ENCALHE

setembro 29, 2008

A segurança da baixa velocidade

BLOG DO CHICÃO
No bairro carioca da Tijuca …. As ruas da Tijuca serão primeiras a experimentar a segurança das “Zonas 30″, áreas onde a velocidade dos motorizados será reduzida para aumentar a segurança de ciclistas e pedestres.
Além da Tijuca, outros bairros do Rio de Janeiro poderão ser beneficiados pela redução do limite de velocidade, caso o projeto das “Zonas 30″, apresentado pela associação Transporte Ativo, seja colocado em prática.
Máquinas pesadas e velozes são uma ameaça à vida e uma das grandes barreiras para quem está começando a usar um veículo a propulsão humana.
A equação é simples: mais velocidade = menos tempo de reação, tanto para o motorista, quanto para os demais ocupantes das ruas.
A redução da velocidade é imprescindível para a criação de cidades humanas. Permitir que automóveis, ônibus, caminhões e motos trafeguem a 70 ou 80km/h dentro do perímetro urbano é legitimar o genocídio motorizado, perpetuando o assustador índice da OMS, que aponta os “acidentes” de trânsito como a principal causa de mortes de jovens e crianças no mundo.
Em 1961, os estadunidenses Paul e Percival Goodman já afirmavam que não havia razão para que os veículos em circulação na ilha de Manhattan trafegassem em velocidades superiores a 40km/h. Mais ousada era a proposta de simplesmente banir os automóveis da “grande maçã”.
Infelizmente um dos pilares do lobby automobilístico é o estímulo à velocidades criminosas, perpetuando a ilusão de que o deslocamento em automóveis é algo instantâneo: basta entrar, girar a chave, acelerar e pronto, você já chegou ao seu destino.
A redução da velocidade e as iniciativas que visam propagar o respeito e a convivência nas ruas são tão ou mais importantes que a construção de ciclovias. Aliás, faixas segregadas para bicicletas não seriam sequer necessárias se a velocidade máxima permitida em algumas ruas fosse a velocidade média do trânsito, ou seja, 30km/h.
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do Blog Apocalipse Motorizado
http://apocalipsemotorizado.net/2008/09/12/a-seguranca-da-baixa-velocidade/
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/09/segurana-da-baixa-velocidade.html

julho 14, 2008

Deveria eu votar em alguém?

Filed under: "cidadãos de bem", cabotinismo, democracia, partidos políticos, Política — Humberto @ 7:41 am
Por suas teorias e propostas ( que não entendo de jeito nenhum ), todos os partidos políticos oferecem-nos um mundo melhor. Discordâncias entre as linhas de pensamento partidárias ou ideológicas podem ser entendidas como, apenas, afã em acertar de qualquer jeito, sempre buscando o melhor para o coletivo.
Portanto, estou tentado a pensar, a partir de agora, da seguinte forma: acordos não são execráveis por serem acordos e nem configuram, necessariamente, negociatas corruptas; provavelmente, na democracia direta, a menos que se queira discutir até o dia amanhecer, para continuar no dia seguinte, uma hora as partes deverão chegar num acordo. Ou seja, faz-se acordo, só que a representação é outra, segue-se outra “liturgia”.
Desse modo, com as agremiações todas quase-perfeitas, somente variando o grau de competência e entrega, resta atentar aos membros dos partidos.
Já que os partidos são bons, como explicar o estado de coisas atual? Simples.
Os partidos estão sendo sabotados, a partir de dentro, pelas sementes ruins que neles se filiaram. Usam das estruturas e prerrogativas das agremiações visando apenas o seu ( das sementes ruins ) projeto pessoal. As pessoas ( indivíduos ) corrompem os partidos e, depois, a máquina, quando chegam ao poder.
Oras, já é uma verdade monolítica e de pleno domínio popular que a política é “corrupta”, os políticos são “corruptos”, o Estado é corrupto, os governos são corruptos. Todo mundo concorda. Desde o faxineiro, passando pelo bancário, até chegar aos altos escalões da sociedade. Nisso, todos parecem concordar, driblando a velha luta de classes.
Diante desta fatalidade da qual não há mais saída, por quê alguém, que se considere “limpo” e “honesto”, se credencie a disputar alguma eleição? Pior ainda, se for um iniciante. Quer dizer que, com toda a sociedade reclamando, se indignando, lamentando, praguejando – mas, entendendo se tratar de uma situação da qual não há mais escapatória – e etcetera, e o camarada concorda sem pestanejar, e, ainda assim vai tentar um cargo? Ora, se o sujeito já aceitou que todos são corruptos e que não há forma de se mudar isso, então o que o honestão vai fazer lá, no meio da sujeira? Significa que, mesmo sabendo disso ( e POR ISSO MESMO ), é que nosso amigo vai se candidatar. Primeiro ele se filia, depois rasga a carta de princípios do partido ( qualquer partido que seja ) e vai tentar garantir o seu. Ou, em outras palavras: os partidos não são ruins, eles ESTÃO ruins, apodrecido pelos indivíduos que formam seus quadros.
É por isso que eu não confio no ( s ) meu ( s ) vizinho ( s ), ambicioso ( $ ) e cabotino ( s ). Jamais votaria nele.

