Nem o mais pessimista detrator da, chamemos assim, “cabeça do brasileiro” pensaria n’algo tão baixo, tão deprimente.
Se nem mesmo nas tragédias podemos confiar tranquilamente na humanidade de alguns ou, ao menos, confiar no próximo, sinto muito, mas fo**deu!
Pois no dia-a-dia, no cotidiano, o “K-da 1, K-da 1″ já se instalou, e há muito, fazendo com que a Lei de Gérson – lembram dela? -, analisando em perspectiva, pudesse ter sido ensinada nas aulas de Educação Moral e Cívica.
Veja: o simples ato de pegar um ônibus em São Paulo torna-se uma participação em rinha de galo ( no papel de galo ).
As notícias sobre a suposta solidariedade do brasileiro foram um tanto exageradas. Não. Mais. Foram extrema e euforicamente ufanistas. O PIG não acerta nem quando elogia.
Voltando aos furtadores: em primeiro lugar, precisamos saber o nome de cada um deles, e a Internet se encarregará de torná-los proscritos, uns párias. Papel este que eles já haviam escolhido, percebam.
Pois foram atos de extrema, não diria, inconseqüência ou burrice: foram maliciosos, coisa de quem olha alguém caído ( vencido, derrotado ) e pisa no pescoço. Coisa de quem passa no sinal vermelho, atropela alguém e volta para agredir o atropelado. Coisa de quem não faz questão de ter razão, contanto que tenha capacidade de agredir. E estes tipos são cada vez mais comuns. Muito comuns. E tornam-se a cada dia mais numerosos.
Afinal, “K-da 1, K-da 1″

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