ENCALHE

julho 27, 2008

Verônica Serra nega relação comercial com irmã de Daniel Dantas.

Verônica Serra diz que não era sócia da irmã de DVD, só colega de diretoria na mesma empresa
HORA DO POVO, ed. 2687, 25/07/2008
Segundo Verônica Serra, ela nunca viu a outra Verônica, a Dantas. Elas não eram sócias da empresa, apenas integravam o “conselho de administração”. No entanto, não é isso que consta no documento de registro da empresa. A diretoria executiva era composta por seis pessoas: Brian Kim (Citibank), Verônica Dantas (Opportunity), Guy Nevo (Decidir Argentina), Verônica Serra, Esteban Nofal e Esteban Brenman.

Desmentido de Verônica não desmente
Verônica Serra, filha do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), emitiu nota em que tenta negar ter sido sócia de Verônica Dantas numa empresa chamada “Decidir.com”, cuja sede fica na Argentina. O esclarecimento surgiu com a prisão de Verônica Dantas e de seu irmão Daniel Dantas e após alguns órgãos de imprensa terem relembrado uma matéria publicada pelo HP em 24 de setembro de 2002, dando conta da parceria entre as duas.
Segundo Verônica, a Serra, ela nunca viu a outra Verônica, a Dantas. Elas não eram sócias da empresa, apenas integravam o “conselho de administração”, e o objetivo principal da Decidir não era o de facilitar que os seus clientes se tornassem fornecedores do Estado. De acordo com Verônica, a Decidir apenas prestava “serviços nas áreas de checagem de crédito, verificação de identidade e processamento de pagamentos”.
Na tentativa de rfutar o documento (ver ao lado) publicado pelo HP, Verônica traz novas revelações das engrenagens da empresa. De acordo com suas explicações, ela chegou até à Decidir através do grupo International Real Returns (IRR), que detinha uma participação minoritária na empresa argentina. “Eu era representante do IRR – não sua sócia e nem acionista”, diz. Junto com a sua entrada, por obra do destino, veio também o interesse de alguns investidores, como o fundo Citibank Venture Capital (CVC), que por “ter um acordo com o CVC Opportunity no Brasil, decidiu convidá-lo para co-investir na Decidir”.
Segundo Verônica Serra, foi aí que entrou Verônica Dantas, que fora alertada pelo Citi e indicada “pelo Opportunity para representá-lo no conselho de administração da Decidir”. Mas, a xará Dantas nunca compareceu às reuniões do conselho, que ocorriam uma vez por mês em Buenos Aires. Nem era preciso, Verônica Dantas podia ficar tranqüila, pois “o Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir”.
No entanto, não é isso que consta no documento de registro da empresa (veja fac-símile). A Diretoria Executiva era composta por seis pessoas: Brian Kim (Citibank), Verônica Dantas (Opportunity), Guy Nevo (Decidir Argentina), Verônica Serra, Esteban Nofal e Esteban Brenman (ambos da Decidir Argentina).
Verônica Serra resolveu sair da Decidir em 2001. Junto com ela foram-se embora o Citi, o Opportunity e os investidores. Restaram apenas os argentinos, que mantêm a empresa até hoje e continuam sócios, ou membros do “conselho de administração”. A página da empresa na internet também foi remodelada, e a sua especialidade – a de oferecer em sua base de licitações “a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado” – foi apagada.
Além disso, uma breve pesquisa na internet mostra que a posição de Verônica não costumava se resumir a mera “conselheira”. Numa matéria publicada na revista “Istoé Dinheiro”, muito simpática à moça, ela é apresentada como a musa do capitalismo, com “excelentes contatos” e “parceiros estratégicos”. Sua forma de atuação era a seguinte: “Ela entra com assessoria, participação de 5% a 20% do negócio e, algumas vezes, atração de outros investidores”.
Isso havia lhe rendido participação em “quatro empresas na Argentina, duas no Chile e três nos Estados Unidos, lançadas por empresários latinos”. Um dos exemplos citados é a sua atuação na Patagon, site de finanças com sede na Argentina, na qual foi paga com ações da companhia. Ou seja, o seu trabalho de conselheira era pago com ações, vendidas posteriormente a peso de ouro.
Se a intenção de Verônica Serra era se esquivar de sua antiga ligação com Verônica Dantas, por esta ter sido presa pela Polícia Federal, não funcionou muito bem. Ela apenas colocou mais lenha na fogueira.

