ENCALHE

maio 19, 2008

Do you believe rock’n'roll radio? Cada vez pior.

Filed under: automóveis, carros, congestionamentos, Kiss FM, rock'n'roll — Humberto @ 5:31 am
Mais uma vez, por força do hábito, escutando a KISS FM. Eis que, de repente, o locutor ( nem vou falar quem é, e nem qual o programa ) anuncia o entrevistado: um sujeito que fala em nome de um tal “feirão” de automóveis!! Imagine pegar aqueles apresentadores gritalhões de canais de vendas e “entrevistá-lo”, para que ele diga quais são as ofertas do dia.
Horrível, não seria? Pois então. Isso realmente ocorreu. Para não ficar chato, o locutor “pergunta ” qual som o cara quer ouvir, para dar a impressão ao ouvinte que o “entrevistado” está ali para falar de música. Obviamente, o cidadão que está ali para vender seu carro, quer dizer, peixe, saca da manga uma unanimidade, sabe, tipo “The Wall” ou “Stairway to Heaven”.
Já nem presto muito atenção, estou fazendo outra coisa.
A certa altura da entrevista, o locutor tira da cartola uma informação veiculada pela Folha ou pelo UOL, a qual diz que os pobres pagam mais impostos que os ricos, ou coisa assim. Um gancho para o entrevistado, claro.
Mas não é só isso. Sabiam que os promotores do “evento” enxergam o feirão não como um reles balcão de vendas de autos, mas sim, uma oportunidade única de ENTRETENIMENTO PARA TODA A FAMÍLIA? Sem brinca. Juro por DEUS. O cara falou isso. Pensa só, tipo um comercial de margarina, a família se aprontando, um dia ensolarado, o vovô, a mamãe preparando lanches e colocando numa cesta de piqueniques. Vão ao parque? Não, bestas. Vão passar o domingo olhando ofertas de automóveis num feirão.
Olha só. Há muito que o rock se tornou um entretenimento inofensivo, um investimento rentável. Imagino uma capa da vEJA, um moleque com a cara pintada como o Gene Simmons e um Rolls Royce ao fundo, e os seguintes dizeres:
“Monte uma banda e ganhe seu primeiro milhão antes dos 30 anos.
Especialistas dão as dicas. Roupas. Tatuagens. Cabelos.
As histórias de quem chegou lá.
Anacleto Martins: roqueiro ( sic ). E empresário nas horas vagas.”
Pois basta circular pela Teodoro Sampaio aos sábados e sentir que o rock uniu as gerações. Pais “modernos” compram guitarras e amplis caros, métodos e parafernálias diversas para os filhotes. Matriculam a molecada naquelas escolas de guitar-heroes punheteiros, assépticos e bem-sucedidos.
Prosseguindo: o rock havia se tornado um passatempo, um entretenimento inofensivo, rentável e palatável. Agora não precisamos mais disso. Feirão de carro para todos!! A balada!! Se eu ouvi direito, até dados da ANFAVEA foram citados na “entrevista”, um crescimento de produção e vendas fantástico e coisa e tal, para regozijo de todos da “Nação Roqueira”. Parece que mais de 3 milhões de carros foram comercializados no Brasil em 2007.
Depois, o informativo programa relata, a quem ainda continuar sintonizado, que a cidade de São Paulo enfrenta um congestionamento mais uma vez monstruoso, mais outro recorde.
Só que tais congestionamentos são auto ( sem trocadilhos ) gerados espontaneamente, uma espécie de moto-perpétuo que faz surgir do nada um tráfego sem causas aparentes, uma questão metafísica às 18:00hs de todos os dias, bem na hora da Ave-Maria. Conestionamento Mariano. Pois do ( excesso de ) carro é que não é a culpa.
Olha, a lentidão atinge 100, 200km, mas o entretenimento familiar vem sempre em primeiro lugar.
Mas há um respiro, para quem quiser: a Brasil 2000FM ( 107, alguma coisa do dial ) de São Paulo não está mais no ar. Agora só toca música ( rock, pop-rock ) o tempo todo, sem comerciais, sem vinhetas barulhentas e debilóides, e nem comentários inexpressivos de apresentadores chatos que só falam merda. Aproveite enquanto dá.
Virou um tal de laboratório de comunicação da Anhembi-Morumbi ou coisa que o valha. Aviso: nem tudo é lindo. Nesta rádio toca direto músicas do Rodolfo, aquele que era dos Raimundos, teve uma epifania e agora é um born-again christian.

Do you believe rock’n'roll radio? Cada vez pior.

