ENCALHE

dezembro 7, 2007

Operação Corvina da PF para prender suspeitos de exploração de jogos de azar

Jogos de azar
PF deflagra operação contra suspeitos em três estados
por Claudio Julio Tognolli
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (7/12), uma operação para prender suspeitos de explorar jogos de azar em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação se concentra em apreender máquinas caça-níqueis e videobingos.
Pelo menos 15 pessoas já foram presas durante a Operação Corvina. Segundo o Ministério Público Federal, que também promove diligências, os acusados lucravam cerca de R$ 15 milhões por ano.
Os 350 policiais federais cumprem 22 mandados de prisão e cerca de 110 mandados de busca e apreensão nas cidades. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora. As investigações contaram com a participação do Banco Central do Brasil, da Receita Federal do Brasil e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Revista Consultor Jurídico
7 de dezembro de 2007

novembro 27, 2007

Jaz São Paulo: a metrópole anda menos corrupta?

Surgiu essa pergunta em minha cabeça, quando dava uma espanada nos recortes de jornais que se empilham no “Quarto Exclusivamente para Empilhar Jornais e Revistas” , que eu costumo usar para dormir à noite. Muito ácaro. A-A-t-Chimm!!!!!
Então, os papéis saltaram praticamente na minha cara: “Hei, Betão, lembra da Máfia dos Fiscais?”…
Quem não lembra? Vicente Viscome…
O atual prefeito Kassab fazia parte do governo Pitta, quando isso tudo saiu pelos bueiros. Mas parece que passou.
Mas aí, os papéis amarelados se mostraram impacientes: “E aí? Não tem lido muito, ultimamente? As caras aqui já são bem conhecidas. Traga algo novo. E aquela história das Subprefeituras e os bingos? Daquele advogado libanês ( ou turco, essa confusão é comum, desde a época da minha vó ) que pagaria “suposta” ( os jornais adoram o termo “suposto” ) propina a policiais?”.
Um recorte do Diário de São Paulo pulou na minha testa. Com a data de 21 de Junho, estava escrito: “Subprefeitura de Pinheiros na mira da CPI dos caça-níqueis”. Um Jornal do Commercio, de 02 de Julho, trazia o seguinte: “Bingos: escuta compromete subprefeito do Butantã”.
A-a-t-a–t-chimm! Snifff!!!
Nossa, que pó! Saía de um pedaço do JT, de oito de maio do ano passado ( 2006 ): “O mensalinho da Bresser”. Do que se trataria mesmo? Ah. Fiscais cobrando propina de camelôs, há mais de um ano ( ou seja , desde 2004 ). Parece que o fiscal foi afastado.
É bom o tratamento que o imprensalão dedica a tucanos e demagogos. O sujeito é afastado, e as notícias escasseiam.
Alguém pode me dizer: “Puta, cara. Você não tem nada para escrever, e fica aí trazendo coisas do passado, que já devem até ter sido resolvidas. Você quer porque quer achar alguma coisa contra o Serra, o Alckmin, o Kassab. Não tem nada, e por isso é que não sai nada. Não é que nem o mensalão, o maior roubo da história do mundo. Esse sim.”
Esse negócio de ‘deixar para o passado’ não acho que devesse ser assim. Um bom exemplo é esse do “Legitimo Valerioduto, o mineiro e tucano”. O passado não desapareceu e veio surgir, com outra pele, nestes dias. As coisas seguem um curso. No caso do “suposto mensalão”, o curso das coisas foi exposto até suas vísceras. A “Máfia dos Fiscais” também seguiu um curso, até a hora em que o esgoto começou a vazar.
O que eu quero perguntar é o porquê de certas vísceras serem expostas mais do que outras?
Olha só: o “Mensalinho da Bresser”. Esta região está sob a jurisdição da Subprefeitura da Moóca. Um recortezinho, vozinha bem fraca, proporcional ao seu tamanho, do Jornal do Commercio de 27/07/07, traz no último parágrafo ( a matéria era sobre “apitaço contra fiscalização” ) o seguinte: “(…) Hoje ( 27 ) os ambulantes fizeram um novo protesto. Eles acusam fiscais da subprefeitura de cobrança de propina para permitir que eles montem suas barracas na região. O órgão afirma que a denúncia não é verdadeira”(…).”
E fica por aí. O órgão disse que não era verdade, e pronto. Agora me digam: quantas pessoas, nos últimos anos, foram acusadas de algo, e se defenderam, dizendo que “não era verdade”?
Desse número, quantas não foram tratadas com ironias, subentendidos, insinuações, de modo que a sua palavra acabou não sendo a última? Quantos contam com a simpatia de algum veículo de comunicação?
Ora. Na época da “Máfia dos Fiscais”, se o próprio Pitta dissesse “não é verdade”, sobre acusações a ele ou a fiscais, ainda assim, os jornais não teriam deixado barato, como caso encerrado, e botado uma pedra em cima. Quantas coisas não foram negadas e deixadas de lado, até se provarem reais?
