ENCALHE

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

junho 23, 2009

Sempre atrás de alguma moda para seguir, classe média paulistana é porta de entrada da gripe suína no país!

O pequeno post a seguir, surrupiado ao blog do Professor Toni, sintetiza a impressão que tive quando me deparei com as escandalosas manchetes e chamadas nos informando que a doença apocalíptica havia, finalmente, tal como uma “marolinha”, chegado com uma força avassaladora no país: o Pueri Domus, e depois outro colégio que não lembro, cerraram as portas e anteciparam as férias, devido a descoberta de alunos contaminados com o famigerado vírus, contraído em viagem à Argentina. Os dois estabelecimentos são frequentados por criaturas da classe média. Deve haver algum tipo de justiça cármica ou coisa parecida nisso: seria o fim da picada se essa doença surgisse num colégio do Capão Redondo ou outra escola pertencente à “Rede do Apagão Educacional Continuado Tucano”. Sério, meu.
Já que foi com a classe-média, podemos relaxar e gozar. Hahaha! Se fú, meu! ( Eu não tenho alma, podes crer. Hahaha! )

Uma gripe de “classe”
O jornal SPTV noticiou que três colégios suspenderam as aulas por causa de registros da gripe entre seus alunos.
Todos os alunos contrairam a danada em viagem ao exterior.
Logo nenhum desses colégios fica no Capão Redondo.

maio 26, 2009

Jaz São Paulo: "NO 1º. MUNDO PODE: 3º.Mandato e cidades sem carros"

NY privilegia pedestre e combate o carro
24/05/2009 – O Globo
O prefeito Michael Bloomberg anda sonhando com uma Nova York sem carros.
Nos anúncios que começaram a ser veiculados na TV e que lançam a sua candidatura para o terceiro mandato na eleição de 2010, Bloomberg revela seus planos de transformar a maior metrópole americana numa cidade ecologicamente correta, reduzindo o tráfego de veículos em pelo enos 30% até 2013.
Ele começa a executar seus planos hoje, com o fechamento da Broadway entre as ruas 42 e 47 e entre as ruas 33 e 35, em Manhattan. O tráfego na área vai ser deslocado para a Sétima Avenida. O prefeito quer fazer da Times Square um espaço exclusivo de pedestres — o maior outdoor de sua campanha por uma “Nova York verde”.
Bloomberg também já iniciou projetos semelhantes em outras regiões de Nova York. Já existem “ilhas de pedestres” em vários pontos da cidade: no Meatpacking District (na Nona Avenida, na altura da Rua 12, em frente a pontos noturnos badalados como o restaurante Pastis e a danceteria do Hotel Gansevoort), ou em Dumbo, no Brooklyn, nas cercanias da Water Street, uma área repleta de teatros e de restaurantes à beira do Rio Hudson.
Nos fins de semana do verão, também trechos da Park Avenue, no Upper East Side, serão fechados para pedestres.
Planos incluem a ampliação do metrô
As iniciativas visam a habituar os nova-iorquinos com o novo plano de metas, o PlaNYC.
Além de reduzir em 30% a emissão de gases poluidores, Bloomberg quer plantar um milhão de árvores, obrigar condomínios e empresas a seguirem novas regras de economia de energia e de água, implantar parques nas escolas, incentivar o uso de fontes alternativas de energia, aumentar as taxas de pedágio e estacionamento, ampliar a rede de metrô e as áreas exclusivas para pedestres e bicicletas.
Bloomberg quer fazer com que uma nova mentalidade ecológica leve os nova-iorquinos a usarem ainda mais a rede de metrô.
Por isso fez um acordo com o governador David Patterson, que possibilitará à prefeitura trabalhar junto com a MTA, a empresa estadual que administra a rede de transportes, a fim de trazer parte dos investimentos do pacote de estímulo à economia para a ampliação do metrô.
Mesmo com o orçamento público apertado pela crise, Nova York terá a ampliação de três linhas: em julho, a linha G, no Brooklyn, vai ser estendida por mais cinco estações, até Prospect Park; a linha 7, que atravessa Manhattan, vai ganhar mais duas estações; e a construção de uma nova linha no Lower East Side, partindo da estação de Fulton Street, vai consumir US$ 424 milhões do pacote de Barack Obama até 2014. Tudo para incentivar os habitantes a deixarem de lado o carro.
ENTREMENTES, NO 3º. MUNDO ( OU MELHOR, THE THIRD WORLD, pois em inglês é mais cosmopolita e as pessoas que aparecerão são tudo de melhor de nossa cidade amada e moderna ):
Aversão a dar carona é maior no Itaim Bibi ( lê-se: “Eeh-ta-him Bee-Bee” )
BOL, 24.05
Quem mora no Itaim Bibi considera os engarrafamentos o principal problema da região onde vive. Também, pudera: o distrito nobre da zona oeste de São Paulo, que atrai a maior quantidade de viagens de carro por dia, atrai também os motoristas com hábitos mais individualistas da capital paulista.
De cada cinco motoristas que têm o Itaim Bibi como destino diariamente (o que inclui quem mora no distrito ), só um leva passageiro. É quase o dobro da média da cidade, que é de um motorista com acompanhante a cada dois carros, segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô, espécie de censo dos transportes.
Apontado por especialistas como agravante do caos do trânsito, o uso do automóvel quase sempre com ocupação mínima ( chamado de “irracional” por alguns, já que o compartilhamento ajudaria a tirar carros da rua e melhorar o trânsito e a qualidade do ar ) tem como protagonistas desde motoristas que não dão carona por convicção até quem nunca se ofereceu para levar o vizinho ou o colega simplesmente porque ignora para onde ele vai.
Os outros nove distritos que mais atraem carros por dia também fazem a média de caronas da cidade comer poeira.Junto com o Itaim, Pinheiros, Jardim Paulista e Perdizes, na zona oeste, e Vila Mariana, Saúde, Moema, e Santo Amaro, na região sul, formam a “mancha” do individualismo no trânsito no mapa da cidade.
Os “ingredientes” para atrair carros são mais ou menos os mesmos: são de classe média [ NOTA: em seguida, notícias importantes sobre esta parcela da nossa sociedade ] alta, ficam na região central, têm alta concentração de carros por família e grande densidade de prédios altos.
Nesses distritos a quantidade de viagens atraídas por dia supera 100 mil e, em geral, só um a cada três motoristas leva passageiro. A exceção é Perdizes, que com Sacomã (sul) e Santana (único da zona norte) completa o “top 10″ do individualismo –a média nos três é de uma carona a cada dois carros.
Conversa fiada
“Dar carona para ajudar a melhorar o trânsito é conversa fiada. É como vestir camisa branca para protestar contra a violência: não resolve nada”, diz o comerciante Gilberto Giusepone, 61, que trabalha no Itaim Bibi, onde chega de carro sozinho todos os dias. “O que ajuda a diminuir o trânsito é mais metrô, linhas de ônibus mais inteligentes e menos ruas usadas como estacionamento.” [ OBS: Ele tem razão, gente. Se você tem um problema difícil de resolver, o ideal é não fazer nada. Você não deve ousar abrir mão de seus objetivos. Isso que dizer que, como os crimes e a violência estão no DNA da Humanidade, desde Caim & Abel Bros., não devemos gastar dinheiro em Segurança, pois se trata de um problema insolúvel. E além disso, o problema do trânsito não passa necessária e obrigatoriamente pela questão do mero "transporte das pessoas". A questão é de outra natureza: auto-estima, exibicionismo, status, padrão de consumo, ambição. Por isso, investir em Metrô e Fura-Fila é desperdício. As pessoas -os PEDESTRES inclusive - respeitam e LOUVAM o automóvel ]
Dona de um consultório no mesmo centro empresarial onde Giusepone trabalha, a médica Regina Messina, 38, até costuma dar carona. Mas só para os amiguinhos de escola de seus dois filhos de 9 e 7 anos –o restante das atividades ela faz “sozinha mesmo”.”Tenho carro e tenho onde estacionar. Então, nem cogito [pegar carona]“, diz ela, que mora nos Jardins (oeste), a 4,5 km (a 12 minutos de carro) do trabalho. Na casa, são dois carros: um dela, outro do marido.
O centro empresarial onde a médica e o comerciante trabalham recebe 2.000 carros por dia. Em 30 minutos, na manhã de quarta-feira, de 36 veículos que passaram por uma das entradas do estacionamento, só cinco levavam passageiros.
Regina diz que não se incomodaria em levar um vizinho ou um colega de trabalho se os locais onde mora e frequenta criassem algum projeto de incentivo à carona solidária -algo que, porém, diz jamais ter visto. Ir de carona ou de transporte público? Jamais. “A comodidade [de andar de carro] é muito atraente”, confessa.

