ENCALHE

abril 27, 2009

Cobaias animais: o Mal que o ser humano faz às demais criaturas do planeta

Filed under: Ciência, cobaias animais, direitos dos animais — Humberto @ 3:12 am
Eu não sou vegetariano, adianto. Não sou ativista. Se tiver carne no prato eu como, se não tiver, tanto faz. Não faço questão alguma. Posso passar sem. Na verdade, devo ser um “quase-vegetariano”, pois sinto uma repulsa imensa quando passo em frente a uma dessas churrascarias rodízio e vejo aquela gente esperando uma mesa desocupada. Sim, quando o pessoal tem grana, churrasco é sinônimo de “vida boa”, “fartura”. Carne é sinal de “status”, vejam vocês.
Li em algum lugar, não lembro onde, que a pecuária é uma das – se não a maior – atividades econômicas que mais consomem ( dependendo do tipo de revista que você lê, tipo as triunfalistas do capitalismo, as “Exame” ou “vEJA”, ou “gastam”, “desperdiçam” no meu entender ) recursos hídricos. Portanto, para que tenhamos água para beber, deveríamos parar ou reduzir o consumo de carne. Deixar de lavar o carro é uma boa, também. Melhor que isso, só abandonando o automóvel, mas seu uso, à semelhança de consumo desregrado de carne, simboliza “status”, o “cheguei lá e tô bem” e, assim, não seria deixado de lado em nossa cultura assim, tão facilmente. As pessoas, quando se dão conta das tragédias, fica se perguntando de onde vieram, como se um portal mágico tivesse sido aberto e essas coisas entraram de repente em nosso mundo. São umas bestas, mesmo.
Pois bem, ontem de madrugada ( Sábado, 25.04 ) eu estava zappeando, quando caí num daqueles canais obscuros, a TV Aberta de São Paulo. O que estava passando, eu acho que jamais vou esquecer o que vi: era um, creio, documentário sobre o uso de cobaias animais pela nossa comunidade científica.
Usam-se animais, todos nós sabemos, em pesquisas de remédios, venenos, cosméticos [ vejam o preço da vaidade, senhoras e senhores ], alimentos e nos estudos, pela prática de vivissificação..
A crueldade com que estas criaturas são manipuladas não é fácil de descrever, sobretudo porque, devo reconhecer, é algo que deveríamos imaginar. Eu já tinha ouvido falar, mas sabe quando você não presta REALMENTE a atenção nas coisas? Então.
Eu peguei o programa já adiantado da exibição, mas as cenas de macacos com a boca ou os olhos costurados, coelhos em câmaras onde são despejados inseticidas ( ou pesticidas, não lembro ), cães apirando fumaça diretamente por meio de uns engenhos para ADQUIRIREM CÂNCER, gatinhos com o crâneo aberto e o cérebro exposto, sei-lá-para-quê. Coelhos que recebem injeções de algum preparado diretamente no lobo ocular como teste de cosméticos. Coisa de Hitler, ou dos japoneses que, antes mesmo do alemão, já faziam “experiências científicas” com os chineses. Para quê, para termos desodorantes e colônias…?
