ENCALHE

agosto 11, 2009

BOLSA-FAMÍLIA: A porta de saída

Essa daqui saiu no JB, e reproduzido no DESEMPREGO ZERO. Não acompanho muito sobre este programa então não tenho condições de dar uma opinião abalizada e objetiva ( ahahah ) mas, mesmo que a grana do Bolsa-Família fosse gasta em cachaça pelas famílias, EU NÃO DARIA A MÍNIMA, pois o valor empregado é irrisório, se considerarmos a História deste país e aquilo que chamam “dívida social”. Ou seja: para a classe média pretensamente “pagadora de impostos, honesta e cidadã” ( traduzindo: ABSOLUTAMENTE CABOTINA ), bom e moderno é gastar dinheiro de impostos emprestando a juros zero para multinacionais adquirirem estatais a preço de banana. Essa turba classemediana simplesmente desconsidera outras ações, como os reajustes do salário mínimo – ou, sequer, mudanças no IR que a favoreceu ( enquanto o FHC “alargava a base”, lembram? ). Bom, saibam que espero que esse programa ajude mesmo milhões de pessoas, naqueles grotões que eu nem imagino existirem, pois nas grandes cidades há um problema que “piora” a pobreza: o massacre propagandístico. Este massacre, que atinge indistintamente ricos, pobres e medianos, impele as pessoas a desejarem coisas muito além de suas necessidades. Não há um lugar que você não olhe em que não haja um outdoor ou uma página em revista, exibindo alguém belo, feliz e sorridente, devido a sua mais recente aquisição ( que pode ser um celular, um carro, um boné ou um Gleid ). Essa imposição leva ao desejo ardente e à sensação de fracasso a quem não “atinge as metas” de consumo. Párias.
É importante observar: enquanto a compra do objeto está sujeita a posse financeira ( restritivo ), todos estão expostos às mensagens publicitárias. Por isso, dá para entender que isso fabrica ambição e, por tabela, leva muita gente a fazer o possivel para entrar neste mundo do consumo: roubos, assaltos, fraudes, comércios ilícitos, privatizações… Assim, a pobreza nas cidades mais desenvolvidas vem acompanhada da desilusão em também não participar do “Mundo Feliz do Consumo que torna as pessoas exclusivas, felizes e satisfeitas.
Se o BF concede a milhões de pessoas a oportunidade de terem pelo menos uma alimentação melhor do que tinham há anos, além da possibilidade de manter suas crianças na escola, e estas abraçam a proposta, então VIVA! É para elas que olho, já que cada dia menos tenho estômago para pobres e remediados que já passaram do estágio de conseguir o sustento e miram objetivos mais “materiais”, quando passam a assumir desejos e discursos que não deveriam ser seus. É quando o desejo, ambição e gânancia alimentados pelo mundo da propaganda passa, tal como a Serpente, a envenená-los.