Gráfico: Dos 10 distritos onde o “Meu pirão primeiro” é a regra, 9 estão nas Zonas Oeste e Sul. Se eu tivesse o trabalho de comparar este gráfico com outro apontando quais foram os candidatos vencedores nestes locais, nas eleições para Prefeito e Governador, que resultado vocês acham que daria?
Técnicos divergem sobre carona solidária
FOLHA DE S. PAULO – SP, 24.05.09
Editoria: COTIDIANO
Para consultor, tendência de viajar sozinho é preocupante; engenheiro insiste que a solução é investir em transporte público
Grupos que organizam carona dizem que procura ainda é muito baixa; em site, dos 500 cadastrados, 250 são de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
Em dez anos, a taxa de ocupação dos automóveis particulares em São Paulo caiu 5% -de 1,5 para 1,4 passageiro por veículo. Significa que, além do número de automóveis, a quantidade de motoristas que não leva ninguém também cresceu.
A tendência ao uso individualista do carro é considerada preocupante por especialistas. “É uma tendência burra, contrária a uma visão de cidade solidária”, diz o ex-técnico do Metrô Luis Otávio Calagian, hoje consultor independente.
Eles se dividem, porém, entre os que consideram esse individualismo uma consequência da deterioração das condições de mobilidade na cidade e os que o veem também como causa do problema, a ser combatida com ações específicas.
“Carona solidária é uma boa ideia, mas não boto muita fé [que melhore o trânsito]. O que tira o cidadão do automóvel é transporte público e tornar a viagem cada vez mais cara [aumentar estacionamento]“, diz o engenheiro de transportes da USP Jaime Waisman.
Já Calagian considera necessário, além dessas políticas, ações do poder público e da sociedade civil para fomentar a carona. “É preciso propaganda e campanhas educativas, para mostrar que a forma atual de usar o carro é uma idiotice”.
Para Waisman, a carona solidária jamais terá grande abrangência. “Colegas de trabalho podem até ir juntos, mas, e a volta? Alguém sempre sobra”, diz ele, entusiasta, entretanto, das redes de carona entre pais de alunos. “Essa funciona, porque concilia os interesses de todos. E ajuda o trânsito.”
Sem rede
Não faltam, na internet, opções de sites que cadastram origens, trajetos e destinos de pessoas dispostas a dar e pegar carona. Mas a rede ainda não é capaz de fazer com que parte expressiva dos motoristas partilhe o carro ou deixe-o em casa.
Criador do Caroneiros.com em 2007, primeiro site de oferta e procura de caronas do país, o analista de sistemas Rafael Chagas diz que, dos cerca de 500 “caronistas” cadastrados, 250 são de São Paulo (56% dos trajetos são dentro da capital). Desses, só um terço são pessoas se oferecendo para dar carona.
O número ainda é insignificante frente às 4,6 milhões de viagens diárias de carro na cidade -fica longe, por exemplo, das 2.890 viagens que acontecem diariamente no distrito menos movimentado da capital (Marsilac, no extremo sul).
Criador do Urbanias, site que dá informações sobre trânsito, Ricardo Joseph diz que um cadastro de interessados em caronas criado pelo site, no início do ano, até agora não atraiu “nem cem pessoas”.
“Preocupação com a segurança é uma desculpa fácil [para não dar/pegar carona]. As pessoas não abrem mão de escolher a hora que querem sair de casa, não querem ir para o trabalho conversando com quem não conhecem ou ouvindo música que não gostam.”
O professor Waisman, porém, não minimiza os riscos em relação à segurança ligados à ideia. “Um único caso trágico já faria um revertério [à carona solidária].”
(RICARDO SANGIOVANNI)
NEM TUDO É MÁ NOTÍCIA:
Homens de classe média são vítimas preferidas de assaltantes ( ESTADO, 23.05.09 )
Não é ótimo?

abril 4, 2009

EU TAMBÉM ACHO QUE 94 ANOS DE CANA É UMA PENA EXAGERADA PARA MME. ELIANE…

É sério!!
Já assistiram, nos últimos dias, o programa do Dave Letterman ( Late Nite )?
Sim, aquele que é engraçado e inteligente demais, para ser apreciado pela classe média paulistana, já que esta prefere o Jô…
Pois então. O Dave, toda noite, faz algum chiste ou comentário tendo, como vítima, o Bernie Madoff, aquele que roubou U$ 65 biliões.
Então, o roubo piramidal e faraônico do Madoff lhe conferiu a pena de 150 anos. 60 anos mais que a mme. Melia, ops, Eliane Tranchesi que, por sua vez teria sonegado valores não muito superiores a um milhão de reais. Vejam a desproporcionalidade das penas impostas. Isso quer dizer que, com esse valor, mas sob o sistema jurídico americano, ela pegaria, no máximo, um mês de xadrez.
Pensem nisso, antes de pensarem em descontar todas as mazelas sociais existentes no País, nas costas de alguém que enriqueceu e não tem culpa nenhuma disso, seus invejosos!
OPA! Já ia me esquecendo: não apareceu nenhum abnegado, nessas colunas sociais brasileiras, reclamando da extrema crueldade com que o Mad-off foi tratado, algemas inclusive? Ou defendendo o Madoff, alegando que as perseguições são injustas, que ele não é bandido só por ser rico? Pois aqui é assim. Enriqueça e não se incomode com críticas ou com a “patrulha do politicamente correto”. Enfim, uns sociopatas de bons-modos.

EU TAMBÉM ACHO QUE 94 ANOS DE CANA É UMA PENA EXAGERADA PARA MME. ELIANE…

É sério!!
Já assistiram, nos últimos dias, o programa do Dave Letterman ( Late Nite )?
Sim, aquele que é engraçado e inteligente demais, para ser apreciado pela classe média paulistana, já que esta prefere o Jô…
Pois então. O Dave, toda noite, faz algum chiste ou comentário tendo, como vítima, o Bernie Madoff, aquele que roubou U$ 65 biliões.
Então, o roubo piramidal e faraônico do Madoff lhe conferiu a pena de 150 anos. 60 anos mais que a mme. Melia, ops, Eliane Tranchesi que, por sua vez teria sonegado valores não muito superiores a um milhão de reais. Vejam a desproporcionalidade das penas impostas. Isso quer dizer que, com esse valor, mas sob o sistema jurídico americano, ela pegaria, no máximo, um mês de xadrez.
Pensem nisso, antes de pensarem em descontar todas as mazelas sociais existentes no País, nas costas de alguém que enriqueceu e não tem culpa nenhuma disso, seus invejosos!
OPA! Já ia me esquecendo: não apareceu nenhum abnegado, nessas colunas sociais brasileiras, reclamando da extrema crueldade com que o Mad-off foi tratado, algemas inclusive? Ou defendendo o Madoff, alegando que as perseguições são injustas, que ele não é bandido só por ser rico? Pois aqui é assim. Enriqueça e não se incomode com críticas ou com a “patrulha do politicamente correto”. Enfim, uns sociopatas de bons-modos.

março 23, 2009

Eleitores tucanodemos querem que polícia "linche e fuzile" ladrões de condomínios no Paraíso, mas não falam p**a nenhuma sobre corrupção em Secretaria