O mais demoníaco disso tudo é que, segundo informações fornecidas por diversas personalidades, tais testes poderíam ser abandonados, pois hoje já se consegue SUBSTITUIR tais práticas hediondas. Não lembro quais são as alternativas, mas o que ficou é que as torturas e extermínios poderiam não estar mais ocorrendo. Detalhes à parte. Ah, já ia esquecendo outro dado crucial: alguns dos entrevistados opinam que a pesquisa com animais não tem serventia ou funcionalidade alguma, chegando a beirar a charlatanice. Um exemplo, o da Talidomida. Os estudos foram feitos, usando ratos como cobaias. Deu no que deu, não era seguro aos fetos que não fossem parentes do Mickey.
Outro exemplo que lembro vagamente, uma senhora mantém acho que um santuário que recebeu macacos cobaias que haviam contraído HIV para as pesquisas em busca da cura da AIDS. Depois de usadas, foram descartadas. Corroborando a tese de que resultados de pesquisas em animais não dão, obrigatoriamente, em seu uso por seres humanos, ao contrário do que ocorre conosco, o próprio organismo destes animais “expulsa” o HIV.
Se me perguntassem sobre o uso de animais para a descoberta da cura do câncer, eu confesso que talvez não visse como evitar mas, agora sabendo que EXISTEM ALTERNATIVAS À ESSA PRÁTICA ( desculpem, eu não consigo lembrar de uma sequer ), fica bem difícil aceitar que façam isso.
Um dos personagens ouvidos pelos produtores disse que a desculpa dos cientistas para o uso de cobaias é – eu havia chegado à mesma conclusão -, por si só, “anti-científica”: os caras dos jalecos afirmam que NÃO TEM OUTRA FORMA. Se dependesse dessa forma de pensar, nós jamais teríamos inventado o avião, já que o homem não voa e, por isso, “jamais poderíamos contornar esta condição desfavorável”.
Enfim, vou me informar melhor e ver se descolo esse documentário. De cortar o coração. O humano.
( APÓS TER JÁ POSTADO, FIZ UMA PESQUISA E ACHO QUE DESCOBRI O VÍDEO. DEVE SER O “NÃO MATARÁS”, E ESTÁ DISPONÍVEL NO YOU TUBE, DIVIDIDO EM PARTES. VOU DEIXAR OS LINKS, E O RESTO É COM VOCÊS. AINDA VOLTO AO ASSUNTO.)
http://www.youtube.com/watch?v=zKLjT3s_hCI ( Parte 1 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4 ( Parte 2 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU ( Parte 3 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=V4PRbR-aM-8 ( Parte 4 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=WZN0CRMUjVk ( Parte 5 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=1mKgTKCqG0c ( Parte 6 de 7 )
http://www.youtube.com/watch?v=NEKzmfAGvNU ( Parte 7 de 7 )

