ENCALHE

junho 13, 2008

Três empresas apenas controlam 98% do mercado de fertilizantes, o que acarreta no aumento dos preços dos alimentos!

“Bunge tem responsabilidade no encarecimento dos alimentos”, afirmam agricultores
A transnacional Bunge foi alvo de protestos no município de Araucária, no Paraná, nesta quinta-feira (12). Cerca de 700 trabalhadores foram para frente da fábrica de fertilizantes Ultrafértil/Fosfértil e protestaram contra a
privatização da empresa. A fábrica foi privatizada há 15 anos, quando foi comprada pela Bunge, que passou a ter grande controle da produção e distribuição do mercado de fertilizantes.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Produtos Químicos do Paraná (Sindiquímicos), Otênio Garcia, a Bunge, sozinha, controla 52% do mercado no Brasil. Em conjunto com as outras duas maiores empresas do ramo, o controle chega a 98%.
“O setor de fertilizantes está na mão de três grandes multinacionais, que é a Bunge, a Cargill e a Yara. Aí elas praticam o preço que querem, do jeito que querem, colocando o pequeno produtor de joelhos. Para você ter uma idéia, o preço da uréia era US$ 100 a tonelada quando a empresa era estatal, hoje passa dos U$ 450. Pelo lado dos trabalhadores, nós convivemos com a precarização das condições de segurança, precarização da manutenção, diminuição das conquistas históricas da categoria, diminuição do número de trabalhadores”.
Os manifestantes cobram do governo Lula a reestatização da empresa. Segundo Garcia, as empresas que monopolizam o setor de fertilizantes são grandes responsáveis pelos aumentos de preço dos alimentos. Em 2007, a Ultrafértil aumentou o lucro em 93%. A manifestação faz parte de uma jornada de lutas que ocorre em todo o Brasil ao longo desta semana. A jornada é organizada pela Via Campesina – entidade que reúne movimentos sociais de quatro continentes – e pela Assembléia Popular – movimentos de trabalhadores rurais e urbanos.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
12/06/08

fevereiro 27, 2008

Requião recusa aumento da tarifa de água no Paraná. Já que ele não pode mostrar isso na TV Educativa, eu mostro aqui no blog. E temo por SP…

Requião não aprova aumento de 14% na água e tarifa de energia continua a mais barata do País
AEN/ PR
26/02/2008
O governador Roberto Requião não autorizou aumento na tarifa de água da Sanepar, previsto em 14% . Segundo afirmou nesta terça-feira, nos últimos cinco anos não houve aumento da tarifa de água e ainda assim a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) registrou excelentes lucros, e investiu, no período, R$ 1,75 bilhão. Requião mantém a mesma posição quanto à tarifa de energia elétrica da Copel, a mais barata do Brasil, sem prejuízo do lucro histórico alcançado pela estatal nos últimos anos. O presidente do Conselho de Administração da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, disse que “a fixação da tarifa é uma decisão política do governador, na melhor acepção que o termo comporta. O governador leva em conta não apenas a rentabilidade, mas principalmente os compromissos que ele assumiu com a população que o elegeu. Logo, o lucro não é prioridade do governador Roberto Requião, o que ele reiteradamente tem manifestado”. Xavier lembra que a própria lei estadual condiciona o aumento da rentabilidade a uma decisão política.
“A preocupação do governador é, sim, com a modicidade da tarifa. E o Conselho, como não poderia deixar de ser, acata integralmente a decisão. Esta decisão diminui a rentabilidade, sim, no entanto isso reverte para o benefício da população de todo o Estado”, diz.
Xavier explica que o objetivo do administrador é o fortalecimento financeiro da empresa e o da diretoria é prover a empresa do maior volume possível de recursos financeiros.
O Governo do Paraná, por meio da Sanepar, investiu nos últimos cinco anos, R$ 1,75 bilhão em saneamento básico e até 2.010, a projeção indica que os investimentos chegarão a R$ 2,5 bilhões. Além disso, a Tarifa Social criada neste governo, atende a 1,4 milhão pessoas, com uma tarifa de água 67% menor para as famílias com menor renda.
Na Luz Fraterna, perto de um milhão de paranaenses são beneficiados por energia elétrica sem custo. O programa beneficia quem consome até 100 kWh por mês e representa uma transferência de renda que chega a R$ 2,5 milhões por mês em todo o Paraná.
Paraná é pioneiro no país a rotular produtos transgênicos
26/02/2008
O Paraná é o estado pioneiro no cumprimento do decreto federal que determina a rotulagem de produtos industrializados fabricados com matéria-prima de origem transgênica. Atualmente, cerca de 24 empresas que dominam a produção de soja e derivados foram notificadas pelo Ministério Público do Paraná para apresentar a listagem de seus produtos e se a matéria-prima tem origem em organismos geneticamente modificados ou não. Esse trabalho que obriga o cumprimento do decreto federal sobre a rotulagem vem sendo intensificado no Paraná. Ele foi apresentado na escola de governo desta terça-feira (26) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo o secretário, o governador Roberto Requião criou um grupo de trabalho em 2006 com a participação do Procon, da Procuradoria Geral do Estado, Ministério Público e das Secretarias da Agricultura, Saúde, Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública para acompanhar o processo de cumprimento da legislação federal pelas empresas. Esse grupo de trabalho está sob o comando de Álvaro Richuv, da Casa Civil.
De acordo com Bianchini, um dos resultados da ação desse grupo de trabalho é a obrigatoriedade das empresas em colocar de forma clara se estão trabalhando com segregação transgênicos na fabricação de seus produtos ou não. Algumas já estão cumprindo o decreto e estão exibindo em seus rótulos a letra T (maiúsculo) que identifica ao consumidor que o produto é de origem transgênica.O secretário da Comunicação Social, Airton Pisseti, afirmou que a Rádio e Televisão Educativa (RTVE) iniciará uma campanha de esclarecimento junto ao consumidor sobre as vantagens da rotulagem dos produtos. A campanha deverá incentivar o consumidor a identificar os produtos diferenciados no rótulo e embalagens dos produtos.
No comércio, a Secretaria da Saúde está coletando amostras de produtos industrializados para monitorar o cumprimento do decreto de rotulagem pelas empresas. Das 126 amostras coletadas, 109 produtos estão de acordo com o decreto e apresentam menos de 1% de matéria-prima de origem transgênica. As 17 amostras restantes apresentaram resultado positivo para transgenia sem a devida identificação nos rótulos e os lotes foram interditados.
No Paraná, esse trabalho de monitoramento se estende sobre toda a cadeia produtiva da soja e inicia na fase de produção de sementes, disse Bianchini. A Secretaria da Agricultura fiscaliza o comércio de sementes e também faz um monitoramento sobre os resíduos de Glifosato nos grãos de soja geneticamente modificados. Outra orientação da Seab é fiscalizar o cultivo de milho transgênico com sementes ilegais. No comércio de insumos a Seab verifica se as sementes de soja convencional à venda estão contaminadas por sementes geneticamente modificados ou não. Segundo levantamento realizado pelo Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) na safra 2007, dos três mil lotes de sementes fiscalizadas, 9% estavam contaminados. Esses lotes foram alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público para proteção dos agricultores que querem plantar suas lavouras com sementes de soja convencional sem correr riscos.
O trabalho de monitoramento do Defis verifica também o padrão de qualidade das sementes de soja. As variedades convencionais são as que apresentam menor índice de irregularidades por estarem foram de padrão, cerca de 0,93%. Enquanto as sementes de soja transgênica apresentam 6,6% de condenação de padrão.
“Esse resultado revela que a pressa de colocar o produto transgênico no mercado afeta a sua qualidade”, observou Bianchini.
Outra preocupação da Seab, segundo o secretário, é com o crescimento do índice de resíduos de glifosato na soja que avançou 163,4% de 2004 a 2007. Bianchini alertou que a falta de consciência dos agricultores sobre o uso inadequado do herbicida sobre as lavouras de soja transgênica podem prejudicar a comercialização da soja paranaense nos mercados externo e interno.

