ENCALHE

junho 6, 2009

Terrorismo do Jungmann não surte efeito, e Caderneta de Poupança tem nova captação positiva

Filed under: Caderneta de Poupança, Raul Jungmann ( PPS ) — Humberto @ 5:11 am
Poupança tem mais depósitos do que saques pelo segundo mês no ano
Agência Brasil
Brasília – Os depósitos na caderneta de poupança foram maiores do que as retiradas em R$ 1,880 bilhão em maio, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Banco Central. Essa é a segunda captação líquida positiva registrada no ano e reverte o resultado negativo em dois meses seguidos. Em 2009, houve resultado positivo em fevereiro de R$ 751,395 milhões, e negativo em janeiro (R$ 486,630 milhões), março (R$ 846,803 milhões) e abril (R$ 941,549 milhões).
Em maio deste ano, os depósitos somaram R$ 78,839 bilhões e as retiradas, R$ 76,958 bilhões. No mês passado, o saldo da caderneta de poupança estava em R$ 278,567 bilhões.
A poupança é remunerada pela Taxa Referencial mais 0,5% ao mês e não há cobrança de taxa de administração. No dia 13 de maio deste ano, o governo anunciou uma medida para evitar a migração de grandes investidores para a caderneta de poupança.
Pela nova regra, que ainda precisa ser enviada pelo governo para análise do Congresso Nacional, será descontado Imposto de Renda do rendimento de poupança que exceder R$ 50 mil. De acordo com o governo, atualmente apenas 1% dos poupadores aplica mais do que R$ 50 mil na caderneta.’,”).
Poupança volta a ter captação positiva
AEstado
Após dois meses de perdas, a caderneta de poupança voltou a fechar no azul em maio. No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 1,88 bilhão, praticamente o mesmo valor que saiu das contas em março e abril. O aumento das aplicações, no entanto, não mostra uma migração de investidores de outras aplicações. Apesar do temor de troca em massa dos fundos de investimento para as cadernetas, apenas R$ 400 milhões deixaram os fundos no mês passado.
Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que essa captação positiva conseguiu até reverter o resultado da poupança no ano, que voltou a ficar positivo.
Até abril, as contas haviam perdido R$ 1,52 bilhão. Com maio, porém, o ano voltou para o azul, com entrada de R$ 357 milhões. No fim de maio, o saldo de todas as contas chegou a R$ 278,56 bilhões.
Mesmo com a avaliação de alguns economistas de que a queda da taxa Selic deflagraria uma troca dos fundos de investimento (que pagam Imposto de Renda e taxa de administração) pelas cadernetas (que não pagam nenhum desses encargos), os dados de maio não mostram nenhum sinal de fuga em massa.
“Os números são absolutamente normais. A entrada é bem modesta se você comparar com o saldo total da poupança e o tamanho da indústria de fundos de investimento no Brasil”, diz o administrador de investimentos Fábio Colombo. A captação de maio é, por exemplo, apenas 0,91% maior que a de agosto, mês que antecedeu o agravamento da crise.
Para Colombo, a volta dos depósitos pode ter relação com a situação mais tranquila da economia nas últimas semanas. “Com o agravamento da crise financeira, os saques começaram a prevalecer porque muitas pessoas começaram a precisar do dinheiro. Mas, se a situação melhora, é normal que haja alguma sobra que pode ser poupada.”
Colombo diz que, se o mercado de trabalho e os indicadores de renda continuarem em trajetória positiva, é possível que haja ainda mais recursos para as cadernetas.
O governo já avisou que, no momento em que ficasse configurado um movimento de migração de recursos para as cadernetas, poderia reduzir a tributação dos fundos de investimento para manter a competitividade desse tipo de investimento.
O secretário extraordinário de reformas econômico-fiscais, Bernard Appy, no entanto, avaliou que a captação positiva de maio não é um indicativo de migração maciça. “O que está acontecendo é um retorno à normalidade, um indicativo de que o anúncio das medidas (de tributação da poupança) foi bem recebido. A captação de maio foi absolutamente normal”, afirmou.
Appy destacou que o volume captado em maio apenas repôs as perdas dos dois meses anteriores, que ocorreram, segundo ele, por causa da insegurança criada pela discussão sobre mudanças na poupança e a exploração política do tema por partidos oposicionistas. Ele não mencionou a partir de que valor de captação líquida o governo consideraria a existência de migração.

maio 16, 2009

Poupança: "Foi uma solução engenhosa", diz Delfim Netto, "adotada por conta da irresponsabilidade monumental da oposição."