Agora, seleciono um pedaço do jornal aqui do bairro, a Folha da Vila Prudente. Colunão, desta semana:
“Muamba”
“O vereador Adilson Amadeu ( PTB )… apresentou na Câmara Municipal, um punhado de mercadorias piratas e contrabandeadas que ele comprou no chamado “Feirão da Madrugada”, que funciona na esquina das ruas São Caetano e Monsenhor de Andrade… O “empreendimento” já vem sendo motivo de crítica do edil há cerca de dois anos. Desde então, por amiores que sejam as denúncias de Amadeu, a Subprefeitura Mooca não tem tomado medidas para interromeper o comércio ilegal. Em vista disso, o vereador, para comprovar suas acusações, comprou produtos piratas e contarbandeados, que estão sendo enviados a SUB-MO.”
“Muamba II”
“A manifestação de Amadeu visa despertar as autoridades que no entender dele “tem feito vistas grossas para o Feirão, dando a impressão de estar complacente com um comércio que, além de ilegal, é extremamente prejudicial para a região(…)”.
Eu não quero, com isso, discutir questões relacionadas a camelôs, se é bom ou não, se suja ruas ou não. Não sou contra os camelôs, mas não compro nada deles. Não ligo para eles ficarem na calçada. Sou contra os automóveis.
Um vereador, pelo que parece, insinua ( ou “acusa”, diretamente ) que uma Subprefeitura estaria fazendo ‘vista grossa’ a comércio ilegal.
A “Máfia dos Fiscais” também se desenvolveu na base de “eventos isolados”, e nem por isso deixou de causar a maior dor de cabeça a Celso Pitta e a alguns administradores regionais e vereadores ( sem contar a população paulistana ). Quer dizer então que, uma somatória de “fatos isolados” envolvendo fiscais da Prefeitura de Celso Pitta, só se tornou algo digno de manchete do JT e do Estado, quendo estes jornais decidiram que dariam atenção aos eventos? Foi a partir daí, então, a impressão de que a cidade havia sido tomada por saúvas que extorquiam comerciantes, camelôs e jornaleiros, em uma escala ‘nunca antes vista’? Mas não eram apenas ‘casos isolados’?
Banca de jornais
Caiu na minha mão um Primeiramão de sábado, 24/11. Na seção de ‘Negócios e Oportunidades’ ( pág. 43 ) há um anúncio de alguém que quer vender uma banca de jornais em Vila Nova Conceição. Não está claro se se trata de uma ‘revistaria’ ( que não estaria estabelecida num logradouro e, assim, estaria sujeita a outra regulamentação ) ou de uma banca de lata, tradicional, na rua mesmo. Vou entender que se encaixa na segunda opção. O anúncio diz:
“BANCA DE JORNAL – Vl. Nova Conceição, 1.50 x 6.00m., próximo comércio, informatizada, com telefone e sorvete (…)”
Não pode. A lei municipal que regula a atividade de jornaleiros que estejam estabelecidos na rua, pagando TPU, etc não prevê o comércio de alimentos industrializados acima de 30 gramas, nem refrigerantes – a não ser os que trabalhem com fichas – e nem sorvetes.
Este é o cerne. O combustível, a graxa. A “Máfia dos Fiscais” do Pitta prosperou, e foi em cima desses impedimentos. O jornaleiro pagava para colocar sorvete e freezer e não ser importunado. E o dono desta banca anunciada deveria saber disso. Ele pode estar tentando tapear algum possível comprador que, após a aquisição, será obrigatoriamente visitado pela fiscalização – é praxe – e terá que retirar a geladeira, sob a pena de ter a TPU cassada. Perderá parte vital do faturamento e, se não for do ramo – e provavelmente não deve ser, pois um sujeito do ramo sabe da proibição – acabará, desesperadamente, sendo obrigado a vender seu estabelecimento. Em grande parte dos casos, para o mesmo sujeito de quem o comprou.
Vou dizer mais uma vez para você, principalmente ao paulistano que não achava que a Avenida Rebouças era mais importante para a cidade, do que o Apagão Educacional Continuado tucano: quando você estiver em uma banca, e nela tiver sorvete ou refrigerante, saiba que algo está errado. Está diante, ou de uma falha na fiscalização a cargo das Subprefeituras, ou de indícios de desonestidade, seja de fiscais ou de ambos. E, se a história for mais evidenciada, um fiscal será afastado e o Andrea Matarazzo dirá que ‘não é comum, que o responsável foi retirado de suas funções e isso é tudo’, e os jornais assim lidarão com o caso. As Senhoras da Rebouças concordarão e voltarão para seu tricô.
Termino de escrever essas linhas, e algumas notícias, sobre as Subprefeituras da Sé e Vila Mariana – o que significa 5 Subprefeituras sob suspeita ( Sé, Moóca, Vila Mariana, Butantã e Pinheiros – pulam em cima de mim, ciumentas, por não terem sido mencionadas.
A-A-a-t-tch-i-immm!!!!