janeiro 31, 2008

Cargil segue a Bunge e também passa a rotular óleo transgênico

Tome!!!
30/01/2008
Depois da Bunge, que está rotulando como transgênico seu óleo Soya, agora é a Cargill que passará também a rotular as embalagens de seus óleos de soja produzidos no Brasil com o símbolo de transgênico (T). Estes produtos ostentam o símbolo de alimento processado com organismo geneticamente modificado (uma letra T no meio de um triângulo amarelo). A embalagem também traz o aviso: “Produto produzido a partir de soja transgênica”.
A Cargil informou que a transição para novos rótulos será gradativa, com os estoques de rótulos nas fábricas sendo substituídos já pela nova versão. O símbolo aparecerá nas marcas Liza e Veleiro.
A legislação determina que produtos com organismos geneticamente modificados em percentual superior à 1% de sua composição devem ser rotulados.
A rotulagem dos óleos vegetais em todo o território nacional só aconteceu graças à denúncia que o Greenpeace fez em outubro de 2005, comprovando que a soja usada pelas empresas Bunge (fabricante do óleo Soya) e a Cargill (fabricante do óleo Liza) era geneticamente modificada. Em setembro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo se baseou na denúncia do Greenpeace para entrar na Justiça com uma ação civil pública exigindo a rotulagem de ambos os produtos.
No Paraná, representação da Vigilância Sanitária no Grupo de Trabalho sobre Transgênicos suspendeu a venda da farinha de soja da marca Terra Verde. O produto apresentou organismos geneticamente modificados em percentual acima de 1% em teste realizado pela Fundação Oswaldo Cruz. Por isso, deveria trazer na embalagem selo amarelo com a letra T identificando a presença dos transgênicos.
A interdição cautelar da venda obedece o Decreto Federal 4680/2003, que impõe a rotulagem obrigatória de produtos com mais de 1% de transgênicos na composição.
“A medida vale por 90 dias, período em que a empresa tem direito à contraprova do laudo oficial. Durante esse prazo, o lote interditado não pode ser comercializado” explica comunicado do Departamento de Vigilância Sanitária (DEVS) enviado a todas as regionais da Secretaria da Saúde.
Mais informações sobre o assunto no site: www.transgenicos.pr.gov.br

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