A sensação de estar sendo observado sem conseguir detectar a presença de alguém nas proximidades; a sensação de desconforto e, às vezes, de frio e depressão estão freqüentemente associadas ao que se costuma chamar de assombração.
Alguns cientistas entendem que as assombrações diferem das aparições por não apresentar qualquer tipo de manifestação visual, e uma explicação começa a ser delineada para esses casos: ondas sonoras de baixa freqüência, ou infrasônicas.
Ainda que a idéia em si não seja nova, ela só começou a ser comprovada cientificamente através das recentes experiências pessoais de um especialista em computadores da Coventry University, Vic Tandy. Segundo se noticiou, Tandy encontrava se no laboratório de um prédio considerado assombrado quando começou a sentir as sensações de desconforto geralmente associadas às assombrações. O técnico em informática chegou a ter a impressão de que uma forma surgia no limite do seu campo de visão periférica, movendo se exatamente como uma pessoa. Como é bastante comum nesses casos, ele sentiu-se aterrorizado e fugiu do ambiente.
Quando a experiência de Vic Tandy e Tony Lawrence foi publicada, muitos pesquisadores entenderam que a causa das assombrações havia sido descoberta, e que estas nada tinham de sobrenatural. A coisa, porém, não é tão simples como parece. Em primeiro lugar, é bom lembrar que esse tipo de explicação não se aplica às chamadas ‘aparições’, principalmente nos casos em que foram obtidas fotos ou filmes revelando a existência do fenômeno.
É comum os parapsicólogos utilizarem uma série de aparelhos para medição ambiental que não são afetados pelos infra sons. Dessa forma, as alterações registradas devem ter a ver com outro tipo de fenômeno, totalmente distinto do detectado na Coventry University.
Os infra-sons devem ser encarados como mais uma possibilidade de explicação para determinados acontecimentos. Sabe-se, por exemplo, que alguns tipos de casas ou edifícios podem causar alucinações nas pessoas, levando as a crer e em alguns casos a ver fantasmas e aparições de todo tipo.
Eliminadas as possibilidades já conhecidas e cientificamente comprovadas, restariam as explicações sobre a existência de uma ‘memória residual’ no lugar: vestigios da personalidade de uma pessoa ( espírito, alma, mente, consciência, ka, corpo astral ou o nome que cada um preferir ) que continuam existindo após sua morte.
Entende se também que, mesmo no caso dos infra-sons, pode haver outro tipo de fenômeno presente. Do contrário, o número de assombrações ou de pessoas com alucinações causadas por eletromagnetismo em todo o planeta seria espantoso.
As imagens serão transmitidas em tempo real para um monitor na cabine da composição e para o Centro de Controle de Segurança.
CPTM
Até 2010, a CPTM pretende instalar as câmeras em todos os trens das Linhas 9-Esmeralda, 10-Turquesa e 11-Coral. Nas Linhas 8-Diamante, 7-Rubi e 12-Safira, a adoção do sistema deverá ser concluída em 2014. Como no Metrô, serão colocados monitores na cabine das composições. Os 40 trens comprados para as linhas 7 e 12 já virão equipados. Os que estão em operação vão receber os equipamentos, gradativamente, durante as manutenções programadas.
Yahoo! Notícias
Há poucas semanas encontrei no colchão da minha tia rica uma nota de dólar carimbada em vermelho com uma frase bem miudinha que me chamou a atenção, pois mencionava um endereço na web. Anotei o dito cujo, pus a nota de volta e fui direto pra máquina. Acabei divertindo-me um bocado e conto então à leitora a história por trás deste curioso site.
Em meados de 1997, o americano Hank Eskin se perguntou por onde teria andado uma cédula que ele tinha em suas mãos. Decidiu então bolar um jeito de seguir a vida útil de algumas notas de dólar usando a web como ferramenta. No final do ano seguinte, lançou a página “Where’s George” e começou a cadastrar cédulas válidas no banco de dados do site, inserindo dados sobre cada uma delas: ano de impressão, número de série e denominação (1, 5, 10, 20, 50 ou 100 dólares americanos). A idéia era pôr essas notas novamente em circulação e ir acompanhando seu trajeto pelo mundo.