abril 9, 2009

"Droga do esquecimento": substância pode "apagar" memórias. Aparentemente, pretendem utilizá-la com fins pura e altamente altruístas

Filed under: cérebro, Ciência, Mundo Conspirativo, Yadin Dudai, ZIP ( Neurologia ) — Humberto @ 6:46 am
A droga do esquecimento
Descoberta abre porta para apagar memórias ruins e evitar a demência
Suponha que cientistas possam apagar certas memórias com a aplicação de uma única substância no cérebro. Isso poderia fazer você esquecer um medo crônico, uma perda traumática ou mesmo um mau hábito.
Pesquisadores de Nova York recentemente conseguiram fazer algo semelhante, com uma única dose de um remédio experimental, injetada em áreas do cérebro críticas para o armazenamento de um tipo específico de memória, como associações emocionais, conhecimento espacial e habilidades motoras.
Nos últimos meses, grupos de pesquisa europeus e americanos apresentaram estudos sobre substâncias que poderiam supostamente apagar memórias. Um tipo de droga seria o dos betabloqueadores, normalmente usados para o controle da pressão alta. O outro é uma molécula específica. Porém, neste último caso, os pesquisadores só foram capazes de alterar a memória de animais geneticamente modificados. Essas duas linhas de pesquisa ainda estão longe de oferecer segurança para testes em seres humanos.
A droga anunciada agora bloqueia a atividade de uma substância que o cérebro aparentemente precisa para reter informações. Se for aperfeiçoada, ela poderia ser usada para tratar demências e outros tipos de problema de memória.
Por enquanto, a pesquisa foi realizada apenas com animais. Mas os cientistas estão convencidos de que a droga terá basicamente o mesmo efeito em seres humanos.
— Se essa molécula se provar tão importante quanto parece, teremos muitas aplicações. Será útil no tratamento de traumas e mesmo de vícios, que são comportamentos aprendidos. Também poderá ser usada para melhorar a capacidade de memória e aprendizado — disse Todd C. Sacktor, neurocientista do SUNY Downstate Medical Center, em Nova York, que testou a droga.
Curto-circuito nas lembranças
Pesquisas anteriores já mostraram que células cerebrais ativadas por uma determinada experiência são capazes de “ligar” outras, como se fossem um grupo de pessoas que testemunhou um fato importante. Essas células passam a trabalhar juntas e retém informações importantes como sons, cores, odores e imagens, por exemplo.
O cérebro parece guardar memórias através do crescimento de linhas de comunicação entre essas células ativadas.
Porém, ninguém sabe como o cérebro faz isso. Desde os anos 60, vêm sendo descobertas moléculas com alguma função na formação da memória. Mas seu papel exato é difícil de identificar.
O grupo de Sacktor elegeu trabalhar com uma molécula chamada PKMzeta. Uma série de estudos realizada pela equipe de Sacktor revelou que a PKMzeta estava presente e era ativada nos neurônios do cérebro assim que eles eram “ligados” por células vizinhas.
As moléculas PKMzeta parecem conseguir se reunir dentro das células, ligando um neurônio a outro. E uma vez ativadas, elas permanecem assim para sempre.
— Passamos então a investigar como essa molécula influenciava o comportamento — disse Sacktor.
Nessa fase do estudo, ele contou com a colaboração de André A. Fenton, também do SUNY Downstate, que estuda a memória espacial em ratos e camundongos. Fenton é o criador de uma técnica que estimula os animais a memorizarem lugares onde são escondidos certos objetos.
Uma vez que os animais aprendem, não esquecem mais, mesmo passados algumas semanas ou meses. Mas, quando injetados diretamente no cérebro com a droga chamada ZIP, eles esqueciam todo o caminho arduamente aprendido — com os estímulos de choques elétricos. A ZIP impede o trabalho da PKMzeta.
Fenton fez numerosas variações da experiência. E em todas os animais esqueceram o aprendido. Um outro grupo de estudo também testou a ZIP. Pesquisadores liderados por Yadin Dudai, do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, descobriram que uma dose de ZIP fez esquecerem que destetavam certo sabor de uma substância que os fizera adoecer, três meses antes. Depois de serem injetados com ZIP, eles começaram a gostar da substância.
— A possibilidade de alterar e editar a memória abre uma série enorme de possibilidades e levanta sérias questões éticas — alerta Steven E. Hyman, um neurobiologista da Universidade de Harvard.
Ele adverte que se memórias traumáticas podem ser torturantes, lembrar que coisas ruins existem é essencial para a formação da consciência moral.
Porém, antes que a ZIP possa chegar ao mercado, cientistas ainda precisam responder a uma série de questões. A mais importante e fundamental é o risco de alterar o cérebro. Além disso, a PKMzeta não é a única molécula envolvida na formação da memória humana e bloquear recordações complexas pode exigir o controle de muitas outras substâncias. (Benedict Carey, do New York Times)
(O Globo, 7/4)

