ENCALHE

junho 3, 2008

Nossa Caixa: Do escândalo a venda ao Banco do Brasil

Jasson de Oliveira Andrade
No ano de 2006, a Nossa Caixa era manchete devido ao suposto escândalo. O então deputado Renato Simões, do PT, e seus companheiros de bancada tentaram instalar uma CPI e não conseguiram: o governador Geraldo Alckmin impediu não apenas esta, mas outras, cerca de 70. Depois não se falou mais do assunto. Agora a Nossa Caixa voltou às manchetes desta vez sobre a compra dela pelo Banco do Brasil. É o que veremos a seguir.
Os jornalistas Kennedy Alencar e Sheilla D´Amorim, na reportagem “Serra e Lula negociam desde início do ano; presidente quer garantir boa relação” ( Folha, 22/5/2008 ), noticiaram: “O presidente Lula e o governador José Serra (SP) trataram da venda da Nossa Caixa no início do ano, quando o tucano veio a Brasília discutir a hoje fracassada tentativa de privatizar a Cesp. Na época, Serra disse a Lula que não estava interessado em manter o banco e pediu ao presidente que analisasse a possibilidade de o BB [ Banco do Brasil ] adquiri-lo. Serra lembrou que o BB estava incorporando outros bancos estaduais, na sua estratégia de se fortalecer” Os bancos particulares foram contra a incorporação: querem leilão. No entanto, Serra prefere a incorporação, justificando que a venda para o Banco do Brasil tem a vantagem de ser mais rentável para a caixa do governo do Estado.
Isso porque na Nossa Caixa estão depositados cerca de R$ 16 bilhões em depósitos judiciais que, pela lei, só podem estar em bancos públicos. Ele disse: “Se a Caixa fosse vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que a comprasse”.
A venda da Caixa para o Banco do Brasil, que precisa ser aprovada pela Assembléia Legislativa, tem o apoio de tucanos e petistas. A Folha, na reportagem “Líderes do PT e do PSDB na Assembléia sinalizam apoio à venda direta ao BB”, revela: “Para o deputado Simão Pedro, vice-líder do PT, a incorporação do banco paulista pelo BB teria uma receptividade maior do que se o comprador fosse uma instituição privada. “Nos processos de privatização, o controle público é zero. Da parte da bancada do PT, negociadas garantias de que ninguém vai ser demitido e de manutenção da previdência, há uma simpatia de que seja para o BB. Não porque é do governo federal e do PT, mas porque há uma possibilidade maior de controle público”, disse Simão Pedro”. Barros Munhoz, líder do governo Serra, declarou que “a aquisição pelo BB teria a grande vantagem de manter público o controle do banco”. O deputado estadual Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, informou ao Estado: “Poderemos apoiar a transação, desde que sejam garantidos os empregos e os direitos dos 15 mil funcionários da Nossa Caixa e também dos aposentados”. A Folha, em editorial ( Avanços do BB ) aprova a medida, afirmando que “a operação parece positiva para os principais envolvidos [BB e Nossa Caixa]”.
Apenas alguns, favoráveis à privatização, são contrários: preferem o leilão.
Em nossa opinião, se realmente a Nossa Caixa é lucrativa, como dizem, o banco não deveria ser vendido. Entretanto, essa afirmativa, tudo indica, não é verdadeira. Daí o interesse em vendê-la ao Banco do Brasil. Neste caso, sim, a incorporação será vantajosa para o nosso Estado.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Junho de 2008

maio 31, 2008

Sabesp firma "acordo de confidencialidade" com EMAE!

Acordo de confidencialidade com a EMAE
Fato Relevente
A Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (“SABESP”), em atendimento às disposições da Instrução nº. 358, de 03 de janeiro de 2002, da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), vem a público informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que firmou acordo de confidencialidade com a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (“EMAE”) com o objetivo de iniciar um processo de avaliação dessa empresa { grifos meus }, sem qualquer efeito vinculante, com vistas a uma futura eventual aquisição de ativos que, entre outras alternativas, poderá resultar na reorganização societária da EMAE, ou mesmo na aquisição das ações de seu capital pela SABESP, de titularidade do Estado de São Paulo, observada a legislação vigente e as condições inerentes às operações dessa natureza.
Novas informações serão oportunamente divulgadas ao mercado na forma da regulamentação vigente, de acordo com a evolução das referidas tratativas.
São Paulo, 30 de maio de 2008.
Rui de Britto Álvares Affonso
Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores
Publicado em 30/05/2008.

