ENCALHE

novembro 23, 2007

CEF nega favorecimento a Damovo

Filed under: CEF, Cisco Systems, Damovo, Folha de São Paulo, imprensalão — Humberto @ 12:27 am
INFO Online
Quinta-feira, 22 de novembro de 2007
SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal divulgou comunicado rebatendo acusações publicadas no jornal Folha de S. Paulo.
O jornal publicou reportagem no dia 19/11 revelando que a Caixa Econômica alterou um edital para compra de equipamentos eletrônicos vencido pela Damovo, que revendeu produtos da Cisco. O contrato assinado entre CEF e Damovo envolveu R$ 9,9 milhões.
A Folha, citando investigação da Polícia Federal, afirma que há a suspeita de que a Caixa tenha beneficiado a Damovo em troca de doações de laranjas da Cisco para o Partido dos Trabalhadores.
Em nota, a Caixa afirma que o jornal “manipula informação e confunde seus leitores” ao publicar uma informação pública – a mudança no edital – como se fosse uma grande revelação ou indício de crime.
A CEF afirma que o item modificado no edital faz referência a um produto fornecido por outra empresa, não pela Damovo.
A Damovo também negou as acusações afirmando que ocorreu “enorme e injustificável engano” por parte da Folha. A empresa também argumenta que não venceu a concorrência para fornecer o produto alvo de modificação no edital.

novembro 7, 2007

Jogando pro ar, prá ver o que acontece: Fundo Gávea era cliente da Cisco Systems!!!

Filed under: Armínio Fraga, Cisco Systems, Gávea Investimentos — Humberto @ 8:31 pm
Caso de Sucesso
Gávea Investimentos
Gávea reduz 40% de custos com solução de Telefonia IP
Gestora de fundos de investimentos de Armínio Fraga moderniza sistema de telefonia com tecnologia IP
São Paulo, 20 de junho de 2007 Considerada uma das maiores gestoras de fundos de investimentos independentes ( não ligada a bancos ) do país, a Gávea Investimentos, companhia do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, fundada em agosto de 2003, está modernizando seus sistemas telefônicos. A companhia acaba de completar a implantação de uma solução centralizada de telefonia IP com plataforma Cisco, líder mundial em soluções para Internet, que engloba a filial de São Paulo e a matriz no Rio de Janeiro. O projeto foi desenhado e implantado sob a orientação e coordenação técnica da integradora 2S.
Segurança da informação, redução de custos com chamadas de longa distância e a necessidade de mobilidade foram os principais pontos que motivaram a implementação desse projeto. De acordo com João Batista da Silveira, CFO/COO da Gávea, qualquer problema na comunicação de uma operação financeira tem reflexo no resultado e, por conseqüência, o sistema de telefonia deve ser de ponta, oferecendo recursos extras como, por exemplo, o de gravação das ligações e acesso remoto, características fundamentais tanto para a segurança como para a requerida agilidade para este tipo de negócio.
Na filial paulista da Gávea, a solução de telefonia IP Cisco substituiu totalmente o sistema de PABX convencional e os antigos canais E&M mantidos com a matriz no Rio de Janeiro, com a implementação do VoIP.
Segundo João Batista, a nova solução de telefonia IP também permitiu aos executivos em viagem ao exterior ou trabalhando à noite em casa, acesso a toda infra-estrutura, inclusive telefonia do escritório, com alta qualidade de comunicação e redução de custos. Um time seleto de profissionais da Gávea, em vista de necessidades específicas da empresa, precisa atuar nas dependências da companhia e também a distância. Os remotos estão utilizando o Cisco IP Communicator (versão em software do Telefone IP) e, através de seus PC’s, se conectam ao escritório com tecnologia VPN, integrando canais de voz e dados de forma totalmente segura.
JB também aponta uma redução de custos importante e considerável já conquistada pela Gávea com a nova solução. Essa economia é estendida para os clientes de São Paulo que ligam para a matriz no Rio de Janeiro e pagam chamada local de São Paulo e vice-versa.
O início da implantação do projeto ocorreu em final de 2005, com a inauguração da nova filial da Gávea em São Paulo, processo recentemente concluído com a instalação plena do projeto na matriz carioca, integrando os dois escritórios e demais componentes da infra-estrutura. Essa integração possibilita a total mobilidade dos profissionais entre um escritório e outro, permitindo a captura de todas as chamadas automaticamente, sem utilizar recursos de transferência ou outro tipo de assistência.
De olho no futuro, JB prevê implantar tecnologia IP em todo seu parque de TI e Telecom, buscando a necessária ampliação dos recursos de mobilidade para toda a equipe da Gávea.
Cisco Systems