"Droga do esquecimento": substância pode "apagar" memórias. Aparentemente, pretendem utilizá-la com fins pura e altamente altruístas

Filed under: cérebro, Ciência, Mundo Conspirativo, Yadin Dudai, ZIP ( Neurologia ) — Humberto @ 6:46 am
A droga do esquecimento
Descoberta abre porta para apagar memórias ruins e evitar a demência
Suponha que cientistas possam apagar certas memórias com a aplicação de uma única substância no cérebro. Isso poderia fazer você esquecer um medo crônico, uma perda traumática ou mesmo um mau hábito.
Pesquisadores de Nova York recentemente conseguiram fazer algo semelhante, com uma única dose de um remédio experimental, injetada em áreas do cérebro críticas para o armazenamento de um tipo específico de memória, como associações emocionais, conhecimento espacial e habilidades motoras.
Nos últimos meses, grupos de pesquisa europeus e americanos apresentaram estudos sobre substâncias que poderiam supostamente apagar memórias. Um tipo de droga seria o dos betabloqueadores, normalmente usados para o controle da pressão alta. O outro é uma molécula específica. Porém, neste último caso, os pesquisadores só foram capazes de alterar a memória de animais geneticamente modificados. Essas duas linhas de pesquisa ainda estão longe de oferecer segurança para testes em seres humanos.
A droga anunciada agora bloqueia a atividade de uma substância que o cérebro aparentemente precisa para reter informações. Se for aperfeiçoada, ela poderia ser usada para tratar demências e outros tipos de problema de memória.
Por enquanto, a pesquisa foi realizada apenas com animais. Mas os cientistas estão convencidos de que a droga terá basicamente o mesmo efeito em seres humanos.
— Se essa molécula se provar tão importante quanto parece, teremos muitas aplicações. Será útil no tratamento de traumas e mesmo de vícios, que são comportamentos aprendidos. Também poderá ser usada para melhorar a capacidade de memória e aprendizado — disse Todd C. Sacktor, neurocientista do SUNY Downstate Medical Center, em Nova York, que testou a droga.
Curto-circuito nas lembranças
Pesquisas anteriores já mostraram que células cerebrais ativadas por uma determinada experiência são capazes de “ligar” outras, como se fossem um grupo de pessoas que testemunhou um fato importante. Essas células passam a trabalhar juntas e retém informações importantes como sons, cores, odores e imagens, por exemplo.
O cérebro parece guardar memórias através do crescimento de linhas de comunicação entre essas células ativadas.
Porém, ninguém sabe como o cérebro faz isso. Desde os anos 60, vêm sendo descobertas moléculas com alguma função na formação da memória. Mas seu papel exato é difícil de identificar.
O grupo de Sacktor elegeu trabalhar com uma molécula chamada PKMzeta. Uma série de estudos realizada pela equipe de Sacktor revelou que a PKMzeta estava presente e era ativada nos neurônios do cérebro assim que eles eram “ligados” por células vizinhas.
As moléculas PKMzeta parecem conseguir se reunir dentro das células, ligando um neurônio a outro. E uma vez ativadas, elas permanecem assim para sempre.
— Passamos então a investigar como essa molécula influenciava o comportamento — disse Sacktor.
Nessa fase do estudo, ele contou com a colaboração de André A. Fenton, também do SUNY Downstate, que estuda a memória espacial em ratos e camundongos. Fenton é o criador de uma técnica que estimula os animais a memorizarem lugares onde são escondidos certos objetos.
Uma vez que os animais aprendem, não esquecem mais, mesmo passados algumas semanas ou meses. Mas, quando injetados diretamente no cérebro com a droga chamada ZIP, eles esqueciam todo o caminho arduamente aprendido — com os estímulos de choques elétricos. A ZIP impede o trabalho da PKMzeta.
Fenton fez numerosas variações da experiência. E em todas os animais esqueceram o aprendido. Um outro grupo de estudo também testou a ZIP. Pesquisadores liderados por Yadin Dudai, do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, descobriram que uma dose de ZIP fez esquecerem que destetavam certo sabor de uma substância que os fizera adoecer, três meses antes. Depois de serem injetados com ZIP, eles começaram a gostar da substância.
— A possibilidade de alterar e editar a memória abre uma série enorme de possibilidades e levanta sérias questões éticas — alerta Steven E. Hyman, um neurobiologista da Universidade de Harvard.
Ele adverte que se memórias traumáticas podem ser torturantes, lembrar que coisas ruins existem é essencial para a formação da consciência moral.
Porém, antes que a ZIP possa chegar ao mercado, cientistas ainda precisam responder a uma série de questões. A mais importante e fundamental é o risco de alterar o cérebro. Além disso, a PKMzeta não é a única molécula envolvida na formação da memória humana e bloquear recordações complexas pode exigir o controle de muitas outras substâncias. (Benedict Carey, do New York Times)
(O Globo, 7/4)

junho 3, 2008

Computador pode ler sua mente. Como sempre, tal tecnologia e conhecimento serão usados por pessoas de bem, e somente para o bem!!