maio 29, 2008

Ele já negou tantas coisas…

Filed under: "O Brasil Privatizado", Banco do Brasil, CESP, Nossa Caixa, privataria, PSDB/ DEM — Humberto @ 12:28 pm
Serra nega entrada da Cesp na negociação da Nossa Caixa
São Paulo – O governador José Serra negou ontem que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) tenha entrado na negociação de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil. Segundo ele, trata-se de uma especulação. “Nunca tratei desse assunto com o governo federal. A Cesp é uma coisa e a Nossa Caixa é outra”, destacou o governador.
Apesar da declaração, o mercado manteve o otimismo sobre a possível retomada da privatização da estatal antes do que muitos esperavam. As ações da empresa chegaram a subir mais de 10% durante o pregão de ontem, mas recuaram um pouco e fecharam em alta de 9,60%. Entre analistas e especialistas do setor elétrico, a possibilidade de uma troca de favores entre o governo federal e estadual não é nada absurda.
Segundo eles, o anúncio sobre a negociação entre os dois bancos foi feito uma semana depois de o governo de São Paulo ter enviado requerimentos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia sobre o direito de prorrogação da concessão de Ilha Solteira e Jupiá, que vencem em 2015. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não entrou na discussão sobre Cesp, mas afirmou que é um pouco precipitado avaliar a eventual incorporação da Nossa Caixa pelo BB antes da apresentação de uma proposta formal entre as duas instituições.
DCI, 29.05.08

maio 28, 2008

É 2 por 1: CESP vai de brinde na venda da Nossa Caixa!! Ainda bem que, como sempre, as estatais são vendidas bem barato pelo PSDB. BB faz negocião!!

Cesp é incluída na negociação da Nossa Caixa
DCI
28.05.08
São Paulo - A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) entrou nas negociações para a venda do banco paulista Nossa Caixa ao Banco do Brasil. A estratégia do governador José Serra (PSDB-SP) é vender a Nossa Caixa em uma operação que não pareça privatização, manter os bancários como funcionários públicos e ainda arrancar do governo federal a renovação das licenças das usinas geradoras da Cesp. Para Serra, a operação evitaria prejuízos eleitorais em 2008, na eleição municipal, e pode render dividendos políticos já para as eleições de 2010.
Comentário: é claro que não consta, na notícia acima, a venda das estatais de forma vinculada. Parece que o Serra quer, mesmo, é entregar a CESP a garras privadas. Daí a insistência em requerer a renovação das licenças das usinas. Tomara que o governo federal não ceda.

maio 17, 2008

Se a Alstom pagou propina, alguém deve ter recebido, e eu explico.

Quer dizer, explico nada. Só acho deveras curiosa a mania que o PIG/ imprensalão tem de, quando se trata de mais uma dessas grandes, de costume arraigado e tradicionais falcatruas do PSDB, o sujeito não aparece na frase como deveria. Sai assim: “Alstom pagou suposta propina por contratos em São Paulo”, quando o certo seria ( é ): “Alstom pagou propina para governo do PSDB em São Paulo. Alckmin, Covas e Serra na mira do MPF”. Mas são apenas elucubrações de minha parte.
MPF instaura procedimento para investigar Alstom
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo vai instaurar um procedimento para investigar a empresa francesa Alstom, suspeita de ter pago propinas em contratos assinados com o Metrô de São Paulo e outras empresas paulistas. Serão investigadas a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), a Eletropaulo (distribuidora de energia elétrica), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
De acordo com a assessoria do MPF, o processo vai correr sob sigilo e será conduzido pelo procurador da República Rodrigo de Grandis. O objetivo do Ministério Público é investigar se a empresa Alstom, que se define como especialista em energia, cometeu crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro dos quais está sendo acusada..
O Ministério Público estadual também já abriu uma investigação para apurar os contratos fechados entre a Alstom, Metrô, Sabesp, Cesp, CTEEP, CPTM e Eletropaulo, que está sendo conduzido pelo promotor Silvio Marques.
Em nota, a direção do Metrô disse ter tomado conhecimento da investigação, que está sendo conduzida pela Justiça da Suíça. De acordo com a empresa, “tão logo haja informações a respeito do assunto, elas serão tornadas públicas pelo Metrô”. Já a CTEEP se colocou “à disposição dos órgãos competentes para prestar quaisquer esclarecimentos a respeito de contratos com fornecedores da companhia quando for solicitada”.

março 26, 2008

Retomada aos privatistas e impedida por Serra de participar de leilão ( que não haverá ) da CESP, estatal paranaense Copel apresenta lucro recorde.