Foi uma solução engenhosa, diz Delfim
Mercado Aberto – Guilherme Barros
Folha de S. Paulo – 14/05/2009
O ex-ministro Delfim Netto considerou positivas as mudanças anunciadas ontem pelo governo para a caderneta de poupança. Para ele, foi uma boa solução, tanto do ponto de vista econômico como do político.”Foi uma solução engenhosa, acomoda todos os interesses.”Apesar de ter apoiado a medida, Delfim reconhece que o melhor teria sido a adoção de uma solução definitiva para o problema. Ou seja, a de baixar os juros da poupança.”Não pode existir uma taxa de juro real fixa. Isso não existe”, diz Delfim.
Mas o mais absurdo ainda, no caso da poupança, de acordo com Delfim, é ter uma aplicação que, ao mesmo tempo, é mais segura que todas as outras, de maior liquidez e que ainda pode proporcionar a maior taxa de retorno.
Segundo Delfim, o governo acabou sendo obrigado a adotar essa solução por conta do uso político que foi dado à questão. Alguns partidos de oposição espalharam o boato de que o governo estava estudando um confisco na poupança, a exemplo do que fez o governo Collor.
“O que fizeram foi uma irresponsabilidade monumental, em um momento de crise como agora. A sociedade ainda está esfolada pela maluquice do Collor”, diz. “O governo acabou dando uma solução economicamente razoável e politicamente a menos danosa.”
Delfim considera que o mais importante, no entanto, nem foi exatamente a mexida na poupança, mas a redução da tributação dos fundos de investimento.
Aliás, ele afirma que o maior benefício desta crise têm sido as medidas do governo de desoneração tributária, um hábito muito pouco comum na história do país.
A redução do imposto sobre os fundos será mais do que compensada com a economia que o governo vai fazer com o corte dos juros. De acordo com Delfim, a renda dos rentistas será transferida para o governo com a queda dos juros.”A economia não pode viver dos rentistas e sim de quem produz”, diz. “Não que os rentistas não produzam, mas o rentista não pode ter uma taxa de retorno muito superior à produtividade média da sociedade”, afirma.
O que Delfim espera, agora, com a mudança na poupança, é que o Banco Central baixe a taxa de juros.”Pelo menos o Banco Central não tem mais a justificativa de que não pode baixar um pouco mais os juros.”

Poupança: "Foi uma solução engenhosa", diz Delfim Netto, "adotada por conta da irresponsabilidade monumental da oposição."

Foi uma solução engenhosa, diz Delfim
Mercado Aberto – Guilherme Barros
Folha de S. Paulo – 14/05/2009
O ex-ministro Delfim Netto considerou positivas as mudanças anunciadas ontem pelo governo para a caderneta de poupança. Para ele, foi uma boa solução, tanto do ponto de vista econômico como do político.”Foi uma solução engenhosa, acomoda todos os interesses.”Apesar de ter apoiado a medida, Delfim reconhece que o melhor teria sido a adoção de uma solução definitiva para o problema. Ou seja, a de baixar os juros da poupança.”Não pode existir uma taxa de juro real fixa. Isso não existe”, diz Delfim.
Mas o mais absurdo ainda, no caso da poupança, de acordo com Delfim, é ter uma aplicação que, ao mesmo tempo, é mais segura que todas as outras, de maior liquidez e que ainda pode proporcionar a maior taxa de retorno.
Segundo Delfim, o governo acabou sendo obrigado a adotar essa solução por conta do uso político que foi dado à questão. Alguns partidos de oposição espalharam o boato de que o governo estava estudando um confisco na poupança, a exemplo do que fez o governo Collor.
“O que fizeram foi uma irresponsabilidade monumental, em um momento de crise como agora. A sociedade ainda está esfolada pela maluquice do Collor”, diz. “O governo acabou dando uma solução economicamente razoável e politicamente a menos danosa.”
Delfim considera que o mais importante, no entanto, nem foi exatamente a mexida na poupança, mas a redução da tributação dos fundos de investimento.
Aliás, ele afirma que o maior benefício desta crise têm sido as medidas do governo de desoneração tributária, um hábito muito pouco comum na história do país.
A redução do imposto sobre os fundos será mais do que compensada com a economia que o governo vai fazer com o corte dos juros. De acordo com Delfim, a renda dos rentistas será transferida para o governo com a queda dos juros.”A economia não pode viver dos rentistas e sim de quem produz”, diz. “Não que os rentistas não produzam, mas o rentista não pode ter uma taxa de retorno muito superior à produtividade média da sociedade”, afirma.
O que Delfim espera, agora, com a mudança na poupança, é que o Banco Central baixe a taxa de juros.”Pelo menos o Banco Central não tem mais a justificativa de que não pode baixar um pouco mais os juros.”

POUPANÇA VAI "BOMBAR", DIZ JORNAL DE ECONOMIA ‘VALOR ECONÔMICO’

( O texto a seguir foi “surrupiado” ao Blog ENTRELINHAS; a imagem do porquinho, descolei na Internet )
Valor: poupança vai bombar
A reportagem reproduzida abaixo não saiu em nenhum veículo de comunicação oficial, mas no sempre correto Valor Econômico. A oposição vai continuar batendo na tecla do confisco ou já entendeu que a medida foi positiva?