Filed under: Big Brother, Ciência, leitura da mente, privacidade, tecnologia — Humberto @ 2:33 am
Computador “lê” imagens mentais
Reuters, 02.06.08
WASHINGTON – Pesquisadores norte-americanos treinam computador para “ler” a mente humana.
Isso seria possível por meio do acompanhamento de imagens de atividade do cérebro quando as pessoas pensam em palavras específicas, de acordo com a equipe de cientistas.
Eles esperam que o estudo, publicado na revista Science, possa levar a um melhor entendimento de como e onde o cérebro armazena informação.
Isso poderia criar tratamentos melhores para desordens de linguagem e problemas de aprendizado, disse Tom Mitchell, do Departamento de Aprendizado de Máquinas da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, que ajudou a liderar o estudo.
“A questão que estamos tentando responder é uma que as pessoas têm há séculos: Como o cérebro organiza o conhecimento?”, disse Mitchell em entrevista por telefone.
“Foi apenas nos últimos 10 a 15 anos que nós conseguimos ter um caminho para estudar essa questão.”
A equipe de Mitchell usou imagens por ressonância magnética funcional, um tipo de exame cerebral que é capaz de exibir atividade mental em tempo real.
Os cientistas calibraram o computador com ajuda de nove voluntários que pensaram em 58 palavras diferentes, enquanto tinham a atividade de seus cérebros monitorada.
“Demos instruções para as pessoas em que dissemos para eles que mostraríamos palavras e quando elas vissem essas palavras deveriam pensar sobre suas propriedades”, disse Mitchell.
Os cientistas criaram uma imagem “média” de uma palavra por meio da análise da atividade dos cérebros das nove pessoas enquanto elas pensavam nos 58 termos diferentes.
“Se eu lhe mostrar imagens do cérebro para duas palavras, a coisa principal que você pode perceber é que elas se parecem muito. Se você olhar para elas por algum tempo, pode acabar vendo algumas diferenças sutis”, afirmou Mitchell.
A imagem “média” da palavra permitiu o treinamento do computador.
“Depois que treinamos com as 58 palavras, podemos dizer ‘Agora há duas novas palavras que vocês não viram, aipo e avião”‘. O computador então teve que escolher que imagem do cérebro correspondia a cada palavra.
A máquina acabou conseguindo passar no teste, prevendo quando uma pessoa pensava em “aipo” e quando a palavra era “avião”.
O próximo passo da pesquisa é estudar a atividade cerebral quando uma pessoa pensa em frases.
“Se eu digo “coelho” ou “coelho rápido”, são idéias muito diferentes”, disse Mitchell.
O cientistas afirmou ter ficado surpreso com a similaridade das imagens obtidas entre os nove voluntários, apesar do trabalho meticuloso. Para uma ressonância funcionar bem, um paciente tem que ficar sentado ou deitado imóvel por vários minutos.
“Pode ser difícil se concentrar”, disse Mitchell. “Em algum momento no meio do processo o estômago pode roncar.
E de repente o voluntário pode pensar ‘Eu estou com fome… oops’. Não é um experimento controlável.”

março 18, 2008

Pó de casca de banana elimina metais pesados de água poluída

Envolverde
14/03/2008
Por Rafael Sampaio
Nas feiras, nos supermercados, na merenda escolar. Toneladas de cascas de banana são desperdiçadas todos os dias, mas poderiam ser usadas para limpar água contaminada com metais pesados. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por dois jovens de 18 anos que são aprendizes em uma fábrica no município de Jaraguá do Sul (SC), Lisiane Hönnicke e Jonathan Gonçalves.
Apresentada na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), a pesquisa utilizou casca de banana desidratada e moída em uma mistura com água e ferro e fez a decantação de 96% do metal. “Aplicado a uma mistura com zinco, o pó reduziu 65% da presença do metal”, afirma Lisiane. No caso de misturas com manganês e cromo, houve redução de 55% em média.
Jonathan ressalta, entretanto, que os resultados são preliminares. “Até agora, só fizemos testes em pequena escala. Não sabemos o que aconteceria se o pó de casca de banana fosse levado a um rio poluído, por exemplo. É um teste principalmente para efluentes industriais”, afirma ele.
Há dois efeitos principais na decantação dos metais pesados com o produto: um é o “efeito imã”, pois o pó de casca de banana tem carga elétrica contrária a dos metais, e por isso os atrai para o fundo do recipiente. Lisiane relata que outro efeito é adstringente, em que as moléculas do pó grudam nos metais e forçam a decantação. “Mas para a água se tornar pura ou potável, não basta só a decantação”, reforça Jonathan. (Envolverde/Aprendiz)
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

janeiro 25, 2008

Transgênicos: na Europa, são usados na alimentação de rebanhos e olhe lá.

