ENCALHE

outubro 5, 2008

Eleitores virtuosos, pessoas nefastas?

* Por um lado, até que o lugar-comum tem certa razão: os políticos ( e os que desejam entrar nessa ) só enganam mesmo!!
Mas não é da forma que vocês pensam: o engodo já surge na propaganda, só que não quando o cara promete mundos e fundos e sim, quando ele trata o eleitor como se este fosse um iluminado, um santo imaculado, dotado de virtudes incomensuráveis, dono de um equilíbrio, índole superior, caráter e justezaem suas reivindicações. Em suma, o cara bajula o animalvotante, um desqualificado, como se estivesse se dirigindo a um luminar do pensamento político e social. Óbvio que sempre dá merda.
A desqualificação se reproduz nas escolhas, eleitoralmente inclusive ( o Lula vencer foi acaso ).
Quando um golpista do vigário quer aplicar, ele sempre abre caminho ao coração e bolso da vítima, apelando para as supostamente elogiáveis qualidades desta. A vaidade sempre é causa de ruína:
- Você é um cara inteligente, coerente, e sabe muito bem [ mais que ninguém ] reconhecer uma oportunidade de ouro, dessas aliás, que só surgem para pessoas com todas as qualidades como as que você apresenta. Poucos, nesse mundo têm tais qualidades semi-divinas, e você é uma delas… VOTA EM MIM?!?
* XEROKASSAB, só sabe copiar?
Acho que foi o Kassab, em resposta à provocação de Marta, disse que ela sim, era copiona, e que os CEUs não passavam de cópia dos CIEPs do Brizola; pode ser, mas no partido dele, Kassab, há um prefeito de cidade grande, ex-brizolista, e que – pelo menos até onde sei -, durante seu mandato, não retomou os projetos de Brizola. Por quê o Kassab pode achar bom o Brizolão ( modificado para CEU ), mas um antigo colaborador do ex-governador não acha o mesmo, sendo do mesmo partido do prefeito paulistano? Vai ver que não gosta de copiar.

março 19, 2007

Amado mestre…

Filed under: CIEPS, professores, Secretaria de Estado da Educação, Yara Vargas — Humberto @ 2:46 pm
Toda essa celeuma em torno dos péssimos resultados da educação do Estado de São Paulo, o Estadão publicando elogios da “oposição” ao plano do governo Federal, Paulo Renato até se oferecendo para ajudar – o que me faz perguntar o porquê do governo Serra não tê-lo convidado para integrar seu secretariado, considerando que o ex-ministro Paulo Renato foi celebrado, naqueles bons tempos, como tendo promovido uma “revolução na Educação” e até mesmo se especulou, por diversas vezes, que seria o candidato de FHC à sua sucessão – e não tenho visto espaço para o professor ( ou seu sindicato) , para que este fale livre, sem amarras a respeito de sua condição. Aliás o Estadão, nessa matéria a que me refiro, mostra a opinião de economista, “gestor”, presidente de ONG ( Instituto Ayrton Senna ) e político, mas educadores, pedagogos, mesmo professores da rede pública, não vi nada. E os alunos, apontados como vítimas.
Como se fossem as únicas. Leiam, se tiverem oportunidade, a revista EDUCAÇÃO deste mês. Ficarão sabendo, entre outras coisas, que aumentam vertiginosamente os casos de transtornos psiquiátricos entre os docentes. Não é para menos. Sei de um caso no qual o professor foi ameaçado por um aluno – já adulto -, se recusou a voltar àquela sala até que a direção resolvesse o problema, e foi ameaçado por um supervisor de sofrer um processo administrativo, caso não retornasse à sala. Como se não bastasse, o supervisor proclamou diante dos alunos e na presença do professor, que “não era interessante para a escola promover a repetência de alunos”, ou seja, desautorizou o professor enquanto autoridade na sala de aula. Para piorar o cenário, quando o professor necessita de auxílio médico, os hospitais que atendem ao servidor público ( que se mantém funcionando mediante o desconto em holerite ) andam, literalmente, às baratas. Semanas passam até que se seja atendido. Filas imensas. Faltam médicos. E secretários de Educação aparecem nos jornais dizendo que irão moralizar uma tal de “indústria de licenças médicas” ou “indústria de afastamentos”, que isso é que causa a falta de professores na escola, prejudicando os alunos. Quanta hipocrisia.
Nesses dias faleceu a sra. Yara Vargas. Confesso que nunca ouvira falar de sua existência. Somente agora, quando morreu.
Mas ligeira busca na Internet nos oferece suporte.
A parte que interessa aqui, diz sobre sua participação na implantação dos CIEPS, no governo Brizola ( RJ ) . Imaginemos se esse projeto tivesse continuado.

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