É a boa e velha hipocrisia da famigerada classe-média paulistana. Aquela que eu adoro quando se afoga no esgoto em que o Kassab está transformando a cidade.
Saiu na Folha, em 08 de Março: “Arrastão em prédio de SP termina com oito presos; assista vídeo e leia relato”. A repórter destacada para a matéria escreveu:
“Era perto da meia-noite, quando o quarteirão normalmente calmo do Paraíso (zona sul de São Paulo) irrompeu em palmas e gritos. “Mataaaa.” “Linchaaaa.” “Vagabundoooos” “Filhos da…taaaaa.” As palmas eram para a polícia, que naquele momento prendia oito homens de uma quadrilha especializada em assalto a prédios, pondo fim a uma hora de terror, com disparo de tiros e pânico de reféns, adrenalina no bairro ( … ) A seguir, houve vários disparos de arma de fogo (nenhuma rajada) e ouviu-se a voz forte do policial da Força Tática, dentro da área comum do prédio: “Se matar um (refém), morrem todos vocês” ( … ) O homem que parecia ser o líder do grupo, vestido de branco, aceitou a rendição. Todos os assaltantes colocados em um paredão lateral do prédio, e já um grito se ouviu: “Fuzilaaaaaa” ( … ) – e, finalmente: “( … ) Na alegria do bangue-bangue de final feliz, a única nota destoante foi a fuga de um ou dois assaltantes. “Tomara que sejam encontrados bem longe daqui, para a polícia fazer o trabalho completo“, dizia uma vizinha, meia-dúzia de bem-casados nas mãos, que voltava de um casamento.
À 1h, o Paraíso voltou à calma. Os moradores puderam dormir.”
Me pareceu que o texto foi encerrado com uma ponta de ironia. Merecida, diga-se de passagem. Eu sugiro que visitem o site e leiam o texto inteiro, já que eu só extraí as partes mais sórdidas, que são aquelas com a forte participação dos ínclitos e pacíficos cidadãos de bem do bairro do Paraíso, dando a receita de como, segundo eles, a polícia tem que agir no combate à criminalidade. Em síntese, esse é o tipo de lixo auto-indulgente capaz de contratar os préstimos profissionais de grupos como estes “Highlanders”, ou esquadrões da Morte que trucidam moradores de rua. E que se impressiona com a “genialidade” de gente como o Daniel Dantas.
Antes de prosseguir, me adianto e respondo: eu não sei se tais eleitores são “tucanodemistas” como afirmei no título do post. Mas, fato é que Kassab teve 82% dos votos da zona eleitoral de Vila Mariana, que compreende o bairro do Paraíso. Então, é um chute, mas o modo de pensar dessa gentalha é bem característico.
Fosse feita uma enquete no local, é razoável adivinhar que eles não prescreveriam o mesmo remédio para secretários-adjuntos de Segurança envolvidos em corrupção grossa e braba, ou para delegados que compram cargos na Polícia Civil prevendo o quanto vão conseguir com extorsão a membros de facções criminosas.
NOTÍCIA-BÔNUS:
STJ concede progressão de regime a condenado por agredir doméstica
Leonardo Pereira de Andrade, condenado por agredir a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho na madrugada de 23 de junho de 2007, na Barra da Tijuca (RJ), cumprirá a pena em regime semiaberto. Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou seu pedido de liberdade provisória, mas lhe concedeu, de oficio, o direito à progressão do regime fechado para o semiaberto.
Preso preventivamente desde 2007 e condenado à pena de seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado, Leonardo Pereira pediu a revogação de sua prisão preventiva para que possa recorrer da sentença em liberdade. No habeas-corpus, a defesa reiterou tratar-se de réu primário, com bons antecedentes e residência no local onde ocorreu o crime
Segundo o relator, ministro Og Fernandes, a custódia provisória imposta ao paciente e mantida na sentença condenatória mostra-se devidamente fundamentada em razão da necessidade de garantia da ordem pública. Ressaltou, ainda, que, nos termos do artigo 393, inciso I, Código de Processo Penal, não tem direito de apelar em liberdade o réu que permaneceu preso durante toda a instrução criminal, salvo quando o ato que originou a prisão cautelar for ilegal, situação inocorrente no caso em exame.
Entretanto, no que diz respeito ao regime prisional, o ministro destacou que, diante da flagrante ilegalidade na fixação do regime mais gravoso, impõe-se a concessão da ordem, de ofício, para garantir ao paciente o direito de iniciar o cumprimento da pena no regime semiaberto. Para o relator, ao fixar o regime prisional com base em antecedentes de um processo criminal sem trânsito em julgado e no qual o paciente foi posteriormente absolvido, o juiz de primeiro grau contrariou a jurisprudência do STJ.
De acordo com o processo, Leonardo e outros quatro jovens saíram de carro após uma festa e pararam em um ponto de ônibus na Barra da Tijuca, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde agrediram uma doméstica e lhe roubaram a bolsa, que continha um celular e uma carteira com R$ 47 em espécie. Eles alegaram ter confundido a mulher com uma prostituta. O crime foi testemunhado por um taxista que anotou a placa do carro de um dos rapazes, levando à prisão dos agressores. ( STJ, 19.03.09 )
HÁ DOIS ANOS:
Estudante condenado por violentar menina consegue liberdade
Folha Online, 23/03/2007
A Justiça de São Paulo concedeu nesta sexta-feira habeas corpus ao universitário Gaby Boulos, 28, preso na semana passada após ser condenado por atentado violento ao pudor contra uma menina de 12 anos. A vítima jogava malabares em um semáforo quando foi abordada, em 2005.
Boulos foi condenado a dez anos de prisão, no último dia 15, quando também foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Com a liminar, ele ganha o direito de apelar em liberdade. A defesa do universitário afirmou que vai tentar reformar a sentença de primeiro grau.
Crime
O crime aconteceu no dia 20 de dezembro de 2005. A menina relatou à polícia que jogava malabares com um amigo de 13 anos quando um homem os convenceu a entrar no carro, um Peugeot cinza, para comer um lanche. Após rodar um tempo, o motorista mandou o garoto descer e seguiu com a menina.
Ela relatou à polícia que foi violentada no carro durante quase uma hora e, em seguida, abandonada em frente a um restaurante da região. A menina foi socorrida pelo manobrista do restaurante, a quem ditou a placa do carro.
O primeiro pedido de prisão de Boulos, feito dias depois pela Polícia Civil, foi indeferido pela Justiça por falta de provas. Após a Justiça negar a prisão, a polícia conseguiu uma foto de Boulos e a apresentou às crianças, que o apontaram como o motorista do carro.
Com isso, a polícia fez novo pedido de prisão e Boulos foi detido no CDP ( Centro de Detenção Provisória) Pinheiros. No entanto, o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal ), concedeu uma liminar em habeas corpus ao universitário.
Após a condenação, Boulos foi preso perto de casa. Segundo a polícia, ele tentou escapar quando viu os carros da polícia se aproximando, mas foi detido próximo ao estádio do Morumbi.

Eleitores tucanodemos querem que polícia "linche e fuzile" ladrões de condomínios no Paraíso, mas não falam p**a nenhuma sobre corrupção em Secretaria