Lucro da Copel aumentou 63% e foi o maior da história da empresa
AEN/ PR
25/03/2008
O governador Roberto Requião abriu espaço durante a Escola de Governo desta terça-feira (25) para corrigir o que chamou de “um terrível engano” cometido por pessoas que interpretaram equivocadamente o balanço do ano de 2007 da Copel. “Vimos em muitos lugares a informação de que o lucro líquido da Copel encolheu 10% de 2006 para 2007, quando na verdade o resultado positivo cresceu 63,7% e se confirmou como o maior lucro e toda a história da empresa”, enfatizou Requião.
“Não atribuo a leitura equivocada dessas pessoas a dolo, mas elas parecem não ter entendido que o lucro registrado no balanço de 2006, de R$ 1,2 bilhão, ficou maior por conta da reversão de um dinheiro que estava provisionado como cautela para o caso improvável de perdermos a questão do gás da Usina de Araucária, afinal bem resolvida pela Copel, que evitou um desembolso de R$ 1,5 bilhão”.
Para explicar melhor os números da Copel apurados em 2007, Requião pediu ao presidente Rubens Ghilardi que apresentasse e comentasse os principais indicadores. Ao término, o governador elogiou o desempenho da empresa e lembrou que ao longo da sua gestão, iniciada em janeiro de 2003, a estatal já acumula um lucro líquido de R$ 3 bilhões 396 milhões.
“Esta é a melhor empresa de energia elétrica do Brasil, que vem tendo lucros expressivos e crescentes mas cobrando uma das menores tarifas do país e desempenhando um relevante papel de inclusão e promoção social”.
LUCRO REAL – Na exposição que fez na Escola de Governo, o presidente da Copel explicou que o lucro apresentado no balanço de 2006 foi “engordado” em R$ 546,8 milhões por conta da reversão de valores provisionados para duas pendências existentes na empresa.
“Em anos anteriores, foram guardados R$ 416,4 milhões para garantir o eventual pagamento do gás natural para a Usina de Araucária e R$ 130,4 milhões para a hipótese de perdermos uma ação na Justiça questionando a incidência da Cofins sobre operações com energia elétrica”, detalhou Ghilardi.
“Portanto, eram recursos originados em outros exercícios que, por cautela, foram mantidos numa conta separada dentro do balanço”.
Todavia, em razão do acordo com a Petrobras que encerrou a discussão e, ainda, diante da expectativa de um desfecho favorável na Justiça à ação contra o recolhimento da Cofins, as provisões foram revertidas ao balanço e impactaram para cima o lucro líquido de 2006.
“Essas reversões são casos pontuais e únicos, que não se repetem e, a rigor, precisariam ser desconsideradas para uma correta leitura do balanço daquele ano e uma comparação justa com o que aconteceu em 2007”, sustentou o presidente.
“Procedendo dessa forma, o lucro líquido real da Copel em 2006 teria sido de R$ 695,9 milhões”.
EFEITOS EM 2007 – Indo além, Ghilardi informou que, por isonomia, o lucro líquido de 2007 deveria ser aumentado em R$ 32,4 milhões por conta de outras duas reversões e de um novo provisionamento feitos no ano.
“As reversões, uma decorrente do encerramento do contrato com a Cien e outra da prescrição de parte dos recolhimentos de Cofins em discussão na Justiça, somaram R$ 80,1 milhões e incidiram positivamente no lucro líquido”, descreveu o presidente.
“Em contrapartida, foi feito novo provisionamento em virtude de surpreendente reviravolta na ação judicial da Cofins, que reduziu o lucro líquido de 2007 em R$ 112,5 milhões”.
Dessa forma, o presidente da Copel demonstrou que o lucro da empresa nos dois últimos anos, quando comparado em bases homogêneas, cresceu 63,7% de 2006 para 2007.
“A confrontação deve ser feita entre o lucro de 2006 sem os efeitos das reversões, ou seja, R$ 695,9 milhões, e o lucro de 2007 igualmente sem os efeitos das reversões e do provisionamento, isto é, R$ 1 bilhão 139 milhões”, sublinhou.
“A diferença entre os dois totais resulta num crescimento de 63,7% no lucro líquido e não em redução de 10%, como equivocadamente concluíram algumas versões.