julho 6, 2008

A volta do FEBEAPÁ JR.*

* Festival de Besteiras que Assola as ginas dos Jornais e Revistas
WITTGENSTEIN
A R$ 4,00 você pode comprar um Folhão no Domingo e encontrar na capa ( teoricamente, um espaço nobre [ spazio nobilis, se fossenome de prédio paulistano ] ) isso aqui:
“Morar no Brasil é um risco. É bala perdida, gente que rouba e não é punida.”
Não vou dizer quem falou isso. Ela, uma atriz global, não merece que eu dê, gratuitamente, seu nome aqui.
Não sei o que é pior: falar um amontoado de platitudes como quem estivesse fundando uma nova linha filosófica de pensamento sociológico, ou a pessoa que trabalha no jornal e decide que o tal amontoado de platitudes figurará na capa de um jornal de grande circulação nacional em sua edição dominical.
Bom, eu desconheço o teor inteiro da matéria ( está na Ilustrada ), mas duvido que nossa personagem tivesse dito algo como: “Morar nos EUA é um risco. É entrar numa escola ou McDonalds e ser fuzilado por algum adolescente desajustado ou/ satanista/nazista/revoltado/vítima de bullying, ou que pensa que a vida é um jogo deRPG ou uma rodada de Counter Strike”. Ou então: “É gente que aplica golpes trilionários no Mercado, leva à falência pequenos poupadores ou pensionistas, e fica por isso mesmo”.
ENTUSIASNO
Essa daqui também está na capa do Folhão. É da Eliane Cantanhede:
“A demora e a discrição do Brasil em parabenizar a Colômbia pelo resgate de Ingrid Bettancourt na contramão dos EUA e da União Européia (… )”.
Bom, quem precisa, antes de mais nada, “cumprimentar entusiasticamente” alguém, só porque os EUA assim o fizeram? Em compensação, o Brasil – no governo FHC, é bom que se diga – não reconheceu o governo autoimposto dos golpistas do “Cansei” venezuelano; o entusiasmo ficou por conta do golpista George W. Bush.
Nos próximos posts:
- Protesto contra o feriado de 9 de Julho e contra a arrogância paulista. Não existe avenida com o nome de Getúlio Vargas na Capital. Golpista civil de 64 , Mesquita ( do Estadão, mas não sei qual ) ajudou a desenvolver um Ato Institucional que assustou até mesmo os generais. Transcreverei do livro de Jasson.
- A Época “denuncia” o IPEA “ideológico”. Os que lá estiveram antes não tinham ideologia alguma. O Juiz Maierovitch diz a mesma coisa, só que sobre a Máfia.
- Persona non grata ou pessoa nefasta? Carta que mandei para os jornais, saudando os professores da rede estadual de São Paulo não foi publicada. Nem da primeira vez que mandei, e nem da segunda.
- O Vinícius dizia que eu era “paranóico”. Tem razão. Eu enxergo “Reichstags em brasas” prá onde quer que eu olhe.
- Eleição para prefeito de São Paulo. Deveria eu votar em alguém?
- Manifestações na Paulista banidos. Não tem problema. A gente acha outros lugares.

julho 1, 2008

Brasileiro cada vez mais endividado: pais de alunos contraem dívidas por APMs, levam calote de Serra, e têm bens penhorados!!!!

Não lembrarei com a riqueza de detalhes exigida, mas tratou-se de uns minutos instrutivos, ficar na madrugada de 30 para primeiro de Julho, assistindo à uma sessão ( reprise ) na ALESP. A hora em que sintonizei, falava o Carlos Gianazzi, do PSOL. Ele discursava e trouxe uma – pelo menos para mim – revelação sobre eventos que estão ocorrendo nas escolas estaduais. Seguinte:
Se entendi bem, talvez fosse alguma forma de terceirização, mas o governo estadual determinou às APMs ( Associações de Pais e Mestres, para quem não sabe ) ou com elas fez um acordo, que previa que as associações ficariam responsáveis pela contratação de serviços como limpeza e manutenção, para as escolas.
Pois bem. O Ministério Público ( desconheço se Federal ou Estadual ), recentemente, cortou essa. Ou seja: os terceirizados foram dispensados ( não sei se foi determinado que houvesse algum concurso, sei lá, para substituí-los ), e a grana das recisões deveriam ter sido pagas pelas APMs. Quem – calculo eu – deveria repassar esta verba para as APMs, seria o Governo Estadual, para acertar as contas. Acontece que o dinheiro não chegou.
As pessoas responsáveis, que contrataram os serviços ( ou seja, as dívidas ), são, na maior parte dos casos, pais de alunos.
Os valores devidos, muitas vezes, passa da casa dos dez mil reais. Tem até de R$40.000!!! Sem receber, as empresas entram na Justiça.
Gianazzi empunhava um documento – ou apenas anotação, não lembro – que, creio, continha uma lista de casos que estariam na Justiça. Decisões judiciais que determinam A PENHORA de bens dos pais ou diretores, há várias delas!! O pai, na maior boa vontade vai lá, contrata o faxineiro, põe o nome numa duplicata e, no final, vai pro SPC ou coisa pior!! Que horror!
Para entendermos melhor, tirei o trecho a seguir, da página do Gianazzi:
Crise das APMs
28 de Junho de 2008
Carlos Giannazi lamentou que a Secretaria da Educação ainda não tenha enviado à Assembléia o projeto que trata das APMs das escolas públicas estaduais, conforme acordo firmado com os deputados na Comissão de Educação. As APMs não têm dinheiro para pagar as verbas indenizatórias, responsabilidade do governo estadual. Segundo ele, as mães que presidem essas APMs estão sendo processadas e poderão ter os bens confiscados por algo que elas não têm nem a responsabilidade, nem as condições de pagar, porque assumiram o encargo espontaneamente, com o fim único e exclusivo de ajudar as escolas.
Ficou mais fácil de entender né? Mas vejam como são cretinos os jornais e revistas que “noticiam” a questão educacional, e como são mais cretinos ainda aqueles que se preocupam com o “trânsitonacapitalblablabla”, a ponto de subordinar a questão a problemas de tráfego. Vejam só: neste pequeno trecho, ficamos sabendo, ainda, que o governo fechou acordo com deputados de uma comissão responsável pelo tema, a Comissão de Educação. Agora imagine-se num local ( uma fila ou um ponto de ônibus ) e alguém começa a ruminar sua indignação com as “faltas dos professores” ou com a “paralização da cidade causada pelos professores que só sabem fazer greve” ( sic ); e, claro, ele não esquece de repetir o que já foi milhões de vezes repetido, sem se preocupar em provar o que diz: que os professsores grevistas não pensam nos alunos. Do jeito que o sujeito fala, parece que apenas reproduziu o que leu no Estadão ou no JT. Os jornais, por sua vez, reproduziram – mas apresentaram como se fosse de sua autoria – algum press release saído direto da fornalha localizada no Palácio dos Bandeirantes ou na Secretaria de Educação.
Vamos e venhamos. É realmente fácil ver que o trânsito parou ou ficou parado. Mas pensar que, por isso, a grave está – simploriamente pensando – errada, é um chute no saco. Pois este hipotético cidadão indignado não deve imaginar sequer que exista, na ALESP, uma comissão ( aliás, são diversas, para diversos assuntos ) de Educação. E, também, mal deve imaginar – se depender de seus jornais prediletos, assim ele continuará ( além de sua predisposição natural para a preguiça, o egoísmo, cabotinismo, vaidade e a futilidade ) – que pais estão enforcados devido às dívidas citadas acima. Por inércia e costume, vai acreditar piamente que o generoso governo Serra está “dando um aumento de 12%” aos intolerantes e irredutíveis “grevistas do PT” ( sic ). Simples assim: 12% é um dado fácil de se decorar. “O Serra deu um aumento de 12% pros professores!!”, vai dizer o sujeito, sem pensar nas nuances, nas entrelinhas, na composição salarial. Para ele é tudo muito simples: o governo salário, bônus, gratificação e o professor falta a hora que quer, à vontade ( sic ). A realidade nunca pareceu tão simples.
Acho que os professores precisam evitar dar pelota para a “opinião pública”, pois esta só enxerga o trânsito, que é muito mais fácil de perceber e dar palpite a respeito. Não merece que se ponha a mão no fogo por ela.
Refletir de verdade e buscar informação é chato, gasta tempo, não dá dinheiro, não dá barato e afugenta a mulherada.

junho 13, 2008

Jaz São Paulo: Método "K.Da1-K.Da1" de Auto-a-Judas é o maior sucesso dos últimos tempos em São Paulo!!