outubro 30, 2007

Berzoini: PT não tem qualquer relação coma multinacional Cisco

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, rechaçou as “suposições” levantadas por um jornal da capital paulista de que o PT “teria” recebido doações da Cisco, em troca de um “suposto” beneficiamento em contratos com a Caixa Econômica Federal. Segundo Berzoini, não passa de “uma informação perdida no ar”. “O PT não tem qualquer relação com essa empresa. Consultei membros da executiva do partido e pedi levantamento sobre doações. Todos afirmaram que não conhecem e não têm nenhuma relação com ninguém da empresa”.
A Caixa Econômica Federal também repudiou a reportagem. Em nota, o assessor de imprensa Gabriel de Barros Nogueira afirma que “a Caixa não possui nenhum contrato com a Cisco. Todos os equipamentos fabricados pela referida empresa foram adquiridos em licitações públicas, em que se assegura integral publicidade e transparência. Os vencedores dos últimos pregões, de 2000 a 2007, nos quais estão incluídos produtos da empresa em questão, foram as empresas Damovo, Conecta, CPM, Telefônica, Medidata e IBM”. Ao considerar que “a Folha pratica um jornalismo parcial e irresponsável ao citar a Caixa Econômica Federal na reportagem de capa de 24/10, que trata do chamado caso Cisco”, a assessoria diz que “a Caixa considera lamentável a divulgação irresponsável de ilações descabidas ao citar nomes de seus dirigentes, no intuito de esquentar a reportagem. A propósito, o próprio jornal afirma inexistir investigação específica por parte da Polícia”.
No dia 16 de outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Persona, desmantelando um esquema fraudulento que resultou em prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O esquema foi armado pela transnacional norte-americana Cisco Systems Inc. – que domina cerca de 80% do mercado de equipamentos de informática do país -, que sonegava impostos e subfaturava em até 70% a importação de produtos de informática.
O esquema fraudulento da Cisco funcionava no Brasil através da empresa Mude, responsável pela importação de seus produtos. Até agora foram descobertas 14 empresas de fachada, 6 delas nos EUA e as restantes no Brasil, incluindo a Mude.As relações entre a Cisco e a Mude foram apuradas pela PF, “embora não aparecendo formalmente perante as autoridades aduaneiras nos procedimentos de importação de produtos Cisco, controlam todo o fluxo da importação, desde o fechamento da encomenda até a entrega do produto ao cliente final”.
A Receita Federal e a Polícia Federal estão apurando se os principais clientes da Cisco, entre eles a IBM, sabiam que a empresa mandava seus produtos para o Brasil de forma irregular. Entre os questionamentos, a Receita quer saber por que as empresas que têm sede nos EUA não faziam negócios diretamente com a matriz da Cisco.
HORA DO POVO
ed. 2615
31/10/07

outubro 27, 2007

Mídia golpista envolve o PT e abafa escândalo da múlti Cisco

Filed under: Cisco Systems, golpismo, imprensalão, Operação Persona, Polícia Federal — Humberto @ 3:00 am
Estranho que certo jornal paulista, diante da “Operação Persona” da Polícia Federal que desbaratou na semana passada uma quadrilha encabeçada pela multinacional americana Cisco, que deu um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, tenha garimpado apenas uma frase sobre uma suposta doação que teria sido oferecida pela empresa a alguém do PT. E pior, violando o segredo de Justiça.
Para o escândalo das notas frias, o subfaturamento nas importações e o uso de laranjas nas operações comerciais que resultaram no assalto bilionário ao erário, nem aí. O esforço do jornalismo especulativo foi pinçar um trecho do relatório onde os envolvidos teriam feito referência ao suposto “negócio”.
A PF, que segundo o jornal gravou conversas de empresários do ramo onde teria sido falado na doação de R$ 500 mil, não confirmou a “notícia”. A “doação”, segundo o jornal, seria feita em troca de favores à empresa americana na Caixa Econômica Federal. Nenhum negócio da Cisco com a CEF foi confirmado.
HORA DO POVO
ed. 2614
26 a 30/10/07

outubro 23, 2007

Vai virar Ídolo do "Cansei", do imprensalão, da classe média paulistana, dos "cidadãos de bem"…

