Jasson de Oliveira Andrade
No ano de 2006, a Nossa Caixa era manchete devido ao suposto escândalo. O então deputado Renato Simões, do PT, e seus companheiros de bancada tentaram instalar uma CPI e não conseguiram: o governador Geraldo Alckmin impediu não apenas esta, mas outras, cerca de 70. Depois não se falou mais do assunto. Agora a Nossa Caixa voltou às manchetes desta vez sobre a compra dela pelo Banco do Brasil. É o que veremos a seguir.
Os jornalistas Kennedy Alencar e Sheilla D´Amorim, na reportagem “Serra e Lula negociam desde início do ano; presidente quer garantir boa relação” ( Folha, 22/5/2008 ), noticiaram: “O presidente Lula e o governador José Serra (SP) trataram da venda da Nossa Caixa no início do ano, quando o tucano veio a Brasília discutir a hoje fracassada tentativa de privatizar a Cesp. Na época, Serra disse a Lula que não estava interessado em manter o banco e pediu ao presidente que analisasse a possibilidade de o BB [ Banco do Brasil ] adquiri-lo. Serra lembrou que o BB estava incorporando outros bancos estaduais, na sua estratégia de se fortalecer” Os bancos particulares foram contra a incorporação: querem leilão. No entanto, Serra prefere a incorporação, justificando que a venda para o Banco do Brasil tem a vantagem de ser mais rentável para a caixa do governo do Estado.
No ano de 2006, a Nossa Caixa era manchete devido ao suposto escândalo. O então deputado Renato Simões, do PT, e seus companheiros de bancada tentaram instalar uma CPI e não conseguiram: o governador Geraldo Alckmin impediu não apenas esta, mas outras, cerca de 70. Depois não se falou mais do assunto. Agora a Nossa Caixa voltou às manchetes desta vez sobre a compra dela pelo Banco do Brasil. É o que veremos a seguir.
Os jornalistas Kennedy Alencar e Sheilla D´Amorim, na reportagem “Serra e Lula negociam desde início do ano; presidente quer garantir boa relação” ( Folha, 22/5/2008 ), noticiaram: “O presidente Lula e o governador José Serra (SP) trataram da venda da Nossa Caixa no início do ano, quando o tucano veio a Brasília discutir a hoje fracassada tentativa de privatizar a Cesp. Na época, Serra disse a Lula que não estava interessado em manter o banco e pediu ao presidente que analisasse a possibilidade de o BB [ Banco do Brasil ] adquiri-lo. Serra lembrou que o BB estava incorporando outros bancos estaduais, na sua estratégia de se fortalecer” Os bancos particulares foram contra a incorporação: querem leilão. No entanto, Serra prefere a incorporação, justificando que a venda para o Banco do Brasil tem a vantagem de ser mais rentável para a caixa do governo do Estado.
Isso porque na Nossa Caixa estão depositados cerca de R$ 16 bilhões em depósitos judiciais que, pela lei, só podem estar em bancos públicos. Ele disse: “Se a Caixa fosse vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que a comprasse”.
A venda da Caixa para o Banco do Brasil, que precisa ser aprovada pela Assembléia Legislativa, tem o apoio de tucanos e petistas. A Folha, na reportagem “Líderes do PT e do PSDB na Assembléia sinalizam apoio à venda direta ao BB”, revela: “Para o deputado Simão Pedro, vice-líder do PT, a incorporação do banco paulista pelo BB teria uma receptividade maior do que se o comprador fosse uma instituição privada. “Nos processos de privatização, o controle público é zero. Da parte da bancada do PT, negociadas garantias de que ninguém vai ser demitido e de manutenção da previdência, há uma simpatia de que seja para o BB. Não porque é do governo federal e do PT, mas porque há uma possibilidade maior de controle público”, disse Simão Pedro”. Barros Munhoz, líder do governo Serra, declarou que “a aquisição pelo BB teria a grande vantagem de manter público o controle do banco”. O deputado estadual Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, informou ao Estado: “Poderemos apoiar a transação, desde que sejam garantidos os empregos e os direitos dos 15 mil funcionários da Nossa Caixa e também dos aposentados”. A Folha, em editorial ( Avanços do BB ) aprova a medida, afirmando que “a operação parece positiva para os principais envolvidos [BB e Nossa Caixa]”.
A venda da Caixa para o Banco do Brasil, que precisa ser aprovada pela Assembléia Legislativa, tem o apoio de tucanos e petistas. A Folha, na reportagem “Líderes do PT e do PSDB na Assembléia sinalizam apoio à venda direta ao BB”, revela: “Para o deputado Simão Pedro, vice-líder do PT, a incorporação do banco paulista pelo BB teria uma receptividade maior do que se o comprador fosse uma instituição privada. “Nos processos de privatização, o controle público é zero. Da parte da bancada do PT, negociadas garantias de que ninguém vai ser demitido e de manutenção da previdência, há uma simpatia de que seja para o BB. Não porque é do governo federal e do PT, mas porque há uma possibilidade maior de controle público”, disse Simão Pedro”. Barros Munhoz, líder do governo Serra, declarou que “a aquisição pelo BB teria a grande vantagem de manter público o controle do banco”. O deputado estadual Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, informou ao Estado: “Poderemos apoiar a transação, desde que sejam garantidos os empregos e os direitos dos 15 mil funcionários da Nossa Caixa e também dos aposentados”. A Folha, em editorial ( Avanços do BB ) aprova a medida, afirmando que “a operação parece positiva para os principais envolvidos [BB e Nossa Caixa]”.
Apenas alguns, favoráveis à privatização, são contrários: preferem o leilão.
Em nossa opinião, se realmente a Nossa Caixa é lucrativa, como dizem, o banco não deveria ser vendido. Entretanto, essa afirmativa, tudo indica, não é verdadeira. Daí o interesse em vendê-la ao Banco do Brasil. Neste caso, sim, a incorporação será vantajosa para o nosso Estado.
Em nossa opinião, se realmente a Nossa Caixa é lucrativa, como dizem, o banco não deveria ser vendido. Entretanto, essa afirmativa, tudo indica, não é verdadeira. Daí o interesse em vendê-la ao Banco do Brasil. Neste caso, sim, a incorporação será vantajosa para o nosso Estado.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Junho de 2008


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