A seguir, texto publicado no jornal Agora São Paulo, do grupo Folha, em 08 de Junho de 2008. Notem que primor: “Passageiros” adotam som ( não “UNS” passageiros, como seria o correto ), como se estivesse falando da totalidade dos coitados que usam o transporte coletivo.

Passageiros adotam som alto em viagem cotidiana

E, abaixo, desabafo publicado no Jornal da Tarde, em 11 de Junho de 2008

Olhem só o “Método K. Da1-K.Da1″ sendo usado pelo motorista: ele diz para a vítima que ela deve cuidar de “sua própria vida”; um passageiro que sente a morte iminente, já que quem dirige o ônibus ( onde o passageiro se encontra naquele momento, com sua vida e tudo o mais ) não presta atenção e ainda tem a sua habilidade prejudicada pelo manuseio do aparelho, está pensando justamente em sua vida, e como mantê-la viva, até chegar o ponto onde pretende desembarcar. O que, raios, este assassino ignorante quer dizer com “cuidar da sua [ e, portanto, nossa vida ] vida?

QUER SOFRER MAIS? ENTÃO LEIA e CUIDE DE SUA VIDA!!:

Jaz São Paulo: nem no busão a gente tá livre da televisão!! Silêncio, por***a!!!

Socorram-me. Subi no ônibus em São Paulo: A sabotagem.

Jaz São Paulo Busão: Reclamou com passageiro que ouviu música no celular dentro de ônibus e acabou apanhando!!

Homem é agredido com barra de ferro em briga de trânsito Estado de SP, 24.05.08

O LOBO E O CORDEIRO
Na água limpa de um regato, matava a sede um cordeiro, quando, saindo do mato, veio um lobo carniceiro.
Tinha a barriga vazia, não comera o dia inteiro.
“Como tu ousas sujar a água que estou bebendo?” , rosnou o Lobo a antegozar o almoço,
“Fica sabendo que caro vais me pagar!”
“Senhor”
– falou o Cordeiro –
“encareço à Vossa Alteza que me desculpeis mas acho que vos enganais: bebendo, quase dez braças abaixo de vós, nesta correnteza, não posso sujar-vos a água.”
“Não importa. Guardo mágoa de ti, que ano passado, me destrataste, fingido!”
“Mas eu nem tinha nascido.”
“Pois então foi teu irmão.”
“Não tenho irmão, Excelência.”
“Chega de argumentação. Estou perdendo a paciência!”
“Não vos zangueis, desculpai!”
“Não foi teu irmão? Foi o teu pai ou senão foi teu avô!”
, disse o Lobo Carniceiro.
E ao Cordeiro devorou.
Moral:
Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece.”

abril 6, 2008

Vinícius ( o "Duarte", não o "de Moraes" ) ganha sursis, após ficar detido por não pagar pensão, e está de volta! E cuspindo fogo nos cidadãos de bem!

Mais uma história edificante da Elite Paulistana!
Talvez agora quem não entendeu passe a entender porque essa cidadezinha é um pardieiro. Vou relatar um caso que eu ouvi, conheço os envolvidos, mas não vou poder declinar nenhum nome.
Em uma escola de bacanas daqui da província, toda metida a vanguardista e que COBRA CARO, estuda uma adolescente. Como toda pessoa nesta idade, tem lá os seus acessos de rebeldia, mas, asseguro, é uma boa menina.
Certa feita, irritada com um professor, sabe-se lá por que, essa garota escreveu, em seu banco escolar, palavras ofensivas ao docente.
Um belo dia, ela não foi à escola, um outro aluno sentou-se em seu lugar e viu as inscrições pouco elogiosas da menina ao professor. Este proto-cidadão, de posse dessa “informação” [ Comentário de Humberto: "Vinícius, não seria este um "dossiê" para promover chantagens?" ] repassou aos seus colegas-comparsas o que tinha visto, e, num plano ousado, passou a dizer às amigas da “criminosa” que iria “dedá-la” ao professor ofendido e à direção da escola. As amigas da “meliante”, visando protegê-la, tentaram demover os “paladinos da justiça” da idéia, quando receberam uma “proposta”: eles “abafariam o caso” em troca de R$ 10,00, que seriam divididos entre os quatro colegas-comparsas. Uma das amigas, temerosa das conseqüências, cedeu à “proposta”.
Pois bem, e daí? Daí que esses merdinhas têm 13 anos, e já agem assim. São filhos de “gente bem”, fazem 4 refeições ao dia, vão à Disney nas férias e ao Guarujá nos fins de semana. Seus pais fazem parte dos “formadores de opinião”, lêem a Veja todo sábado e sabem tudo sobre o escândalo dos cartões corporativos. Estão agora ensinando esses monstrinhos a subirem na vida, a conseguirem o seu milhão de dólares antes de completarem 30 anos. Esses serão os dirigentes desta nação, a “sociedade civil organizada” daqui a algum tempo. E ninguém me tira da cabeça que O EXEMPLO VEM DE CASA.
Para mostrar que estou indo à escola: a menina pode ser enquadrada do Art. 140 do Código Penal (Injúria-1 a 6 meses ou multa) e art. 163 (Dano simples -1 a 6 meses ou multa). Já os meninos podem ser enquadrados nos seguintes artigos: 158 (Extorsão-pena de 4 a 10 anos, agravada de 1/3 ou metade por ser em bando), e 288 (Formação de Quadrilha ou Bando – 1 a 3 anos).

março 18, 2008

Apagão Educaciona Continuado tucano: 5000 professores comparecem a manifestação, mas imprensalão não dá uma linha sequer! Puro Grande Irmão tucano!!

