ENCALHE

julho 28, 2009

Sem Ciro, Dilma passa Serra no Nordeste

Filed under: Cesar Maia, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, eleições 2010, José Serra, pesquisas — Humberto @ 2:46 am
Essa eu recebi da newsletter do PSB:
Sem Ciro, Dilma passa Serra no Nordeste
Pesquisa do GPP, apresentada por César Maia, mostra candidata predileta de Lula em alta
Uma pesquisa GPP realizada em todo o Brasil, de 11 a 14 de junho, com 2 mil entrevistas, revela que Dilma Roussef (PT) tem 29% contra 46% de José Serra (PSDB) quando entre os candidatos não está Ciro Gomes (PSB). O PT esperava que Dilma chegasse ao patamar dos 30% apenas no final deste ano.
Nesse mesmo cenário, quando se considera apenas a região Nordeste, Dilma marca 41,4% contra 37,6% de Serra.
Quando Ciro Gomes está entre os candidatos, o desempenho de Dilma é bem pior: Serra 42%, Dilma 17% e Ciro 16%.
Ou seja, dá para entender claramente porque uma ala do PT faz tanta questão de empurrar Ciro para ser candidato ao governo de São Paulo –abandonando a disputa presidencial.
Tudo somado, esses números revelam que será muito competitiva a disputa para o Palácio do Planalto em 2010, com dois candidatos fortes pelo PT e pelo PSDB. Serra está relativamente estável no patamar dos 40%. E Dilma aparece sempre com uma curva ascendente a cada pesquisa.
O levantamento GPP foi divulgado hoje pelo ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), em seu boletim diário divulgado por e-mail, o chamado “ex-blog”.
A seguir, os dados tais como foram divulgados por César Maia:
1. A pesquisa espontânea inovou e perguntou quem seria o melhor presidente para o Brasil, hoje. Com isso, se testa todo o potencial de Lula. Lula obteve 42%, Serra 8%, Aécio 4%, Dilma 3%, Ciro 1%, H. Helena 1%. Pesquisa com NOMES: Serra 42%, Dilma 17% (entre os que têm até primeiro grau incompleto Dilma tem 8%), Ciro 16%, H. Helena 9%. Extremos. No Sul, Serra tem 52%, Dilma 12%, Ciro 11% e H. Helena 7%. No Nordeste, Serra tem 35%, Dilma 19%, Ciro 23% e H. Helena 9%.
2. Sem Ciro Gomes, Serra teria 46%, Dilma 29%, etc. No Nordeste, Serra teria 37,6% e Dilma 41,4%. Curiosamente, ambos torcem para Ciro não ser candidato. Serra, pelo tipo de campanha que faz Ciro. Dilma, pela imprevisibilidade de Ciro, que poderia atirar na política econômica de Lula, como vem fazendo. Lula quer um plebiscito no primeiro turno. E o PSOL decide em agosto se mantém ou retira a candidatura de HH, para ser candidata ao senado.
3. A pesquisa com nomes pergunta quem seria o melhor presidente para: a) enfrentar a Crise Econômica, Serra 39%, Dilma 18%, Ciro 18%, HH 7%. b) Para enfrentar os problemas de Saúde Pública, Serra tem 51%, Dilma 12%, Ciro 12% e HH 8%. c) Para Segurança Pública, Serra tem 37%, Dilma 12%, Ciro 18% e HH 10%. d) Para continuar o Bolsa Família, Serra tem 34%, Dilma 26%, Ciro 14% e HH 10%. Para continuar o Bolsa Família, no Nordeste, Serra tem 30%, Dilma 29%, Ciro 19% e HH 9%.
3. Você quer votar num candidato do presidente Lula (42%), de Oposição a Lula (20%), Tanto Faz (32%)? No Nordeste, candidato de Lula tem 58%. No Sul, 30%. Quem é o candidato(a) de Lula? Dilma 52%, Serra 8%, Ciro 6%, HH 5%. Não Sabe 29%.
4. Serra x Aécio. Serra 59%, Aécio 25%. Sul: Serra 67%, Aécio 13%. Sudeste: Serra 52%, Aécio 34%.
5. Lula está pior: Saúde 41% (em maio de 2007 eram 23%), Segurança 31% (em maio de 2007 eram 44%), Educação 11%, Economia 6%, etc. / Lula está melhor: Programas Sociais 37% (no Nordeste 47%), Economia 24%, Educação 13%, Obras do PAC 6%, Saúde 5%, etc.
6. Avaliação de Lula: Ótimo+Bom 59% (Nordeste 70% e Norte/Centro-Oeste 68%), Regular 32%, Ruim+Péssimo 9%. / Como Lula está enfrentado a Crise Econômica: Bem 46%, Mais ou Menos 43%, Mal 9%. / Crise afetou o Brasil: Mais que outros países 9%, Mesma coisa 34%, Menos que outros países 51% / E em relação a você e sua família a crise afetou, Muito 19%, Pouco 44%, Nada 35%.
7. Na sua cidade existe alguma obra do PAC? Sim 22% (Norte/Centro Oeste 37%), Não 30%. Não Sabe 48% (Nordeste 54%).
8. Como classifica ideologicamente os partidos. Direita e Centro-Direita: PSDB 28%, DEM 27%, PT 24%, PMDB 31%. / Centro: PSDB 16%, DEM 16%, PT 17%, PMDB 18%. / Esquerda e Centro-Esquerda: PSDB 28%. DEM 24%, PT 33%, PMDB 22%. (Obs. 1: diferença são os que não sabem responder por partido). (Obs. 2: Os slogans direita a esquerda não diferenciam os partidos. Exemplo com apenas Direita: PSDB 19%, DEM 18%, PT 18% e PMDB 21%. Com apenas Esquerda: PSDB 19%, DEM 16%, PT 24% e PMDB 14%).
9. Desses Partidos, quem mais defende a redução de impostos: PMDB 13%, PT 32%, PSDB 13%, DEM 10%. / Quem mais defende os Pobres: PMDB 5%, PT 68%, PSDB 5%, DEM 3%. / Quem mais defende a Classe Média. PMDB 17%, PT 27%, PSDB 24%, DEM 8%.

