregos diretos e indiretos. E se querem grandes fábricas, podemos falar de grandes fábricas e de outros grandes investimentos. Como a Hexal, em Cambé, com 550 empregos diretos; a SIG, em Campo Largo, com 250 empregos; a Zadville, em Pato Bragado, mais cem empregos; o Centro de Distribuição Destro, na Cidade Industrial de Curitiba, com mil empregos; o Centro de Distribuição das Casas Bahia para a região Sul, em São José dos Pinhais; a Prati Donaduzzi, uma grande unidade de medicamentos, em Toledo; expansões e novas unidades da Klabin, da Sadia, da Perdigão, da Petrobrás, da Mascarello. Um dos preceitos básicos do jornalismo – de resto, da vida – é buscar a verdade nos fatos. Vamos, então, em um esforço de reportagem, aos fatos e, através deles, à verdade. O fato é: esse conjunto de políticas fez com que o Paraná se transformasse, em proporção ao seu número de habitantes, no Estado que mais gera empregos diretos no País. Nesses cinco anos, foram criados mais de 460 mil empregos com carteira assinada. Enquanto que, nos oito anos do governo que me precedeu, o governo das grandes fábricas, foram gerados apenas 37 mil e 882 empregos formais. Isso é fato. Isso está registrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o CAGED.
O Paraná, sozinho, acumula hoje perto de 50 por cento dos empregos com carteira assinada da região Sul. Embora a discrepância seja tanta, ainda assim, não vi ninguém interessado em investigar o assunto. Sem querer pauta-los, isso me parece uma boa pauta. Ainda em relação à economia, partilho outras boas notícias. As nossas exportações elevaram-se de sete bilhões e 200 milhões, em 2003, para 12 bilhões e 350 milhões, em 2007. Nossos negócios com o exterior crescem acima da média nacional. As missões comerciais para os países do Mercosul, à Europa, Canadá, Estados Unidos e Ásia reuniram mais de 500 empresas paranaenses, grande parte delas realizando sua primeira experiência internacional. Só com os nossos vizinhos, elas fizeram transações superiores a 500 milhões de dólares.O dinamismo de nossa economia revela-se ainda no aumento da arrecadação ano passado, 25 por cento maior que em 2006, contra o crescimento médio nacional de 16 por cento.
Mais boas novas: os empregos com carteira assinada na indústria de alta tecnologia tiveram um incremento de 41 por cento, nos dois últimos anos. Isso é mais do que a metade do crescimento registrado em uma década. Quer dizer, a indústria de alta tecnologia paranaense experimenta uma expansão extraordinária, colocando o nosso Estado entre os mais avançados no setor.
Aqui, destaco a grande contribuição de nossas universidades, de nossos institutos de pesquisas, do Tecpar, do Lactec, do Iapar, da Fundação Araucária. A pesquisa científica no nosso Paraná fixou-se como prioridade. Hoje, mais de 300 projetos de ciência e tecnologia estão em andamento, através de redes de inovação.
Alta tecnologia significa o futuro. Estamos abraçando o futuro.
Olhando para trás, confronto-me com tarifas de pedágio abusivas e com a malha rodoviária estadual destruída. Dupla afronta aos paranaenses.
As recentes licitações para a implantação de pedágio em rodovias federais que cortam o Paraná demonstraram, de vez por todas, que tínhamos razão em classificar as tarifas vigentes como um verdadeiro assalto à economia paranaense. E consolida a nossa decisão de rever contratos.São mais de 40 ações na Justiça. Ao contrário do que os detratores caluniam, não recuso a negociação. O que não aceito são os pequenos descontos, ridículas concessões tendo em vista o desaforo das tarifas em vigor, e ao que já arrecadaram, em relação ao que pouco investiram. Os paranaenses não me elegeram para fazer salamaleques e genuflexões a esse verdadeiro sancta-sanctorum da selvageria neoliberal.

TRIVELA
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Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
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Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
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