Leiam , logo a seguir, um comunicado que aparece no site da APEOESP. Enquanto a secretária de Educação estadual aparece dizendo que “num mundo ideal, ela fecharia as faculdades de pedagogia”, nós temos que ter em mente que, num mundo ideal, NÃO EXISTE PSDBISTA GOVERNANDO!!
Antes de qualquer coisa, é importante esfregar na cara de certos “cidadãos de bem” que se espalham nas seções de cartas de leitores nos jornais ( sim, pois estas são as pessoas próximas a nós, nosso cotidiano e convívio social ) que os professores, excetuando os de 1a. à 4a. Série ( por causa de uma lei antiga ) devem ter DIPLOMA DE NÍVEL SUPERIOR!! Ou seja, ficar repetindo o que os colunistas-lixo e editoriais cafeeiros escrevem, dizem, ou apenas reproduzem os press-releases tucanos – dissertando sobre a suposta “falta de capacidade” dos docentes – não lhes gabarita a ficar dando pitaco em questões que não entendem ou não fazem questão de estar certos.
Eu também não conheço muito bem esta questão mas, ao contrário destes vermes ( que bom, eu posso escrever do modo que me agradar), eu VOU PERGUNTAR A QUEM SABE, ou seja, um especialista ( como fazem os jornais e revistas ) ou a um consultor ( é só nomenclatura, não se impressionem ), como fazem os jornais e revistas. Qualquer um pode consultar um especialista ou consultor. É só apresentá-los dessa forma, e torcer para que o interlocutor seja destes tipos bem impressionáveis, como são os coprófagos leitores de jornais e revistas do imprensalão.
Olha só:
O Jornal da Tarde ( o “Mini-Me” do Estadão ) publicou o seguinte, no dia 16/03 [ OBS: dois dias seguintes à manifestação dos professores que os jornais prefiriram ignorar]: “R$ 1 bilhão para aposentadoria dos professores”
ESCÂNDALO!! ROMBO!! GASTOS!! BARNABÉS!!
Nada disso. Uma simples série de questões simples, formulada junto a meu consultor, revelou o escândalo que foi essa reportagem. Cheia de omissões ou ( e ) mentiras, pura e simplesmente.
Um exemplo?
O economista Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas do Rio, enumerou, como “problemas”, a “aposentadoria precoce” com “acúmulo de gratificações”, que seriam “atrativos” para a rede pública, mas que o “custo desta aposentadoria impediria maiores reajustes na folha dos ativos”.
Um economista. Uma autoridade.
Vejamos o que diz meu consultor:
Não existe “aposentadoria precoce”
Só aposenta quem atinge a idade obrigatória e tempo de contribuição. Isso, a partir de reformas promovidas pelo próprio governo Fernando Henrique Cardoso.
Sobre as “gratificações acumuladas”
É tão simples que, o simples fato de um economista ter afirmado aquilo, mereceria uma revisão de sua jornada universitária, e a suspensão de seu diploma [ palavras minhas, não foi meu consultor quem disse isso ], ou o fechamento da faculdade, seguindo a lógica da secretária estadual.
Os professores não cansam de dizer que, justamente, um dos problemas é justamente a intituição das gratificações que não são consideradas nos cálculos da aposentadoria. Por isso que, uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários, como elucida, algumas linhas seguintes ao economista, o presidente da APEOESP, Carlos Ramiro de Castro.
Repitam comigo: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”… “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”…
VOCÊ AÍ DO FUNDO, LEITOR DE VEJA E ESTADÃO: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários…”. O salário-base é com o qual o professor se aposenta. Para se ter uma idéia, na época de Franco Montoro no governo estadual, o salário-base dos professores equivalia a dez salários mínimos da época. Hoje está em DOIS E MEIO salários mínimos atuais.
Por isso, é apenas e levemente IMPOSSÍVEL a um professor se aposentar recebendo o valor que o Jornal da Tarde está dizendo a seu leitor ( eles usaram como exemplo uma hipotética professora que começaria a trabalhar aos 23 anos e aposentaria aos 48 – a idade mínima está entre 50 e 55 anos – recebendo, “em média”, R$ 1548,00 ). Mas, por outro lado, quem é que disse que o leitor de jornais liga para a verdade?
Uma grave – e proposital – omissão: todo funcionário público estadual ( ao menos em São Paulo ) recolhe 11% de seu salário-base ao IPESP ( um Instituto de Previdência do funcionalisto ), e não tem direito ao FGTS.
Eu poderia enumerar, aqui, todas as detalhadas informações e contra-argumentações que meu consultor me forneceu, e que não surgem nas páginas do imprensalão; mas isso requer uma concentração minuciosa e um dispêndio de energia que eu não possuo, já que, de certa maneira, cabe aos próprios interessados fazer isso.
Ou seja, os pais. Mas estes não ligam para os resultados do Saresp. Caso alguma fagulha de indignação surja, é só o governador reduzir as aliquotas e taxas que incidem sobre os telefones celulares, e a calma retorna aos níveis a que estamos – nós e, principalmente, os governos tucanos – acostumados.
Só quero garantir ( impossível, eu sei ) , escrevendo algo a respeito disso neste blog, que eu não seja importunado com chorumelas na longa e demorada fila do ônibus, já que, se por um lado eu adoraria ver a tucanalha longe do Poder, pelo outro eu não idealizo e nem romantizo a população. Podem estar certos disso.