Para Mr. Smith, Cisco fraudou o Brasil em 1,5 bi porque impostos “são muito altos”
O diretor da Câmara de Comércio dos EUA, Mark Smith, justificou a fraude.
Norte-americana Cisco subfaturava em até 70% preços de computadores
Para PF, “Fica comprovada a existência de uma organização criminosa, uma verdadeira quadrilha”
A Operação Persona deflagrada na semana passada pela Polícia Federal desbaratou o esquema montado pela transnacional Cisco Systems Inc. – líder mundial na fabricação de equipamentos para a área de tecnologia da informação -, que redundou em uma megafraude fiscal de R$ 1,5 bilhão nos últimos cinco anos, entre sonegação de impostos e subfaturamento em até 70% na importação de produtos de informática.
Segundo relatório da PF, o esquema da corporação norte-americana, com sede em San Jose, no Vale do Silício, na Califórnia, funcionava através da empresa Mude, a real importadora da Cisco no Brasil, e totalizava 14 empresas de fachada – 6 nos EUA e 8 no Brasil, incluindo a Mude -, responsáveis pela importação de produtos subfaturados. Para burlar a Receita Federal, faziam também um simulacro de “industrialização” para obter redução de imposto.
A PF descobriu que os donos das empresas Brastec, Prime e ABC, reponsáveis pela importação de produtos que valem alguns milhões de dólares, são vendedores ambulantes, pedreiros e operadores de telemarketing. Nos EUA, entre as exportadoras estão a Mude USA e a LogCis, de Miami.
“Fica perfeitamente comprovada a existência de uma grande organização criminosa, uma verdadeira quadrilha”, diz o relatório da PF.
Após a divulgação do escândalo, um tal de Mark Smith, diretor-gerente para o hemisfério ocidental da Câmara de Comércio dos EUA, afirmou em Washington que “o subfaturamento é comum no Brasil”, devido ao “peso tributário elevado”. Sobre isso, nunca é demais repetir: o nível da carga tributária é problema dos brasileiros e não diz respeitos aos norte-americanos. A eles, como aos demais, cabe apenas cumprir a legislação brasileira.
A utilização de empresas sediadas nos paraísos fiscais, como Panamá e Ilhas Virgens Britânicas, de acordo com a PF, era para encobrir a responsabilidade da Cisco Systems nas operações de exportações e importações dos equipamentos de informática.
Em relato à Justiça Federal, a PF observa que a relação entre a Cisco e a Mude, “embora não aparecendo formalmente perante as autoridades aduaneiras nos procedimentos de importação de produtos Cisco, controlam todo o fluxo da importação, desde o fechamento da encomenda até a entrega do produto ao cliente final”.
As interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal mostram como funcionava o esquema, para “fazer de conta” que havia industrialização, bem como “blindar” a Cisco Systems na megafraude. “Como é que eu ia industrializar um negócio de dois metros de altura que custa US$ 700 mil? Aí não tinha jeito, não tinha jeito de fazer nada. Aí eu falei: ‘Luís, inventa. Faz qualquer coisa’”, diz em certo momento Moisés Aleixo Nunes, da Waytec, uma das empresas que faziam parte do esquema.
“As vendas têm de ser feitas sem margem….”, fala ao telefone a vice-presidente da Cisco, Daniela Ruiz, explicando que o preço dever ser abaixo do custo. Já no telefonema entre Carlos Roberto Carnevali (ex-presidente da Cisco do Brasil) e Marcelo Ikeda, diretor da Mude, eles discutem sobre a necessidade de não decepcionar a “mãe Cisco”.
Hora do Povo
ed. 2613
24/10/07

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