Bolsa Família tem portas de saída
2 milhões de famílias fora da pobreza
Fonte:
Jornal do Brasil
Por Gabriel Costa e Natalia Pacheco
Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Essa debandada tem proporcionado a entrada de milhares de novos beneficiários, numa rotatividade silenciosa.
- O processo de transferência de renda tem proporcionado mudanças tanto do ponto de vista individual das famílias, mas também nas comunidades – destaca a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, responsável pelo programa.
O Bolsa Família tem impacto e influência principalmente nos pequenos municípios das regiões mais pobres do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde existem municípios nos quais até 60% da população recebem o benefício. O pequeno incremento de renda que o programa representa, de até R$ 200 mensais significa a abertura de novos negócios. No interior do Piauí, Pernambuco, Alagoas, cidadezinhas passaram a ter supermercados, farmácias, lanchonetes.
A costureira Vilma Corrêa, de 54 anos, moradora da comunidade de Urucânia, em Paciência, na Zona Oeste da cidade foi beneficiária do programa por dois anos e meio. Em junho Vilma cancelou o benefício de R$ 30 que recebia mensalmente. Passou a freqüentar reuniões do projeto Conversando é Que a Gente se Entende, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) do Rio de Janeiro. Com o acompanhamento, oportunidades começaram a surgir. Vilma passou a costurar para o comércio lojista de Santa Cruz.
- O programa ajudou toda a minha família. Além do dinheiro, a secretaria me arrumou um emprego. Foi em uma reunião do projeto que decidi sair do programa e dar oportunidade para que outras famílias também possam mudar de vida – conta Vilma.
Dificuldades
Mas nem todos conseguem viver sem a verba do programa. Sueli Santos, de 54 anos, é diabética e hipertensa. Por causa da idade e dos problemas de saúde, Sueli não consegue arrumar emprego, e a renda que sustenta o filho e o neto provém o Bolsa Família.
Apesar de fazer as oficinas oferecidas pela prefeitura, Sueli não consegue trabalho. E as perspectivas não são de melhora na situação. O filho vai fazer 18 anos em setembro e por isso a família vai perder o benefício. Sueli tenta encaixar o neto no programa, mas até agora não conseguiu.
- É com esse dinheiro que eu sustento a minha família. Se acabar, não vou ter o que comer. O meu sonho é arrumar um emprego, mas não consigo – conta.
Segundo a secretária Lúcia Modesto, apenas 11% dos beneficiários do programa têm alguma relação formal com o mercado de trabalho. O MDS acompanhou grupos de beneficiários na Pesquisa Mensal de Emprego e constatou que sustentabilidade da empregabilidade dessas pessoas varia de 18% a 36%.
Cerca de 500 mil beneficiários diretos serão incluídos neste mês
Com o benefício do Bolsa Família, a trabalhadora doméstica Sílvia Ramos conseguiu montar uma carrocinha de cachorro-quente. O dinheirinho extra do negócio foi crescendo no orçamento da família e hoje já representa a maior fonte de renda da família. Por causa do crescimento da renda, Silvia foi surpreendida com uma denúncia anônima que acabou por cancelar seu benefício.
- Só melhoramos nossa situação por causa do Bolsa Família – ressalta.
A renda da família, na verdade, já havia superado o valor mínimo estabelecido pelo governo federal para o recebimento do programa. Mas ela não se conformou e foi a um posto de saúde para resgatar o benefício.
- Foi uma maldade. O dinheiro fazia muita falta. Foram meses difíceis – conta.
Há quatro anos, Sílvia inscreveu-se no programa. O marido de Sílvia nunca se firmou em um emprego e vivia de bicos. Já Sílvia fazia algumas faxinas diárias até que se fixou em uma casa.
Mudanças
Graças a saída de uns, que já conseguiram lugar ao sol, milhares de famílias podem ser incluídas. A rotatividade não para. Em maio de 2009, o MDS iniciou a expansão do programa com a inclusão de 300 mil novas famílias. Está previsto o ingresso de 500 mil famílias em agosto e outras 500 mil em outubro.
A nova estimativa é atender 12,9 milhões de famílias até o início de 2010. Outra mudança a foi a inclusão do benefício vinculado ao adolescente de 16 e 17 anos, em março de 2008, com o objetivo de fazer com que os jovens continuem na escola. São atendidos pelo programa quase dois milhões de adolescentes nessa faixa etária.
Lúcia Modesto conta que as famílias do programa são predominantemente jovens: das cerca de 46 milhões de pessoas incluidas, metade têm até 16 anos. Da outra metade, cerca de 4 milhões de pessoas são analfabetas. Para esse público, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) trabalha junto ao Ministério da Educação (MEC) na priorização da educação de jovens e adultos.
- O desafio na educação e capacitação é que há pouco espaço na vida dessas famílias para que possam agregar mais uma atividade – diz. – O programa atinge de forma diferenciada.