agosto 18, 2007

Empresário e pagador de impostos em cana: GCM recusa suborno e prende comerciante com caça-níqueis

O guarda civil metropolitano Sérgio Arruda, paulistano da Mooca, deu voz de prisão nesta quarta-feira (15) a um comerciante que tentou suborná-lo. Aos 56 anos, Arruda tem saldo negativo de R$ 1,5 mil no banco e várias contas a pagar para manter a mulher e três filhos. Reagiu à altura à oferta de R$ 5 mil, o correspondente a cinco meses de salário. O homem que lhe fez a proposta ficou preso no 5º Distrito Policial e deve responder a processo criminal.
Escalado para uma operação contra camelôs ilegais, no Centro, Arruda resolveu averiguar uma lan house situada à rua Pedroso. Na GCM (Guarda Civil Metropolitana) desde 2003, ele aprendeu a confiar na sua intuição. Descobriu no estabelecimento cinco caça-níqueis em funcionamento. Bastou comunicar que as máquinas do jogo ilegal seriam apreendidas para o dono da casa aparecer. Em voz baixa, o proprietário ofereceu o dinheiro para o guarda civil “esquecer o que viu”.
Arruda fingiu estar interessado. Enquanto o dono do estabelecimento buscava o dinheiro no escritório, avisou os companheiros da corporação. Quando o comerciante entregou-lhe o maço de notas, Arruda deu-lhe voz de prisão.”Índole é índole”, justificou depois o guarda civil. “Eu jamais aceitaria dinheiro para deixar de cumprir meu dever. Se eu fosse bandido não estaria usando farda”, acrescentou. O exemplo, relatou o GCM, veio de berço. Seu pai foi da antiga Guarda Civil e um tio aposentou-se como major da Polícia Militar, ambos com boa folha de serviços prestados.
Não foi a primeira vez que Arruda passou por situação do gênero. Certa vez, quando fazia o patrulhamento regular na praça da Sé, um homem insinuou que pagaria R$ 200 por semana a ele e igual quantia para o guarda civil com quem fazia dupla. Ambos deveriam deixar de atrapalhar o tráfico de drogas na região. “Não foi possível caracterizar o flagrante, mas intensificamos o trabalho e nunca mais vimos o sujeito por lá”.
Hoje à tarde, o prefeito Gilberto Kassab solicitou ao comando da GCM que cumprimentasse o guarda civil Arruda pelo comportamento exemplar. O apoio veio a se somar aos seis elogios que ele já tem registrado em sua folha de serviços. O mais recente por ter prendido um ladrão que acabara de roubar o celular de uma juíza na região do Fórum João Mendes. “Só fiz o meu trabalho”, afirmou Arruda.
GUIA DA MOOCA
Relacionadas:
Governo serrista se omite e PF apreende 732 caça-níqueis em SP
Restabelecendo a verdade suprema e incontestável sobre os bingos e caça-níqueis: Alckmin era a favor; Requião os combateu.
Promulgada lei que proíbe máquinas caça-níqueis em bares e restaurantes de São Paulo

junho 22, 2007

“Serra levou muitos meses para fechar bingo depois que a Justiça mandou lacrar”