A hora da caderneta

Por Adriana Cotias, Alessandra Bellotto e Angelo Pavini, de São Paulo – VALOR
Para valores menores, até R$ 50 mil, a caderneta será indiscutivelmente a melhor opção num cenário de juros baixos, inferiores a 10% ao ano. Só fundos com taxa de administração inferior a 1% ao ano serão páreo para o juro anual isento, de 6,17% ao ano, das cadernetas populares, que ficaram fora da complexa tributação prevista para começar em 2010. E isso mesmo com a prometida redução do imposto de renda sobre a renda fixa, de 22,5% para 15%. A caderneta de poupança vira, assim, alternativa interessante até para quem quiser diversificar parte de suas aplicações.
Se o juro voltar a superar os 10%, a vantagem da caderneta diminui e fundos que cobram até 1,5% ao ano voltam a ser atrativos. Mas como há fundos populares com taxas de administração muito mais altas, a mudança serve de deixa para o investidor que está em um deles rever suas aplicações. “A discussão sobre a poupança não anula a das taxas de administração porque, com o juro menor, o impacto da cobrança na rentabilidade é muito maior”, diz Ricardo Leal, do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Basta lembrar que uma taxa de 4% ao ano equivale a quase metade do juro previsto para o fim do ano, de 9%.
Fabio Colombo, administrador de investimentos, diz que as novas medidas vão afetar especialmente os investidores médios. Segundo ele, a alta renda já tem acesso a taxas de administração mais competitivas, além de alternativas com maior potencial de retorno, e os pequenos poupadores não vão ser pegos pela taxação da caderneta.
“A classe média, que tem mais de R$ 50 mil aplicados, mas não volumes tão maiores, vai ter de ficar atenta e começar a fazer conta para saber se vale a pena ficar em fundo ou poupança”, diz. Para este ano, a expectativa não é de grandes movimentações de investidores, já que as novas regras para poupança só são válidas para o próximo ano e os fundos ainda podem ter um desconto na tributação.
Segundo Colombo, já neste mês, um fundo que tenha rendimento bruto igual ao CDI, em torno de 10,15% ao ano, para ser comparável à poupança, tem de ter uma taxa de administração menor que 1% ao ano, levando em conta uma alíquota de 22,5% de IR para aplicações até seis meses. Se a Selic cair para 9,25% no fim do ano, a taxa de administração de equilíbrio cai para 0,5% a 0,6%. Ele observa, porém, que alguns fundos conseguem render mais que o CDI e podem até cobrar uma taxa maior.
No ano que vem, a conta para quem tem mais de R$ 50 mil na poupança não será assim tão trivial. O investidor terá de levar em consideração variáveis como a taxa Selic para a aplicação do redutor para a base de cálculo da parcela do rendimento tributável e a alíquota de imposto de renda da declaração anual. Uma das alternativas, segundo Colombo, pode ser deixar R$ 50 mil e diversificar o excedente.
O governo conseguiu empurrar com a barriga o problema do juro real da poupança, mas vai ter de voltar ao assunto no futuro, diz Otávio Vieira, diretor de investimentos da Safdié Gestão de Patrimônio. “É uma tributação muito complicada e tudo que é muito complexo acaba não funcionando bem”, diz.
Para ele, os maiores beneficiados pelas mudanças são os grandes investidores em fundos de renda fixa e DI, que podem ter as alíquotas de imposto de curto prazo reduzidas para 15%. Já os fundos de varejo dos grandes bancos ficam ameaçados. “Não vai dar mais para um fundo DI cobrar 2%, 3%, 4% ao ano como cobram hoje”, diz Vieira. “Vai ser um ajuste que terá de ser feito no varejo”, diz.
Se os juros realmente caírem abaixo de 10% ao ano, seria mais viável e rentável aos cotistas com menos de R$ 50 mil aplicados em fundos ir para a poupança, diz o consultor de investimentos Paulo Bittencourt. “Os bancos não vão reduzir as taxas de administração na proporção que torne essa alternativa mais vantajosa.”
O esforço da mobilidade pode ser, entretanto, em vão, pondera. “O investidor corre o risco de sair de um fundo DI que cobra taxa de 2,5% e, oito meses depois, ver a Selic de volta aos 11%; é muito difícil considerar que, num intervalo de 2010 a 2015, a inflação será estável, abaixo de 3%”, afirma o consultor.

POUPANÇA VAI "BOMBAR", DIZ JORNAL DE ECONOMIA ‘VALOR ECONÔMICO’

( O texto a seguir foi “surrupiado” ao Blog ENTRELINHAS; a imagem do porquinho, descolei na Internet )
Valor: poupança vai bombar
A reportagem reproduzida abaixo não saiu em nenhum veículo de comunicação oficial, mas no sempre correto Valor Econômico. A oposição vai continuar batendo na tecla do confisco ou já entendeu que a medida foi positiva?