Filed under: automóveis, carros, congestionamentos, Kiss FM, rock'n'roll — Humberto @ 5:31 am
Mais uma vez, por força do hábito, escutando a KISS FM. Eis que, de repente, o locutor ( nem vou falar quem é, e nem qual o programa ) anuncia o entrevistado: um sujeito que fala em nome de um tal “feirão” de automóveis!! Imagine pegar aqueles apresentadores gritalhões de canais de vendas e “entrevistá-lo”, para que ele diga quais são as ofertas do dia.
Horrível, não seria? Pois então. Isso realmente ocorreu. Para não ficar chato, o locutor “pergunta ” qual som o cara quer ouvir, para dar a impressão ao ouvinte que o “entrevistado” está ali para falar de música. Obviamente, o cidadão que está ali para vender seu carro, quer dizer, peixe, saca da manga uma unanimidade, sabe, tipo “The Wall” ou “Stairway to Heaven”.
Já nem presto muito atenção, estou fazendo outra coisa.
A certa altura da entrevista, o locutor tira da cartola uma informação veiculada pela Folha ou pelo UOL, a qual diz que os pobres pagam mais impostos que os ricos, ou coisa assim. Um gancho para o entrevistado, claro.
Mas não é só isso. Sabiam que os promotores do “evento” enxergam o feirão não como um reles balcão de vendas de autos, mas sim, uma oportunidade única de ENTRETENIMENTO PARA TODA A FAMÍLIA? Sem brinca. Juro por DEUS. O cara falou isso. Pensa só, tipo um comercial de margarina, a família se aprontando, um dia ensolarado, o vovô, a mamãe preparando lanches e colocando numa cesta de piqueniques. Vão ao parque? Não, bestas. Vão passar o domingo olhando ofertas de automóveis num feirão.
Olha só. Há muito que o rock se tornou um entretenimento inofensivo, um investimento rentável. Imagino uma capa da vEJA, um moleque com a cara pintada como o Gene Simmons e um Rolls Royce ao fundo, e os seguintes dizeres:
“Monte uma banda e ganhe seu primeiro milhão antes dos 30 anos.
Especialistas dão as dicas. Roupas. Tatuagens. Cabelos.
As histórias de quem chegou lá.
Anacleto Martins: roqueiro ( sic ). E empresário nas horas vagas.”
Pois basta circular pela Teodoro Sampaio aos sábados e sentir que o rock uniu as gerações. Pais “modernos” compram guitarras e amplis caros, métodos e parafernálias diversas para os filhotes. Matriculam a molecada naquelas escolas de guitar-heroes punheteiros, assépticos e bem-sucedidos.
Prosseguindo: o rock havia se tornado um passatempo, um entretenimento inofensivo, rentável e palatável. Agora não precisamos mais disso. Feirão de carro para todos!! A balada!! Se eu ouvi direito, até dados da ANFAVEA foram citados na “entrevista”, um crescimento de produção e vendas fantástico e coisa e tal, para regozijo de todos da “Nação Roqueira”. Parece que mais de 3 milhões de carros foram comercializados no Brasil em 2007.
Depois, o informativo programa relata, a quem ainda continuar sintonizado, que a cidade de São Paulo enfrenta um congestionamento mais uma vez monstruoso, mais outro recorde.
Só que tais congestionamentos são auto ( sem trocadilhos ) gerados espontaneamente, uma espécie de moto-perpétuo que faz surgir do nada um tráfego sem causas aparentes, uma questão metafísica às 18:00hs de todos os dias, bem na hora da Ave-Maria. Conestionamento Mariano. Pois do ( excesso de ) carro é que não é a culpa.
Olha, a lentidão atinge 100, 200km, mas o entretenimento familiar vem sempre em primeiro lugar.
Mas há um respiro, para quem quiser: a Brasil 2000FM ( 107, alguma coisa do dial ) de São Paulo não está mais no ar. Agora só toca música ( rock, pop-rock ) o tempo todo, sem comerciais, sem vinhetas barulhentas e debilóides, e nem comentários inexpressivos de apresentadores chatos que só falam merda. Aproveite enquanto dá.
Virou um tal de laboratório de comunicação da Anhembi-Morumbi ou coisa que o valha. Aviso: nem tudo é lindo. Nesta rádio toca direto músicas do Rodolfo, aquele que era dos Raimundos, teve uma epifania e agora é um born-again christian.

março 7, 2008

É o carro, estúpido!! Paulistano entope as ruas de automóveis e acha ( ?! ) que congestionamento é obra do Espírito Santo!!!