Filed under: bingos, caça-níqueis, José Serra, PSDB/ DEM — Humberto @ 2:39 pm
O colunista Paulo Henrique Amorim em seu “Conversa Afiada” denunciou que o governador José Serra deu exclusividade à rede Globo de televisão para acompanhar a perícia em máquinas caça-níqueis apreendidas no Bingo Jardins, na avenida Augusta, fechado em 25 de maio. Segundo Amorim, Serra conta com a “cobertura simpática da Globo para desfazer a má impressão que seu governo e do aliado Gilberto Kassab causaram ao demorar tanto em fechar bingos depois que a Justiça mandou fechar”. Foram 9 meses.
Vários órgãos de mídia, entre eles a TV Record, SBT, TV Bandeirantes, rádio Jovem Pan e até a Folha de S. Paulo, que se encontravam no local e foram impedidos de acompanhar os trabalhos do Instituto de Criminalística e protestaram contra a atitude de Serra.
São Paulo é considerado o paraíso para a ação da máfia dos bingos e caça-níqueis. Após 12 anos de governo do PSDB, mais de 300 mil máquinas deste tipo, 150 mil só na capital, foram instaladas no Estado e boa parte ainda está em funcionamento. A Polícia Federal estima que a quadrilha arrecade cerca de R$ 300 milhões por mês.
do Hora do Povo

junho 20, 2007

Ex-ministro de FHC defende o advogado flagrado com propina da máfia dos bingos

do Hora do Povo

Ocorrido recentemente, o acidente de carro envolvendo o advogado ligado a casas de bingo e caça-níqueis, Jamil Chockr, reforçou a suspeita do envolvimento de pessoas ligadas à administração pública em São Paulo com o jogo ilegal. No veículo do advogado, acidentado após uma tentativa de assalto, a polícia encontrou listas e envelopes com R$ 38 mil em dinheiro, que teriam distritos policiais da capital paulista como destino.
Na versão do advogado, que depôs na segunda-feira (18) na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, o dinheiro encontrado com ele era do pagamento de seus honorários como funcionário da empresa Reel Token, mas as investigações caminham na direção de que o advogado está envolvido em um esquema de pagamento de propina a delegacias de São Paulo. A polícia verificou também que Jamil é, na verdade, sócio-fundador da Reel Token, empresa que traz caça-níqueis da Espanha.
Na investigação sobre o acidente apareceram novas anotações da contabilidade do advogado. Em uma delas consta PFSP e, ao lado, o valor de R$ 35 mil. O Ministério Público tenta descobrir se a sigla corresponde a Polícia Federal de São Paulo. Aparecem também anotados Decap (R$ 5 mil) e Deic (R$ 17 mil), siglas de órgãos da Polícia Civil. Segundo o advogado de Jamil Chockr e ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique, José Carlos Dias, seu cliente nega qualquer pagamento de propina.
As investigações ainda não foram muito longe, mas podem trazer alguma luz sobre a ação da máfia dos jogos de azar no Estado de São Paulo, governado há mais de 12 anos pelo PSDB. O ex-governador Geraldo Alckmin se empenhou diretamente para impedir a aprovação de uma lei que contrariava os interesses da máfia dos caça-níqueis e o atual governador, José Serra, também do PSDB, insiste em ignorar a mesma lei, mesmo depois de aprovada.
O projeto de lei, que proíbe a instalação, utilização e locação de máquinas caça-níqueis, videobingo e videopôquer em bares e restaurantes, foi apresentado em 2003 pelo então deputado Romeu Tuma Jr (PMDB) e aprovado pela Assembléia Legislativa dois anos depois, em dezembro de 2005, porém foi imediatamente vetado pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em janeiro de 2006.
Os deputados estaduais derrubaram o veto do governador em dezembro do mesmo ano, obrigando o executivo a sancionar a lei, mas ela está sendo contestada por Serra no Supremo Tribunal Federal (STF).
MATARAZZO
Uma conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal na Operação Têmis, que investiga a suspeita de que uma quadrilha negociava a venda de sentenças judiciais com o objetivo de fraudar a Receita Federal e permitir o funcionamento de bingos, encontrou indícios de que funcionários ligados à subprefeitura da Sé, órgão da Prefeitura de São Paulo, receberam propina para que um bingo irregular continuasse aberto.
Segundo o diálogo reproduzido na imprensa, o vice-presidente da Associação Brasileira de Bingos, Marco Antonio Tobal, negociou a propina com um intermediário de nome Jaques, que a PF ainda não identificou. Na conversa, ocorrida em 9 de fevereiro deste ano, às 15h51, Jaques pergunta: “E o tiule ( gíria usada para designar dinheiro ) para dar pra esses putos?”. “Ah! Manda vir pegar, né?”, responde Tobal. Na seqüência, Jaques diz ao operador de jogos ilegais que uma determinada casa já poderia voltar a funcionar: “O que foi conversado foi a nível de subprefeitura. Você derruba as paredes, eles não vão mais te incomodar”. O bingo citado na conversa funciona na avenida Ipiranga, área sob a jurisdição da subprefeitura da Sé, que é dirigida pelo tucano Andrea Matarazzo, também secretário das subprefeituras.

