Previdência: sindicalistas espinafram tucano do IPEA
O tesoureiro da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Lindolfo dos Santos, representante da entidade no Fórum Nacional da Previdência Social, rechaçou as declarações do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner, que insistiu em afirmar que a Previdência está falida, além de condená-la por “generosidade”. Para defender o fim de direitos adquiridos pelos trabalhadores, o representante do Ipea disse ainda que as aposentadorias são uma “bomba-relógio”.
Para considerar a Previdência “generosa”, o representante do Ipea se valeu de uma comparação com sistemas previdenciários de outros 20 países. Para Lindolfo, “esse comparativo não leva em conta a realidade brasileira”, pois não se trata de “generosidade”, mas sim de garantia de direitos, ao contrário do tucano, este sim, que quer ser generoso com os banqueiros às custas dos velhinhos. “É justo que o trabalhador que contribui por mais de 30 anos tenha segurança de uma vida digna para ele e sua família”.
A tentativa de sabotagem contra a Previdência – em curso pelos que defendem a privatização do sistema – também foi repelida pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Os dois líderes sindicais apresentaram estudo produzido pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (ANFIP) – a partir de informações do sistema de seguridade social (incluindo saúde, assistência e previdência social) – que mostra um superávit R$ 19,2 bilhões dos R$ 278,1 bilhões arrecadados pela Seguridade Social.
Conforme denunciou a professora Denise Gentil, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “temos que considerar que os números que são utilizados para divulgar o saldo do déficit previdenciário são enganosos e alarmantes. Os números apontam que o déficit da previdência em 2004 foi de 32 bilhões, no ano de 2005 bateu os 37,6 bilhões e no ano de 2006 foi de 42 bilhões de reais”. Segundo o estudo realizado pela professora da UFRJ, a despesa total com os benefícios previdenciários e o custeio, e o montante arrecadado com os impostos gera na verdade um superávit fiscal na Previdência. “Eu tive o trabalho de remontar todos os gastos do INSS da década de 90 até 2006. E o saldo operacional (que é um resultado favorável) não é divulgado para a população”, disse a professora Denise contestando as afirmações de que o sistema previdenciário está falido. “Essa afirmação não encontra apoio legal”, afirmou.
O tesoureiro da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Lindolfo dos Santos, representante da entidade no Fórum Nacional da Previdência Social, rechaçou as declarações do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner, que insistiu em afirmar que a Previdência está falida, além de condená-la por “generosidade”. Para defender o fim de direitos adquiridos pelos trabalhadores, o representante do Ipea disse ainda que as aposentadorias são uma “bomba-relógio”.
Para considerar a Previdência “generosa”, o representante do Ipea se valeu de uma comparação com sistemas previdenciários de outros 20 países. Para Lindolfo, “esse comparativo não leva em conta a realidade brasileira”, pois não se trata de “generosidade”, mas sim de garantia de direitos, ao contrário do tucano, este sim, que quer ser generoso com os banqueiros às custas dos velhinhos. “É justo que o trabalhador que contribui por mais de 30 anos tenha segurança de uma vida digna para ele e sua família”.
A tentativa de sabotagem contra a Previdência – em curso pelos que defendem a privatização do sistema – também foi repelida pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Os dois líderes sindicais apresentaram estudo produzido pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (ANFIP) – a partir de informações do sistema de seguridade social (incluindo saúde, assistência e previdência social) – que mostra um superávit R$ 19,2 bilhões dos R$ 278,1 bilhões arrecadados pela Seguridade Social.
Conforme denunciou a professora Denise Gentil, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “temos que considerar que os números que são utilizados para divulgar o saldo do déficit previdenciário são enganosos e alarmantes. Os números apontam que o déficit da previdência em 2004 foi de 32 bilhões, no ano de 2005 bateu os 37,6 bilhões e no ano de 2006 foi de 42 bilhões de reais”. Segundo o estudo realizado pela professora da UFRJ, a despesa total com os benefícios previdenciários e o custeio, e o montante arrecadado com os impostos gera na verdade um superávit fiscal na Previdência. “Eu tive o trabalho de remontar todos os gastos do INSS da década de 90 até 2006. E o saldo operacional (que é um resultado favorável) não é divulgado para a população”, disse a professora Denise contestando as afirmações de que o sistema previdenciário está falido. “Essa afirmação não encontra apoio legal”, afirmou.

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