A hora da caderneta

Por Adriana Cotias, Alessandra Bellotto e Angelo Pavini, de São Paulo – VALOR
Para valores menores, até R$ 50 mil, a caderneta será indiscutivelmente a melhor opção num cenário de juros baixos, inferiores a 10% ao ano. Só fundos com taxa de administração inferior a 1% ao ano serão páreo para o juro anual isento, de 6,17% ao ano, das cadernetas populares, que ficaram fora da complexa tributação prevista para começar em 2010. E isso mesmo com a prometida redução do imposto de renda sobre a renda fixa, de 22,5% para 15%. A caderneta de poupança vira, assim, alternativa interessante até para quem quiser diversificar parte de suas aplicações.
Se o juro voltar a superar os 10%, a vantagem da caderneta diminui e fundos que cobram até 1,5% ao ano voltam a ser atrativos. Mas como há fundos populares com taxas de administração muito mais altas, a mudança serve de deixa para o investidor que está em um deles rever suas aplicações. “A discussão sobre a poupança não anula a das taxas de administração porque, com o juro menor, o impacto da cobrança na rentabilidade é muito maior”, diz Ricardo Leal, do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Basta lembrar que uma taxa de 4% ao ano equivale a quase metade do juro previsto para o fim do ano, de 9%.
Fabio Colombo, administrador de investimentos, diz que as novas medidas vão afetar especialmente os investidores médios. Segundo ele, a alta renda já tem acesso a taxas de administração mais competitivas, além de alternativas com maior potencial de retorno, e os pequenos poupadores não vão ser pegos pela taxação da caderneta.
“A classe média, que tem mais de R$ 50 mil aplicados, mas não volumes tão maiores, vai ter de ficar atenta e começar a fazer conta para saber se vale a pena ficar em fundo ou poupança”, diz. Para este ano, a expectativa não é de grandes movimentações de investidores, já que as novas regras para poupança só são válidas para o próximo ano e os fundos ainda podem ter um desconto na tributação.
Segundo Colombo, já neste mês, um fundo que tenha rendimento bruto igual ao CDI, em torno de 10,15% ao ano, para ser comparável à poupança, tem de ter uma taxa de administração menor que 1% ao ano, levando em conta uma alíquota de 22,5% de IR para aplicações até seis meses. Se a Selic cair para 9,25% no fim do ano, a taxa de administração de equilíbrio cai para 0,5% a 0,6%. Ele observa, porém, que alguns fundos conseguem render mais que o CDI e podem até cobrar uma taxa maior.
No ano que vem, a conta para quem tem mais de R$ 50 mil na poupança não será assim tão trivial. O investidor terá de levar em consideração variáveis como a taxa Selic para a aplicação do redutor para a base de cálculo da parcela do rendimento tributável e a alíquota de imposto de renda da declaração anual. Uma das alternativas, segundo Colombo, pode ser deixar R$ 50 mil e diversificar o excedente.
O governo conseguiu empurrar com a barriga o problema do juro real da poupança, mas vai ter de voltar ao assunto no futuro, diz Otávio Vieira, diretor de investimentos da Safdié Gestão de Patrimônio. “É uma tributação muito complicada e tudo que é muito complexo acaba não funcionando bem”, diz.
Para ele, os maiores beneficiados pelas mudanças são os grandes investidores em fundos de renda fixa e DI, que podem ter as alíquotas de imposto de curto prazo reduzidas para 15%. Já os fundos de varejo dos grandes bancos ficam ameaçados. “Não vai dar mais para um fundo DI cobrar 2%, 3%, 4% ao ano como cobram hoje”, diz Vieira. “Vai ser um ajuste que terá de ser feito no varejo”, diz.
Se os juros realmente caírem abaixo de 10% ao ano, seria mais viável e rentável aos cotistas com menos de R$ 50 mil aplicados em fundos ir para a poupança, diz o consultor de investimentos Paulo Bittencourt. “Os bancos não vão reduzir as taxas de administração na proporção que torne essa alternativa mais vantajosa.”
O esforço da mobilidade pode ser, entretanto, em vão, pondera. “O investidor corre o risco de sair de um fundo DI que cobra taxa de 2,5% e, oito meses depois, ver a Selic de volta aos 11%; é muito difícil considerar que, num intervalo de 2010 a 2015, a inflação será estável, abaixo de 3%”, afirma o consultor.

POUPANÇA VAI "BOMBAR", DIZ JORNAL DE ECONOMIA ‘VALOR ECONÔMICO’

( O texto a seguir foi “surrupiado” ao Blog ENTRELINHAS; a imagem do porquinho, descolei na Internet )
Valor: poupança vai bombar
A reportagem reproduzida abaixo não saiu em nenhum veículo de comunicação oficial, mas no sempre correto Valor Econômico. A oposição vai continuar batendo na tecla do confisco ou já entendeu que a medida foi positiva?