junho 18, 2007

Restabelecendo a verdade suprema e incontestável sobre os bingos e caça-níqueis: Alckmin era a favor; Requião os combateu.

Filed under: bingos, caça-níqueis, Geraldo Alckmin, Roberto Requião — Humberto @ 2:46 am
Estadão.com.br
21 de junho de 2006
Alckmin defende legalização dos bingos
Ele disse que é melhor regularizar do que deixar as casas de jogo funcionando sob o respaldo de liminares
Cida Fontes
BRASÍLIA – O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse hoje ser favorável ao funcionamento de bingos, desde que regulamentados pelo Congresso. “Os bingos não podem continuar funcionando da forma nebulosa que é hoje”, afirmou, ao ser abordado sobre o assunto durante palestra no Congresso Brasileiro de Atividades do Turismo, realizado na Câmara.
Alckmin ressaltou que, em São Paulo, há casa de bingo em cada quarteirão funcionando sob o respaldo de liminares. “É uma confusão com a polícia”, completou. O candidato tucano fez o comentário um dia depois do encerramento da CPI dos Bingos que, ao contrário do que se previa, não aprovou nenhuma legislação para disciplinar essa prática de jogo no País.
“É melhor ter uma boa regulamentação do que deixar como está. Hoje temos uma área totalmente cinzenta em termos de legislação e sou favorável aprovar uma boa regulamentação”, concluiu Alckmin.
Contra
Levantamento da Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado durante a CPI dos Bingos constatou uma grande resistência à legalização desse tipo de jogo. Apenas 19,3% dos entrevistados declararam-se a favor da legalização das casas de bingo e das máquinas caça-níqueis. Se o jogo fosse legalizado, apenas 15,2% disseram que freqüentariam os locais de aposta.
Disseram-se indiferentes à legalização 30% dos entrevistados e 48,2% foram contra a idéia. O relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), havia incluiu no relatório final uma detalhada proposta de regulamentação dos bingos, mas a proposta foi rejeitada.
A pesquisa foi feita, por telefone, com 1.072 entrevistados em 111 municípios dos 26 Estados e Distrito Federal. Foram ouvidos brasileiros de 16 anos ou mais, entre 16 e 25 de maio.
( Carta que enviei a jornais em 26/01/06 : )
Sei que está se tornando um “tabú” criticar ou fazer observações públicas que desagradem ao Governador e postulante a candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo “Opus Dei” Alckmin. As redações já estão de sobreaviso. Certos leitores inconvenientes devem ser postos no limbo e resignar-se.
Mas eu não resisto.
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto que proibiria o funcionamento dos caça níqueis no Estado.
O Governador vetou o projeto, sob a alegação de que a matéria em questão é da esfera federal, argumento este que não foi aceito pelo Senador Mercadante, e que resultou em bate-boca entre este e ACM.O perigo das maquininhas nas quais incautos depositam suas moedas, é que elas podem se tornar tão viciadas quanto painéis da Câmara.
Bom, também não aceito esta linha de raciocínio de Alckmin.
Em 09/04/2003, o governo do Paraná proíbe o funcionamento de bingos e caça-níqueis no Estado, a pedido da procuradora-geral de Justiça.
A decisão de Roberto Requião em revogar resoluções do governo anterior, que permitiam o funcionamento dos jogos de azar, tinha como razão de ser, o combate à lavagem de dinheiro do narcotráfico e corrupção pública, além das possíveis conexões das máfias espanhola e italiana com os bingos e caça níqueis.Ou seja, combate ao crime, um dos pontos em que o Governo do Estado de São Paulo mais apresenta falhas.
Caso seja eleito Presidente (toc, toc, toc…),e quando confrontado com tão espinhosa questão, Alckmin alegará que essa questão é de âmbito dos estados?
Fazer a comparação entre os governos paulista e paranaense já está virando covardia.

abril 25, 2007

Governo Alckmin favoreceu proliferação de caça-níqueis em São Paulo, lembram disso??

