DCI
Qui, 09 de Abril de 2009
“China e Brasil são dois dos que estão encabeçando esse processo”, disse El-Erian, na sede da Pimco em Newport Beach, no estado norte-americano da Califórnia, em entrevista à Bloomberg Radio, concedida na última quinta-feira. “O fundamental para um investidor em mercados emergentes é fazer diferenciação. Esta não é hora de tratar a categoria de ativos como homogênea.”
A Pimco, a maior gestora mundial de fundos de bônus, com cerca de US$ 747 bilhões em ativos, prevê que os índices mundiais de crescimento se desacelerarão em relação aos níveis históricos, uma vez que as contas dos consumidores e os balanços corporativos encolhem e se reduz a ênfase em tomar empréstimos para aumentar os retornos. As economias ocidentais, como a dos EUA, vão se recuperar mais devagar devido aos custos da revitalização do crescimento e da adoção de nova regulamentação para o sistema financeiro, disse El-Erian.
“A gente quer investir em países que têm uma situação de credor, que estão administrando superávits e têm enorme espaço para incentivos fiscais”, disse El-Erian, que também atua como co-diretor de investimentos ao lado do fundador da Pimco, William Gross. “Esses são os países que vão se levantar mais depressa e esses são os paises em que os preços dos ativos terão desempenho superior à média.”
El-Erian, 50, trabalhou 14 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), chegando ao cargo de vice-diretor. Ele ingressou na Salomon Smith Barney como diretor executivo, em Londres, em 1997, antes de entrar na Pimco, dois anos depois.
A reunião de cúpula do G-20, da semana passada, ficará aquém das expectativas em termos de resultados devido à falta de liderança, disse ele. “Todos acham que têm uma estratégia hegemônica, mas, se não cooperarem, o resultado ficará abaixo do esperado”, disse El-Erian.
Recuperação de emergentes é mais ágil
09/04/2009
9 de Abril de 2009 - Mohamed El-Erian, principal executivo da Pacific Investment Management (Pimco), disse que os países emergentes que estão registrando superávits e estão dispostos a lançar planos de incentivo fiscal “enormes” são os que têm a maior capacidade de se recuperar da recessão mundial.
“O mundo aposta no Brasil”
No ano passado, a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha recebeu cinco mil consultas de empresas alemãs interessadas em investir no mercado brasileiro. Nos três primeiros meses de 2009, foram duas mil sondagens. A continuar nesse ritmo, o número de negócios fechados deve disparar. A explicação está na economia mundial. Segundo o presidente da entidade, Weber Porto, o Brasil se tornou uma saída viável para a crise. Weber conversou com o repórter Hugo Cilo.
Não parece contraditório o interesse pelo Brasil crescer neste momento de crise?
As empresas alemãs apostam no Brasil?
Já existem negócios concretos?
Quais são os setores mais atraentes para os alemães? Existem muitos. Mas agricultura, mineração e energia receberão os maiores volumes de investimentos. ( IstoÉ Dinheiro, edição 601 )



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