Filed under: Alemanha, alimentação, Ciência, Europa, meio ambiente, Monsanto, OGMs, transgênicos — Humberto @ 12:41 pm
DW
24/01/08
Transgênicos são ainda raros nos supermercados alemães
Apesar de todo o alarde de defensores e adversários da manipulação genética, a probabilidade de encontrar um tomate ou batata transgênica num supermercado alemão é, até o momento, mínima.
Quando o assunto é alimentação, a polêmica é garantida, em especial no tocante a produtos modificados geneticamente. Durante dois anos, os partidos que compõem a coalizão de governo em Berlim debateram sobre a obrigatoriedade de etiquetação de produtos transgênicos e o cultivo de plantas modificadas geneticamente. Na sexta-feira (25/01), a nova legislação será votada no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.
Para o consumidor alemão, a mais importante mudança é que ele passará a ser informado se os animais dos quais ele se nutre foram criados com plantas transgênicas. Ovos, leite e carne passarão a conter a informação correspondente em suas etiquetas.
Afinal, será que muitos dos produtos alimentícios oferecidos nas prateleiras e frigoríficos dos supermercados foram submetidos a mudanças genéticas? Tanto os críticos como os defensores da tecnologia genética dão freqüentemente a impressão de que ela é onipresente. Uns recorrem a esse argumento para pleitear regras mais rigorosas; outros justamente para alegar que as restrições não adiantam nada, já que os produtos transgênicos seriam inevitáveis.
Mesmo que as áreas cultivadas com plantas transgênicas aumentem por toda parte, sua porcentagem não é ainda tão grande como podem sugerir certos debates a respeito do assunto. Em 2006, elas perfaziam 102 milhões de hectares, o que não chega a 6% de todas as áreas cultivadas do mundo. Na Alemanha, essa área era no ano passado de 2.700 hectares, ou seja, menos de 0,1% das terras cultivadas.
Mais da metade das áreas com plantações de transgênicos se encontram nos Estados Unidos: 55 milhões de hectares. A tecnologia está também bastante difundida no Canadá, na Argentina, no Brasil, na China e na Índia, mas pouco se impôs até agora na Europa.
“A utilização das sementes transgênicas, que são mais caras, só vale a pena em regiões com lavouras grandes”, esclarece Heike Moldenbauer, da BUND, uma ONG de proteção ao meio ambiente e à natureza. Nesses casos, as plantas, que são resistentes a pragas, reduzem a necessidade de mão-de-obra e o risco de perdas na colheita, vantagens que pesam menos no caso de plantações de menor porte.
Alemanha importa mais do que cultiva
A tendência se verifica também na Alemanha, onde o cultivo de transgênicos é mais difundido no leste do país, em que as propriedades rurais são mais amplas – uma herança dos coletivos agrícolas da era socialista. Segundo os registros do Departamento Federal de Defesa do Consumidor e de Segurança Alimentar, os agricultores de Brandemburgo, Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são os que mais apostam em sementes modificadas geneticamente.
Ainda que a Alemanha permita a importação de numerosas plantas transgênicas, a única que pode ser cultivada no país é o milho MON 810. No restante do mundo, muito mais espécies são cultivadas através de sementes geneticamente manipuladas, sobretudo o milho, a colza, algodão e soja.
Mas o produto não vai diretamente para o prato do consumidor: 80% da colheita é utilizada como ração. Desde que foi proibido – pelo menos na União Européia – alimentar os animais com restos dos abatedouros e com farinha animal, os agricultores europeus recorrem de preferência à soja transgênica como ração animal, por ser um produto barato.
Portanto, quem quiser ter certeza de não estar consumindo transgênicos, precisa prestar especial atenção aos derivados animais, como ovos, leite e carne. Os 20% restantes da colheita de transgênicos são utilizados na produção de têxteis. Ou seja, a probabilidade de encontrar um tomate transgênico ou batatas modificadas geneticamente num supermercado alemão é – até o momento – muito pequena.

Leila Knüppel (lk)






dezembro 31, 2007

Mundo resiste à invasão dos transgênicos!! Os plutoxiitas da Editora Abril sofrem mais uma derrota e sentam no pepino geneticamente superdesenvolvido!

