ENCALHE

maio 29, 2009

"Real forte, economia fraca", por Paulo Nogueira Batista Jr.

Real forte, economia fraca
28 de Maio de 2009
Por um lado, a valorização é um sintoma de que a economia brasileira começa a escapar da crise. No exterior, prevalece a percepção de que o país resistiu bem à gravíssima turbulência internacional. Essa percepção, aliada a certa melhora do quadro mundial e aos juros altos no Brasil, está levando a um aumento da demanda por ativos em reais e a entradas significativas de capital. A valorização cambial também ajuda a controlar a inflação, que já vinha em queda por conta da recessão. Por outro lado, a valorização ameaça a competitividade das exportações brasileiras, já fortemente prejudicadas pela recessão mundial. Representa, além disso, um estímulo à importação, favorecendo a substituição de produção nacional por bens e serviços externos. A queda das exportações e o deslocamento da produção nacional por importações contribuem para dificultar a retomada da economia. Como lidar com o problema? A acumulação de reservas é uma alternativa atraente, que vem sendo adotada pelo Banco Central desde o início do mês. Ao intervir no mercado de câmbio, absorvendo o excesso de oferta de moeda estrangeira, o BC alcança dois objetivos: a) segura a apreciação do real, impedindo pelo menos parcialmente a perda de competitividade; e b) eleva o nível das reservas, reforçando a proteção contra choques externos e garantindo a autonomia do país. O aumento das reservas para mais de US$ 200 bilhões, que ocorreu antes da fase mais grave da crise mundial, é um dos fatores que explicam o desempenho relativamente favorável do Brasil em circunstâncias muito adversas. Diversos outros países em desenvolvimento, que não tinham a proteção proporcionada por reservas elevadas, sofreram crises cambiais e tiveram que bater às portas do FMI. O Brasil, inversamente, irá emprestar dinheiro ao Fundo, pela primeira vez na história. Tivemos, entretanto, alguma perda de reservas. As reservas brasileiras, no conceito de caixa, caíram de US$ 206 bilhões no final de setembro de 2008 para US$ 191 bilhões no final de abril de 2009, uma perda de US$ 15 bilhões. Convém aproveitar a conjuntura mais favorável para recompor as reservas. Neste mês, até o dia 22, as reservas aumentaram em US$ 4,5 bilhões. Um esforço adicional de acumulação de reservas ajudaria a conter a tendência de apreciação do real e poderia trazer as reservas para o nível observado antes da intensificação da crise, em outubro. A valorização acentuada do real sugere também que a taxa de juro continua fora do lugar, apesar das diminuições recentes. O diferencial de juros entre o Brasil e o resto do mundo ainda é muito alto, contribuindo para o fortalecimento do real. Os juros altos também obstruem a recuperação da demanda interna. Portanto, uma diminuição mais rápida dos juros internos traria um duplo benefício: contribuiria para conter a perda de competitividade externa e apressaria a recuperação do mercado interno. Em suma, o governo tem instrumentos para lidar com o problema. Trata-se basicamente de intensificar a acumulação de reservas e acelerar a redução dos juros. É recomendável, porém, agir com rapidez, evitando que se instale a expectativa de um novo ciclo de valorização da moeda brasileira.

março 13, 2009

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

Filed under: câmbio ( FIN ), crise importada, Embraer, Especulação, privataria — Humberto @ 2:11 am
Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

Filed under: câmbio ( FIN ), crise importada, Embraer, Especulação, privataria — Humberto @ 2:11 am
Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

Filed under: câmbio ( FIN ), crise importada, Embraer, Especulação, privataria — Humberto @ 2:11 am
Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

Filed under: câmbio ( FIN ), crise importada, Embraer, Especulação, privataria — Humberto @ 2:11 am
Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

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Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

"CRISE" O CACETE!! EMBRAER TEVE PREJUÍZO FOI NA ESPECULAÇÃO COM DÓLAR, E AGORA VEM COM ESSE DEBOCHE!!