A hora da caderneta

Por Adriana Cotias, Alessandra Bellotto e Angelo Pavini, de São Paulo – VALOR
Para valores menores, até R$ 50 mil, a caderneta será indiscutivelmente a melhor opção num cenário de juros baixos, inferiores a 10% ao ano. Só fundos com taxa de administração inferior a 1% ao ano serão páreo para o juro anual isento, de 6,17% ao ano, das cadernetas populares, que ficaram fora da complexa tributação prevista para começar em 2010. E isso mesmo com a prometida redução do imposto de renda sobre a renda fixa, de 22,5% para 15%. A caderneta de poupança vira, assim, alternativa interessante até para quem quiser diversificar parte de suas aplicações.
Se o juro voltar a superar os 10%, a vantagem da caderneta diminui e fundos que cobram até 1,5% ao ano voltam a ser atrativos. Mas como há fundos populares com taxas de administração muito mais altas, a mudança serve de deixa para o investidor que está em um deles rever suas aplicações. “A discussão sobre a poupança não anula a das taxas de administração porque, com o juro menor, o impacto da cobrança na rentabilidade é muito maior”, diz Ricardo Leal, do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Basta lembrar que uma taxa de 4% ao ano equivale a quase metade do juro previsto para o fim do ano, de 9%.
Fabio Colombo, administrador de investimentos, diz que as novas medidas vão afetar especialmente os investidores médios. Segundo ele, a alta renda já tem acesso a taxas de administração mais competitivas, além de alternativas com maior potencial de retorno, e os pequenos poupadores não vão ser pegos pela taxação da caderneta.
“A classe média, que tem mais de R$ 50 mil aplicados, mas não volumes tão maiores, vai ter de ficar atenta e começar a fazer conta para saber se vale a pena ficar em fundo ou poupança”, diz. Para este ano, a expectativa não é de grandes movimentações de investidores, já que as novas regras para poupança só são válidas para o próximo ano e os fundos ainda podem ter um desconto na tributação.
Segundo Colombo, já neste mês, um fundo que tenha rendimento bruto igual ao CDI, em torno de 10,15% ao ano, para ser comparável à poupança, tem de ter uma taxa de administração menor que 1% ao ano, levando em conta uma alíquota de 22,5% de IR para aplicações até seis meses. Se a Selic cair para 9,25% no fim do ano, a taxa de administração de equilíbrio cai para 0,5% a 0,6%. Ele observa, porém, que alguns fundos conseguem render mais que o CDI e podem até cobrar uma taxa maior.
No ano que vem, a conta para quem tem mais de R$ 50 mil na poupança não será assim tão trivial. O investidor terá de levar em consideração variáveis como a taxa Selic para a aplicação do redutor para a base de cálculo da parcela do rendimento tributável e a alíquota de imposto de renda da declaração anual. Uma das alternativas, segundo Colombo, pode ser deixar R$ 50 mil e diversificar o excedente.
O governo conseguiu empurrar com a barriga o problema do juro real da poupança, mas vai ter de voltar ao assunto no futuro, diz Otávio Vieira, diretor de investimentos da Safdié Gestão de Patrimônio. “É uma tributação muito complicada e tudo que é muito complexo acaba não funcionando bem”, diz.
Para ele, os maiores beneficiados pelas mudanças são os grandes investidores em fundos de renda fixa e DI, que podem ter as alíquotas de imposto de curto prazo reduzidas para 15%. Já os fundos de varejo dos grandes bancos ficam ameaçados. “Não vai dar mais para um fundo DI cobrar 2%, 3%, 4% ao ano como cobram hoje”, diz Vieira. “Vai ser um ajuste que terá de ser feito no varejo”, diz.
Se os juros realmente caírem abaixo de 10% ao ano, seria mais viável e rentável aos cotistas com menos de R$ 50 mil aplicados em fundos ir para a poupança, diz o consultor de investimentos Paulo Bittencourt. “Os bancos não vão reduzir as taxas de administração na proporção que torne essa alternativa mais vantajosa.”
O esforço da mobilidade pode ser, entretanto, em vão, pondera. “O investidor corre o risco de sair de um fundo DI que cobra taxa de 2,5% e, oito meses depois, ver a Selic de volta aos 11%; é muito difícil considerar que, num intervalo de 2010 a 2015, a inflação será estável, abaixo de 3%”, afirma o consultor.

maio 15, 2009

"Confisco da Poupança": Quanta lorota. Quanto golpismo.

Mudanças só vão atingir 1% dos poupadores
Brasília – As aplicações em caderneta de poupança até R$ 50 mil continuarão isentas da cobrança do Impostos de Renda (IR). O governo decidiu fazer mudanças porque, com a queda da taxa básica de juros, a Selic, a rentabilidade da aplicação tem se aproximado à dos fundos de renda fixa. Como a previsão é que de os cortes na Selic continuem, a poupança tende até mesmo a ficar mais atrativa do que os fundos, o que acaba por provocar uma migração de grandes investidores para a caderneta de poupança. Existem atualmente 89,9 milhões de contas de poupança no país, totalizando depósitos de R$ 270 bilhões. No entanto, apenas 3.822 contas têm saldo superior a R$ 1 milhão. As cadernetas entre R$ 50 mil e R$ 600 são cerca de 601 mil. A retenção do imposto será por CPF, para dificultar a abertura de várias contas pelo correntista em diferentes bancos. No caso de várias cadernetas, ou se os dependentes também tiveram contas, será considerada a soma de todos os rendimentos em poupança para a tributação. As mudanças, que entrarão em vigor em 2010, se forem aprovadas pelo Congresso, só atingirão 1% dos poupadores , já que 99% das pessoas têm aplicações entre R$ 100 e R$ 50 mil. Pela regra, toda vez que a Selic ficar abaixo de 10,50% haverá uma tributação progressiva para quem tem mais de R$ 50 mil. A tributação valerá para o período de rendimento iniciado em janeiro do próximo ano, ou seja, poderá haver recolhimento de imposto na fonte para os rendimentos obtidos a partir de fevereiro. ABr 14/5/2009