Resistência aos transgênicos cresce e obtém resultados positivos em 2007
A resistência aos transgênicos, tanto no Brasil quanto no exterior, registrou resultados positivos em 2007, na opinião do presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), o engenheiro agrônomo Valdir Izidoro Silveira. O destaque, segundo ele, foi para a decisão judicial que proibiu a Syngenta de realizar experimentos com organismos geneticamente modificados em sua área, em Santa Teresa do Oeste, na região Oeste do Estado.
“Decisões judiciais têm garantido à sociedade civil conquistas importantes relacionadas à obrigatoriedade da rotulagem dos alimentos processados com transgênicos, ao mesmo tempo que foram proibidas liberações para comercialização de grãos geneticamente modificados”, acrescenta Valdir Izidoro.
Segundo o presidente da Claspar, os consumidores estão rejeitando os produtos transgênicos, enquanto que os agricultores que optaram em plantar a soja convencional estão recebendo mais por suas produções.
Valorização - Izidoro ressalta que a rejeição dos importadores, seguindo posição dos consumidores, contrária aos transgênicos, está valorizando cada vez mais a soja convencional. No Oeste paranaense, os produtores de soja não-transgênica estão recebendo R$ 2,20 a mais por saca do grão. Muitas cooperativas estão pagando 6% pelo grão não transgênico, tanto para atender a demanda do mercado interno como para os embarques para o exterior. Destacam-se as cooperativas Castrolanda, Batavo, Agrária e Coamo que negociam com os produtores de soja convencional preços superiores às cotações da soja transgênica.
As cooperativas estão realizando vendas para o mercado europeu e os prêmios variam de U$S 5,00 a U$S 10,00 a tonelada, variando conforme o volume exportado. Também a Imcopa, de Araucária, que processa soja para produção de ração exportada para a Europa e Japão, recebe somente soja convencional. O mesmo está ocorrendo em Mato Grosso e Goiás, outras duas grandes regiões produtoras de soja, onde os grãos de soja convencional têm melhor cotação do que a transgênica.
Reação no exterior – O presidente da Claspar destaca que “as posições francesa e austríaca, contárias aos transgênicos, pressionam a União Européia a manter a restrição ao cultivo de lavouras transgênicas. Também as populações dos países europeus manifestam-se contrárias à produção e comercialização de transgênicos. Mobilizações gigantes estão acontecendo na Itália e em Portugal, com abaixo-assinados, reunindo milhares de signatários, exigindo que seus governos adotem posições enérgicas contra os organismos geneticamente modificados”.
E finaliza, lembrando que até nos Estados Unidos está crescendo a rejeição aos alimentos processados com transgênicos, com centenas de organizações pressionando o governo a adotar a rotulagem. Até agora, não apareceu no mundo, nenhum movimento da sociedade civil defendendo o consumo de transgênicos, conclui Valdir Izidoro.
AEN/ PR
28/12/2007

dezembro 5, 2007

Cientistas conectam macaco a robô pela Internet

Geek
04/12/2007
Cientistas da Duke University, nos Estados Unidos, em parceria com o Instituto Internacional de Pesquisas Avançadas de Kyoto, no Japão, conseguiram fazer com que sinais cerebrais emitidos por um macaco fossem capazes de controlar, remotamente, um par de pernas robóticas.
Com eletrodos conectados às cabeças de dois macacos, na Carolina do Norte, EUA, os cientistas analisaram os sinais elétricos que movimentavam seus membros inferiores. A equipe então utilizou o mapeamento dos sinais específicos para movimentação de suas pernas para enviar, pela internet e em tempo real, sinais que moveram as pernas robóticas no Japão, conforme noticiou o site Gizmodo.
Segundo o site NewScientist, o intuito principal da pesquisa apresentada na convenção Neuroscience 2007, que aconteceu em San Diego, Califórnia, é permitir que pessoas paralisadas sejam capazes de andar de novo, controlando próteses através de implantes cerebrais.

agosto 23, 2007

Ainda bem que a Ciência é utilizada apenas para o Bem, sem fins militares ou obscuros.

Filed under: apagão, Ciência, Israel, memórias, Neurologia — Humberto @ 9:47 pm
Cientistas israelense descobrem proteína que pode gerar “apagão” na memória
O processo da memória é dinâmico, já que as lembranças não são gravadas como um texto em uma folha. Mas uma proteína, a enzima PKN-zeta, atua como uma pequena máquina que a mantém viva e também pode apagá-la. A descoberta foi feita pelo professor Yadín Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, da cidade israelense de Rehovot, e por sua colaboradora na pesquisa, Reut Shema.
“O principal objetivo da pesquisa é contribuir para o fortalecimento da memória em pessoas idosas ou que sofreram problemas devido a acidentes, mas também poderia ser aplicada para remover lembranças traumáticas”, disse Azgad. Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do norte-americano Todd Sacktor, do Downstate Medical Center, que adestrou ratos de laboratório para rejeitar certos sabores. Em seguida, Sacktor injetou neles uma droga capaz de bloquear a enzima PKN-zeta, uma proteína específica em uma área do cérebro associada à memória dos sabores, e imediatamente os ratos esqueceram o que tinham aprendido. Essa enzima é encontrada na sinapse, o ponto de união funcional entre duas células nervosas, e é capaz de modificar algumas facetas na estrutura desse contato. Para isso, deve estar sempre ativa, a fim de reter as mudanças que tenham ocorrido, como por exemplo o aprendizado incorporado à memória. Segundo o porta-voz do Instituto Weizman, trata-se da primeira demonstração de que a memória no cérebro pode ser apagada algum tempo após sua formação.
videVERSUS

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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