outubro 9, 2008

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

outubro 5, 2008

Eleitores virtuosos, pessoas nefastas?

* Por um lado, até que o lugar-comum tem certa razão: os políticos ( e os que desejam entrar nessa ) só enganam mesmo!!
Mas não é da forma que vocês pensam: o engodo já surge na propaganda, só que não quando o cara promete mundos e fundos e sim, quando ele trata o eleitor como se este fosse um iluminado, um santo imaculado, dotado de virtudes incomensuráveis, dono de um equilíbrio, índole superior, caráter e justezaem suas reivindicações. Em suma, o cara bajula o animalvotante, um desqualificado, como se estivesse se dirigindo a um luminar do pensamento político e social. Óbvio que sempre dá merda.
A desqualificação se reproduz nas escolhas, eleitoralmente inclusive ( o Lula vencer foi acaso ).
Quando um golpista do vigário quer aplicar, ele sempre abre caminho ao coração e bolso da vítima, apelando para as supostamente elogiáveis qualidades desta. A vaidade sempre é causa de ruína:
- Você é um cara inteligente, coerente, e sabe muito bem [ mais que ninguém ] reconhecer uma oportunidade de ouro, dessas aliás, que só surgem para pessoas com todas as qualidades como as que você apresenta. Poucos, nesse mundo têm tais qualidades semi-divinas, e você é uma delas… VOTA EM MIM?!?
* XEROKASSAB, só sabe copiar?
Acho que foi o Kassab, em resposta à provocação de Marta, disse que ela sim, era copiona, e que os CEUs não passavam de cópia dos CIEPs do Brizola; pode ser, mas no partido dele, Kassab, há um prefeito de cidade grande, ex-brizolista, e que – pelo menos até onde sei -, durante seu mandato, não retomou os projetos de Brizola. Por quê o Kassab pode achar bom o Brizolão ( modificado para CEU ), mas um antigo colaborador do ex-governador não acha o mesmo, sendo do mesmo partido do prefeito paulistano? Vai ver que não gosta de copiar.