Recordes atrás de recordes. Parabéns a São Paulo.
Notícias nos informam que nunca antes na história da Humanidade, tantos carros foram vendidos e passaram a circular aqui na Capital. Mas, de acordo com a Lei da Física Paulistana, não é essa a causa de tanta lerdeza.
“Comodidade”, disse uma mulher, ao ser perguntada por um repórter porquê não deixava o carro em casa.
Tem razão, a mulher. Estava muito cômodo no congestionamento que ela estava enfrentando quando foi abordada pelo repórter.
Ontem, o Estado – e seu “Mini-Me”, o Jornal da Tarde, vieram com a história de que a velocidade média dos ônibus tem sido menor que a dos carros ( “Carros andam 2 vezes mais rápido que ônibus”, OESP, 06/03; e “De ônibus, a 12 km/h”, JT, 06/03/08 ) . Não se pode desagradar a Indústria, o Mercado e os Anunciantes.
Prá começo de conversa, o transporte coletivo não existe, apenas, com a finalidade de tornar as viagens mais rápidas. Ainda mais se tiver que disputar os espaços com estes milhões de automóveis. Além disso, não dá para comparar com 3, 4 anos atrás, quando havia milhões de carros a menos circulando. Se eu quiser usar o raciocínio do jornal, O METRÔ não melhorou ( ou melhor, não salvou ) o trânsito da Capital e a mobilidade do cidadão.
Faz me lembrar do que escreveu, um dia desses, um colunista do jornal daqui do bairro. Ele se mostrou preocupado com a passagem do expresso Tiradentes na avenida Anhaia Mello e, quando vier, com o Metrô, que passará na mesma avenida. Foi algo assim: “Já pensou como vai ficar congestionado, todos passando pela mesma via?”. E sugeriu que, talvez, as calçadas da avenida devessem ter sua largura reduzida!!!
Ou seja, ele SOMOU o transporte coletivo aos carros e caminhões, todos disputando os mesmos espaços. Não lhe ocorreu que – posso estar enganado – a função do coletivo seja – blasfêmia, heresia – retirar ( diminuir, reduzir, tirar ) os carros das ruas.
O cara quer tudo, ao mesmo tempo, não abre mão. Com esse tipo de pensamento, se for tão comum entre os paulistanos do jeito que imagino, não há perspectivas.
Mas voltando ao Estado. Ele reproduziu a opinião de um cidadão: “Meu sonho é ter um carro. Eu passo pelo menos três horas dentro do ônibus lotado.”
É isso aí, amigo. Cada um, cada um. E todos pensando dessa forma e realizando seu “sonho”.
A falta de política pública de transportes praticamente empurra o sujeito para a Concessionária. Os negócios vão bem.
Acabo de escutar que, se estou certo, algumas pessoas pararam o trânsito na região do M’Boi’Mirim. Queimaram pneus na via em protesto pela falta de ônibus. Ainda nesta semana, houve uma paralização de motoristas e cobradores da empresa Via Sul, uma das maiores operadoras de São Paulo. Reclamavam do excesso de horas ao volante e da falta de cobradores nalgumas linhas.
Notícias esparsas. Se contássemos a quantidade de acidentes e mortes, envolvendo ônibus na Capital, a partir de 2005, chegaríamos facilmente a um múltiplo das vítimas do “apagão aéreo”. Ou seja, se as condições do transporte público tivessem um acompanhamento ( manchetes, primeira página ) igual ao que foi dedicado aos problemas nos aeroportos, creio que alguma coisa teria melhorado.
Vida em sociedade. Vida em grupo
45 minutos esperando o vôo, dondoca? Nesta semana esperei, em diversos dias, cerca de 1 HORA ( uma hora ), a chegada e saída do ônibus para voltar para casa. Ninguém veio me entrevistar. À noite, o ônibus retornando lotado, e os bovinos, de pé ( eu não ) sonhando com o dia em que, pela comodidade, comprarão seu carro.
Por essas e outras, eu não me revoltei quando, no dia dos temporais que fizeram regiões de São Paulo e ABC submergir ( literalmente ), cheguei em casa às duas e meia da manhã ( saio às 22:00hs, façam as contas ). Soube que carros boiavam no estacionamento do shopping. A dentista que enfiou o dedo na cara da Marta não apareceu mais, sendo que as enchentes permanecem. Asfalto, cimento e progresso. Um especialista, ouvido pelo Estado, nos dias em que ocorreram essas tragédias, disse que o paulistano poderia contribuir mantendo áreas, em seus quintais, sem impermeabilizar. Mas aí, onde vai ficar o carro?