Mantega assegura que não haverá confisco
Brasília – O ministro do Fazenda, Guido Mantega, assegurou que não haverá confisco de aplicações em poupança. “Não sei quem levantou essa hipótese absurda de confisco”, disse. Segundo Mantega, quem levantou essa “especulação” deveria ser processado por pessoas que possam ter retirado dinheiro da poupança por medo de confisco. “Não tem o menor sentido mexer no instrumento mais sagrado da população de baixa renda”. “A caderneta de poupança continuará a sendo o melhor investimento para a população de baixa renda”, garantiu Mantega. Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não haverá também mudanças no cálculo da Taxa Referencial (TR) que remunera a poupança. Ontem (13), foi anunciado a tributação dos rendimentos da caderneta de poupança com valores superiores a R$ 50 mil. Com isso, o governo espera evitar a migração de grandes investimentos para a poupança.

"Confisco da Poupança": Quanta lorota. Quanto golpismo.

Mudanças só vão atingir 1% dos poupadores
Brasília – As aplicações em caderneta de poupança até R$ 50 mil continuarão isentas da cobrança do Impostos de Renda (IR). O governo decidiu fazer mudanças porque, com a queda da taxa básica de juros, a Selic, a rentabilidade da aplicação tem se aproximado à dos fundos de renda fixa. Como a previsão é que de os cortes na Selic continuem, a poupança tende até mesmo a ficar mais atrativa do que os fundos, o que acaba por provocar uma migração de grandes investidores para a caderneta de poupança. Existem atualmente 89,9 milhões de contas de poupança no país, totalizando depósitos de R$ 270 bilhões. No entanto, apenas 3.822 contas têm saldo superior a R$ 1 milhão. As cadernetas entre R$ 50 mil e R$ 600 são cerca de 601 mil. A retenção do imposto será por CPF, para dificultar a abertura de várias contas pelo correntista em diferentes bancos. No caso de várias cadernetas, ou se os dependentes também tiveram contas, será considerada a soma de todos os rendimentos em poupança para a tributação. As mudanças, que entrarão em vigor em 2010, se forem aprovadas pelo Congresso, só atingirão 1% dos poupadores , já que 99% das pessoas têm aplicações entre R$ 100 e R$ 50 mil. Pela regra, toda vez que a Selic ficar abaixo de 10,50% haverá uma tributação progressiva para quem tem mais de R$ 50 mil. A tributação valerá para o período de rendimento iniciado em janeiro do próximo ano, ou seja, poderá haver recolhimento de imposto na fonte para os rendimentos obtidos a partir de fevereiro. ABr 14/5/2009

Mantega assegura que não haverá confisco
Brasília – O ministro do Fazenda, Guido Mantega, assegurou que não haverá confisco de aplicações em poupança. “Não sei quem levantou essa hipótese absurda de confisco”, disse. Segundo Mantega, quem levantou essa “especulação” deveria ser processado por pessoas que possam ter retirado dinheiro da poupança por medo de confisco. “Não tem o menor sentido mexer no instrumento mais sagrado da população de baixa renda”. “A caderneta de poupança continuará a sendo o melhor investimento para a população de baixa renda”, garantiu Mantega. Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não haverá também mudanças no cálculo da Taxa Referencial (TR) que remunera a poupança. Ontem (13), foi anunciado a tributação dos rendimentos da caderneta de poupança com valores superiores a R$ 50 mil. Com isso, o governo espera evitar a migração de grandes investimentos para a poupança.

abril 22, 2009

Irresponsável, Jungman diz que Lula vai mexer em poupança como Collor

BLOG DO MELLO, 21.04.09
Li no meu leitor de feeds (Google Reader) uma informação do Nassif de que tinha assistido na TV a uma inserção do PPS em que o deputado Raul Jungman afirma que o governo do presidente Lula “vai mexer na poupança, como o presidente Collor”.
Corri a internet para ver se realmente o deputado dantesco havia chegado a esse grau de irresponsabilidade. E confirmei (veja o vídeo abaixo).
Agora eu pergunto: Não fosse ele um deputado obscuro, sem importância alguma, não poderia haver uma corrida aos bancos por conta dessa declaração irresponsável?
O presidente Collor confiscou a poupança e até a conta corrente dos brasileiros, o que não tem nada a ver com o que o governo pretende fazer agora com a poupança.
O que vai fazer a Comissão de Ética da Câmara quanto a isso? E o PT e a base do governo?