Vejam só o desafio que está diante de nós, pessoas que desejamos, de verdade, nos informar: as categorias profissionais, as atividades diversas, o que for, todas têem as suas particularidades, suas regras, estatutos, regulações, etc. Para podermos dar uma opiniãozinha ( ou voto, afinal ), com alguma consistência, a quantidade de dados e informações que necessitamos é enorme. Não é possível ignorar isso. Existem dois caminhos: arriscar e deixar nossa compreensão de mundo a cargo dos outros – jornais e revistas, no caso dos mais preguiçosos – ou tentarmos, por nós mesmos, descobrir as coisas. Se me perguntarem, daqui a 5 minutos, sobre isso que eu escrevi, ou sobre a composição total e integral do quadro da Educação em São Paulo, eu jamais vou poder responder, pois não estou, exatamente, familiarizado com isso, e nem mesmo arranho a superfície da questão. Sou uma pessoa comum e curiosa, só isso. Estudei e completei o segundo grau, sempre em escolas públicas, li em bibliotecas públicas e fui atendido em postos de saúde públicos. Considerando as possíveis exceções, o ambiente escolar e a relação com os professores me foram amistosos, proveitosos e emocionalmente enriquecedores. Não sou de guardar gratidão mas, se fosse, os professores com os quais convivi estariam no topo da lista. Estes governos tucanos, tecnocratas e plutocratas insensíveis e ( ao contrário do que dizem os presses-releases transvestidos de jornais e revistas vendidos em bancas ) incompetentes de marca maior – que só enganam a classe-média, mau-caráter por natureza – quebraram toda a afetividade que poderia existir numa comunidade escolar. Na verdade fizeram isso com a sociedade brasileira, quando o mínimo denominador comum entre nossa população era o Estado, e este passou a ser desmantelado. Veio a cultura da “competitividade”, do “correr atrás”, da “produtividade gerencial”, do “cada um, cada um”, e do “Mercado de Trabalho cada vez mais disputado” e pronto: cada um,cada um. O cara na fila do ônibus é meu inimigo. Imagine isso em larga escala.
Se, entre os poucos leitores deste blog, existir algum professor, e que queira deixar algum recado, alguma informação, fique à vontade. Aqui o espaço é vosso, já que a escola deixou de ser. Se escrevo algo aqui, é por vocês, não pelos alunos e nem pelos pais e palpiteiros lambe-botas de tucanos enganadores. Pois eles se merecem.
Reunidos em assembléia, professores repudiam ataques da Secretaria da Educação e apontam indicativo de greve
Todos à Assembléia em 04 de abril, no Masp!
Reunidos em assembléia em frente à Secretaria da Educação nesta sexta-feira, 14, cerca de cinco mil professores aprovaram ampla campanha contra as medidas impostas pela secretária Maria Helena Guimarães de Castro.
“Contra as medidas de Serra; por emprego e salário; em defesa da escola pública” será o eixo norteador da campanha que deverá ser amplamente divulgada, envolvendo toda a comunidade escolar.
Em 21 de janeiro, a Diretoria da APEOESP entregou a pauta de reivindicações da categoria à secretária da Educação. Até o momento, não houve qualquer retorno por parte do governo.
Durante a assembléia desta sexta-feira, a categoria aprovou um ultimato ao governador: se as reivindicações não forem atendidas até o dia 04 de abril, data da nova assembléia, os professores iniciam greve por tempo indeterminado.
É imprescindível reforçar a mobilização e organização diante dos intensos ataques por parte do governo estadual: avaliação de desempenho, premiação,retirada do ALE de diversas unidades,aulas aos sábados, aprovação automática, demissão de centenas de professores, recuperação paralela, não cumprimento da data-base, baixos salários, salas superlotadas, péssimas condições de trabalho, investida contra a liberdade de cátedra e a autonomia das escolas, falta de estrutura para combater a violência, retirada e diminuição de disciplinas do currículo, entre outros.
Serra quer privatizar todos os serviços públicos A assembléia realizada nesta sexta-feira deixou patente que
a categoria não aceitará ser responsabilizada pela destruição da rede provocada pela política educacional deste governo. É claro e notório que o abandono da escola pública e a desvalorização dos profissionais fazem parte de um projeto que objetiva privatizar a rede pública de ensino.
Desde 1996, quando a secretária Rose Neubauer implantou a reorganização da rede, este cenário vem sendo construído. Os professores e demais trabalhadores devem resistir a esta ofensiva e convencer a população a participar das lutas em defesa da escola e dos demais serviços públicos. Não podemos permitir que nossa rede de ensino seja transformada em fábrica de mão-de-obra barata, tampouco vamos aceitar a política privatista do PSDB. A APEOESP ampliará a confecção de materiais (panfletos, adesivos, jornais) e matérias pagas contra as medidas da Secretaria.
É importante que os representantes de escola divulguem a campanha em todas as unidades escolares, convencendo os professores que ainda não participam da luta.Para impedir a implantação das propostas nefastas da secretária Maria Helena Guimarães precisaremos ampliar nossa mobilização e organização. Vamos denunciá-la como inimiga da Educação em São Paulo: Fora, Maria Helena!
Novas escolas devem receber o ALE
Após pressão da APEOESP, a Secretaria anunciou o acréscimo de mais 254 escolas nalista de unidades que receberão o Adicional Local de Exercício. Segundo release divulgado nesta sexta-feira, 14, a determinação será publicada no Diário Oficial em 18 de março.
A APEOESP continuará pres-sionando a Secretaria para estender o Adicional a todas asunidades da rede. Também reforçará a solicitação para que as escolas de alta vulnerabilidade que perderam o direito sejam contempladas novamente. Esta reivindicação está presente na pauta entregue à Secretária em janeiro deste ano.
Classificação PCP
Os professores interessados podem acessar a primeira classificação do Professor Coordenador Pedagógico no site www.educacao.sp.gov.br, link São Paulo Faz Escola. Os classificados estão organizados por Diretoria de Ensino.
Calendário de Luta
*Dia 26 de março, 8 horas – Largo São Bento: ato contra a privatização da CESP – Companhia Energética de São Paulo
*Dia 04 de abril, 14 horas Masp: assembléia dos professores com indicativo de greve
Pauta de Reivindicações
• Reajuste salarial imediato
• Piso do Dieese
• Incorporação das gratificações, com extensão aos aposentados
• Novo Plano de Carreira
• Fim da aprovação automática
• Contra a avaliação de desempenho
• Máximo 35 alunos por sala de aula
• Melhores condições de trabalho
• Estabilidade para os professores OFAs
• Extensão do ALE para todas as escolas
• Gestão democrática e autonomia da escola