É a boa e velha hipocrisia da famigerada classe-média paulistana. Aquela que eu adoro quando se afoga no esgoto em que o Kassab está transformando a cidade.
Saiu na Folha, em 08 de Março: “Arrastão em prédio de SP termina com oito presos; assista vídeo e leia relato”. A repórter destacada para a matéria escreveu:
“Era perto da meia-noite, quando o quarteirão normalmente calmo do Paraíso (zona sul de São Paulo) irrompeu em palmas e gritos. “Mataaaa.” “Linchaaaa.” “Vagabundoooos” “Filhos da…taaaaa.” As palmas eram para a polícia, que naquele momento prendia oito homens de uma quadrilha especializada em assalto a prédios, pondo fim a uma hora de terror, com disparo de tiros e pânico de reféns, adrenalina no bairro ( … ) A seguir, houve vários disparos de arma de fogo (nenhuma rajada) e ouviu-se a voz forte do policial da Força Tática, dentro da área comum do prédio: “Se matar um (refém), morrem todos vocês” ( … ) O homem que parecia ser o líder do grupo, vestido de branco, aceitou a rendição. Todos os assaltantes colocados em um paredão lateral do prédio, e já um grito se ouviu: “Fuzilaaaaaa” ( … ) – e, finalmente: “( … ) Na alegria do bangue-bangue de final feliz, a única nota destoante foi a fuga de um ou dois assaltantes. “Tomara que sejam encontrados bem longe daqui, para a polícia fazer o trabalho completo“, dizia uma vizinha, meia-dúzia de bem-casados nas mãos, que voltava de um casamento.
À 1h, o Paraíso voltou à calma. Os moradores puderam dormir.”
Me pareceu que o texto foi encerrado com uma ponta de ironia. Merecida, diga-se de passagem. Eu sugiro que visitem o site e leiam o texto inteiro, já que eu só extraí as partes mais sórdidas, que são aquelas com a forte participação dos ínclitos e pacíficos cidadãos de bem do bairro do Paraíso, dando a receita de como, segundo eles, a polícia tem que agir no combate à criminalidade. Em síntese, esse é o tipo de lixo auto-indulgente capaz de contratar os préstimos profissionais de grupos como estes “Highlanders”, ou esquadrões da Morte que trucidam moradores de rua. E que se impressiona com a “genialidade” de gente como o Daniel Dantas.
Antes de prosseguir, me adianto e respondo: eu não sei se tais eleitores são “tucanodemistas” como afirmei no título do post. Mas, fato é que Kassab teve 82% dos votos da zona eleitoral de Vila Mariana, que compreende o bairro do Paraíso. Então, é um chute, mas o modo de pensar dessa gentalha é bem característico.
Fosse feita uma enquete no local, é razoável adivinhar que eles não prescreveriam o mesmo remédio para secretários-adjuntos de Segurança envolvidos em corrupção grossa e braba, ou para delegados que compram cargos na Polícia Civil prevendo o quanto vão conseguir com extorsão a membros de facções criminosas.
NOTÍCIA-BÔNUS:
STJ concede progressão de regime a condenado por agredir doméstica
Leonardo Pereira de Andrade, condenado por agredir a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho na madrugada de 23 de junho de 2007, na Barra da Tijuca (RJ), cumprirá a pena em regime semiaberto. Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou seu pedido de liberdade provisória, mas lhe concedeu, de oficio, o direito à progressão do regime fechado para o semiaberto.
Preso preventivamente desde 2007 e condenado à pena de seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado, Leonardo Pereira pediu a revogação de sua prisão preventiva para que possa recorrer da sentença em liberdade. No habeas-corpus, a defesa reiterou tratar-se de réu primário, com bons antecedentes e residência no local onde ocorreu o crime
Segundo o relator, ministro Og Fernandes, a custódia provisória imposta ao paciente e mantida na sentença condenatória mostra-se devidamente fundamentada em razão da necessidade de garantia da ordem pública. Ressaltou, ainda, que, nos termos do artigo 393, inciso I, Código de Processo Penal, não tem direito de apelar em liberdade o réu que permaneceu preso durante toda a instrução criminal, salvo quando o ato que originou a prisão cautelar for ilegal, situação inocorrente no caso em exame.
Entretanto, no que diz respeito ao regime prisional, o ministro destacou que, diante da flagrante ilegalidade na fixação do regime mais gravoso, impõe-se a concessão da ordem, de ofício, para garantir ao paciente o direito de iniciar o cumprimento da pena no regime semiaberto. Para o relator, ao fixar o regime prisional com base em antecedentes de um processo criminal sem trânsito em julgado e no qual o paciente foi posteriormente absolvido, o juiz de primeiro grau contrariou a jurisprudência do STJ.
De acordo com o processo, Leonardo e outros quatro jovens saíram de carro após uma festa e pararam em um ponto de ônibus na Barra da Tijuca, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde agrediram uma doméstica e lhe roubaram a bolsa, que continha um celular e uma carteira com R$ 47 em espécie. Eles alegaram ter confundido a mulher com uma prostituta. O crime foi testemunhado por um taxista que anotou a placa do carro de um dos rapazes, levando à prisão dos agressores. ( STJ, 19.03.09 )
HÁ DOIS ANOS:
Estudante condenado por violentar menina consegue liberdade
Folha Online, 23/03/2007
A Justiça de São Paulo concedeu nesta sexta-feira habeas corpus ao universitário Gaby Boulos, 28, preso na semana passada após ser condenado por atentado violento ao pudor contra uma menina de 12 anos. A vítima jogava malabares em um semáforo quando foi abordada, em 2005.
Boulos foi condenado a dez anos de prisão, no último dia 15, quando também foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Com a liminar, ele ganha o direito de apelar em liberdade. A defesa do universitário afirmou que vai tentar reformar a sentença de primeiro grau.
Crime
O crime aconteceu no dia 20 de dezembro de 2005. A menina relatou à polícia que jogava malabares com um amigo de 13 anos quando um homem os convenceu a entrar no carro, um Peugeot cinza, para comer um lanche. Após rodar um tempo, o motorista mandou o garoto descer e seguiu com a menina.
Ela relatou à polícia que foi violentada no carro durante quase uma hora e, em seguida, abandonada em frente a um restaurante da região. A menina foi socorrida pelo manobrista do restaurante, a quem ditou a placa do carro.
O primeiro pedido de prisão de Boulos, feito dias depois pela Polícia Civil, foi indeferido pela Justiça por falta de provas. Após a Justiça negar a prisão, a polícia conseguiu uma foto de Boulos e a apresentou às crianças, que o apontaram como o motorista do carro.
Com isso, a polícia fez novo pedido de prisão e Boulos foi detido no CDP ( Centro de Detenção Provisória) Pinheiros. No entanto, o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal ), concedeu uma liminar em habeas corpus ao universitário.
Após a condenação, Boulos foi preso perto de casa. Segundo a polícia, ele tentou escapar quando viu os carros da polícia se aproximando, mas foi detido próximo ao estádio do Morumbi.