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE:
http://www.youtube.com/watch?v=nNG9xZGF4ns&feature=player_embedded

Irresponsável, Jungman diz que Lula vai mexer em poupança como Collor

BLOG DO MELLO, 21.04.09
Li no meu leitor de feeds (Google Reader) uma informação do Nassif de que tinha assistido na TV a uma inserção do PPS em que o deputado Raul Jungman afirma que o governo do presidente Lula “vai mexer na poupança, como o presidente Collor”.
Corri a internet para ver se realmente o deputado dantesco havia chegado a esse grau de irresponsabilidade. E confirmei (veja o vídeo abaixo).
Agora eu pergunto: Não fosse ele um deputado obscuro, sem importância alguma, não poderia haver uma corrida aos bancos por conta dessa declaração irresponsável?
O presidente Collor confiscou a poupança e até a conta corrente dos brasileiros, o que não tem nada a ver com o que o governo pretende fazer agora com a poupança.
O que vai fazer a Comissão de Ética da Câmara quanto a isso? E o PT e a base do governo?

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE:
http://www.youtube.com/watch?v=nNG9xZGF4ns&feature=player_embedded

Irresponsável, Jungman diz que Lula vai mexer em poupança como Collor

BLOG DO MELLO, 21.04.09
Li no meu leitor de feeds (Google Reader) uma informação do Nassif de que tinha assistido na TV a uma inserção do PPS em que o deputado Raul Jungman afirma que o governo do presidente Lula “vai mexer na poupança, como o presidente Collor”.
Corri a internet para ver se realmente o deputado dantesco havia chegado a esse grau de irresponsabilidade. E confirmei (veja o vídeo abaixo).
Agora eu pergunto: Não fosse ele um deputado obscuro, sem importância alguma, não poderia haver uma corrida aos bancos por conta dessa declaração irresponsável?
O presidente Collor confiscou a poupança e até a conta corrente dos brasileiros, o que não tem nada a ver com o que o governo pretende fazer agora com a poupança.
O que vai fazer a Comissão de Ética da Câmara quanto a isso? E o PT e a base do governo?

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE:
http://www.youtube.com/watch?v=nNG9xZGF4ns&feature=player_embedded

março 24, 2009

Scrooges e escroques como Gustavo Loyola querem diminuir os já parcos rendimentos da Caderneta de Poupança!

Ex-presidente do Banco Central defende mudanças na poupança
SÃO PAULO – O ex-presidente do Banco Central e sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola, afirmou nesta terça-feira (24) que é preciso tomar providências em relação ao rendimento das cadernetas de poupança. “Nesse processo de evolução que temos passado, precisamos nos livrar de alguns aspectos do passado. Nosso sistema financeiro foi moldado com um cenário de inflação. Se estamos migrando para outro momento, temos de mudar”. Loyola falou durante evento da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e da Serasa sobre os desafios do crédito. As mudanças nas cadernetas são defendidas porque o rendimento dessa aplicação está alto, diante de um cenário de queda da taxa de juro. A aposta da Tendências para este ano é de que a Selic chegue a 9,5% ao ano.
Ativo versus passivo
De acordo com ele, a solução mais simples seria diminuir de 6% para 3% ou 4% ao ano a taxa de juros que, junto com a TR (taxa referencial), determina o rendimento da poupança.
“Mas deveria fazer diminuição dos juros no estoque de crédito concedido”, afirmou Loyola, a respeito do fato de 65% dos recursos da poupança serem destinados ao crédito imobiliário. “Não seria justo diminuir só para a instituição financeira. Não seria razoável dar ganho para as instituições financeiras. Tem de mexer no ativo e no passivo”, completou.
Ainda de acordo com ele, o fato de 65% dos recursos da poupança serem destinados ao crédito imobiliário não deveria ser modificado nesse momento [ sic ].
VOU TE FALAR O “ATIVO E PASSIVO” AÍ NESSA HISTÓRIA SEU MELIANTE. POR QUÊ VOCÊ NÃO TIROU DINHEIRO DO SEU BOLSO PARA DAR AOS BANQUEIROS NAQUELA PO**RRA DE PROER? VOCÊ QUER DIZER, ENTÃO, QUE A GRANA GORDA QUE OS BANCOS TIRAM NA ESPECULAÇÃO COM PAPÉIS DO GOVERNO, SEM EMPRESTAR A NINGUÉM, NÃO SÃO “ALTOS”, MAS A MISERÁVEL CADERNETA DE POUPANÇA É UM RISCO PARA O PAÍS? E AINDA TEM QUEM DÊ OUVIDOS A UM LIXO DESSA LAIA COMO SE ELE FOSSE UM MOISÉS DECLAMANDO OS MANDAMENTOS CONTIDOS NA TÁBUA.