março 26, 2008

Dengue cresceu 100% no Rio enquanto caiu 40% no país

Hora do Povo
25/03/08
“Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Vereadores do Rio acusam a Prefeitura de desviar recursos destinados ao combate a dengue. Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde afirma que agentes de combate ao mosquito foram demitidos por denunciar más condições de trabalho
O governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais, que envolvem a criação de um gabinete especial, a contratação de pessoal especializado e o auxílio das Forças Armadas para ajudar o Rio de Janeiro a combater a epidemia de dengue, que infectou 2.053 pessoas só nos últimos dois dias na capital. As vítimas da dengue, a maioria crianças, lotam os hospitais públicos e particulares, e enfrentam filas de espera de até 5 horas.
“Em outubro de 2007 eu alertei que o Brasil tinha um quadro de epidemia de dengue e mostrei preocupação especial com o Rio de Janeiro”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, esclareceu o ministro, informando que houve uma redução de 40% na incidência da doença no país este ano enquanto na capital fluminense o aumento foi de 100% em relação ao mesmo período do ano passado.
DESVIO DE VERBA
Um relatório da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio, que será encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, denuncia o desvio dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde à Prefeitura do Rio para o combate a dengue. O relatório aponta que a Prefeitura recebeu R$ 18,1 milhões do Ministério na rubrica “Teto financeiro de vigilância em Saúde”, que se destina ao combate e prevenção de doenças infecciosas. “Apenas 12 milhões foram liquidados pela Prefeitura, sendo que metade desse valor não foi direcionado para a dengue”, denunciou o vereador Carlos Eduardo, presidente da Comissão.
Segundo o relatório dos vereadores, houve “desvio de finalidade” e esses recursos foram usados para a compra de ambulâncias e para contratos de serviço de limpeza hospitalar, mesmo com fortes indícios de que uma epidemia de dengue estaria prestes a se alastrar pela capital.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Rio de Janeiro acusou a Prefeitura da capital de ter demitido agentes que trabalhavam no combate ao mosquito na Zona Oeste, uma das regiões mais atingidas pela dengue na capital. Segundo o Sindicato, os agentes foram demitidos por liderarem protestos e denúncias contra as más condições de trabalho.
Através de nota divulgada na última semana, o Ministério da Saúde também afirmou que “um dos problemas enfrentados no Rio de Janeiro é a baixa implementação das equipes de saúde da família e a desestruturação da atenção básica”. Segundo o Ministério, as equipes de saúde familiar cobrem apenas 8% da população do município, um dos índices mais baixos do país.
RECORDE DE SERRA
Desde o início de janeiro, a epidemia já atingiu 23.555 pessoas no município do Rio, causando 30 mortes. Com isso, o Estado tem agora um total de 32.615 casos e 48 mortes. O número de casos é alto, porém não chega perto do total registrado em 2002, quando o Rio enfrentou a pior crise de dengue da sua história, com um recorde de 138.027 casos.
Em 2002, dois anos após a demissão de 5.500 mata-mosquitos promovida pelo então ministro da Saúde José Serra, o Brasil chegou a registrar 794 mil casos de dengue num único ano. Além das demissões, Serra descentralizou o controle da dengue, que era feito pela Funasa, e o repassou aos municípios. O resultado foi que os casos no Brasil saltaram de 180 mil – quando Serra assumiu a pasta – para 794 mil no final de 2002, com 2.714 casos de dengue hemorrágica e 150 mortes em função da doença num único ano.
FALTOU PREVENÇÃO
José Gomes Temporão afirmou que o número de mortes ocorrido pela dengue no Rio está “completamente fora do que nós consideramos que seria razoável”. Para ele, “as explicações são múltiplas. O fato de os vírus 2 e 3 estarem circulando e atingindo principalmente as crianças é um fator; o de termos muita chuva e calor no Rio é outro; e a desorganização e baixa qualidade da rede de atenção primária, no Rio, é um. A estratégia, agora, é melhorar o atendimento.”
O Ministério da Saúde ressaltou que “se tomados os devidos cuidados, o índice de mortalidade é praticamente nulo. Em 2007, no município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, houve uma incidência da doença tão grave quanto a que está ocorrendo no Rio de Janeiro. Ocorreu apenas um óbito porque a qualidade do atendimento primário em Campo Grande era muito boa, principalmente pela cobertura do Programa Saúde da Família. E eram os mesmos tipos de vírus circulando”.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, atribuiu à Prefeitura o agravamento da situação. Durante a inauguração das tendas de emergência que vão administrar soro para pacientes com dengue, Sérgio Cabral afirmou que “o trabalho preventivo é um trabalho tipicamente municipal. No ano passado, a Prefeitura de Campo Grande enfrentou a epidemia da dengue com honra e competência e, esse ano, não temos a crise lá”, disse. E ressaltou quer, no caso da Prefeitura do Rio, faltou “trabalho preventivo durante o ano inteiro”.