outubro 30, 2008

José Genoíno detona arrogância tucana de FHC

Reproduzo – ao final – a notícia. Antes, acrescento mais algumas informações, com a intenção de refrescar a memória de quem, na falta de outros motivos menos infantis, não votou em Marta por esta ser, supostamente, “arrogante”.
Antes de tudo, a traição e a soberba. Grifos meus.:
Itamar novamente rompe com PSDB
TALES FARIA, 08.07.08
No dia 21, o PSDB colocou no ar o seu programa na TV e no rádio do horário partidário gratuito. Centrou-se na crítica ao governo Lula e na defesa enfática das privatizações da administração Fernando Henrique Cardoso, vangloriando-se por ter criado uma “gestão moderna e responsável”, com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O ator Jackson Antunes, estrela do programa, empolgou-se: “A inflação acabou quando Fernando Henrique e o PSDB criaram o Plano Real”. Pano rápido! O ex-presidente Itamar Franco – em cujo governo foi criado o Plano Real, tendo FHC como ministro da Fazenda – não assistiu ao programa de imediato. Foi avisado por amigos e acabou vendo uma reprodução. Itamar – cujas animosidades com o PSDB o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, vinha driblando – perdeu a paciência: – Mandei um telegrama para o presidente nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE). Normalmente eu deixo passar. Mas desta vez eu fiquei muito chateado. Eles não podem sair por aí dizendo que o PSDB lançou o Plano Real, quando a verdade é que ele foi criado no meu governo!
– E o que o senhor disse no telegrama?
– Disse: ‘Só os de má fé distorcem a história. Lamento a inverdade sobre o Plano Real lançada no programa do PSDB. Assinado, ex-presidente Itamar Franco’. Em geral assino apenas Itamar Franco, mas desta vez coloquei o ‘ex-presidente’ para refrescar um pouco a memória deles.
– Fora isso, o que o senhor achou do programa do PSDB?
– Muito ruim. Muito medíocre. Na verdade, eles não têm o que falar da época em que dirigiram o país. Veja o que fizeram com as privatizações. Eu até brinquei com o meu amigo, o governador Aécio Neves. Disse-lhe: ‘Desse jeito vocês não chegam a lugar nenhum’.
– E o senhor? Para onde vai? Vai mesmo filiar-se ao PPS?
– Tudo isso é muito incipiente. Nada está definido. De fato, o PPS tem me procurado e devemos ter uma conversa na quarta-feira. Mas sem definições por enquanto. Não ando com muito apetite…
Com apetite ou sem apetite, o ex-presidente Itamar Franco não é peça que se deixe solta no xadrez da política. Tem eleitorado cativo em Minas – um dos maiores Estados da Federação – e no resto do país.
O trecho a seguir foi copiado de um extenso artigo de Sérgio Augusto ( “Os gringos que o Lula arrumou” ) , publicado no Pasquim21, em 13.08.2002 ( infelizmente agora não vou poder reproduzir outros trechos deste artigo, que trazem os números da gestão FH na economia, mas fica para a próxima ):
“(…) E agora, a palavra serena de Márcio Moreira Alves: ‘Talvez, no futuro, tenhamos saudades de muitos aspectos do governo FH. Mas, no presente, o caos que sua política econômica criou, gerando as menores taxas de crescimento dos últimos cem anos e criando uma vulnerabilidade externa gigantesca para o país, fala mais alto. Os eleitores querem acertar uma pedrada na arrogância tucana e na empáfia presidencial (…)”.
Empáfia é uma palavra que se aplica à pefeição aos tucanos. Caso você, leitor de classe-média paulistana, não saiba ( e não deve saber mesmo, afinal, classe-média só se insere pelo consumo ) quem é Márcio Moreira Alves, saiba apenas que…Vai procurar saber, oras!
Genoino chama FHC de arrogante e rebate críticas ao governo Lula
O deputado federal José Genoino (PT-SP) rebateu nesta quarta-feira (29) as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso às medidas do governo Lula para enfrentamento da crise financeira internacional, bem como suas declarações a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista a uma revista semanal.
Para Genoino, FHC quis mostrar uma “roupa limpa” do governo dele, “lavada e enxaguada agora, na crista da onda da atual crise financeira e, por outro lado, novamente traça um auto-retrato de bom-mocinho, de administrador exemplar (que não foi) e de dono da verdade. Coisa típica de político vaidoso e arrogante”.
Chamou a atenção sobretudo a observação do ex-presidente tucano de que “Lula tenta enganar, mas a crise está aí”. Para Genoino, desta maneira “FHC está embarcando, com novo vocabulário, na canoa dos críticos mais descorteses dos últimos dias, quando se lê, em colunistas que conhecem bem seu próprio público (e)leitor. Agora, passaram a xingar o presidente Lula”.
Trabalhadores
Segundo Genoino, “nessas horas de vitórias menores em certas eleições municipais”, mais uma vez “as oposições tentam se unir e desgastar o discurso oficial, pretendendo desestabilizar o Presidente Lula”. E completou: “Não será FHC, do alto de seu retrato na galeria de ex-presidentes da República, que vai desestabilizar Lula. O governo toma medidas para garantir o valor do real, a política de crescimento, sem sacrificar os trabalhadores e o povo mais pobre com os efeitos da crise internacional. “
“Lula demonstra ter todo o domínio da situação e atua exatamente como um estadista. E o faz desde o início de seu governo.”,disse..
O parlamentar observou que a crise financeira internacional em curso “desmorona as bases do modelo neoliberal”, a marca principal do governo FHC, que defendeu a desregulamentação do mercado, o enfraquecimento do papel do Estado, as privatizações e uma inserção subalterna na globalização, entre outras ações contrárias ao interesse nacional.
Ao comparar as medidas que o governo Lula com as adotadas por FHC em momentos de turbulência internacional -com as crises do México (1994),Ásia (1997) e Rússia (1998) — Genoino assinalou que o presidente Lula tem agido com “muita paciência, determinação e vontade para enfrentar a turbulência criada pelos mesmos agentes e pelos valores que orientaram a hegemonia neoliberal no mundo e no Brasil durante mais de uma década”.
Guerra
A corrente crise, ponderou Genoino, tem uma extensão infinitamente maior que as três crises localizadas da década de 90, quando o Brasil foi a nocaute. Pela entrevista , FHC dá a entender que venceu a guerra contra as três crises , mas o que se viu foram problemas e problemas, observou Genoino. Ele frisou que as crises por que passou o governo FHC, além menor extensão que a atual, não foram facilmente digeridas e debeladas pelo governo do PSDB e do ex-PFL (atual Dem).
Segundo recordou o petista, no primeiro mandato de FHC o Brasil não teve desenvolvimento econômico, convivendo com estagnação, agravada por uma taxa de câmbio artificialmente fixada, mas já crescentemente desvalorizada no plano da economia real. O que significou, por exemplo em 1997, um déficit da balança comercial da ordem de US$8,4 bilhões e, em 1988, de US$ 6,5 bilhões. A taxa de crescimento das exportações, no período de 1995 a 1998 foi de minguados 4,2%, enquanto, de 1991 a 1994 a taxa média anual de nossas exportações atingiu 11,3%. A moeda (artificialmente) forte prejudicou a indústria e gerou forte desemprego.
“ O final dessa história todo o mundo sabe: elevada taxa de desemprego; crescente valorização do dólar norte-americano frente ao Real, atingindo um valor de mais de R$4,00 essa relação desfavorável a nós, no final de 2002; performance ridícula de nossas exportações durante todo o período FHC; reservas cambiais que somaram, ao cabo dos oito anos FHC, US$ 17 bilhões; esgotamento do patrimônio público nacional por meio de um processo de privatização danoso aos interesses brasileiros.”, disse Genoino.
Crise Pronta
Genoino criticou FHC por atribuir ao presidente Lula o motivo da crise do País em 2002. “ Lula recebeu uma crise pronta e acabada do governo FHC, como toda a nossa política de controle inflacionário em deterioração, sem divisas, sem perspectivas para setores que, no atual governo, se agigantaram no processo de desenvolvimento”, disse o deputado. Ele citou o crescimento da indústria nacional, parte voltada para um mercado interno renascido, parte deslanchada para as exportações, como também o caso do agronegócio, da indústria de construção civil, do retorno da indústria da construção naval, da expansão de nossa fronteira pretrolífera etc.
Genoino também rebateU a empáfia de FHC, que disse à revista que não daria conselhos a Lula, para ele um presidente “inaconselhável”. Para Genoino, pelo contrário, Lula é “ um político aberto às idéias e sensível ao bom senso de experiência alheia”. A diferença é que, o atual presidente não se julga onisciente, mas sabe que tem o feeling suficientemente agudo para agir na hora certa, sem perda de objetividade.
Para Genoino, FHC mostrou “desorientação opinativa, não está dizendo coisa com coisa”, pois se mostrou confuso ao fazer observações sobre o governo Lula e ao próprio presidente da República.
Proer
Genoino também retrucou a informação de FHC de que o governo Lula já injetou no sistema financeiro, em razão da crise atual, muitos mais recursos do que os do Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), durante o governo tucano. “ Ora, o que se deve perguntar a FHC é sobre qual a natureza dos recursos utilizados no Proer? A resposta é, certamente, do Tesouro Nacional, portanto recursos orçamentários”, disse Genoino, ao explicar que o governo Lula nãoestá injetando recursos públicos no sistema bancário.
Agência Informes
FHC, cujo triste e desesperador mandato é, a cada dia, candidato a ser soterrado mais e mais na lata de lixo da História, tem às vezes a coceirinha que o impele a tentar sair do ostracismo e, à falta de luz própria, tem sempre que buscar os holofotes alheios.

outubro 29, 2008

Repulsa ao nexo: Kassab conseguiu a proeza de, com 49% dos votos de certa zona eleitoral, vencer Marta que teve 51%!!

Não subestimem o alcance dos pequenos jornais. Há um aqui em São Paulo, chamado Agora, que é o “Mini-Me” do Grupo Folha. Ele foi criado a partir do cancelamento dos antigos Notícias Populares e Folha da Tarde. Diz meu amigo, o jornaleiro onde vou filar as notícias sem pagar, que quem costuma comprar este jornal são, em sua esmagadora maioria, aposentados e taxistas. E que esse é o jornal que ele mais vende em sua banca. Esse jornal suplantou o Diário de São Paulo ( antigo Diário Popular, o então “Rei das Bancas” ) na preferência popular ( bom, provavelmente ele não considerou o Lance! e aqueles jornais que são distibuídos de graça no Metrô ).
Logo, ao nível do populacho, essa é a leitura e fonte de notícias/ informações mais consultada, que não seja televisão e rádio.
Em matéria publicada no dia seguinte ao 2º. turno municipal, o Agora veio triunfante: “Em 21 dias, Kassab toma 8 redutos de Marta”.
Quais são esses “redutos”? Minha opinião é a seguinte: a apresentação dos números é que é o importante, a forma como eles são mostrados ao público, e os efeitos gerados no estado de espírito da população para, aí sim, abrir o jogo. Os redutos seriam:
Capela do Socorro, Cidade Ademar, Pirituba, Vila Jacuí, Itaquera, Conjunto José Bonifácio São Miguel Itaim Paulista. Essa é a lista apresentada pelo Agora. E os números:
Não quero me estender. Começa assim:
“A fama de rainha dos extremos da candidata Marta Suplicy ( PT ) encolheu ontem. Desde 2004*, quando perdeu para José Serra ( PSDB ), e no primeiro turno contra Gilberto Kassab ( DEM ), ela registrava vitórias nas periferias das zonas sul, leste e norte. No segundo turno foi diferente. Em 21 dias – intervalo entre o primeiro e segundo turnos – Kassab conseguiu engolir oito zonas eleitorais que pertenciam a Marta.”
“O cinturão vermelho recuou com a perda de tradicionais redutos petistas, como Itaquera, na zona este, e Capela do Socorro, na zona sul (…)”.
De acordo com O Globo, o primeiro turno ficou assim:
“Com 100% das urnas apuradas, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) obteve 33,61% dos votos e vai disputar o segundo turno com Marta Suplicy (PT), que somou 32,79%. Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em terceiro lugar com 22,48%.”
Capela do Socorro – 1º. Turno – 2º. Turno
Kassab 32,30% 50,57%
Marta 42,43% 49,43%
Somando os dois candidatos Anti-Marta ou Anti-PT, o segundo turno deu quase um empate técnico. Mas, como no primeiro turno, Marta obteve 10% a mais que o prefeito, e não aparece o percentual conseguido por Alckmin, fica parecendo uma lavada martista e uma reviravolta colossal de Kassab no segundo. Beleza, deu Kassab. Vamos aos outros:
Cidade Ademar
Kassab 32,16% 56,17%
Marta 36,93% 43,83%
Aqui também um primeiro turno equilibrado. Dá mesmo para considerar a Cidade Ademar um “reduto” petista?