março 14, 2008

FHC, um piadista incompreendido

As recentes denúncias de Itamar Franco dando conta que o príncipe dos tucanos assinou, já licenciado do Ministério da Fazenda, as cédulas do Real podem, se confirmadas, configurar um ilícito eleitoral. Mas não será de bom tom investigar, pois a espirituosidade de um homem público nem sempre cabe nos rígidos códigos legais.
Gilson Caroni Filho
Carta Maior
Um fenômeno que cabe à ciência política estudar mais a fundo é o porquê da impopularidade de FHC. Evitado por correligionários e aliados políticos em períodos eleitorais, os motivos para tão alta rejeição talvez repousem em um fato prosaico. Cardoso, a seu modo, é um piadista incompreendido. As recentes denúncias de Itamar Franco dando conta que o príncipe dos tucanos assinou, já licenciado do Ministério da Fazenda, as cédulas do Real podem, se confirmadas, configurar um ilícito eleitoral. Mas não será de bom tom investigar, pois a espirituosidade de um homem público nem sempre cabe nos rígidos códigos legais.
Como destaca o senador Arthur Vírgilio, outro que de tão apegado a uma boa boutade, é capaz de anunciar sua candidatura à Presidência sem esboçar um sorriso que traia a boa veia cômica, “não tem porque entrar nestas questões agora. Sinceramente, precisa ficar claro para todos é que a participação tanto de Itamar quanto de Fernando Henrique permitiu esta estabilização da economia que vivemos há 15 anos”. Ou seja, devemos encarar o uso da máquina pública como algo que, vindo do PSDB, não deve ser levado a sério.
Mas os estudiosos devem voltar no tempo. Precisamente a meados de 2002, quando o chefe de Virgílio afirmava que o candidato à Presidência que ousasse mudar a sua política econômica enfrentaria a resistência da população. Ali, sem que a plebe ignara reparasse, brindou a todos com sobeja demonstração do seu apreço pelo bom humor. Quem o imaginava desprovido de lado lúdico deu com os burros n’água. Talvez essa seja a maior injustiça que cometeram seus detratores; não lhe reconhecer a vocação para o gracejo de salão. Que, provavelmente, tenha sido mais um simulacro acadêmico que brilhante intelectual é, sem dúvida, uma tese de fácil comprovação. Há sete anos, em coluna no Jornal do Brasil, Millôr presenteou os leitores com a transcrição de trecho tão ininteligível como vazio de sua obra mais prestigiosa: “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, escrita a quatro mãos com Enzo Faletto e incensada no meio acadêmico, até meados dos anos 80, como superação da “surrada teoria do imperialismo”. O CEBRAP nunca negou espaço a quem se dispôs a endossar o caráter gracioso da nossa gente. Novos estudos sempre foram apreciados.Que talvez nenhum outro presidente tenha usado tanto o orçamento como peça essencial para composição de eventuais maiorias parlamentares, em votações delicadas para o governo, é fato facilmente comprovável pela leitura diária de jornais daqueles oito anos. Patrimonialismo, barganhas fisiológicas e terrorismo eleitoral foram práticas recorrentes dos que hoje se arvoram em defensores da moralidade pública.
Nunca fomos tão pouco República como nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Sem planos estratégicos de médio prazo, assinamos de vez uma inserção subalterna no cenário internacional. Já fomos ‘‘subdesenvolvidos’’, ‘‘periféricos’’, ‘‘dependentes’’, ‘‘terceiro mundo’’, ‘‘emergentes’’ e, naquela quadra, tal como o câmbio, nos tornamos um país flutuante. Um cassino administrado por um gerente poliglota com o apoio logístico de um player que bancava a mesa no Banco Central. Claro, tudo isso com muito humor. Se não avançamos politicamente, ao menos atualizamos a piada. Já não eram mais os ‘‘aposentados vagabundos’’ ou os ‘‘caipiras fracassomaníacos’’ os objetos das hilárias pontuações presidenciais. O universo dos risíveis aumentou consideravelmente. Aquele que se atrevesse a mudar a política econômica encontraria a justa revolta dos 11 milhões de desempregados por ela. Todos convertidos ao ‘‘direito à preguiça’’ defendido por Paul Lafargue, genro bem-humorado de Marx. Não menos intensa seria a ira dos que, ainda empregados, viram sua renda média decrescer acentuadamente no festim do tucanato risonho. Sem contar a fúria dos 33 milhões de famintos e 50 milhões de pobres que não pensavam em outra coisa a não ser em permanecer colaborando com o sucateamento do patrimônio público. Em suma, ‘‘o príncipe dos sociólogos’’ tentou, mediante lorotas admiráveis, adaptar aos novos tempos máximas pretéritas. Algo como ‘‘há que empobrecer, mas sem perder o humor jamais’’. Pena que poucos tenham achado qualquer graça. Gente irritadiça que hoje apóia um governo capaz de promover crescimento sustentável.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands, pede “uma reflexão do país inteiro sobre uso de máquina pública e instrumentalização das eleições”. É muita sisudez do deputado pernambucano. Pois eu, que já entendi o espírito da oposição, ando com receio da candidatura de Virgílio. Se fizer dobradinha com Fernando Gabeira que, em seu retorno ao Brasil, escreveu um livro (“O que é isso companheiro?”) seqüestrando o seqüestro do embaixador americano e deixando, na melhor tradição macunaímica, que lhe atribuíssem um protagonismo que nunca teve no episódio, as chances de vitória são imensas. Basta que o brasileiro volte a ser risonho e eleja o nonsense como referência ética. Piadas ingênuas e chistes tendenciosos são armas eficazes. Essa turma é um perigo. Numa gargalhada toma o poder e reverencia De Gaulle.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.
11/03/08

Aposto que esta lixo-humano é a primeira a bradar contra "us pulíticos ladrão"!!!

Olha que tipo de ser humano abjeto que, “estranhamente” não está em Brasília. Pessoa comum, cheia de direitos, pagadora de impostos. Cidadã exemplar, claro. Gente assim está aí, no nosso dia-a-dia, perto de mim e de você que estiver lendo isto. Cuidado com o seu vizinho metido a espertalhão e cheio de querer levar vantagem. Idealizar o agir do “povo comum” não ajuda ninguém. Condescendência tem limites.

Mãe deixa menor dirigir e é presa com CNH falsa
Em apenas três dias, dois adolescentes sem habilitação foram flagrados dirigindo na região. O último caso ocorreu anteontem à noite, na rodovia Anhangüera, nas proximidades de Jardinópolis. A infração terminou com a prisão da mãe do rapaz, a dona-de-casa Maria Helena Gomes Silva, 36 anos, moradora de Cruz das Posses. Ela estava com o filho de 15 anos que dirigia o Corsa da família.

Os dois tentaram fugir de um cerco policial. Foram perseguidos por quase 1 km e detidos. Segundo a Polícia Militar, Maria Helenta tentou defender o adolescente alegando que ele estava dirigindo o carro porque ela estava com dor nas pernas e nas costas. Ela apresentou a CNH ( Carteira Nacional de Habilitação ) dela aos policiais, que constataram que o documento era falso. A dona-de-casa foi presa em flagrante por uso de documento falso, que, segundo ela, foi comprado por R$ 700. Maria Helena foi levada para a cadeia de Cajuru. A Cidade, 12/03/08

fevereiro 26, 2008

Caso Padre Júlio Lancelotti X escória, classe média mau-caráter e imprensalão: difamadores poderão ser processados pela Igreja

