Eu não entendo direito. Deve ser algum caso de “esquizocrisia” ( que acabei de inventar, é a junção entre “esquizofrenia” com “hipocrisia” ). Mostro exemplos: num dia ( 2 de Abril ), o Estadão publicou a opinião de Rolf Kuntz ( link no final ), em que este critica o estudo do IPEA, que diz algo que sentimos diariamente: não há sobra de servidores públicos, mas falta deles. O Rolf, fiel ao princípio da diminuição do Estado na economia, e contrariado pelo esudo do Ipea, bateu na medalhinha: o Ipea já não era mais o mesmo. “Fora tomado pelos bolchevistas”, diria aquele Professor Hariovaldo. Onde antes haviam profissionais e especialistas, agora há “companheiros” e ideólogos. Não vou entrar no mérito da questão. Pois bem, ontem o Estado publicou uma carta de alguém do Ipea, respondendo ao eminente Klutz, ops, Kuntz:
“Poucos servidores
Sobre as críticas do sociólogo José Pastore (A febre diminuiu, mas o doente está mal?, 19/3, B3) e do jornalista Rolf Kuntz (O Estado balofo e seus defensores, 2/4, B2), contra pesquisa recentemente divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que revela que o setor público no Brasil é pequeno se comparado a países europeus, aos EUA e a países da América Latina, é preciso destacar que a eficiência depende, sim, da quantidade de servidores. Afirmo e repito, com base em números: o Brasil tem poucos servidores. O número de processos por juiz, por exemplo, é absurdo e não há “produtividade” que dê conta da morosidade da Justiça se o número de juízes por habitantes não aumentar. Esse raciocínio vale para médicos, professores, fiscais, policiais, enfermeiros, pesquisadores, militares nas fronteiras, controladores de voo, etc. O objetivo da pesquisa do Ipea não é “defender o aumento do número de servidores públicos” como um fim em si mesmo, mas defender a qualidade e a extensão dos serviços públicos. É triste constatar que sempre que um novo estudo do Ipea – ou de qualquer outro órgão produtor de conhecimento aplicado ou teórico – não segue o discurso único dos ortodoxos, é rotulado de “não técnico”. Questão de ponto de vista e também de interesses de classe. As convicções graníticas e as técnicas dos economistas ortodoxos levaram o mundo ao impasse em que se encontra hoje.
FERNANDO AUGUSTO M. DE MATTOS, pesquisador, é um dos autores do estudo Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução Recente, produzido pelo Ipea
São Paulo”
Mas, um negócio que eu não entendo: por quê os mesmos jornais e revistas que dão amplo espaço para a discussão – sem eufemismo: para as “críticas” mesmo – sobre o tamanho do Estado, seu “inchaço” e ineficiência mastodôntica, também têm um discreto costume de, por vezes, mostrar a seus leitores, que o EMPREGO PÚBLICO é uma boa, que os CONCURSOS PÚBLICOS são “uma opção em tempos de crise”, que o emprego público “garante bons salários e estabilidade”, e o car***alho a quatro? Geralmente nos cadernos de empregos encontramos essas informações. Bom, quem lê jornal é, quase que certamente, o público a quem se destinam as opiniões e notícias “anti-Estado”. Mas, esse mesmo público-alvo e consumidor, por vezes, também é brindado com celebrações “ao emprego na máquina”. Meu, se eu fosse funcionário público, eu jamais assinaria veículos que tentam tirar meu ganha-pão. Pior, se alguma estatal ou órgão do governo manter assinaturas e gastar meu dinheiro com isso.
E, se eu fosse leitor contumaz desses veículos, e já tivesse aderido às idéias por eles propostas, eu me recusaria a trabalhar no Estado Leviatânico, e nem deixaria meus filhos prestarem concursos para entrarem lá. Questão de princípios, cacete! E agora? Quem será que não tem princípios sólidos a serem obedecidos? Jornais, leitores ou funcionários públicos?
Na página Ce2, Caderno de Empregos do Estado de SP, em 05 de Abril, saiu essa: “Concursos públicos atraem mais em tempos de crise – Estabilidade e salários convidativos [ Ué? Mas sobre isso não foi dito, na época de FHC, que "estabilidade" quer dizer "QI ( quem indica )" e "salários convidativos" significa "nababescos, exagerados, inchados, desmerecidos"? ] fazem cada vez mais profissionais pensarem na opção”.
Meus amigos, queiram por favor decidir: o Estado é “caro, custoso, incompetente, intrometido e incapaz”, ou é um oásis onde a famigerada classe-média vai buscar refúgio, quando as teorias que ela aceitou – e a elas aderiu entusiasticamente – a partir das leituras de jornais começam a ruir?
Estado de São Paulo -02/04/2009



TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
Y. COPRÓFAGOS ANÔNIMOS
YOU TUBE
ALERTA TRANSGÊNICOS ( OBS: BANIDO )
ALTERNATIVE TENTACLES
GREG PALAST
ADSL Residencial
Antivírus
LIVRARIA CULTURA
Virtual Books


- Shoutwire - Internet News for the Masses