ESCLARECIMENTO
Visando esclarecer matérias publicadas em órgãos imprensa e na internet, que envolvem minha atividade profissional, eu gostaria de esclarecer o seguinte:
1. A diferença entre ser sócia e membro do conselho
A Decidir foi um investimento feito pelo fundo chamado International Real Returns (IRR), para o qual trabalhei entre Set/1998-Mar/2001. O IRR investiu na Decidir e deteve uma participação minoritária (4.2%). Eu era representante do IRR – não sua sócia e nem acionista . Nunca recebi ações do fundo e sim o representava em alguns de seus investimentos. Fiz parte do Conselho da Decidir, que significa Board of Directors em inglês. Na época do primeiro investimento, o fundo Citibank Venture Capital (CVC) através de seu escritório de NY, que cuidava de investimentos para a America Latina, foi líder na rodada de investimentos. Por ter um acordo com o CVC Opportunity no Brasil, decidiu convidá-lo para co-investir na Decidir. Outros investidores incluiam grandes fundos americanos que tinham experiência em investir no setor de tecnologia.
2. Veronica Dantas
Foi indicada pelo CVC Opportunity para representá-lo no conselho de administração da Decidir. Não conheço Veronica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail. Ela nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir – todas ocorriam mensalmente em Buenos Aires. O Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir.
3. Serviços prestados pela Decidir
A empresa era uma “ponto-com” que provia três serviços: checagem de crédito, verificação de identidade e processamento de pagamentos. São estas as áreas de atuação não havendo qualquer ligação com licitações públicas como afirma a matéria. A própria empresa soltou uma nota em 2002 – na época das eleições, para desmentir este e outros fatos publicados erroneamente. Nunca houve nada ligado a licitações.
4. Empresa sediada em Miami.
A Decidir sempre foi sediada em Buenos Aires, onde viviam seus fundadores e onde estava o grupo de desenvolvimento de software. No auge da bolha da internet, foi aberta uma subsidiária em Miami pois havia a perspectiva de poder operar no mercado americano. Este plano foi logo abandonado, assim como foram abandonados os projetos de manter uma filial no Mexico e no Chile (vendidas aos executivos locais). Os investidores originais já não participam mais da Decidir. Eu não tenho nenhuma ligação com a empresa desde o primeiro semestre de 2001, quando me desliguei do fundo para o qual trabalhei e por consequência do conselho da Decidir.
5. Política e vida privada
Compreendo o interesse, independente da motivação, em vasculhar a vida de pessoas públicas. No meu caso, não foi minha escolha e me mantenho distante da vida pública, especialmente no que se refere `a minha atuação profissional. Quem trabalha ou trabalhou comigo sabe disto e pode testemunhar a respeito. Já àqueles que se dedicam a inventar e distorcer os fatos, só me resta ter de gastar meu tempo – que preferiria dedicar à minha família – tendo que explicar fatos e me defender de calúnias, passando pela desagradável experiência de ver meu nome publicado por aí ligado a um emaranhado de inverdades.
Veronica Serra

E MAIS:

Veronica Allende Serra
MercadoLibre, Inc
Appoints New Board Members
BUENOS AIRES, Argentina, Sep 20, 2007 (PrimeNewswire via COMTEX News Network)
Veronica Allende Serra is Founding Partner of Pacific Advisors where she advises funds and corporations in their acquisitions and strategy. Between 1998-2001, she ran the office for Latin American Investments for International Real Returns LLC, a holding of global investments with US$600M under management who’s principal capital was from the shareholders of Lazard Freres. Veronica has already invested in over a dozen companies in the United States and Latin America. She was an advisor and investor of Patagon, an on-line brokerage and bank that was sold to Banco Santander in the year 2000. Veronica is a member of the advisory board of Endeavor Brazil and of the International Advisory Board of Endeavor Global. Between 1997-1998, she was Vice President and Assistant to the CEO of Leucadia National Corporation, an investment holding company with a market cap over US$ 10 billion based in New York, NY. Veronica has an MBA from Harvard Business School and a Law degree from the University of Sao Paulo – USP. She also holds an Art and Advertising degree from the Escola Panamericana de Arte.

IstoÉ Dinheiro
Quarta-feira, 25 de Setembro de 2002
AS DUAS VERÔNICAS
Verônica Serra, filha do candidato do PSDB, era sócia até 3 de maio último de Verônica Dantas Rodenburg, irmã de Daniel Dantas, do Opportunity. Elas fundaram juntas uma empresa de internet, a Decidir.com, que continua em plena atividade. A empresa foi registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377. Tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil. O site oferece dicas sobre oportunidades de negócios, incluindo a área de licitações públicas no Brasil. Consta no site: “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. A filha de Serra tirou o nome da empresa antes do pai ser oficializado candidato.