Azenha: Igreja poderá processar difamadores do Padre Júlio
Por André Lux
26 de Fevereiro de 2008
por Luiz Carlos Azenha, no blog Vi o Mundo.
SÃO PAULO – Tudo indica que os quatro acusados de extorquir o padre Júlio Lancellotti serão julgados já na semana que vem, de acordo com duas fontes próximas ao religioso. Eles são Anderson Batista, de 25 anos, sua mulher Conceição Eleutério, de 44, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães. Antes disso o padre não dará entrevistas.
A denúncia original partiu do próprio padre Júlio, em agosto de 2007. Ele afirmou à polícia que sofreu ameaças de agressão e de falsas denúncias de pedofilia caso não fizesse os pagamentos – que podem ter chegado a 150 mil reais. A defesa de Júlio Lancellotti acredita que houve uma combinação de fatores políticos e religiosos impulsionando a tentativa de transformar o acusador em réu, além da falta de rigor jornalístico, sensacionalismo e incompetência.
Em 2007 o padre Júlio se envolveu em uma polêmica pública com políticos ligados ao grupo que controla a Prefeitura de São Paulo. A polêmica se relacionava à implantação, pela prefeitura, de rampas antimendigo sob viadutos da cidade.
No início deste ano o cadeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, disse ao jornal O Globo: “Não afasto a possibilidade de a igreja ir à Justiça exigindo reparos. Nenhuma das acusações foi comprovada até agora. E já estamos no fim das investigações.”
As investigações foram concluídas sem a comprovação de que o padre tenha cometido crime.
O padre Júlio tem dito a amigos que ficou especialmente abalado pela atuação de representantes de um jornal que teriam pedido a Anderson, acusado de extorsão, “para procurar entre os meninos de rua outros que pudessem reforçar acusações de pedofilia contra ele”.
Suposições e ilações de colunistas abriram espaço para comentários anônimos como o que aparece abaixo:
“Anonymous
So cego nao enxerga que essas ONG’s sao sangue sugas do bolso co cidadao. Serve para lavar dinheiro, descivar recursos do governo. Sao verdadeiras quadrilhas estabelecidas ao rigor da lei. Acabem-se os Lancelottis da vidal, pervertidos que exploram a miseria humana e nada fazem. Sao verdadeiros pulhas da sociedade. Fora Lancelotti, voce foi descoberto na pratica de atos vis, sob a imunidade de uma batina. Que a Igreja saiba puni-lo, expulsando de seu meio. Que o MP acione e que a sentenca de condenacao seja de alto valor para desmontar esse falso caridoso.”

Herança maldita tucana causa apagão elétrico em MIAMI ( Meca, para alguns ), e estraga férias dos eleitores históricos do partido. Até quando?

Miami está sem energia elétrica
France Presse
26/2/2008
Um gigantesco corte de energia afeta a cidade de Miami e um amplo setor do estado da Flórida (sudeste) sem que tenham sido divulgados até o momento as causas do problema.”Estamos com um enorme apagão em Miami”, confirmou à AFP Cathy Webb, porta-voz da polícia do condado Miami-Dade. A empresa Florida Power and Light “está trabalhando a todo o vapor para resolver a situação”, acrescentou. O blecaute causava importantes congestionamentos do trânsito em Miami onde os sinais deixaram de funcionar.
A empresa de eletricidade do estado registrava “dificuldades” para restabelecer o serviço. O problema afeta 4 milhões de pessoas em Miami e na área norte segundo a imprensa local, indicando que o apagão se estende a 100 km até a cidade de Palm Beach.

Comentário: os gestores desse lugar não ouviram o clamor do nosso prestigioso imprensalão, e não fizeram os investimentos necessários para gerar energia. A falta de chuvas e o inchaço da máquina pública, o gigantismo estatal, a fúria arrecadatória, etc explicam este tenebroso apagão… Com isso, piora a percepção dos investidores, e cai o índice de confiança estrangeira na economia e na Democracia na Flórida. Tss, tss, tss…

fevereiro 6, 2008

Imprensalão: uma via de mão única. Apresento casos.