março 20, 2008

Os segredos da privatização, trazidos a público por Aloysio Biondi ainda em 1998. Profecias cumpridas, aliás…

O consumidor e os segredos da privatização e outros
03/12/98
ALOYSIO BIONDI
Para conquistar o apoio da opinião pública, o governo FHC acenou com hipotéticas vantagens da privatização: concorrência em substituição ao monopólio estatal e, como conseqüência, preços mais baixos, serviços de qualidade _e fim das “filas” de espera, no caso dos telefones. Por trás desse discurso virtuoso, sempre houve “segredos” ou diretrizes pouco divulgadas para o funcionamento das recém-privatizadas, incluindo-se aí um verdadeiro “cartel”, oficializado pelo governo, para as empresas de energia elétrica. Vale a pena então, neste momento em que o país tem a chance de passar a política de privatização a limpo, dissecar melhor alguns desses pontos, a partir de fatos.
1. Serviço público?
Há coisa de um mês, a associação nacional das empresas imobiliárias especializadas em loteamentos (urbanizados, tipo “jardins”, “alphavilles”) apresentou queixa contra a Companhia Paulista de Força e Luz, privatizada, à Secretaria de Defesa Econômica. Motivo: a CPFL não aceita projetos de redes elétricas de terceiros, escritórios especializados. Quer ela própria fazer os projetos. Os escritórios cobravam R$ 18 mil; a CPFL, R$ 210 mil.
Essa não é a principal acusação contra a CPFL, porém: segundo a entidade queixosa, a empresa somente se dispõe a instalar a rede depois de existir, no loteamento, um certo número de casas já construídas e ocupadas, para assegurar um consumo que garanta rentabilidade. Uma exigência que esbarra na realidade, em que a venda de lotes depende da existência de serviços essenciais. Tudo em nome de maiores lucros, já que a rentabilidade de qualquer empresa é assegurada pela “média” de preços e custos.
2. Serviço público?
A Prefeitura de São Paulo praticamente não instalou rede de iluminação pública na periferia este ano, aplicando menos de 5% da verba prevista. Segundo um secretário da municipalidade, a razão é simples: a Eletropaulo Metropolitana, privatizada, não tem interesse em estender a rede a regiões de população pobre, porque o consumo é baixo e, assim, de baixa lucratividade.( Meses atrás, o então secretário de Energia do governo Covas, Andrea Matarazzo, dizia que, com a “privatização” do setor, era preciso “mudar a cabeça”, entender que o serviço passaria a ser regido por regras empresariais e, portanto, não se poderia esperar que as empresas instalassem redes para servir a populações de baixa renda e baixo consumo, como -atenção – produtores rurais ou moradores de favelas e periferia ).
3. Cartel oficial
Senadores, deputados federais e estaduais aprovaram as leis que norteiam as privatizações. Talvez não tenham se apercebido de um detalhe: o Ministério da Energia, a Eletrobrás, isto é, o governo deixou de traçar a política energética do país, inclusive onde construir usinas, regiões e projetos prioritários etc. Quem passou a mandar? Uma entidade integrada pelas empresas privadas do setor, na qual, pasme-se, o governo tem um único representante… E pasme-se mais ainda: sem direito a voto.
4. Cartel oficial
Essa entidade tem poderes, inclusive, para impedir reduções de preços consideradas “prejudiciais” pelas concorrentes – ou, mesmo, impedir “invasões” de mercado. Há três ou quatro semanas, a entidade se reuniu para discutir a política energética. Segundo entrevistas após a reunião, ela foi um caos, sem que se chegasse a decisão alguma, já que cada empresa tentava defender seus interesses, e não havia uma autoridade maior (o governo) para decidir… E a Aneel, a tal agência do setor, apontada como um órgão para defender o consumidor? Pela lei, ela só cuida de fiscalizar tarifas e prestação de serviços ( neste caso, muito mal, como visto nos episódios acima ).
5. E os telefones?
Na campanha publicitária de apoio à privatização do sistema Telebrás, bateu-se na tecla de que uma agência do governo, a Anatel, fiscalizaria preços, cumprimento de metas de instalação de linhas, qualidade dos serviços. Não se disse, ou se escondeu ao máximo, que o desrespeito somente será punido a partir do ano 2000, isto é, durante todo o segundo semestre de 1998 e 1999 inteiro, as empresas “privatizadas” tratarão o consumidor como bem entenderem. No caso de São Paulo, a espanhola Telefonica, compradora da Telesp, anunciou candidamente que não vai entregar cerca de 400 mil linhas compradas e pagas há 24 meses e que já estouraram o prazo de instalação. A quem os assinantes caloteados vão recorrer? Ao Procon? Ao Idec – Instituto de Defesa do Consumidor, entidade privada respeitadíssima?