Filed under: câmbio ( FIN ), crise importada, Embraer, Especulação, privataria — Humberto @ 2:11 am
Perdas da Embraer com especulação em 2008 equivalem ao custo anual dos 4.270 demitidos
No documento “A verdade sobre a Embraer”, o Sindicato [ dos Metalúrgicos de São José dos Campos ] cita “informações oficiais da própria empresa, que podem ser verificadas no site da empresa e que demonstram a irresponsabilidade da sua direção.
Ao denunciar que a diretoria fez especulação financeira, o documento mostra que quando a Embraer alega queda nos seus lucros, em 2008, ela dá a entender que isso ocorreu devido à queda nas vendas. “Mas não é a verdade. O Sr. Curado omite que, assim como a Aracruz e a Sadia que fizeram apostas irresponsáveis e especulativas no mercado financeiro, a Embraer apostou parte dos seus lucros especulando em moeda estrangeira e teve perdas de R$ 177 milhões no 3º trimestre. Esse valor é equivalente ao custo anual com os salários dos 4.270 demitidos. Ou seja, com as demissões a Embraer está tentando cortar custos, fazendo com que os trabalhadores paguem pelo erro e incompetência dos executivos da empresa”.
Em homenagem a tamanha perspicácia, a diretoria decidiu se auto-premiar. Assim, dez executivos ganham PLR de R$ 50 milhões: “O presidente da Embraer disse na entrevista ao Valeparaibano que antes de decidir pela demissão, a Embraer fez cortes de custos. Disse que até computadores não foram trocados para economizar. Hipocrisia. O Sr. Curado não diz que ele e mais 9 diretores executivos, os 11 Conselhos de Administração e 5 Fiscal, além de salários altíssimos, ganharam juntos uma bonificação de R$ 50 milhões no ano passado! É praticamente uma Mega Sena acumulada por ano às custas da exploração dos trabalhadores. Isso é uma vergonha e demonstra que, se querem cortar custos, que comecem por seus salários milionários”.
Fonte: Hora do Povo, 11.03.09

dezembro 5, 2008

Serra é a favor da desvalorização do real

Antes de continuar com a leitura, saiba que NÃO É DENÚNCIA. Apenas mostra que a “crise” que o imprensalão está se esgoelando, para fazer-nos acreditar ser super-ultra-grave, tem várias facetas. Hoje eu lia um comentarista que, enumerando todos os efeitos negativos da crise, apontou o aumento do dólar ( ou desvalorização do real frente a moeda norteamericana ). Aliás, com a cascata de supostas desgraças que estes comentaristas jorram para a gente, parece mesmo que estamos nos afogando o tempo todo, irremediavelmente. Pergunte ao Armínio Fraga se ele anda tão desgostoso e pessimista. Se você não quiser se chatear lendo todo o texto celebrando o triunfo de Serra, pule diretamente para o pequeno trecho que grifei, que é onde o governador considera favorável essa desvalorização do real.
Serra: linha 4 do metrô funcionará em fevereiro de 2010
24/11/2008
Em São Paulo (SP)
A linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo deve começar a funcionar comercialmente em fevereiro de 2010, previu hoje o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Segundo ele, as escavações devem terminar em meados do ano que vem. “Aí, praticamente a linha fica pronta, porque ele (o metrô) vai estar rodando até o fim do ano (que vem)”, disse Serra, ao explicar que esta será uma fase de testes. “Em fevereiro (2010), deve estar rodando normalmente.”
O governador fez as declarações durante a vistoria da chegada do “megatatuzão” na estação da República do metrô. O “megatatuzão” é a máquina que escava e prepara o túnel de vias da linha 4. A roda de corte da máquina rompeu a parede de concreto da estação por volta de 12h20, pouco depois de o governador chegar ao local, preparado para a visita da imprensa e de autoridades do Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Ele estava acompanhado do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.
Serra afirmou que, com a chegada do “megatatuzão”, as escavações do túnel da linha 4 completaram 5,8 quilômetros. A máquina começou a cavar na estação Faria Lima. O túnel terá um total de 7,4 quilômetros, chegando até a estação Luz. A previsão do governo é de que a primeira fase da construção da linha 4 seja completada até 2010. Esta etapa inclui apenas seis estações, as chamadas estações integradoras, que irão conectar a linha 4 com as demais linhas do metrô. A segunda fase da linha 4 – de linhas intermediárias – só deve ser completada em 2012, segundo o governo.
A obra terá um custo total de cerca de R$ 3 bilhões, ou cerca de US$ 1,5 bilhão. Serra explicou que os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do setor privado, do Banco Mundial e do governo do Estado. Ele fez questão de destacar que os investimentos não serão afetados por conta da crise financeira internacional.
“Nós vamos manter tudo dentro do cronograma, até porque nós guardamos o dinheiro do governo que é necessário para isso e temos os financiamentos que estão mantidos”, disse. “Inclusive, com a desvalorização da moeda e a valorização maior do dólar, aumenta o volume de recursos financeiros financiados pelo Bando Mundial e pelo BID”, afirmou. “Essa obra vai seguir no mesmo ritmo”, prometeu. “Nós não estamos segurando nenhuma obra no Estado.”