PERFIL
Verônica Serra
Você não conhece, mas a filha do ministro pode ser a mulher mais importante da Internet brasileira
Quantas mulheres importantes existem na Internet brasileira? Se você está com dificuldade em lembrar de um nome, anote este: Verônica Serra. Ela tem 30 anos e diz que já ganhou na rede mais dinheiro do que sonhava ganhar a vida inteira. Ativa e bem relacionada, a moça pilota do Itaim, como sócia, o escritório latino-americano da International Real Returns ( IRR ), uma empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu. Nos últimos 13 meses, essa advogada com MBA em Harvard ajudou a criar 12 empresas de Internet ( oito delas fora do Brasil ) e montou uma teia de relações que a coloca no centro do nascente setor de capital de risco brasileiro. No seu currículo estão sites conhecidos como Zoyd, Decidir e Superbid. “Ela é uma das pessoas mais argutas que eu conheço”, opina o empresário Marcos de Moraes, sócio fundador do portal ZipNet, que andou discutindo negócios com a jovem capitalista. “Seu trabalho se destaca do resto do mercado pela qualidade dos projetos.” Ah, sim: Verônica é a filha mais velha do ministro José Serra, da Saúde, mas acredita que isso não tem importância no seu ramo de negócios. “Quem está na Internet não tem nada a ver com a área dele”, afirma. “Por ter feito o que fiz, tão cedo, as pessoas percebem que não há relação de favorecimento.”
Simpatia como arma. Ninguém deve imaginar Verônica parecida com o pai sisudo. Ela fala pelos cotovelos, sorri muito, usa a simpatia como arma. Nem é menina rica matando o tempo enquanto alguém toca o negócio. Dá expedientes de 11 horas, viaja até três vezes por mês ao exterior e despacha e-mails às três da madrugada. Nos finais de semana, para desgosto do marido, carrega o lap-top para casa. “Não acho que meu ritmo seja normal, mas eu adoro o que faço”, explica-se, sorrindo. Enquanto Serra é identificado com a Velha Economia, industrialista e keynesiana, sua filha é a cara da Nova Economia – financeira, digital, americanizada. O vocabulário e as referências de Verônica são Wall Street puro, ou puro Vale do Silício. Não há na conversa nenhum resquício da garota que foi diretora do Centro Acadêmico XI de Agosto, na Faculdade de Direito da USP, e puxou passeatas contra Fernando Collor. Ela lembra, irritada, que seu grupo no CA foi acusado de ser parte do PSDB e receber apoio financeiro da Fiesp. “Esse tipo de mentira me deixa tão indignada que eu prefiro não tomar parte da política”, diz ela. O pai político, por sua vez, também costumava ser cético em relação à Internet. Com o tempo, tranqüilizado pelo sucesso da filha, passou a se interessar e simpatizar. Agora, o ministro até manda recortes de jornais sobre o assunto. “Ele só acha que eu trabalho muito”, diz Verônica. Por conta do exílio do pai, ela nasceu no Chile e mudou-se aos quatros anos para os Estados Unidos. Chegou ao Brasil aos nove anos, em 1978. O lado bom dessa infância itinerante é que Verônica fala inglês e espanhol fluentemente.
O pulo do gato da sua carreira de capitalista de risco foi Harvard, para onde Verônica mudou-se em 1995 com uma bolsa de estudos. Lá, conseguiu o primeiro trabalho com fundos de investimentos, em uma companhia de administração de recursos chamada Leucadia. Seu desempenho ali levou-a à IRR. Mas os dois anos em Harvard serviram, sobretudo, para que montasse uma rede de relações pessoais que são a chave do seu trabalho, aquilo que os americanos chamam de networking. Mesmo os concorrentes que não gostam do seus estilo – arrogante, dizem — admitem que a moça tem excelentes contatos. Foi um amigo de curso que a colocou em contato, por exemplo, com os jovens argentinos que fundaram o site de finanças Patagon. Quando eles quiseram entrar no Brasil, em janeiro de 99, Verônica ajudou a contratar um CEO, arranjou parceiros estratégicos e deu conselhos gerais para o implante do negócio. Foi paga com ações da companhia. No início de março, quando o banco Santander comprou 75% da Patagon por US$ 550 milhões, as ações de Verônica já valiam 100 vezes mais. E ela não vendeu. Em julho próximo, quando a empresa entrar na Bolsa americana, o valor dos papéis poderá dar outro salto – ou não, porque há no ar um certo cansaço em relação aos papéis Internet. “Vamos ver. Talvez eu tenha tomado a decisão errada”, diz ela.
Quatro projetos Além de torná-la pessoalmente rica, o negócio da Patagon abriu para Verônica as portas para outros projetos latino-americanos. Hoje, ela tem no currículo quatro empresas na Argentina, duas no Chile e três nos Estados Unidos, lançadas por empresários latinos. Ela entra com assessoria, participação de 5% a 20% do negócio e, algumas vezes, atração de outros investidores. Os planos desses empreendedores chegam a ela, entre outras vias, pelo Círculo Pinguim – uma rede informal montada em torno dos fundadores da Patagon e seus amigos. A maioria deles, como Verônica, tem passagens nas universidades americanas. Isso é 100% networking, e funciona. “Na Internet, quem está fazendo sucesso se conhece”, diz ela. Trata-se, agora, de fazer-se conhecida também entre os brasileiros que ainda não fazem sucesso na rede, mas têm bons projetos de negócios. E a concorrência está dura. Pela primeira no Brasil, há mais dinheiro na praça do que boas idéias. E há uma moça obstinada correndo atrás delas.

 

Cadastre-se no WiBi - O Buscador que dá Prêmios
Como ganhar dinheiro na internet

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.