BC apoia redução do rendimento dos pobres
Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Objetivo é que prossiga a especulação com os juros dos papéis públicos
Os bancos e o BC querem reduzir os rendimentos das cadernetas de poupança porque, segundo eles, senão os especuladores tirarão o dinheiro dos títulos públicos para se juntar aos pobres – recebendo na poupança metade do que recebem na especulação com os títulos… A ideia é se apropriar dos recursos dos mais pobres, pagando menos a eles e acabando com a destinação social das cadernetas, que hoje financiam habitação, saneamento e infra-estrutura, para continuar a especular com os papéis da dívida pública.
BC condena “contracionismo” que os seus juros provocaram
“Contracionismo” econômico resultou na queda de 3,6% do PIB no quarto trimestre de 2008
Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no dia 19, o Banco Central avalia que o desaquecimento da demanda “criou importante margem de ociosidade dos fatores de produção”. Em outras palavras, contidas na mesma ata, após ter registrado um período de expansão, “a demanda doméstica teria passado a exercer influência contracionista sobre a atividade econômica”.
O “contracionismo” econômico, como é sabido, resultou na queda de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008, na comparação com o terceiro trimestre imediatamente anterior. Naturalmente, o BC atribuiu a Deus e ao diabo a responsabilidade pelo desaquecimento da demanda, pela ociosidade ou influências contracionistas, menos, é claro, aos juros cavalares estabelecidos pelo Copom, que ainda mantém o Brasil com a maior taxa real de juros do mundo.
No período referido acima, a Formação Bruta de Capital Fixo – o investimento – teve uma queda de 9,8%. Não era para menos, haja vista a condução da política monetária, mesmo quando a crise já havia estourado de forma aguda nos Estados Unidos, em meados de setembro do ano passado. Cinco dias antes da derrocada do Lehman Brothers, o Copom elevou a taxa Selic de 13% para 13,75% e só foi reduzi-la em apenas 1 pontinho percentual em 21 de janeiro de 2009.
Convém lembrar que o BC já vinha elevando a taxa básica de juros desde setembro do ano anterior. Portanto, os juros altos haveriam de cobrar o seu preço…
Foi preciso chegar à situação de “desaquecimento da demanda” para o Copom colocar em sua ata que “esse desenvolvimento deve contribuir para conter as pressões inflacionárias”, “abrindo espaço para flexibilização da política monetária”.
Diz o BC que “as expectativas inflacionárias para 2009 mostraram recuo desde a última reunião do Comitê” e que “a política monetária pode ser flexibilizada sem colocar em risco a convergência da inflação para a trajetória de metas”.
A economia em desaceleração não deve produzir mesmo nenhuma pressão inflacionária. Ocorre que em período de expansão também não havia nenhum descontrole da inflação. Nos três primeiros trimestres o PIB teve uma expansão acumulada de 6,4% e, mesmo com queda verificada no quarto trimestre, fechou o ano com um crescimento de 5,1%. Enquanto isso, o IPCA, que mede a inflação, registrou 4,51% nos três primeiros trimestres e 5,9%, no ano de 2008. Ou seja, a inflação ficou estritamente dentro da meta. O que mostra que não havia outro objetivo do BC em manter os juros altos senão a intenção deliberada de derrubar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, manter abarrotar os cofres dos especuladores.
Segundo levantamento do jornal “Valor Econômico” junto a analistas do mercado financeiro, a anunciada “flexibilização monetária adicional” – em função da situação econômica e sob a chibata do movimento sindical – deverá reduzir os gastos com juros de 5,6% do PIB em 2008 para 4,7% do PIB este ano. Nessa situação, ainda assim seriam torrados com juros cerca de R$ 146 bilhões, em termos absolutos. Isso equivale a 13 vezes o valor previsto para o Bolsa Família, na ordem de R$ 11,4 bilhões. Ainda comparativamente, seria superior à injeção de R$ 101,4 bilhões de gastos públicos estimados como necessários pelo Ipea (Comunicado nº 18 da Presidência) para preencher vazio de demanda em “conseqüência da queda da demanda agregada na forma de consumo doméstico, investimento e exportações”, caso “o crescimento do PIB se confirmar de 0,5%”.
Tal situação não foi derivada da noite para o dia. É o conjunto da obra de Henrique Meirelles à frente do BC. Acelerar a queda dos juros é a única alternativa que se apresenta. Até porque, como já disse o Ipea, em uma situação de crise, a Selic em 7% ao ano ainda é um patamar alto. E ela ainda se encontra em 11,25%.

A CAPIVARA DO “CIDADÃO DE BEM” E AUTORIDADE SOBRE ASSUNTOS ECONÔMICOS, GUSTAVO LOYOLA:

- A incrível história do filho adotivo de Andrade Vieira – O ex-presidente do Bamerindus revela como o Banco Central [ o tal do Loyola ] queria fabricar um “laranja” para comprar o banco ;
- BC gastou 12% do PIB com bancos ;
- Presidente do STF [ adivinhem quem?? ] arquiva ações contra ex-ministros do governo FHC relativas ao Proer ;
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