ENCALHE

setembro 3, 2009

Eduardo Campos, governador de Pernambuco: "Divisão dos royalties do pré-sal não podem privilegiar SP, RJ e ES"

Eduardo Campos: “Divisão de royalties do Pré-sal não seguirá velho debate regionalista”
Partido Socialista Brasileiro – PSB

02/09/2009 – 17:16
Durante a cerimônia de lançamento do programa “Saneamento para Todos”, nesta quarta-feira (02/09), em Brasília, o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aproveitou a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para defender um modelo de divisão dos royalties da chamada Camada Pré-sal que não beneficie apenas os Estados de São Paulo, Espírito Santo e do próprio Rio de Janeiro. Mesmo defendendo o cumprimento dos contratos já firmados, o governador de Pernambuco afirmou que o modelo de distribuição dos royalties não pode ser baseado no “velho debate regionalista”.
“Se os recursos dos royalties ficarem concentrados em menos de 200 municípios de apenas três estados, nós vamos estar reproduzindo a mesma concentração de riquezas que segue a história do País. Este jeito que está proposto é um absurdo, é inaceitável, pois não constroi uma nação equilibrada”
Para ele, o momento é de colocar a “arte da política a serviço de um largo entendimento que seja bom para o País”. Eduardo justificou que o impacto econômico das indústrias de equipamentos voltados para exportação já se dará de maneira concentrada no Sudeste.
“Se os recursos dos royalties ficarem concentrados em menos de 200 municípios de apenas três estados, nós vamos estar reproduzindo a mesma concentração de riquezas que segue a história do País. Este jeito que está proposto é um absurdo, é inaceitável, pois não constroi uma nação equilibrada”, disse.
O governador de Pernambuco vai liderar os colegas do Nordeste na elaboração de um projeto que defina a proposta de compartilhamento dos royalties. O assunto será o tema da próxima reunião dos governadores marcada para o próximo mês de setembro, em Fortaleza.
“Nós não queremos quebrar pactos federativos, mas não aceitaremos ficar excluídos deste grande bem que a natureza deu ao Brasil e que não deve pertencer apenas ao povo do Rio de Janeiro, ao povo de São Paulo ou do Espírito Santo e sim, à nação brasileira. Aos que moram no Norte, nas florestas da Amazônia, no semiárido brasileiro e em todas as outras áreas”, afirmou.
Falando diretamente ao colega carioca, Eduardo Campos disse ainda que os governadores brasileiros saberão construir, com posições transparentes, muito respeito e com a ajuda do Congresso Nacional, uma solução que seja boa para todos os 27 Estados.
PRAZO
As críticas feitas pela oposição ao regime de urgência, pedido pelo governo para apreciação dos quatro projetos de Lei enviados ao Congresso relativos ao Pré-sal, foram classificadas por Eduardo como “normais”. “Se ano que vem, o debate sobre quem vai governar o Brasil nos próximos quatro anos será feito, em apenas meia hora, durante 45 dias de propaganda eleitoral, porque os deputados e senadores, que hoje estão discutindo tanta coisa de menor importância, não podem definir as regras do Pré-Sal em 40 dias de debates ininterruptos? “, questionou.
Assessoria de Comunicação Social do Governo de Pernambuco

maio 31, 2009

Relatório diz que Ártico pode ter maior jazida de gás e petróleo do mundo

Filed under: Ártico, campos de petróleo — Humberto @ 2:33 am
Relatório diz que Ártico pode ter maior jazida de gás e petróleo do mundo
A plataforma do Círculo Polar Ártico poderia esconder jazidas de gás natural e petróleo maiores do que se tinha calculado até agora, disseram cientistas norte-americanos em um relatório publicado na sexta-feira na revista “Science”.
Segundo os pesquisadores do Instituto Geológico dos Estados Unidos, a região provavelmente contém 30% do gás natural não descoberto no mundo. Além disso, abrigaria 13% de todo o petróleo do planeta ainda não descoberto. Até agora, o Instituto Geológico dos Estados Unidos tinha calculado que, no Ártico, poderia haver 90 bilhões de barris de petróleo. Mas o novo estudo, baseado nas análises das rochas sedimentares, revela que essas reservas poderiam oscilar entre 40 bilhões e 160 bilhões de barris. As reservas, tanto de petróleo como de gás, estariam a menos de 500 metros da água, e a região constitui uma das poucas que restam no mundo ainda acessíveis à prospecção. Donald Gautier, geólogo do Instituto Geológico dos Estados Unidos, disse que a descoberta poderia ser especialmente importante para as nações que fazem divisa com o Círculo Polar Ártico: Canadá, Dinamarca (através da Groenlândia), Noruega, Rússia e Estados Unidos. A exploração nas águas do Ártico está no início e empresas como Exxonmobil e outras companhias petrolíferas já começaram a trabalhar em algumas regiões, como o mar de Barents, o delta do Mackenzie e a bacia de Sverdrup, assim como frente às costas do Alasca.
Vide Versus, 30.05.09

julho 27, 2008

Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

Filed under: campos de petróleo, Cuba, Fidel Castro, Petróleo, Petrobrás — Humberto @ 2:14 pm
A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( “sempre” é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u’a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa “abertura” por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma “iniciativa privada” surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 – Jamil Chade – Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. “Vamos mudar a história da ilha”, afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
“Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia”, afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. “O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados”, explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. “Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos”, admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. “Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses”, afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. “Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas”, afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.

Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

Filed under: campos de petróleo, Cuba, Fidel Castro, Petróleo, Petrobrás — Humberto @ 2:14 pm
A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( “sempre” é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u’a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa “abertura” por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma “iniciativa privada” surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 – Jamil Chade – Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. “Vamos mudar a história da ilha”, afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
“Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia”, afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. “O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados”, explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. “Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos”, admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. “Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses”, afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. “Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas”, afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.

Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

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A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( “sempre” é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u’a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa “abertura” por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma “iniciativa privada” surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 – Jamil Chade – Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. “Vamos mudar a história da ilha”, afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
“Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia”, afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. “O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados”, explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. “Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos”, admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. “Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses”, afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. “Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas”, afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.

Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

Filed under: campos de petróleo, Cuba, Fidel Castro, Petróleo, Petrobrás — Humberto @ 2:14 pm
A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( “sempre” é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u’a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa “abertura” por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma “iniciativa privada” surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 – Jamil Chade – Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. “Vamos mudar a história da ilha”, afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
“Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia”, afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. “O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados”, explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. “Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos”, admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. “Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses”, afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. “Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas”, afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.

Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

Filed under: campos de petróleo, Cuba, Fidel Castro, Petróleo, Petrobrás — Humberto @ 2:14 pm
A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( “sempre” é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u’a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa “abertura” por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma “iniciativa privada” surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 – Jamil Chade – Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. “Vamos mudar a história da ilha”, afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
“Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia”, afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. “O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados”, explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. “Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos”, admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. “Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses”, afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. “Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas”, afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.

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