Olha só isso: catei do já famoso e muito por nós citado jornal O Paulistano, da propriedade de Wagner Salustiano. Na coluna da Redação, de 11/ 01/ 08, falam sobre um bate boca que houve entre o deputado estadual Adriano Diogo, do PT e o subprefeito de Sapopemba, Felipe Sigollo, durante a apresentação da prestação de contas à população, da referida subprefeitura. Isso, para que desconhece, em São Paulo, Capital.
Acontece que Diogo, de acordo com o jornal, chegou com uma turma de comerciantes de Teotônio Vilela ( Z. Leste pobre de São Paulo, onde dona Vanessa Damo não vai presenciar os problemas da população, preferindo ficar enchendo o saco buscando os votos da classe-média alta que veio tomar a outrora pacata Vila Zelina ), que reivindicavam a regularização de suas atividades. Sem entrar no mérito dessa discussão, o que me chamou a atenção mesmo foi o último trecho do artigo: ” (…) Outro caso agitado foi o de uma comerciante que, nervosa, acusou um funcionário da Subprefeitura de COBRAR PROPINA [ destaque meu ], dela e de outros comerciantes (… )”.
Digamos que o prefeito de São Paulo fosse José Dirceu ou Celso Daniel. O script enlatado do imprensalão traria: “Testemunhas afirmam que propina recebida por funcionário de Subprefeitura administrada pelo PT iria para caixa 2 do partido”. Entenderam? Script enlatado. Agora, nem vou procurar aqui no blog, mas quantas acusações de propina envolvendo Subprefeituras aqui de São Paulo eu já mencionei? O “mensalinho da Bresser”, para mim, é o mais famoso. Mas há denúncias da Sub Vila Mariana, Sé, Moóca ( de novo ), Pinheiros, Butantã.
E o silêncio do imprensalão é a prova de que algo ocorre. O prefeito, ou subprefeito “demite os envolvidos” e fica por isso mesmo. Silêncio sepulcral, ao gosto de Conde Nosferatu.
Mas tem mais. E o caso do prefeito de fato de São Paulo, Andrea Matarazzo. Outro dia veio dizer que a Sé estava um “caos” ou “sujeira” – não disse assim – por causa das ONGs que levariam moradores de rua para morar lá. Chiou que, se a prefeitura faz alguma coisa – ou seja, passa o buldôzer – é acusada de higienização.
Calma, senhor. Deixa as torpes acusações conta o pe. Lancelotti dissiparem por força da Justiça, que aí a luta contra seu pogrom higienista será reforçada.
Enquanto isso, o senhor pode continuar com seu posto de radialista cativo da rádio Tupi.
“Os jornais não teriam tocado no assunto, Humberto? Sua paranóia está exagerada!!”
Não, Voz na Minha Cabeça. Acontece que os jornais mostraram “o secretário de Kassab”, como tendo comparecido às rádios, para deitar proselitismo.
Só que o Conde é o procurador de Serra na administração Kassab. Além disso, há rumores de que ele poderia, também, sair candidato à Prefeitura de São Paulo.
Deixaram de falar, inclusive, que a Tupi esteve às voltas com aquela história de recebimento de verba publicitária que Alckmin garantiria a aliados, como a Primeira Leitura e a revista de Fato ( de Wagner Salustiano ). Ou estou me confundindo?
E Matarazzo foi embaixador durante o governo FHC, e havia doado 3 milhões de reais à campanha de Cardoso em 1998. Portanto, o que se fez, foi escamotear a proximidade de Matarazzo com os “Ladrões de Casaca” tucanos e usar o restante do caso para queimar Kassab. O próprio aliado.
Vê só. Peguei o seguinte, que foi publicado no Diário de São Paulo, em 22 de Janeiro, quando o assunto é apresentado ao leitor: No programa “São Paulo Cidadão”, da Rádio Tupi, em 09 de Janeiro, estava Matarazzo. E ele fala sobre as AMAs que Kassab havia inaugurado. Só fala do município.
E o apresentador manda esta: “(…) É a população de São Paulo, ganhando na saúde com a administração de Gilberto Kassab [ olha só o que vem a seguir!!! ] e também José Serra junto com Andrea Matarazzo…(…)”.
“São Paulo Cidadão”, até onde percebo é sobre o município. Não precisa mencionar Serra ou o governo estadual pois, claro, o Governo Federal deveria ser incluído também. Afina, já transcrevi neste blog, no passado, trecho de entrevista com o próprio Kassab, em que este reconhece e elogia o tratamento que o governo Federal dispensa à cidade por ele administrada. Mas no programa da Tupi, parece que não existe a possibilidade de Kassab ser elogiado sozinho, por sua administração, sem trazer junto, à reboque, alguma menção elogiosa a Serra, o presidente ( segundo Paulo Henrique Amorim ).
Eu também ia falar duma matéria do Jornal da Tarde, de 29/01/08, que diz que os impostos que paulistas e paulistanos pagam, andam cada vez maiores. Traz uma tabelinha e pinço dados.
Se, em 2001 – primeiro ano da administração Marta – o munícipe, na média, pagou 845 reais de impostos, em 2004 – seu último ano à frente da prefeitura – o mesmo munícipe desembolsou 1240 reais. Isso, em meio às crises que o governo tucano legava à Nação. E, sem contar que sua administração foi posterior à de Maluf e Pitta. O aumento ( tomando apenas os números que o jornal traz e que servem, tanto para mim como para o leitor-alvo do jornal, que os entenderá da maneira que lhe aprouver ) foi, então, de mais ou menos 400 reais.
Em 2005, primeiro ano de Serra, o paulistano pagou 1416 reais em impostos municipais. Já com a economia estabilizada. E, em 2007, pagamos 1918 reais. 700 reais em 3 anos…e ainda tem mais um ano.
Sabe, a Marta pegou, à semelhança de Pitta, uma situação que Mestre Aloysio Biondi havia descrito, mas que não consigo trazer em detalhes. Ocorreu que as prefeituras ficaram responsáveis por levar a energia elétrica às residências, depois da fatiação da Eletropaulo, obra de tucanos. Taxa do poste, lembram?
E, com tudo isso, quem ganhou a pecha de Martaxa foi a ex-prefeita. Só que nenhum desses velhos e arcaicos leitores do Estadão e JT fazem as contas como esta que eu fiz, mesmo rasteiramente. É claro que as coisas não são simples assim, do ponto de vista contábil. Acontece que eu disponho dos mesmos números e dos mesmos artigos de jornais e revistas que eles.
Eles não sabem que PSDB e DEMO é que aumentam as cargas tributárias, sempre que podem, para, de alguma forma, entregar esse montanhão de grana para a iniciativa privada – que, aliás, sempre contará com algum quadro tucano em seu Conselho de Administração – na caradura?
Foi uma pergunta retórica. É claro que sabem. Os jornais também, só que trata-se de uma via de mão única.
O que me inspirou a escrever isso acima, foi um post do ONIPRESENTE, o qual ele inicia dizendo que procurava dados sobre “José Serra” ou algo assim, relacionando com os tais gastos dos cartões corporativos.
Eu estou de saco cheio. Este blog aqui devia ser uma diversão para mim, e não é o que acontece. Eu reproduzi hoje um post do Vermelho dizendo que os blogs, digamos, pró-Lula, saíram em reação aos ataques que a ex-ministra e o governo vêm sofrendo por causa dos tais gastos, e que o imprensalão e a tucanalha estão fazendo a festa. Os blogueiros estariam, então, fazendo o papel que caberia, em tese, ao próprio governo.
Acho que eu tenho feito isso, à minha maneira. Soubessem vocês a quantidade de jornais, revistas e anotações que tenho em meu quarto, apenas aguardando para servirem de fonte para meus escritos aqui, achariam que eu sou aquela velha espanhola que guardava lixo em casa. Mas eu não fico saindo atrás daquilo QUE O IMPRENSALÃO DIZ QUE É NOTÍCIA. A batalha dos dados – que gente como eu jamais saberia interpretar – me incomoda, porque pouco dá para extrair de uma montanha de números elaborada por gente que dispõe de conhecimentos técnicos. Logo, isso se torna inócuo para mim. E é por isso que eu também não fico reproduzindo os dados pró-governo mesmo que eu, instintivamente, o aprove e o defenda, afinal de contas, neste espaço.
Só que estão chegando as eleições, e eu não estou disposto a gastar energia para disputar, virtualmente, uma eleição, junto a meu candidato. Pois São Paulo não merece. Que eu faça como o ONIPRESENTE, e siga gastando meu dinheiro e saúde para descobrir alguma fenda na reputação dos tucanos, cuidadosamente construída e mantida intacta pelo imprensalão golpista e entreguista.
O paulistano não merece. O selvagem paulistano dorme tranquilo. Ele entucha as ruas da cidade com seus carros poluentes, atropela, mata e quer que a solução caia do céu. Pois seu esforço está concentrado no foco de comprar um carro. E beber cerveja. E comprar celular para, quando estiver no ônibus, ouvir música. E acreditando nas propagandas de cerveja, carros e cartão de crédito, segue cada vez mais egoísta e consumista, além de arrivista.
Eu não tenho filhos, logo não precisaria me preocupar com a qualidade das escolas públicas. Aliás, melhor para mim, não é?
E o trânsito, roubo de carros, sequestros-relâmpago? Ora, nada disso me atinge. Nem as enchentes em São Paulo.
Para o paulistano é fácil sair repetindo o Diogo Mainardi ou o Estadão. E continuar preocupado com seu umbigo.
Por quê deveria eu, então, me preocupar? Mas vamos ver como estará meu estado de espírito nos próximos meses.
Afinal, nada representa melhor o espírito paulistano da gema, como a lamentável batalha do bolo que ocorre todo ano em 25 de Janeiro, no Bexiga. Eis o Símbolo de São Paulo.
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