Ao que parece, oficialmente reconhecido, o “Começo do Fim do Mundo” tornou-se nova vedete de nossos jornais. Nas manchetes – espaço anteriormente reservado a assuntos de relevante importância, como o túnel da Rebouças e a condecoração dada aos cães que auxiliam nas buscas por vítimas do acidente na Linha 4 do Metrô paulistano – o chamado Aquecimento Global – e suas conseqüências – conquistou seu espaço.
Como se sabe – e foi amplamente divulgado – a cratera ( que se tornou aquilo anteriormente concebido para vir a ser uma estação de Metrô ) surgiu do nada e não existem responsáveis. A não ser a chuva inclemente. Ou, segundo suspeitas largamente difundidas, o acidente pode ter sido causado pela ação de uma única pessoa: um fiscal, supostamente corrupto.
Porém, temos a obrigação de considerar que, da mesma forma que o suposto aquecimento global – “suposto” sim, pois existem filósofos recalcitrantes ( que sempre duvidaram daquilo que consideravam ser “paranóia anticapitalista” ) irredutíveis e Institutos americanos “de direita” que, ainda não convencidos, oferecem valores a cientistas que desqualifiquem o relatório, ou seja: não há consenso, nem novidade – está sendo causado por um único agente, o “ser humano” ( ou “a Humanidade” toda, sem distinções quaisquer, sejam elas sociais, culturais, ideológicas, étnicas, geográficas, por volume de consumo, etc ), acho até que esse mesmo agente ( o “ser humano” etc, etc… ) poderá ser responsabilizado pelo craterão metroviário.