julho 12, 2009

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

maio 17, 2009

PAULISTA, O DESTEMIDO

Eu ia escrever um post, inspirado naquelas criaturas lodosas que costumam bater cartão nas seções de cartas dos jornais. Aquelas que escrevem “Lulla” ( copyright Eduardo Guimarães ); aquelas que, munidas do maior arsenal de criatividade literária jamais visto na Língua Portuguesa, costumam iniciar seus lamurientos queixumes com um “Urge que…”, e terminam com um “Pense nisso”.
Estas, digamos assim, pessoas, cresceram muito intelectualmente nos últimos 7 anos. Lembro-me bem. Seu foco não passava dos limites do município de São Paulo, quando este era governado pela dona Marta do PT. Todos os dias, cartas e mais cartas denunciavam, do alto de seu fervor cidadão, as mazelas da cidade: o túnel da Rebouças, os camelôs, a “Belezura”, as enchentes. Não ia muito além disso. Mas fizeram barulho, heim? Estas mesmas pessoas que deram seus votos a Maluf, Pitta, Collor, FHC, Serra e Kassab. Na Capital, estes personagens, dependendo do bairro, costumam chegar a 80% dos votos. Se fosse o Chávez, o imprensalão já gritava: “Ditadura! “.
Mas os limpos, justos, competentes, honestos, democráticos tucanos do DEMO já estão há 15 ou 16 anos trucidando o Estado de São Paulo, e não têm a intenção de largar o osso ( se é que eles deixarão pelo menos o “osso” ). E querem governar o Brasil de novo. Na verdade, eles não governaram. Eles assumiram o papel de “Piloto Automático”, já que quem guiava eram outros ( others… ).
Pois bem. A Marta saiu, o Lula tá lá. E essas pessoas ( os “lodosos” ) passaram a opinar sobre temas mais amplos, mais complexos e de maior monta. Deixaram a “ninharia” municipal prá lá.
E passaram a digressar sobre os “dólares de Cuba”, sobre a reforma tributária, política, sobre o Cesare Battisti, sobre a guerra do Iraque, sobre a situação na Venezuela, Bolívia, Paraguai, Equador, Afeganistão, o “apagão aéreo”e um monte de outras problemáticas.
Só acordaram um pouco quando o PCC atacou, há 3 anos. Claro, houve quem visse na ação da facção, a mão pesada do bolchevismo internacional ( leia-se: o “PT” ) tentando desestabilizar o governo paulista da ocasião.
Mas isso passou, e logo os lodosos passaram a se ocupar de assuntos do mais alto gabarito.
Com isso, deixaram passar várias estórias que ocorriam na frente de seus narizes, seja no âmbito local ( municipal ) ou estadual.
E nós, embasbacados, ficamos sem saber o que os lodosos pensam sobre a volta da Máfia dos Fiscais em São Paulo, sobre o longo e sofrido Apagão Educacional Continuado paulista ( obra dos sucessivos governos tucanos ), ou sobre o fato de que – saiu no Agora esta semana – há MENOS ÔNIBUS CIRCULANDO EM SÃO PAULO DO QUE HAVIA EM 2005!
Também não conseguimos acreditar que estes lodosos, sempre ciosos da necessidade de se combater o crime, ignoram solenemente a colossal série de indícios e fatos concretos que mostram que as polícias do estado de São Paulo ( Militar e Civil ) estão corroídas pela corrupção e pelo crime, assim como denúncias gravíssimas de que a própria Secretaria de Segurança paulista é um antro de corrupção, extorsões, chantagens e etc.
Não são estas pessoas – as lodosas – que vivem com medo até da sombra dentro de suas casas? Que querem a pena de morte para crianças do pré-primário? Que acham que em toda a esquina há um marginal esperando pelo bote?
E outras cositas más.
E então? Onde estão estes opinosos cidadãos de bem? Por quê se preocupam com a caderneta de poupança ou com os boxeadores cubanos, mas não querem nem olhar para a merda que sai pelos dutos destes governos de Serra e Kassab?
Voltarei ao assunto.

abril 10, 2009

O MUNDO DE PONTA-CABEÇA: EPIDEMIA DE DENGUE NA OSCAR FREIRE!!!