Pirituba

Kassab 30,91% 60,3%
Marta 31,86% 39,7%
Outro primeiro turno equilibrado. Que redutos irredutíveis. O segundo, o Kassab levou de lavada.
Vila Jacuí
Kassab 30,16% 57,41%
Marta 37,07% 42,59%
Aqui a Marta teve uma vantagem sobre Kassab um pouco maior no primeiro turno. No segundo, ele se recuperou bem.
Itaquera
Kassab 31,95% 58,25%
Marta 35,38% 41,75%
Primeiro turno disputado, uma leve vantagem para Marta. No segundo turno, vitória fácil do Kassab.
Conjunto José Bonifácio
Kassab 31,32% 55,23%
Marta 36,75% 44,77%
A tônica dos “redutos” petistas: dão cerca de “astronômicos 1/3 de seus votos à petista no primeiro turno, quase a mesma coisa para os outros dois mais fortes pleiteantes ( talvez uma votação nostálgica, mas não forte, a Maluf ou Erundina ) e depois, no segundo turno, os 2/3 se fundem em um candidato só, e não é do PT.
São Miguel
Kassab 32,64% 58,36%
Marta 35,47% 41,64%
Primeiro turno também parelho ( não como foi no Rio, é evidente ), e “unidos venceremos” Marta, no segundo. Finalmente:
Itaim Paulista
Kassab 27,59% 49%
Marta 46,53% 51%
Exato, ao contrário do que apregoou o jornal, com manchete e tudo, no Itaim Paulista a Marta ganhou nos dois turnos, apesar de, ao contrário dos demais exemplos, o segundo turno ter sido pau-a-pau. O afã em criar os tais “redutos” petistas – que estariam “cristalizados”, e devem ser conquistados – fez com que o jornal tirasse um desses “redutos” de Marta na marra.
E aí é que chega onde eu quero: da mesma maneira que a tucanalha do Demo e seus jornais e revistas conseguiram fazer colar diversas pechas em Marta ( como, por exemplo, a de quem cria – pior, a única pessoa que faz isso - impostos a seu bel prazer, o que está astronômicamente distante da verdade ) que acabaram pegando mesmo, não há dúvida, trabalhar a imagem do oponente é o que mais lhes dá esperança de conseguir alguma chance.
Pois antipático Serra também é. Arrogantes o PSDB tem para encher uma sacola. Impostos, aliás, é com eles mesmos. Obras ruins? Alguém falou em Fura-Fila que cai, ou Metrô que vira cratera? E por quê silenciaram quando naquela chuva que inundou São Paulo ( não lembro se foi em novembro do ano passado ou em março deste; só sei que inundou o Ipiranga, Vila Prudente, São Caetano, a água invadiu o Shopping Central Plaza, e eu cheguei em casa às 3 da manha estando às 22:40 no terminal Ana Rosa ) o túnel Rebouças não alagou?
Frases desastrosas? Oras, se a Marta tivesse dito que em São Paulo não tinha jeito de evitar enchente, só remediar, e isso desde José de Anchieta, ela não ia mais poder sair na rua, coisa que não ocorreria – e de fato não ocorreu – com o autor dessa frase ( da qual eu, sinceramente, não discordo ), o prefeito Kassab, em Novembro de 2007.
O problema é que, sendo verdade ou não, conseguiram pegar essas qualidades isoladas dos tucanos e vincularm-nos, todos juntos, numa única pessoa, Marta Suplicy. Mas é fundamentar entender que, sem o imprensalão golpista isso jamais teria sido possível.
É a explicação que eu tenho. Pois me dá o gancho para a outra teoria: sim, os preparativos PSICOLÓGICOS para 2010 já começaram.
Por isso, a exploração de supostas derrotas acachapantes tem que vir na forma de um blitzkrieg. É o que eu acho que mostrei aqui. Pois no dia seguinte, as Relações Públicas tucanodemos jornalísticas já vieram rapidamente com o papo de que a “nova” Administração vai governar voltada à periferia, ou seja, os “redutos” petistas. Não se deve aceitar essa visão. Aceitá-la significa aceitar uma idéia falsa: a de que, um dia, o PT obteve os corações e mentes paulisatnos de fato, e isso jamis ocorreu. Marta só foi eleita em 2000 porque o Covas deu-lhe seu apoio. Com isso, a classe-média que pretendia esquecer seu passado malufista e posar de moderninha ( ou seja, “tucana” ) se viu obrigada a votar contra seus próprios princípios, contra o velho ídolo Maluf.:
Kassab prepara governo voltado à periferia para tirar redutos do PT
Prefeito interpreta baixa votação que recebeu nos extremos da cidade como sinal de reprovação à sua gestão
Estado, 28.10
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai atacar a força do PT em seus derradeiros redutos no município de São Paulo. Ele interpretou que a baixa votação que recebeu nos extremos das zonas sul, leste e noroeste deve ser encarada como uma reprovação daquelas populações a sua primeira gestão, aprovada no resto do município. E essa reprovação terá uma resposta no segundo mandato: a nova administração Kassab vai investir pesado nessas três regiões, as mais pobres do município.
“Nunca mais perderemos lá”, profetizou Kassab a três dezenas de aliados, parentes e amigos no domingo, na sala de seu apartamento, nos Jardins, logo após o anúncio da pesquisa de boca-de-urna que lhe dava ampla vitória sobre a rival Marta Suplicy (PT). Enquanto os amigos festejavam, o prefeito revelou sua preocupação com a sombra que a ampla vitória, por mais de 21 pontos porcentuais de diferença, projeta na extrema periferia da cidade.
Ali o PT voltou a ganhar em alguns bairros com grande vantagem, embora com menos força do que em 2004. Kassab decidiu que, em sua segunda gestão, vai ampliar investimentos nessas regiões de baixo sucesso para PSDB e DEM – ainda que a aliança tenha, em 2008, “empurrado” Marta e o PT mais para a periferia. Kassab quer amplificar esse efeito, de forma que, em 2012, a coligação consiga virar o jogo contra o tradicional adversário também nos extremos onde o PT ainda reina.
ELEIÇÃO DIFERENTE
Lugares como Sapopemba ou São Miguel Paulista, em que o então candidato José Serra perdeu feio para Marta em 2004, agora deram a vitória a Kassab. Nas regiões mais extremas, no entanto, houve uma eleição com características inversas às da média da cidade, como se fosse outro pleito, embora com os mesmos candidatos.
Em Parelheiros, no extremo sul, por exemplo, Marta venceu o segundo turno com 75,77% dos votos válidos, contra apenas 23,23%; no Grajaú, também na região sul, a vitória da petista deu-se por 74,94% a 25,06%. Na zona leste, a Cidade Tiradentes, que impôs uma derrota ao candidato José Serra, em 2004, agora voltou a derrotar Kassab por 68,82% a 31,18% – e lá o prefeito tinha esperanças de obter um resultado melhor.
Kassab quer acabar com a tese de que o PT é “o partido que combate a miséria”, que Marta tanto apregoou na campanha, apresentando-se como “candidata dos pobres”. Para o prefeito, essas regiões votam no PT nem tanto pelo que a gestão do partido na prefeitura fez por elas, mas porque são iludidas pelo discurso populista que emoldura a pobreza. “Eu tenho compreensão do papel do governante moderno”, disse Kassab. “E esse papel me incentiva a investir cada vez mais em saúde, educação e segurança. E a investir tanto mais quanto mais pobre seja a região”, finalizou.
O cara admite, na caradura, que vai investir na periferia apenas para derrubar o PT. Já que, também admite, não fez isso até agora. E a classe-média cabotina e ignara paulistana, vai permitir que Kassab gaste o dinheiro dos impostos com essa “pobraiada que só sabe fazer filhos” ou esse discurso mesquinho é só quando a Marta, Erundina ou Lula estão no governo? Isso não é populismo? Claro que não: é a habitual hipocrisia paulistana. E vejam como são as coisas: a periferia, para essa gente, é “LÁ”. Ali se disputam “outras eleições”, diferentes da “nossa”, que é democrática, racional, cidadã, iluminista e com dentes bonitos.
A Marta conseguiu, no primeiro turno, vitórias apertadas em locais que o imprensalão já denominou “redutos”. Ora, seria terrível para o PT se ela perdesse no Grajaú no primeiro turno. Alí, sim, temos um reduto petista. Da mesma forma, na Rebouças o PT não entra. Pois é um reduto da classe-média paulistana, eleitora de Jânio, Maluf, Pitta, Serra, FHC, Collor, e ninguém tasca.
Ou locais como os que deram a vitória para gente do naipe de Wadih Mutran, o rei da Vila Maria: isso são redutos. E Kassab herdou para si esses redutos malufistas.
O resto pode ser discutido caso a caso, e considerando-se um bocado de coisas, como o uso da máquina da prefeitura e do Estado, a simpatia jornalística, o crescimento econômico do país.
E devemos agradecer aos demais estados do país ( EM ESPECIAL OS DO NORDESTE, MUITO OBRIGADO! ) que mantiveram e mantém as votações excepcionais ao Lula, e que garantiram que o Brasil não caísse nas garras de pessoas muito bem estimadas aqui em “Sampa”, sempre muito elogiadas pelo imprensalão, pois vocês já sabem do que a classe-média paulistana é capaz e como ela vota. O Nordeste não permitiu, em 2002 e 2004, que os “cidadãos de bem competentes” de São Paulo continuassem governando ( entregando ) o país. Saibam vocês que o preconceito contra sua região ainda prossegue aqui: paulistanos – não todos, claro – não escondem a opinião de que vocês são ignorantes e que nós, sim, sabemos votar.