janeiro 23, 2008

As contradições do DEM (ex-PFL)

Jasson de Oliveira Andrade
Os contribuintes são contra os impostos, inclusive eu. Quem combate o aumento deles tornam-se populares, principalmente junto à classe média. Um exemplo. Afif sempre explorou os impostos. Bateu muito nessa tecla quando candidato ao senado. Por este motivo, quase derrotou Suplicy. Agora quem explora o mesmo tema é o DEM, ex-PFL. Combateu a prorrogação da CPMF e, juntamente com o PSDB, através de seu líder Arthur Virgílio, conseguiu derrotar Lula, Serra e Aécio.
O partido deseja que os impostos sejam o mote da eleição municipal. E o senador Arthur Virgílio se lançou candidato à Presidência da República, enfrentando, na Convenção, Serra e Aécio, derrotados por ele naquela oportunidade. É muita pretensão. O DEM poderá desistir de explorar o aumento dos impostos. O motivo é a contradição que vamos mostrar.
O Estadão (20/1/2008), em manchete, revela: “Clã Maia exibe bandeiras opostas – Enquanto Rodrigo [ Maia, presidente do Dem ] briga pela reforma tributária, o pai tenta reforçar cofres do Rio manejando com IPTU e ISS”. Na reportagem, os jornalistas Alexandre Rodrigues e Wilson Tosta revelam: “Com a derrota da prorrogação da CPMF no Senado, a oposição abraçou a bandeira da redução da carga tributária. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), já disse que o tema será obrigatório na eleição desse ano, mas a redução de impostos não está na pauta do pai dele, o prefeito do Rio, César Maia”.
Os jornalistas mostram o que está acontecendo no Rio. Depois de revelarem a insatisfação ao governo Maia, dizem: “A insatisfação cresceu com a chegada dos carnês [ do IPTU ], na semana passada. Com um decreto do prefeito que revisou a classificação de imóveis como populares, muitos se surpreenderam com o reajuste repentino do tributo de até 300%. (…) Em 2008, a prefeitura ainda reduziu para 7% o desconto para os contribuintes que optam pelo pagamento do IPTU em cota única. Nos últimos anos, o desconto vinha sendo de 10%. “Na verdade é um aumento de imposto”, diz o economista Luiz Mário Behnken”. Já a advogada Daniela Gusmão avalia: “É um esforço de aumentar receita em prejuízo do contribuinte. Não podemos dizer que é um aumento de imposto FORMAL (destaque meu), porque o desconto é uma faculdade do município, mas na prática o contribuinte perde o desconto de 10% e vai ter de pagar mais”. No artigo “A conjuração carioca” (Aliás, 20/1/2008), Sérgio Augusto revela que o Imposto de Transmissão sobre Bens Imóveis aumentou 21% e o ISS subiu 17%.


Janio de Freitas, em artigo à Folha (20/1/2008), comenta: “César Maia, de reconhecida competência, abdicou do exercício da administração tão logo tomou posse. Nestes quatro anos, só se interessou, de fato, pelas obras do Pan, cujo custo verdadeiro até hoje não se sabe. Mas sabe-se que a Prefeitura do Rio estourou o seu cofre para colher, como previsto pelos que não tinham interesses envolvidos, um desastre financeiro e físico. A previsão de que o Rio teria o saldo de R$ 1,4 bilhão ficou como idiotice ou como VIGARICE ( destaque meu ) de organizadores. A par do problema financeiro, o saldo físico são estádios, pistas e piscinas sem meios de conservação, e com raríssimo ou nenhum uso. Abandono idêntico ao restante da cidade, de ruas repletas de buracos, calçadas sujas, iluminação mal conservada, canteiros sem conservação, serviços de saúde lastimáveis, IPTU caríssimo e AUMENTADO ESTE ANO ( destaque meu ). Cidade, porém, com um blogueiro muito atento, sarcástico e dedicado em tempo integral à internet: César Maia, um caso estranho”. Não comento a crítica do jornalista à administração do Rio. O que me chamou a atenção foi o que todos dizem: o aumento do IPTU!