Para que um futuro participante pudesse localizar geograficamente onde teria encontrado uma nota já cadastrada, Hank deixou no banco de dados um campo para o “zip code” postal americano, equivalente ao nosso CEP. O zip code do Rio, por exemplo, é o do Consulado Americano aqui na cidade. Além disso, adicionou um rápido comentário sobre cada nota onde se pudesse informar seu estado de conservação, onde e como foi recebida, e deixando um espaço para texto livre, caso alguém quisesse contar alguma historinha sobre a cédula. E, para induzir os próximos donos a realimentarem o site, carimbou todas as notas que cadastrou com letras miúdas formando uma frase chamativa e curta que, traduzida, seria algo como: “Acompanhe a circulação desta cédula — www.wheresgeorge.com”. Depois disso, pegou o montinho de grana e saiu gastando normalmente no dia-a-dia.
A primeira coisa que me veio à mente era uma velha noção de que carimbar ou escrever em dinheiro seria crime. Mas, para minha surpresa, pela lei americana, se a cédula não for desfigurada e ainda puder circular, então está tudo na mais perfeita legalidade. No entanto, se o sujeito rasgar, amassar, mutilar ou perfurar uma cédula pode passar até seis meses em cana e/ou pagar 100 verdinhas de multa. Uma vez que, segundo o “Where’s George”, um carimbinho não dói, lá se foi então o tempo passando e mais gente alimentando o banco de dados. Quando uma criatura atenta recebia uma nota, e lia o carimbo, ia direto à web para saber por onde tinha andado a cédula. E, pode crer, é fascinante acompanhar o trajeto dos dólares no site. Depois que a leitora se farta de ler causos e curiosidades bobas sobre esta ou aquela cédula, sente um ímpeto quase incontrolável de contribuir para a base de dados do sistema. O próximo passo é óbvio: sair carimbando tudo que é nota de dólar que tiver em casa e também na casa dos parentes, amigos. Na falta do carimbo, a opção é sair escrevendo com letrinhas pequenas e caneta bem fina a mesma frase convidativa com o endereço do site. Vira quase uma mania, obsessão.
Há, porém, quem chegue a extremos — os campeões do “Where’s George” — gente como Gary, da cidade de Wattsburg, na Pensilvânia. Ele começou a participar do “Where’s George” em 2002 e já é o recordista disparado em número de notas inseridas no site — 213.184 cédulas — totalizando US$ 707.390. Dentre as notas que ele adicionou, 24.438 delas já chegaram às mãos de outras pessoas que, motivadas pelo carimbo, entraram no site e reforçaram o giro da informação. Pode-se ver na web o perfil desses super-usuários e percebe-se logo a importância ocupacional que o “Where’s George” deve ter em suas vidas. Muitos deles chegam a ostentar em suas páginas um detalhado mapa dos Estados Unidos exibindo a distribuição estatística do paradeiro de suas cédulas, tudo codificado por cores e com legendas, o máximo em capricho.
Todavia, para ser verdadeiro expoente no sistema, não basta ter o maior número de cédulas cadastradas.
Segundo os registros do “Where’s George”, a cédula mais manuseada e acompanhada pelo sistema é uma nota de 1 dólar emitida em 1999 e que já teve 15 pontos de circulação registrados.
A leitora não paga nada se quiser participar da brincadeira, pois o Hank banca o site do próprio bolso, ajudado pela venda de banners e pelo comércio de mercadorias ligadas à mania de esquadrinhar cédulas pelo planeta afora. Para quem quiser pagar uma merreca como contribuição, Hank oferece uma versão mais sofisticada do site, exclusiva para os usuários pagantes.
Quanto à questão da legalidade de sair carimbando cédulas de dólar, embora no site pareça estar claríssima e irrefutável, ainda deixa decerto uma pulguinha atrás da orelha dos participantes. É que quase nenhum usuário se identifica por completo e o próprio site, que antes vendia um carimbo “oficial” de borracha, deixou de oferecê-lo há tempos.
Artigo: 610 / Publicação: 2005-01-03
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