Bancários da Nossa Caixa em manifestação contra privatizações de Serra

População apóia luta contra a venda do último banco estatal, elogia trabalho e atendimento dos funcionários
São Paulo – As opiniões nas ruas de São Paulo demonstram reconhecimento ao bom atendimento prestado pelos bancários da Nossa Caixa e contrariedade diante de uma possível privatização do último banco público do estado. Reforçando a luta contra as arbitrariedades do governo de José Serra, que colocou 18 estatais, incluindo o banco, na mira da privatização, o Comando Estadual dos bancários da Nossa Caixa percorreu no dia 19 as maiores agências do banco para fazer leitura de carta aberta a funcionários e clientes.
O manifesto ressalta a importância da Nossa Caixa que tem cumprido um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do estado, por meio de concessão de financiamento e prestação de serviços para a população.Nas agências Vila Prudente e Itaquera, na zona leste, houve atraso na abertura das agências contra o assédio moral praticado pela gerência regional e gerentes, contra a retirada de gratificação e função dos caixas e a precarização do atendimento. O banco acionou a Polícia Militar e a segurança bancária, mas os clientes e trabalhadores entenderam a importância da mobilização. “Viemos até aqui relatar que estamos fazendo todos os esforços contra a privatização e o sucateamento do banco. Demissão de aposentados ou o que chamam indelicadamente de trabalhadores improdutivos, não é nem de longe a solução para problemas causados pela má administração do banco”, diz o diretor do Sindicato e funcionário do banco Antônio Sabóia durante visita na agência da Boa Vista, no Centro.
Privatização, não – Enquanto esperava para ser atendida por um dos bancários da Nossa Caixa, a agente escolar Leila Ribeiro expôs sua preocupação e indignação sobre a possível privatização da Nossa Caixa pelo governo tucano.
“Privatização? De jeito algum, eu sou contra, pra que piorar o atendimento? Se privatizar o banco vai acabar. Quando a Telesp foi privatizada só saímos perdendo. Sou contra o Serra, ele está errado e quem vai pagar é o povo.” Para Rodrigo Tovo, engenheiro elétrico, não existem pontos favoráveis na privatização. “Se pensarmos no lado financeiro e na competição do banco no mercado privado fica ainda mais difícil, por causa do déficit gerado pelo próprio governo. Eu não sou cliente do banco, não trabalho lá, mas é o meu dinheiro que está sendo retirado de lá, o maior prejudicado é o povo.”
A advogada Léia Cristina Ribeiro vai além e critica as leis que favorecem o governo e a falta de parlamentares para frear as manipulações do governo. “A população de São Paulo vai perder muito se este banco for privatizado. Sempre fui muito bem atendida pelos funcionários da Nossa Caixa. A retirada de recursos que Serra está fazendo me lembra o governo do Maluf”.
Após ser atendido na agência Boa Vista, o auxiliar administrativo Wilson Silvestre elogiou o serviço e criticou as ações do governo de retirada de dinheiro do banco e enfraquecimento da estatal. “Eu não votei no Serra, mas estou pagando o preço pela atitude irresponsável da população de ter elegido o cara que está acabando com este banco. Todos saem perdendo.”
Leia mais:
Ação popular tenta suspender leilão da Cesp
Gisele Coutinho
Sindicato dos Bancários
19/03/2008
E MAIS:
Ainda está em tempo: leia “O Brasil Privatizado“, e entenda melhor a roubalheira sutil que paira sobre nossas cabeças. E passe também a entender porque muita gente é contra a privataria. E tente não ficar de cabelo em pé ao descobrir a grana que nós já perdemos com isso.