junho 27, 2007

Velocidade máxima…estatura mínima

Filed under: carros — Humberto @ 4:00 pm

Campanha na Austrália liga alta velocidade a pênis pequeno

A nova arma das autoridades australianas para combater o excesso de velocidade entre os jovens é sugerir que os motoristas que ultrapassam os limites fazem isso porque têm o pênis pequeno. Uma campanha publicitária da agência de Trânsito do Estado de Nova Gales do Sul, que estreou nesta semana, mostra mulheres e colegas mostrando a motoristas que se excedem na velocidade seu dedo mínimo dobrado, num gesto que tem a conotação de “pênis pequeno” na cultura jovem local.
Segundo os responsáveis pela campanha, a idéia nasceu após a constatação de que os anúncios tradicionais mostrando as conseqüências do excesso de velocidade, como cenas de acidentes e feridos, estavam se tornando menos efetivos entre os jovens.
Segundo John Whelan, diretor da agência de trânsito, “jovens expostos a jogos de computador, à mídia moderna e a filmes de terror” não se impressionam mais com as imagens das campanhas tradicionais.
“Ninguém te acha grande”
A campanha, que custou 1,9 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,15 milhões), tem como público-alvo jovens do sexo masculino com idades entre 17 e 25 anos.
Além das propagandas na TV e no cinema com o slogan “Alta velocidade. Ninguém te acha grande”, a campanha também terá cartazes em pontos de ônibus e um anúncio na internet oferecendo preservativos “extra extra pequenos” aos que se excedem na velocidade.
Para Whelan, a campanha pretende transformar o hábito de acelerar além do limite em algo “socialmente inaceitável”. “Faremos o que for preciso para passar a mensagem”, disse ele ao jornal The Sydney Morning Herald.
Segundo a agência de trânsito de Nova Gales do Sul, o excesso de velocidade é responsável por 220 mortes em acidentes por ano no Estado, cerca de 40% do total.
Fonte: Agências Internacionais
Estradas.com.br
The Sydney Morning Herald

março 7, 2007

O aquecimento global é besteira

Filed under: Aquecimento Global, carros — Humberto @ 12:58 am

Ou alguém acha que as pessoas vão deixar de consumir “conforto” para salvar o planeta delas mesmas? Ninguém aqui está pregando a volta do telégrafo e da pintura rupestre como solução, mas sim de, vamos dizer, redução de danos. Já que não há possibilidade do ser humano viver sem causar algum, por menor que seja, que reduza sua busca desenfreada por “conforto” e ítens civilizatórios. Um exemplo é o automóvel, que deve ser banido. Depois, amplas linhas de crédito dos bancos governamentais para a compra de captadores de energia solar residenciais. Além disso, redução drástica de nossos hábitos nocivos que vêm nos domesticando há séculos. A obesidade que se fala tanto como problema do brasileiro – em oposição à desnutrição – é um problema de outra ordem, que os espertos não querem enxergar. Conseguir conforto exige trabalho. Tem quem não se levante do carro nem para comprar seu cigarro nas bancas, que instituiram – algumas delas – o drive-thru.
E os idiotas acham que vão se esconder do aquecimento do planeta reforçando a potência do ar-condicionado de seus carros, escritórios, lojas e casas. É o círculo vicioso.

setembro 18, 2006

A pé, pedestre. De carro, quadrúpede

Mulher, deixando seu automóvel em local proibido ( placa identificando a proibição), faz ao dono “do lojinha”, pergunta de dúbio significado:
- Será que deixar aí tem problema?
No que ele responde:
- Nesse caso aí, não vejo como possa haver um problema maior do que o carro estar estacionado justamente em local proibido.
Ela:
- Mas será que vem alguém [ CET, amarelinho, "a lei" ] multar hoje (é Domingo) ?
Ele:
- Bem, como pagador de impostos que sou, o mínimo que espero é que eles cumpram com sua obrigação elementar, que é punir o motorista infrator…
Ela [ provavelmente sem ter percebido que, não foram palavras favoráveis a ela, motorista infratora ]:
- Mas mesmo hoje, num Domingo?
Ele ( mentindo, mas lembrando de um passado em que isso era possível ):
- Olha, às vezes até guincho aparece.
- Sabe, moço, é que eu já dei a volta no quarteirão e não achei vaga… Bom… vou rodar de novo ! Obrigada, moço!!
Entrou no carro e foi embora.

Moral da estória
Preste atenção: o problema, para essa gente, não é infringir alguma lei quando estiver ao volante mas sim, certificar-se que o faça sem sofrer algum tipo de sanção ou reprimenda. Já ouviu aquela : “Desculpe, seu guarda !! Eu não sabia que o senhor estava aí…” ?

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.