O DEM é contraditório. O filho, Rodrigo Maia, presidente do partido, é pela redução de impostos. Entretanto, o pai, prefeito César Maia, também do DEM, aumentou impostos. Ou seja, fora do governo o DEM toma uma posição. No governo o DEM age de outra forma. Para Lula, não se prorroga a CPMF, prejudicando os governos de Lula (PT), de Serra (PSDB) e de Aécio (PSDB), todos favoráveis à prorrogação. A situação mais difícil é a do governador de São Paulo. Serra apóia Kassab, do DEM, na eleição da Capital, contra o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin. Mais uma vez deverá dar o Chuchu!

É fácil ser contra o aumento de imposto. O difícil é não aumentá-lo quando no governo!

EM TEMPO: Já estava escrito este artigo, quando tomei conhecimento de que o prefeito César Maia, em vista dos protestos, voltou atrás e desistiu do aumento. Quem já pagou o IPTU poderá ter o dinheiro pago a mais devolvido. Desconheço se o aumento do ISS também foi anulado.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Janeiro de 2008

Postado por Redação Portal Mogi Guaçu

outubro 30, 2007

César Maia corta verbas, mas operação Tapa-Buracos não foi prejudicada

Câmara conclui que verba para proteção de encostas reduziu com César Maia
A Comissão de Orçamento da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro concluiu que houve uma queda na verba destinada ao Programa de Contenção de Encostas durante o governo de César Maia (DEM-RJ) nos últimos anos.
O estudo é baseado em relatório do Tribunal de Contas do Município, apontando que “a dotação orçamentária destinada ao Programa de Contenção de Encostas tem sido insuficiente ao longo dos anos”. Ele mostra que o programa de proteção das encostas recebeu um maior volume de recursos em 1996, mas no final de 2005 o valor foi apenas de R$ 4.695 milhões caindo para R$ 2.598 milhões em 2006.
“A prioridade que a prefeitura vem dando desde 2005 é de obras emergenciais e obras que eles chamam de alto risco, não existe mais as preventivas”, afirmou a presidente da Comissão, vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB). César Maia tentou se explicar: “Na medida em que você entra com contenção de encosta na cidade inteira, declina o investimento na margem, é óbvio. Essa chuva aconteceu na cidade toda e não houve problema em lugar nenhum. No Rebouças, talvez tenha ocorrido uma falha de controle no escorrimento de água que não é um ponto de acompanhamento nosso”.
A Geo-Rio e a RioÁguas também embarcaram na linha do prefeito de jogar a responsabilidade do acidente no túnel Rebouças sobre a Cedae, que contestou. O presidente da Cedae, Wagner Victer, destacou que a tubulação passa a um quilômetro do local. “Em hipótese alguma poderia ter causado o deslizamento no Rebouças. Mais uma vez a prefeitura está querendo passar a culpa para a Cedae”, afirmou Victer, acrescentando que a versão da prefeitura sai do âmbito técnico e entra “no âmbito cômico”.
Hora do Povo
ed. 2615
31/10/07

outubro 23, 2007

TCU investiga irregularidades na Secretaria de Saúde de César Maia ( DEM/ RJ )

Filed under: Cesar Maia, investigações, Prefeitura do Rio de Janeiro, PSDB/ DEM, TCU — Humberto @ 4:25 pm
TCU apura irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde (RJ)
TCU
22/10/2007
O Tribunal de Contas da União (TCU) fará tomada de contas especial para apurar irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O TCU constatou realização de despesas indevidas na aquisição de bens e contratação de serviços fora das finalidades do Programa Saúde da Família.
De acordo com auditoria, a celebração de convênio com entidade privada, para desenvolver programas na área de saúde, foi feita sem a devida licitação e sem a apresentação de justificativa. Além disso, o tribunal apontou ausência de fundamentação legal para a escolha do Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste (Cieszo/RJ).
O tribunal deu prazo de 15 dias para que os responsáveis pela secretaria, Ronaldo César Coelho, Mauro Célio de Almeida Marzochi, Jacob Kligerman e Reynaldo Pinto de Souza Braga, juntamente com o ex-prefeito Cesar Epitácio Maia, apresentem as alegações de defesa ou recolham os débitos referentes aos convênios com o Cieszo-RJ aos cofres do Fundo Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O ministro Valmir Campelo foi o relator do processo.
Acórdão
2064/2007

agosto 17, 2007

Lula reencontra aplausos no Rio em escola do subúrbio

Filed under: aplausos e vaias, Cesar Maia, governo Lula, Rio de Janeiro, Sérgio Cabral — Humberto @ 12:32 am