outubro 15, 2008

"Sorria"?!? Desculpe, mas eu vou chorar!!

Bem, se dá para tentar reverter, vamos lá. Abaixo, vai a cartilha das 8 regras das pessoas que querem o Kassab fora:
1 – Imprenslão: se o PIG quiser, até Jesus Cristo pode levar a pecha de antipático ( basta mostrar ele botando abaixo os empreendimentos dos investidores, ou seja, dos vendilhões do templo, e dizer que isso faz cair o índice de confiança entre os investidores e, por isso, o investiment grade não virá e nem os milhões de empregos prometidos; isso lhe colará a imagem de “inimigo da iniciativa privada”. Narração: Arnaldo Jabor ).
Mas o pior é que antipatia não é algo desabonador ou um defeito de caráter. Só mesmo prum público “metido a feliz”, acostumado ( instruído a acreditar nisso, pelas propagandas ) a acreditar que a vida é como o Muppet Show da TIM e da Sol, onde basta ter um copo de cerveja na mão, um carro e um celular com MP3, e dançar e pular à vontade. ‘Miss Simpatia” é outro filme.
Tem uma história – é mais ou menos assim – de um ex-presidente dos EUA, Calvin Coolidge, cuja reputação era a de um homem de poucas palavras ( bom, isso é eufemismo; parece que a boca do cidadão era mais fechada que a caixa-forte do Tio Patinhas ). Um dia uma mulher chegou junto, tentando fazê-lo falar, tentou, tentou, e nada. Depois contou ao homem que havia feito uma aposta a qual ela ganharia se o fizesse dizer três palavras. “Você perdeu”, ele lhe retrucou. Genial. Admirável. Claro que, com essa personalidade, se fosse um prefeito petista, ele tava fudido. Se Marta ganhar, esse imprensalão não poderá ver um centavo de verba da Prefeitura para a publicidade.
2 – Burguesia: Não ser burguês não é garantia de voto. Haja vista a votação da candidata do PCO.
3 – “Martaxa”: essa é difícil, mas não é impossível. Em parte, porque significaria retomar um assunto desagradabilíssimo, ou seja, os intermináveis 8 anos de FHC e o que foi feito do caixa das prefeituras. Com a privatização de estatais pelos Estados, as prefeituras passaram a ter de levar a energia elétrica aos bairros mais distantes, onde não era “lucrativo” para os – vocês sabem – “investidores”. Tem um texto do Aloysio Biondi que relata isso. Uma hora eu descolo.
Mas políticos do PSDB não deixaram de vislumbrar altas arrecadações com esse filão, o das taxas:
Prefeitura cobra ‘taxa do poste’ da Telefônica
Jornal A Cidade, 26.07.08
A Telefônica é a primeira empresa a pagar a mais nova tarifa criada pela prefeitura de Ribeirão Preto. Trata-se da taxa do poste, que começou a ser cobrada na cidade na última sexta-feira. Para cada poste de concreto de sua propriedade instalado no município, a empresa terá que pagar aos cofres públicos R$ 0,33 por mês.
A nova taxa foi criada na quinta-feira através de um decreto do prefeito Welson Gasparini (PSDB) publicado no Diário Oficial. Se não pagar, a empresa pode sofrer multas – o valor ainda não foi definido – ou mesmo ter novos negócios na cidade impedidos de funcionar pela administração municipal.A norma vale tanto para os postes já instalados quanto para os que vierem a ser fixados na cidade. A empresa tem um ano para acertar a situação dos postes instalados.Segundo Maria Helena Cividanes, procuradora da secretaria dos Negócios Jurídicos, a cobrança segue norma da atual administração. “Outras cidades realizam a cobrança e, em Ribeirão, estamos implementando a taxa, que pode ser aplicada para outros prestadores de serviço no futuro”, disse.
A empresa
Através de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma que não irá contestar judicialmente a cobrança. Nem a prefeitura nem a empresa informaram, no entanto, quantos postes a empresa tem na cidade, portanto não é possível saber quanto a prefeitura vai receber com a taxa.
Segundo José Aníbal Laguna, secretário de Obras, a cidade tem pelo menos cem mil postes, mas ele disse não saber quantos seriam da Telefônica. Se todos fossem da empresa, a receita gerada mensalmente seria de R$ 33 mil. “Devemos ter os dados concretos nos próximos meses”, disse Laguna.
A empresa informou, no entanto, que não crê em um pagamento expressivo, já que a maior parte de fios utilizados por ela é fixado em postes da rede elétrica. Pelo serviço, a empresa paga o aluguel à concessionária de energia. A Telefônica não informou de quanto é essa taxa.
Mais uma
É a segunda cobrança do tipo que a empresa de telefonia deve pagar na cidade. Hoje, a Telefônica já é obrigada a repassar aos cofres públicos R$ 28,4 mil pela utilização de área pública na colocação de sua rede subterrânea de cabos. São mais de 195 quilômetros de dutos, a um custo de R$ 145,71 o quilômetro.
OU:
Taxação de postes
O vereador Antônio Marcos Zanetti (PSDB) sugeriu ao prefeito [ São José do Rio Pardo/ SP ] na última sessão da Câmara, dia 25, que se crie uma lei dispondo sobre a cobrança pela ocupação do espaço de solo em áreas públicas, pelo sistema de posteamento de rede de energia elétrica.
5 – “Marta arrombou os cofres da Prefeitura”: bastaria ela pegar um desses horários eleitorais para tentar explicar. O leigo – a grande maioria, óbvio – não irá entender, e aí ela poderá conseguir o benefício da dúvida; e mais: dispondo-se, humildemente, a explicar à polpulação essa questão, ela pode limpar um pouco a barra de ser vista com uma pessoa “antipática”.
Sobre a contabilidade, difícil ao cidadão comum, ela pode contragolpear o que disseram dela, mostrando o caso – de explicação fácil – do rombo artificial fabricado pelos tucanos, para justificar a “venda” do Banespa. Mostrando que a tucanalha é mestra em prestidigitação contábil para fins excusos, ela poderá mostrar ao eleitor que esse “rombo” pode muito bem se tratar, na verdade, de superávit, sobra, fartura, azul e sei-la-mais-o-quê.
6 – Vida pessoal: essa já está em discussão. Nada tenho a acrescentar, bofe…
7 – MEDO: Simples e sacana. Jogue a parte pobre da cidade contra a mais rica e a classe-média caixa de ressonância. Grave tomadas das ruas dos Jardins, parodie um desses programas tipo Amaury Júnior, mostre a gente paulistana que pensa estar vivendo em Beverly Hills. Mostre os condomínios fechados e isolados, os helicópteros, a segregação. Use e abuse desse recurso. Não alimente os ursos. Deixe-os cada vez mais famintos. Por melhores que estejam as condições econômicas do país, depois que o FHC saiu, ainda a desigualdade sudanesa persiste. Leia, no programa eleitoral, trechos de obras de sociólogos, como Raymundo Faoro, e ensine ao povo quem são, e como fizeram para serem os donos do poder.
Depois, quando o 1% rico não puder mandar seus filhos à escola, por medo de sequestros, negocie um armstício. Contando com o brilhante sucateamento do Estado de SP, empreendido pelos tucanos, a Segurança Pública estará em frangalhos e até os senhores feudais da cidade sentir-se-ão ameaçados pelas hordas de camponeses famintos das periferias ( “petistas” ).
8 – Relaxe e goze: Se perder, dê de ombros, faça as malas, tire umas férias, viaje à França, curta a vida. E deixe este eleitorado chucro se virar com a continuação da administração tucana do Demo.

outubro 7, 2008

ELES ESTÃO CERCADOS…

“Estamos seguros e quentinhos aqui na região Central de São Paulo…E temos bastante comida!*”
O CERCO DE OUTUBRO

Uniforme da cavalaria em azul com detalhes amarelos. Chegará a tempo?

