Eu nem sabia que existia. A Veja nem o Estadão falaram a respeito. Vamos tentar consertar.
Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque Segunda Audiência, em Lisboa aos 18 de Abril de 2008
Lisboa, 18 de Abril, 21:30h, Casa do Alentejo
Entrada livre
Cinco anos de ocupação e de resistência em avaliação. as responsabilidades dos EUA e do Reino Unido
Cinco anos de ocupação e de resistência em avaliação. as responsabilidades dos EUA e do Reino Unido
. a cumplicidade das autoidades portuguesas
. as violações do direito, os crimes cometidos, a restrição das garantias individuais, os pretextos da luta “antiterrorista”, as prisões secretas e os voos da CIA, a resistência iraquiana
Acusação formulada pelo magistrado Dr Eduardo Maia Costa
Grupo de Jurados constituído por personalidades representativas da sociedade portuguesa
Testemunhos
Acusação formulada pelo magistrado Dr Eduardo Maia Costa
Grupo de Jurados constituído por personalidades representativas da sociedade portuguesa
Testemunhos
. Eman Khamas, Iraque
. Carlos Varea, Espanha
. Manuel Raposo, Tribunal-Iraque
O Iraque está a ser vítima de uma agressão de consequências humanas brutais: destruição das condições de vida das populações, saque de recursos e de bens patrimoniais, violação dos direitos individuais, regresso à colonização mais selvagem.
Nada disto pode ser esquecido nem legitimado: crimes foram e estão a ser cometidos no Iraque.
Para que os agressores e os cúmplices não continuem por acusar e por condenar, constituiu-se em 2003 o Tribunal Mundial sobre o Iraque (TMI) [texto em inglês], na tradição do Tribunal Russell para o Vietname, com o apoio de figuras internacionalmente prestigiadas.
Na sua primeira sessão, em Bruxelas, o TMI contou nomeadamente com a participação do sociólogo e padre católico François Houtard, um dos fundadores do Fórum Social de Porto Alegre, do economista Samir Amin, da médica e escritora Nawal al Saadawi, dos ex-responsáveis pelo programa humanitário da ONU para o Iraque Denis Haliday e Hans von Sponeck, do jurista norte-americano e ex-ministro da Justiça Ramsey Clark, de Haifa Zangana, Sabah al-Mukhtar e Al-Bayati, resistentes iraquianos exilados.
No final de Junho de 2005, realizou-se em Istambul a sessão final do TMI. Como sessão culminante de uma vintena de outras, o Tribunal de Istambul teve o mérito de incorporar o essencial das abordagens feitas noutros países.
Do sentido geral das intervenções no TMI-Istambul pode tirar-se a ideia de que no Iraque está em jogo a liberdade dos iraquianos mas também o futuro dos outros povos do mundo. Todo o apoio é pois necessário, por uma e outra razão, à resistência dos iraquianos, que constitui uma ponta avançada da luta contra as pretensões norte-americanas. Se outras “guerras preventivas” ainda não foram lançadas é porque os EUA estão bloqueados no Iraque, sem grande margem de manobra.
Prosseguir a missão do TMI justifica-se também por isso.
As conclusões do WTI respondem às principais questões que estão colocadas, designadamente em dois aspectos essenciais:
o apoio sem condições à resistência iraquiana, reconhecendo-lhe o direito de ripostar por todos os meios à ocupação;
a exigência inequívoca da retirada dos ocupantes como condição prévia para a normalização da vida do país.
Nada disto pode ser esquecido nem legitimado: crimes foram e estão a ser cometidos no Iraque.
Para que os agressores e os cúmplices não continuem por acusar e por condenar, constituiu-se em 2003 o Tribunal Mundial sobre o Iraque (TMI) [texto em inglês], na tradição do Tribunal Russell para o Vietname, com o apoio de figuras internacionalmente prestigiadas.
Na sua primeira sessão, em Bruxelas, o TMI contou nomeadamente com a participação do sociólogo e padre católico François Houtard, um dos fundadores do Fórum Social de Porto Alegre, do economista Samir Amin, da médica e escritora Nawal al Saadawi, dos ex-responsáveis pelo programa humanitário da ONU para o Iraque Denis Haliday e Hans von Sponeck, do jurista norte-americano e ex-ministro da Justiça Ramsey Clark, de Haifa Zangana, Sabah al-Mukhtar e Al-Bayati, resistentes iraquianos exilados.
No final de Junho de 2005, realizou-se em Istambul a sessão final do TMI. Como sessão culminante de uma vintena de outras, o Tribunal de Istambul teve o mérito de incorporar o essencial das abordagens feitas noutros países.
Do sentido geral das intervenções no TMI-Istambul pode tirar-se a ideia de que no Iraque está em jogo a liberdade dos iraquianos mas também o futuro dos outros povos do mundo. Todo o apoio é pois necessário, por uma e outra razão, à resistência dos iraquianos, que constitui uma ponta avançada da luta contra as pretensões norte-americanas. Se outras “guerras preventivas” ainda não foram lançadas é porque os EUA estão bloqueados no Iraque, sem grande margem de manobra.
Prosseguir a missão do TMI justifica-se também por isso.
As conclusões do WTI respondem às principais questões que estão colocadas, designadamente em dois aspectos essenciais:
o apoio sem condições à resistência iraquiana, reconhecendo-lhe o direito de ripostar por todos os meios à ocupação;
a exigência inequívoca da retirada dos ocupantes como condição prévia para a normalização da vida do país.


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