Pedro Fonseca/ UOL

16/08/2007 – 20h00
RIO DE JANEIRO (Reuters) – Pela primeira vez no Rio de Janeiro depois das vaias que recebeu na abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Maracanã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido em clima de festa e sob aplausos de estudantes de uma escola federal que atende bairros de áreas carentes da cidade.
O presidente chegou ao colégio Pedro II, em Realengo, nesta quinta-feira, ao som da bateria de uma pequena escola de samba local e foi tratado como ídolo ao subir ao palanque montado no pátio da escola, onde inaugurou obras de 2,9 milhões de reais para atender cerca de 1.000 alunos de ensino médio do subúrbio.
Com a manifestação, Lula trocou o ar de cansaço da viagem por três cidades — Tiradentes (MG), Campos (RJ) e Rio — por sorrisos e acenos aos estudantes que se amontoavam sobre as cadeiras para fotografá-lo.
“É uma honra receber o presidente na nossa escola sabendo que foi ele quem ajudou a reformar isso tudo”, disse à Reuters a estudante Luisa de Souza, de 17 anos, no segundo ano do ensino médio, referindo-se à nova unidade do tradicional colégio Pedro II, construída no lugar de antiga fábrica de munição do Exército.
O momento de maior entusiasmo das 200 pessoas presentes à cerimônia aconteceu quando o governador Sérgio Cabral pediu uma salva de palmas ao presidente pelo apoio que tem dado ao Estado do Rio de Janeiro, destacando as questões de segurança e os Jogos Pan-Americanos. Cantos de “olê, olá, Lula, Lula” animaram o presidente, que retribuiu com sorrisos e acenos.
Um grupo de seis estudantes que planejava usar narizes de palhaço durante o evento foi advertido por um coordenador da escola, mas não se mostrou incomodado. Segundo os estudantes, a fantasia não seria um protesto contra Lula, mas uma maneira de chamar a atenção da imprensa para eles.
“As pessoas tem que saber que ele é o representante máximo do país e tem que haver respeito”, disse Luisa, que estava ao lado desse grupo.
Sobre as vaias no Maracanã, a professora pública Marta Nogueira interpretou como uma possível insatisfação relativa à segurança, mas reprovou o método.
“As pessoas podem ficar insatisfeitas, mas devem manifestar isso de outras formas, na eleição, escrevendo uma carta, mas não durante um evento que estava sendo transmitido para o mundo todo”, disse a professora.
Antes de seu discurso, no qual destacou a importância da educação pública, Lula pousou para fotos com estudantes uniformizados.
“Por mais pobre que se seja, só se vira bandido e uma menina só vira prostituta porque o Estado não ofereceu outro caminho a esses jovens. Depois é muito mais caro cuidar de um jovem delinquente e de meninas grávidas precocemente”, disse Lula, defendendo os investimentos na educação como a forma mais eficiente de combater as desigualdades sociais.

julho 18, 2007

"Quem fez UUUHHH?!"