HISTÓRIA: Reduto da classe média paulistana, a Zona Oeste da Capital sempre garantiu boas votações a tucanos, demos e malufis. A Marta Suplicy até tentou ganhar um ponto com esses cidadãos, mandando construir um túnel na Av. Rebouças c/ Faria Lima X Cidade Jardim; só que eles não caíram no golpe e escorraçaram a petista da prefeitura; faxineiros, diaristas, domésticas que trabalhavam nessas regiões ouviam histórias de horror, contadas pelos patrões, sobre como a cidade ficaria se Marta fosse reeleita; alguns patrões, menos afeitos ao diálogo entre-classes eram mais diretos: ou a Marta perdia a eleição, ou a peãozada perdia o emprego. Serra venceu, o transporte ( ônibus ) piorou muito, a peãozada chegava ( bem ) atrasada por causa disso e vários perderam os empregos de qualquer forma.“Mas nem andar de carro nessa cidade a gente pode, sem correr o risco de sofrer assaltos! Até quando? Acorda, Brasil!! BAAAASTAAaAaAa!”

Lixo na Av. Rebouças
Nas últimas semanas estamos tendo problemas com catadores que estão revirando o lixo.Alguns prédios já tomaram a iniciativa de adiar a colocação dos sacos de lixo nas calçadas, o que de fato melhorou muito a situação.Informamos que já estamos em contato com a Subprefeitura para juntos buscarmos uma solução ( Rebouças Viva, 01.08.08 )

* Pra quem não teve infância: essa fala eu roubei dum desenho do Pica-Pau…

junho 29, 2008

Pobres folgazões recebem o Bolsa Família, compram mais comida e causam falta de alimento no mundo!! Escassez é resultado do assistencialismo do Lula!

Exposta mais uma vez a óbvia e gritante estupidez da cabotina classe-média paulistana: 7 entre 10 beneficiários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre. Vou repetir ( com foco em gerenciamento de atenção ) , já que a vEJA lhes deixou burros, muito burros demais: eles não querem receber o benefício eternamente!!
E outra: Pelo fim do feriado – ponto facultativo – de 9 de Julho em São Paulo!! Pelo batismo de alguma avenida principal da cidade de São Paulo, com o nome de Getúlio Vargas, o maior brasileiro de todos os tempos, de acordo com uma pesquisa promovida pelo próprio imprensalão, em 2007!!
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Jornal dos Prefeitos/Tribuna-ES, 28.06.08
Pesquisa
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Brasília - A idéia difundida por críticos do programa Bolsa Família que o benefício poderia desestimular a busca pelo emprego não se confirma na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que ouviu no ano passado cinco mil usuários do programa nas cinco regiões do país. Dos titulares do cartão Bolsa Família que responderam a pesquisa, 95% responderam que não deixaram de fazer algum tipo de trabalho remunerado depois que passaram a receber o benefício. Além disso, o levantamento demonstrou que sete, em cada dez beneficiados pelo programa, disseram que não querem receber o benefício para sempre. Menos da metade dos entrevistados (44%) tiveram trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa e o grau de informalidade, de acordo com o Ibase, é alto. Apenas 16% têm carteira assinada. Dentre os que não trabalharam no mês anterior à pesquisa, 68% estão desempregados há mais de um ano e apenas 23% buscaram trabalho neste mesmo mês.
O Ibase concluiu com o levantamento que o recebimento do benefício não faz com que as pessoas deixem de procurar trabalho. “Alguns grupos menores apontaram que há abandono de trabalho quando as condições são de extrema precariedade. Nesse ponto, nos relatos, os pesquisadores identificaram situações de atividades análogas à escravidão”, registrou a pesquisa.
O fato da maior parte dos entrevistados ser mulher pode explicar, de acordo com o Ibase, o baixo índice de trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa, dado confirmado por 44% dos entrevistados. As entrevistas foram realizadas em setembro e outubro de 2007. Os entrevistados foram escolhidos por amostragem a partir do cadastro do Bolsa Família, que hoje possui 11,1 milhões de famílias beneficiadas. A pesquisa teve uma fase quantitativa, realizada pelo instituto Vox Populi, e outra fase qualitativa, anterior, que ouviu pessoas entre junho e julho de 2006. As duas fases se complementam.
Estudo
Mais de 80% dos beneficiários do Bolsa Família usam o dinheiro com comida
Brasília - Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômicas (Ibase), no ano passado, demonstrou que 87% dos beneficiários do programa Bolsa Família gastam o dinheiro do benefício, principalmente, com alimentação. Ao entrarem no programa, os beneficiários aumentaram tanto a quantidade, como a variedade dos alimentos consumidos. Dos pesquisados, 73,7% afirmaram ter aumentado a quantidade de alimentos que já tinham o hábito de consumir e 69,8% aumentaram a variedade.
A pesquisa ouviu cinco mil titulares do cartão Bolsa Família em 229 municípios, nas cinco regiões. O levantamento foi feito nos meses de setembro a outubro, antes da alta da inflação verificada nos últimos meses, puxada principalmente pelo preço dos alimentos. Dos entrevistados, 78% declararam que passaram a consumir mais açúcar após o início do recebimento do benefício. Em relação a arroz e cereais, 76% disseram ter passado a consumir mais desses produtos e 69% declararam ter aumentado o consumo de leite. Também houve aumento do consumo de feijão. Dos entrevistados, 59% afirmaram ter aumentado a quantidade do produto em suas compras. As modificações na alimentação das famílias contrariam a tendência nacional no que se refere ao consumo de cereais. No Brasil, o consumo de arroz e de feijão (considerados a base da alimentação) decai há anos, de acordo com o Ibase, embora isso não ocorra entre as famílias de baixa renda. O levantamento apontou que o consumo de arrroz e feijão aumentou, nessa faixa. Outro dado levantado pelo pesquisa é que 63% dos entrevistados declararam ter aumentado a compra de alimentos da preferência das crianças da família.
Já para famílias que já tinham a alimentação básica suprida, o levantamento aponta que o Bolsa Família possibilitou o aumento na aquisição de alimentos considerados complementares, como frutas (55%), verduras e legumes (40%), alimentos industrializados e outros considerados supérfluos (62%), além da carne (61%), alimento considerado de difícil acesso.
Em segundo lugar no carrinho de compras do Bolsa Família vieram os gastos com material escolar (45,6%) e despesas com vestuário (37,1%).
Para o diretor do Ibase, a pesquisa aponta que o programa trouxe benefícios, mas precisa ser aperfeiçoado. “É necessário manter e aperfeiçoar o programa, associando-o a outras políticas públicas capazes de atacar problemas como a falta de saneamento básico e de acesso ao mercado formal de trabalho, fatores que interferem na insegurança alimentar”, avaliou o diretor do Ibase e coordenador do trabalho Francisco Menezes.
Benefício
Municípios têm até segunda para enviar dados do Bolsa Família
Brasília -
O prazo para envio de informações de saúde do programa Bolsa Família termina na próxima segunda-feira (30). Até agora, 64 cidades brasileiras já concluíram o processo, enviando os dados de todas as famílias que se enquadram no perfil da saúde, para o Ministério da Saúde. A região com maior número de municípios com grau de excelência no acompanhamento em saúde é a Sul, com 25 cidades. Em seguida, vem a Região Sudeste, que registra 17 cidades com acompanhamento de 100%, e depois o Nordeste, com 16 localidades na mesma situação. O Norte e o Centro-Oeste registram três cidades com 100% de informações de saúde, cada um. A média nacional de registro no sistema até 20 de junho foi de 43%.

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