março 15, 2008

Sindicato dos Eletricitários promove manifestações contra privatização da CESP

Comunique-se
14/03/08
Até 26 de março, dia marcado para o leilão da Companhia Energética de São Paulo (CESP) na BOVESPA, o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp), junto com outras entidades e centrais sindicais, realizará diariamente manifestações para tentar impedir a privatização.
“Antes mesmo da venda da empresa, todos já sentem a defasagem do serviço de energia elétrica. Acontecerá o mesmo que na Eletropaulo, ou seja, demissão em massa de funcionários e precariedade dos serviços prestados à população”, diz Antonio Carlos dos Reis “Salim”, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federaluz e vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
As próximas manifestações estão agendadas para:
14/03, às 17h – Praça da República
17/03, às 8h – Largo 13 de Maio
18/03, às 7h – Usina Piratininga
19/03, às 7h – Metrô Corinthians Itaquera
20/03, às 8h – Mercadão da Lapa
22/03, às 10h – Praça da Sé
25/03 – Concentração de estudantes na Bovespa
26/03, às 9h – Bovespa
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo www.eletricitarios.org.br

março 7, 2008

O apagão de José Serra e da mídia

Vermelho
06/03/08
No início deste ano, a mídia venal fez o maior terrorismo sobre o risco de um apagão energético no país. O alvo era o presidente Lula. Na seqüência, choveu como é de costume nesta estação, os reservatórios voltaram ao normal, a imprensa mudou de assunto sem fazer qualquer autocrítica e passou a tratar de outro “risco iminente” – a febre amarela, que também era falso. Agora, porém, a capital do estado mais rico do Brasil fica sem luz por várias horas e a mesma mídia, sempre tão vigilante, não faz seu costumeiro escarcéu, confirmando que o governador Serra é seu protegido.
Na manhã de terça-feira, uma explosão na subestação Bandeirante da Companhia Transmissora de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) deixou quase 3 milhões de famílias sem luz. O incidente paralisou as estações do Metrô, desligou os semáforos da capital dos 6 milhões de automóveis e atingiu até o gerador do Hospital das Clínicas, o maior da América Latina. José Serra quase não foi incomodado pela mídia hegemônica, que também preferiu nada falar sobre os efeitos nefastos da criminosa privatização da energia promovida pelos 13 anos de reinado tucano em São Paulo.
A CTEEP foi leiloada no ano passado, sendo adquirida a preço de banana pelo grupo colombiano ISA, um dos maiores do setor na América Latina. Segundo Antonio Carlos dos Reis, o Salim, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, a privatização foi desastrosa e explica o apagão energético na capital. “A empresa privatizada reduziu o número de funcionários, de cerca de 3.200 para 1.200. Nas subestações não há quase ninguém trabalhando. Com o crescimento do PIB, a demanda de energia aumenta, mas não há investimentos em infra-estrutura para suportar”.
Salim avalia que novos incidentes devem ocorrer, causando transtornos à população. Denuncia que a multinacional não faz a manutenção preventiva dos equipamentos visando reduzir custos. Diante destes graves fatos, critica o processo em curso de privatização da Companhia de Energia de São Paulo (Cesp), a nova obsessão do governador José Serra. Para ele, é falso o discurso dos neoliberais sobre a maior eficiência do setor privado.”Quando a Eletropaulo era estatal, ganhava prêmios de empresa com melhor serviço. Hoje, privatizada, fica em décimo lugar no ranking”.
Apesar destas informações irretocáveis, os tucanos continuam com sua sanha privatista e ainda querem retornar ao comando do país, através do “vampiro” José Serra. A mídia hegemônica, por sua vez, faz terrorismo para atacar o governo Lula, inventando “riscos iminentes”, mas blinda o governador paulista. O apagão energético da capital paulista, porém, serve para desmascarar os neoliberais e sua mídia venal.
Comentário do blog: sabe como o imprensalão remedia esta situação? Simples. Joga a culpa na Prefeitura de Kassab. Quer dizer, não diretamente, é uma manobra diversionista. O Estadão de ontem ( 06/03 ) e o “Mini-Me” Jornal da Tarde, “denunciaram” ( ou “revelaram ) que “Faltam 20.000 pontos de luz” na Capital ( JT ), e que “Só 6% da taxa de luz é aplicada em expansão da rede” [ pontos de luz ] ( OESP ). E que a “Zona Norte [ da Capital ] tem 33% das queixas de iluminação” ( OESP ).
O que isso tem a ver com o apagão da CTEEP privatizada? Isso mesmo. nada. Só que o destaque foi dado a um assunto que diz respeito à Ilume. E não vou perder tempo analisando aqui estas matérias dos jornais, já que isto – a iluminação pública – exigiria remontar, diretamente – e também – , à privatização da Eletropaulo, e não tenho saco e nem tempo.