GUIÁ GUIÁ GUIÁ!!!
Êita que eu jamais pensei que fosse ver isso um dia. Saiu a seguinte queixa ontem, na seção “A cidade é sua” ( Ahã… ) do caderno Cotidiano da Folha. Não saiu como notícia, é bom que se diga, o que me deixa deveras intrigado: será que a população paulistana, incluindo a dos bairros menos favorecidos pela Sorte, não tem o direito de saber que a famosa rua das grifes, localizada no bairro que deu as maiores aclamações eleitorais a Kassab e Serra ( de 70 a 80% dos votos, coisa que nem Hugo Chávez consegue, pô! ), também é frequentada por gente de carne e osso – como eu e vocês – e, assim, suscetível a mazelas terceiro-mundistas como a dengue?
Olha, gente fina da Oscar, seguinte: tem uma tia minha, benzedeira, que faz uma garrafada de ervas que vocês saram rapidinho. Qualquer coisa, tamos aí. Ela mora no Jardim do Carvão, perto de Guaianases. Mas vocês tem que ir lá falar com ela pessoalmente, e levar um carretel de linha de costura branca.

PREFEITURA DESCONHECIA CASOS DE DENGUE NA OSCAR FREIRE, DIZ LEITORA
A prefeitura desconhecia uma sucessão de casos de dengue na rua Oscar Freire, nos Jardins ( zona oeste de São Paulo ), afirma a publicitária Ana Lúcia Antonini – ela própria uma das infectadas.
Ela disse ter sido tratada com negligência quando foi visitada por uma equipe de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde. Na ocasião, já estava com alguns dos sintomas da doença – forte cansaço, calafrios e febre alte. “Quando eu disse estar com febre e de cama, que não poderia recebê-los, o rapaz simplesmente me disse: ‘Leia o panfleto que deixei na sua caixa de Correios, por favor’.” O rapaz lhe explicou que no dia seguinte haveria uma nebulização na rua.
No dia seguinte, Ana Lúcia soube pela vizinhança de um SURTO DE DENGUE NA REGIÃO – OITO PESSOAS HAVIAM SIDO CONTAMINADAS E 14 ESTAVAM SOB SUSPEITA em um período de 15 dias, no mês de março. “E os agentes não me avisaram de nada disso. Nada consta no site da Zoonose.”
“Um absurdo surreal”, a dengue de Ana Lúcia foi diagnosticada mais tarde – a primeira suspeita era virose.
RESPOSTA: As ações de dengue não foram desencadeadas imediatamente porque o diagnóstico inicial da leitora na rede médica era de virose, dia a Secretaria Municipal de Saúde. Quando um caso é confirmado, como ocorreu na vizinhança de Ana Lúcia Antonini, começa o bloqueio – nebulização com inseticida – diz a secretaria. Ao mesmo tempo, a pasta passa a buscar por outros casos e, se for preciso, amplia as ações de bloqueio.
Nessa hora só consigo pensar numa coisa: Marta, querida, você que está aí em Paris, toma uma tulipa de champanhe por mim, por favor. Você merece…

abril 7, 2009

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

EU NÃO RESISTO…

Filed under: "Free Eliane", cidadão de bem, Daslu, sonegação — Humberto @ 2:20 am

março 28, 2009

FREE ELIANA?!? SÓ SE FOR NUM PÂNTANO CHEIO DE ALIGATTORS ( EM MIAMI, TÃO IDOLATRADA, TÁ OK? )!

FITINHA VERDE DE ALGUMA BRUACA ENTEDIADA DOS JARDINS, PEDINDO A LIBERTAÇÃO DA CANALHA SONEGADORA DA DASLU! QUE LIXO!!
Só mesmo o filósofo de direita, ex-coroinha e devoto de São Serapião, professor Hariovaldo Almeida Prado e sua corja de fanáticos serão capazes de levar a sério essa bosta aqui: não me perguntem como eu fui parar ali, mas no site do César Giobbi ( PQP, eu juro que não faço mais isso, fiquei com vergonha de mim mesmo, e acho que esses cilícios e chicotes seriam um bom castigo para mim ) tem essa, e eu vou copiar o que ele escreveu, já que nem me digno a fazer qualquer texto a respeito dessa porcaria inominável.
PS: De acordo com o Amaury Jr… O QUÊ? Estão rindo de mim? Oras, eu já disse que até revista de Testemunha de Jeová eu leio, a Sentinela, então por que não o Amaury Jr?
Prosseguindo: segundo o Amaury Jr., Mônica – de sobrenome suspeito – Mendes é “relações públicas”. Completa a informação a VOGUE RG: “RP internacional da Daslu”… Holy shit!

