Eu não sou vegetariano, adianto. Não sou ativista. Se tiver carne no prato eu como, se não tiver, tanto faz. Não faço questão alguma. Posso passar sem. Na verdade, devo ser um “quase-vegetariano”, pois sinto uma repulsa imensa quando passo em frente a uma dessas churrascarias rodízio e vejo aquela gente esperando uma mesa desocupada. Sim, quando o pessoal tem grana, churrasco é sinônimo de “vida boa”, “fartura”. Carne é sinal de “status”, vejam vocês.
Li em algum lugar, não lembro onde, que a pecuária é uma das – se não a maior – atividades econômicas que mais consomem ( dependendo do tipo de revista que você lê, tipo as triunfalistas do capitalismo, as “Exame” ou “vEJA”, ou “gastam”, “desperdiçam” no meu entender ) recursos hídricos. Portanto, para que tenhamos água para beber, deveríamos parar ou reduzir o consumo de carne. Deixar de lavar o carro é uma boa, também. Melhor que isso, só abandonando o automóvel, mas seu uso, à semelhança de consumo desregrado de carne, simboliza “status”, o “cheguei lá e tô bem” e, assim, não seria deixado de lado em nossa cultura assim, tão facilmente. As pessoas, quando se dão conta das tragédias, fica se perguntando de onde vieram, como se um portal mágico tivesse sido aberto e essas coisas entraram de repente em nosso mundo. São umas bestas, mesmo.
Pois bem, ontem de madrugada ( Sábado, 25.04 ) eu estava zappeando, quando caí num daqueles canais obscuros, a TV Aberta de São Paulo. O que estava passando, eu acho que jamais vou esquecer o que vi: era um, creio, documentário sobre o uso de cobaias animais pela nossa comunidade científica.
Usam-se animais, todos nós sabemos, em pesquisas de remédios, venenos, cosméticos [ vejam o preço da vaidade, senhoras e senhores ], alimentos e nos estudos, pela prática de vivissificação..
A crueldade com que estas criaturas são manipuladas não é fácil de descrever, sobretudo porque, devo reconhecer, é algo que deveríamos imaginar. Eu já tinha ouvido falar, mas sabe quando você não presta REALMENTE a atenção nas coisas? Então.
Eu peguei o programa já adiantado da exibição, mas as cenas de macacos com a boca ou os olhos costurados, coelhos em câmaras onde são despejados inseticidas ( ou pesticidas, não lembro ), cães apirando fumaça diretamente por meio de uns engenhos para ADQUIRIREM CÂNCER, gatinhos com o crâneo aberto e o cérebro exposto, sei-lá-para-quê. Coelhos que recebem injeções de algum preparado diretamente no lobo ocular como teste de cosméticos. Coisa de Hitler, ou dos japoneses que, antes mesmo do alemão, já faziam “experiências científicas” com os chineses. Para quê, para termos desodorantes e colônias…?
O mais demoníaco disso tudo é que, segundo informações fornecidas por diversas personalidades, tais testes poderíam ser abandonados, pois hoje já se consegue SUBSTITUIR tais práticas hediondas. Não lembro quais são as alternativas, mas o que ficou é que as torturas e extermínios poderiam não estar mais ocorrendo. Detalhes à parte. Ah, já ia esquecendo outro dado crucial: alguns dos entrevistados opinam que a pesquisa com animais não tem serventia ou funcionalidade alguma, chegando a beirar a charlatanice. Um exemplo, o da Talidomida. Os estudos foram feitos, usando ratos como cobaias. Deu no que deu, não era seguro aos fetos que não fossem parentes do Mickey.
Outro exemplo que lembro vagamente, uma senhora mantém acho que um santuário que recebeu macacos cobaias que haviam contraído HIV para as pesquisas em busca da cura da AIDS. Depois de usadas, foram descartadas. Corroborando a tese de que resultados de pesquisas em animais não dão, obrigatoriamente, em seu uso por seres humanos, ao contrário do que ocorre conosco, o próprio organismo destes animais “expulsa” o HIV.
Se me perguntassem sobre o uso de animais para a descoberta da cura do câncer, eu confesso que talvez não visse como evitar mas, agora sabendo que EXISTEM ALTERNATIVAS À ESSA PRÁTICA ( desculpem, eu não consigo lembrar de uma sequer ), fica bem difícil aceitar que façam isso.
Um dos personagens ouvidos pelos produtores disse que a desculpa dos cientistas para o uso de cobaias é – eu havia chegado à mesma conclusão -, por si só, “anti-científica”: os caras dos jalecos afirmam que NÃO TEM OUTRA FORMA. Se dependesse dessa forma de pensar, nós jamais teríamos inventado o avião, já que o homem não voa e, por isso, “jamais poderíamos contornar esta condição desfavorável”.
Enfim, vou me informar melhor e ver se descolo esse documentário. De cortar o coração. O humano.
( APÓS TER JÁ POSTADO, FIZ UMA PESQUISA E ACHO QUE DESCOBRI O VÍDEO. DEVE SER O “NÃO MATARÁS”, E ESTÁ DISPONÍVEL NO YOU TUBE, DIVIDIDO EM PARTES. VOU DEIXAR OS LINKS, E O RESTO É COM VOCÊS. AINDA VOLTO AO ASSUNTO.)
http://www.youtube.com/watch?v=zKLjT3s_hCI ( Parte 1 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4 ( Parte 2 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU ( Parte 3 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=V4PRbR-aM-8 ( Parte 4 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=WZN0CRMUjVk ( Parte 5 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=1mKgTKCqG0c ( Parte 6 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=NEKzmfAGvNU ( Parte 7 de 7 )

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