março 5, 2008

Secretário de Serra não explica gastos com cartões

A Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo recebeu nesta terça-feira, 4/3, o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo, com o objetivo de esclarecer o uso de cartões corporativos por funcionários públicos do Estado. O secretário admitiu possuir cartão, mas não soube responder o quanto dispunha de recursos, quando e onde usou o cartão. Após vagas respostas do secretário, o líder do governo, deputado Barros Munhoz, aos berros desqualificou o papel ficalizador dos deputados e determinou o fim da reunião.
Logo no início, os petistas Mário Reali e Enio Tatto, membros efetivos da Comissão, protestaram a falta de comunicação sobre a vinda do secretário à Comissão e cobraram que a oposição foi informada apenas no final do dia anterior. Para os petistas houve intenção de inviabilizar uma melhor abordagem do secretário.
Durante uma hora, Mauro Ricardo explanou a respeito do funcionamento dos cartões, numa tentou demonstrar a eficácia no controle de gastos com cartões. O secretário afirmou que as notas fiscais de gastos com cartões corporativos são relatadas ao Tribunal de Contas do Estado na forma de prestação de contas de adiantamento. Porém, no decorrer da oitiva, mudou a versão e disse que o processo de avaliação do TCE acontece por amostragem.
Outro tropeço na tentativa de comparar os cartões do governo federal com o estadual foi crticada por Mário Reali, que apontou falta com a coerência do PSDB paulista.” Os tucanos insistem que no governo federal houve gastos pessoais, mas funcionários estaduais pagaram estadias de hotéis, compraram em lojas de luxo e gastaram em casas noturnas”, destacou o petista.
O líder da Bancada das Minorias, Enio Tatto, disse que a fragilidade do sistema mostrada pelo secretário reafirma a necessidade da instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Há muitos indícios de irregularidades e disperta mais suspeitas, com a determinação do bloqueio dos cartões após as denúncias. Para Tatto, há necessidade de investigar a era Alckmin “onde está o grosso dos gastos.”
O líder da Bancada do PT, Simão Pedro, ressaltou a falta de transparência e de controle dos 20 mil cartões, distribuídos entre 42 mil funcionários: “o secretário da Casa Civil precisa nos explicar como é que sua pasta compra material de limpeza no estabelecimento identicado como Empório Tatuapé, cujo não tem incrição estadual, não possiu CNPJ”.
O petista Rui Falcão registrou que gostaria de discutir com o secretário a privatização da Companhia Energética do Estado de São Paulo – CESP, ou mesmo o apagão ocorrido no dia de hoje 4/3, na zona sul de São Paulo em 20 bairros, atribuído a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica – CTEEP. No entanto, o deputado declarou que “tinha, naquele momento, a obrigação de indagar o secretário da Fazenda sobre gastos indevidos do governo”.
Rui Falcão perguntou ao secretário da Fazenda, e também não obteve resposta, sobre como ele pagava suas despesas no exercício de sua função, em viagens a outros Estados. Surpreso, Mauro Ricardo gaguejou e disse que recebe “gratificação de R$ 200”. Quando Falcão insistiu sobre os valores excedentes à gratificação, o secretário disse “pagar de seu bolso”.
A seguir, a reunião foi tumultuada com os gestos abruptos do líder do governo, que aos berros interrompeu o depoimento do secretário, dizendo: “deputado não dever ser auditor e nem contabilista para ficar fazendo contas dos gastos dos cartões”.
PTAlesp

março 4, 2008

CESP x Aeroceânica

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