FREE ELIANA
Monica Mendes criou uma ação e pede aos amigos da empresária Eliana Tranchesi participem. Trata-se da corrente Free Eliana, “um movimento que criei a favor da libertação e contra a condenação da nossa amiga Eliana Tranchesi. Podemos contribuir com força e energia positiva”, diz Monica. Ela pede para usar a fitinha Free Eliana no status de redes sociais e coloquem o laço da esperança em seus blogs, perfis pessoais do MSN, Twitter, Facebook, Orkut, Hi5, e outras redes sociais em que estiverem presentes.

“FREE” ELIANA?! EM INGLÊS?! PARECE VITRINE DA OSCAR FREIRE: ELIANA 100% OFF!

SOCORRO, MENDES!!!
Olha o que o colunista da sociedade Giobbi escreveu, quando daquele acidente em Congonhas. Fico duplamente envergonhado. Se alguém tinha alguma dúvida sobre para quem ele trabalha, não mais. Claro, eu poderia passar algum tempo procurando na Internet algo que o Giobbi tenha escrito quando a Camargo Correia, líder dum certo consórcio, entregou à São Paulo um belo, frondoso, imponente e profundo craterão. Mas não farei isso, já que Cesinha não deve ter falado nada sobre isso. Que lixo! Repitam comigo: QUE LIXO!
Socorro, Serra [ sic ]
Se alguém ainda tinha dúvidas se a vaia ao presidente Lula, no Maracanã, foi justa, agora não tem mais. Porque o governo federal tem sim sua grande parcela de culpa na tragédia de terça-feira em Congonhas. Os aeroportos são de competência federal. A Infraero é uma empresa federal. A crise aérea é um problema federal. Os paulistas e paulistanos [ sic, sic ] entregam agora sua desesperança [ sic, sic, sic ] nas mãos do governador José Serra [ sic, idem ] para que, com a força de todos os seus votos [ sic, idem, ibiden ] , e credenciado pela sua comprovada competência política [ sic, sic, sic, sick, sick, idem, ibiden ao cubo!! ] , arranque de Brasília uma solução para os aeroportos de São Paulo. Uma solução que não pode mais esperar. Infelizmente, de Brasília, ultimamente, a única solução sugerida foi o conselho da ministra Marta Suplicy à população. É acintoso. O dinheiro de impostos federais pagos pelos paulistas [ sic BUÁAAÁAÁÁ!!! ] sustentam o desperdício nacional, são mau [ !? ] usados em todo o País, escoam por ralos, vão parar em mãos erradas. Se ficassem por aqui, não teríamos de contar esses mortos nem conviver com estas tragédias. [ sic AAAAARARRRRRGHGHGHGHGHH!!!! ] Cesar Giobbi, COLUNA PERSONA – O Estado de S.Paulo- 18/07/2007
O CORREIO DA ELITE TAMBÉM APRESENTA SUA “CORRENTE” – modelo estação 94 Primaveras-Verões-Outonos-Invernos – PARA A MME. ELIANA DASLU:

Faço essas coisas em prol de alguma causa maior, que fique bem claro: a madrinha dum [ ou "do" ] filho dessa Monica Mendes é Donata Meirelles ( eu li isso no site EGO – desculpem… ) , ex-esposa do publicitário Nizan Guanaes e ex-diretora da Daslu ( isso eu li no site da Istoé Gente… ). E, para terminar, no site da revista QUEM ACONTECE ( é hooooje… ) falaram de uma festa que o então casal Guanaes-Donata deu em seus apartamento em Paris. A edição onde está esse texto saiu em 2004. Nessa festa, também estiveram presentes Eliana e Monica Mendes.

Vejam:

NIZAN & DONATA - A festa que Nizan Guanaes e Donata Meirelles deram semana passada, em Paris, foi uma chiqueria, a começar pela lista de convidados. Estavam lá os editores das principais revistas – francesas e americanas -, modelos, peruas divinas e até alguns poderosos brasileiros tipo Olavo Monteiro de Carvalho e Naji Nahas ( … )”.

É ISSO… ENTENDAM COMO QUISEREM.

Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.