Filed under: Cesar Maia, Lula, Pan RIO 2007, PSDB/ DEM — Humberto @ 8:24 pm
Quem vaiou Lula?
Jasson de Oliveira Andrade
Lula foi vaiado em pleno Maracanã. Ricardo Noblat, em seu Blog, assim noticiou o fato: “Nesta sexta-feira, dia 13, Lula recebeu uma sonora vaia há pouco durante a abertura dos Jogos Pan-americanos no Rio. E alguns tímidos aplausos. Sergio Cabral, governador do Rio, também foi vaiado. Cesar Maia, prefeito do Rio, foi ovacionado.” Quem vaiou o presidente? Quem ovacionou César Maia? As interpretações são várias. Os antilulistas dizem que ela se deveu à impopularidade dele. Os lulistas afirmam que a vaia se deveu à claque do prefeito do Rio, César Maia. Alguns, neutros, mesmo não sendo simpáticos a Lula, condenam essa violenta manifestação, considerando-a fora de propósito pelo local e a finalidade da festa. Pretendemos mostrar os dois lados.
Boa parte dos analistas políticos credita as vaias à impopularidade de Lula. Eliane Catanhêde, da Folha, é preconceituosa. Ela diz que os jogos do Pan deveriam ter sido no Nordeste! Afirma ainda que existem dois brasis: Norte e Nordeste favoráveis ao presidente e Sudeste e Sul contra. Os fatos não dizem isso. Nas últimas pesquisas sobre a popularidade dele, Lula foi bem avaliado em todo o Brasil. No mesmo jornal, Janio de Freitas é mais ponderado. Ele fez uma análise sobre o aplauso e sobre as vaias muita bem feita: “O grande aplauso pode vir, e com maior freqüência vem, de um entusiasmo momentâneo, de predisposição, da força das circunstâncias. A vaia, não. A vaia vem do fundo. De tão autêntica, torna-se autônoma e automática, a explosão instantânea de sentimentos intensos à simples aparição de uma imagem ou de um som. É isso que faz de toda vaia política um monumento histórico”. Sobre o que aconteceu no Rio, o jornalista concluiu que “foi vaia política, mas, sobretudo, vaia ao Lula que nasceu no Poder”. Essa análise seria perfeita se a vaia tivesse sido espontânea e não preparada, como outros analistas acham.
Segundo o jornalista Luiz Antonio Magalhães, “há a informação de que parte dos ingressos mais baratos foram distribuídos aos funcionários da prefeitura do Rio – que explicam os aplausos ao alcaide [prefeito] Cesar Maia”. E, para outros, explicam também as vaias ao presidente. César Maia, do ex-PFL, hoje DEM, é adversário de Lula e um crítico ao seu governo. É o que pensa Fernando Soares Campos: “Vaias num momento e local que elas não caberiam, mesmo que os vaiados merecessem. Por que vaiar atletas americanos, bolivianos, argentinos, venezuelanos ou qualquer outro? Vaias políticas: por que vaiar Lula e aplaudir César Maia? Certamente este detalhe evidencia que as vaias partiram de uma claque, um grupo organizado. As vaias não partiram propriamente dos que pagaram caro para assistir à abertura do Pan, pois a claque ganhou ingressos, os que fizeram a claque receberam ingressos pagos pelos cofres públicos” Eduardo Guimarães estranha: “Alguma explicação é necessária para o que aconteceu no Maracanã. Nem Lula [vaiado] é tão impopular nem Cesar Maia [aplaudido, ovacionado] é tão popular. Alguma ilegalidade muito grave aconteceu na distribuição dos ingressos. Aliás, não me parece nem um pouquinho exagerado especular que o prefeito do Rio pode ter montado uma monumental armadilha para Lula”. O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, também acha que houve armadilha. Será? O filho do prefeito carioca tem outra explicação. Cristiana Lôbo, do G1 (Portal de notícias da Globo), noticiou: “Para o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), as vaias ao presidente seriam uma reação da população do Rio à tentativa do governo federal de transformar o Pan num evento do Brasil, retirando a condição de festa do Rio. Segundo ele, toda a publicidade federal, da Petrobras e da Caixa Econômica, em lugar de “Rio-2007” tem citado “o Pan do Brasil” e o carioca teria rejeitado isso”. O carioca ou o pai dele?
Lula se manifestou sobre a vaia. No programa de rádio “Café com o Presidente”, ele declarou: “Na minha vida política, a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste, é que eu fui preparado para uma festa. É como seu eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria minha presença. Eu tenho certeza de que não é esse o pensamento do Rio de Janeiro”. Adiante, Lula comentou: “Depois que terminou o evento, várias pessoas vieram dizer que tinha sido organizado, que gente tinha recebido o convite. A mim, não me interessa o que aconteceu. O importante é que foi uma abertura extraordinária dos Jogos Pan-Americanos”.Quem vaiou Lula? Cada um tem sua opinião. No entanto, foi muito estranho que o presidente tenha sido vaiado e o prefeito César Maia ovacionado. Penso que não foi coincidência!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2007
Postado por
Redação Portal

Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.