Serra é a favor da desvalorização do real

Antes de continuar com a leitura, saiba que NÃO É DENÚNCIA. Apenas mostra que a “crise” que o imprensalão está se esgoelando, para fazer-nos acreditar ser super-ultra-grave, tem várias facetas. Hoje eu lia um comentarista que, enumerando todos os efeitos negativos da crise, apontou o aumento do dólar ( ou desvalorização do real frente a moeda norteamericana ). Aliás, com a cascata de supostas desgraças que estes comentaristas jorram para a gente, parece mesmo que estamos nos afogando o tempo todo, irremediavelmente. Pergunte ao Armínio Fraga se ele anda tão desgostoso e pessimista. Se você não quiser se chatear lendo todo o texto celebrando o triunfo de Serra, pule diretamente para o pequeno trecho que grifei, que é onde o governador considera favorável essa desvalorização do real.
Serra: linha 4 do metrô funcionará em fevereiro de 2010
24/11/2008
Em São Paulo (SP)
A linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo deve começar a funcionar comercialmente em fevereiro de 2010, previu hoje o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Segundo ele, as escavações devem terminar em meados do ano que vem. “Aí, praticamente a linha fica pronta, porque ele (o metrô) vai estar rodando até o fim do ano (que vem)”, disse Serra, ao explicar que esta será uma fase de testes. “Em fevereiro (2010), deve estar rodando normalmente.”
O governador fez as declarações durante a vistoria da chegada do “megatatuzão” na estação da República do metrô. O “megatatuzão” é a máquina que escava e prepara o túnel de vias da linha 4. A roda de corte da máquina rompeu a parede de concreto da estação por volta de 12h20, pouco depois de o governador chegar ao local, preparado para a visita da imprensa e de autoridades do Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Ele estava acompanhado do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.
Serra afirmou que, com a chegada do “megatatuzão”, as escavações do túnel da linha 4 completaram 5,8 quilômetros. A máquina começou a cavar na estação Faria Lima. O túnel terá um total de 7,4 quilômetros, chegando até a estação Luz. A previsão do governo é de que a primeira fase da construção da linha 4 seja completada até 2010. Esta etapa inclui apenas seis estações, as chamadas estações integradoras, que irão conectar a linha 4 com as demais linhas do metrô. A segunda fase da linha 4 – de linhas intermediárias – só deve ser completada em 2012, segundo o governo.
A obra terá um custo total de cerca de R$ 3 bilhões, ou cerca de US$ 1,5 bilhão. Serra explicou que os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do setor privado, do Banco Mundial e do governo do Estado. Ele fez questão de destacar que os investimentos não serão afetados por conta da crise financeira internacional.
“Nós vamos manter tudo dentro do cronograma, até porque nós guardamos o dinheiro do governo que é necessário para isso e temos os financiamentos que estão mantidos”, disse. “Inclusive, com a desvalorização da moeda e a valorização maior do dólar, aumenta o volume de recursos financeiros financiados pelo Bando Mundial e pelo BID”, afirmou. “Essa obra vai seguir no mesmo ritmo”, prometeu. “Nós não estamos segurando nenhuma obra no Estado.”

novembro 2, 2008

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.
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