Filed under: Alckmin, bingos, caça-níqueis, Mercadante, Roberto Requião — Humberto @ 6:32 pm
É isso mesmo!!!!
Leiam abaixo o teor de uma carta que enviei para jornais ( atenção na data de envio ) comentando a diferença entre os governadores Roberto Requião, do Paraná e o paulista Geraldo Alckmin, no trato à questão em voga. Poucos jornais publicaram ( se me recordo bem ) com as habituais exceções : o glorioso Hora do Povo e o Jornal do Commercio.
São Paulo, 26/01/2006

Saudações a todos,

Sei que está se tornando um “tabú” criticar ou fazer observações públicas que desagradem ao Governador e postulante a candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo “Opus Dei” Alckmin. As redações já estão de sobreaviso. Certos leitores inconvenientes devem ser postos no limbo e resignar-se.
Mas eu não resisto.
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto que proibiria o funcionamento dos caça níqueis no Estado.
O Governador vetou o projeto, sob a alegação de que a matéria em questão é da esfera federal, argumento este que não foi aceito pelo Senador Mercadante, e que resultou em bate-boca entre este e ACM.
O perigo das maquininhas nas quais incautos depositam suas moedas, é que elas podem se tornar tão viciadas quanto painéis da Câmara.
Bom, também não aceito esta linha de raciocínio de Alckmin.
Em 09/04/2003, o governo do Paraná proíbe o funcionamento de bingos e caça-níqueis no Estado, a pedido da procuradora-geral de Justiça.
A decisão de Roberto Requião em revogar resoluções do governo anterior, que permitiam o funcionamento dos jogos de azar, tinha como razão de ser, o combate à lavagem de dinheiro do narcotráfico e corrupção pública, além das possíveis conexões das máfias espanhola e italiana com os bingos e caça níqueis.Ou seja, combate ao crime, um dos pontos em que o Governo do Estado de São Paulo mais apresenta falhas.
Caso seja eleito Presidente (toc, toc, toc…),e quando confrontado com tão espinhosa questão, Alckmin alegará que essa questão é de âmbito dos estados?

Fazer a comparação entre os governos paulista e paranaense já está virando covardia.

AQUI NESSE PONTO: Política: Roberto Requião ( Post datado de 22 de Março de 2006 )

AQUI NESSE PONTO: Requião lembra que luta contra as casas de bingo começou no Paraná ( Ag. Estadual de Notícias/ PR, 24 de Abril de 2007 )
AQUI NESSE PONTO: Alckmin defende legalização dos bingos ( Portal Estadão, 21 de junho de 2006 )
AQUI NESSE PONTO: Sucessão gera bate-boca no Senado ( Portal Estadão,19 de janeiro de 2006 )
AQUI NESSE PONTO: Critica veto do governador Geraldo Alckmin aos caça-níqueis (parte 1) ( SITE do Senador Mercadante, 19 de Janeiro de 2006 )

março 23, 2006

Política: Roberto Requião

Falemos sobre o governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB.
Certos feitos de Requião lhe renderam alguns ataques por parte da mídia, notadamente as publicações da Editora Abril, como a Veja e Exame.

Fez-se notória sua luta contra os pedágios – cujo valores, até mesmo os eleitores daqueles que privatizaram as estradas acham excessivos -; a batalha da Termelétrica de Araucária contra a El Paso; revisões de contratos firmados pela administração anterior que comprovadamente lesaram os cofres daquele Estado.

Quando julga de interesse do povo do Paraná, Requião não pensa duas vezes em acionar a Justiça, e tem levado a melhor. Também vale lembrar o fato de que não considera o MST uma ameaça, mas sim uma bênção, por entender que aquele movimento é uma opção real para os pobres, desviando-os do caminho mais que provável da criminalidade.
Destaca-se também a proibição do funcionamento de bingos e caça-níqueis no Paraná, como parte do esforço no combate a crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, além da possível participação das máfias espanhola e italiana no universo da jogatina.
É um estilo contrário ao do governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência. Geraldo Alckmin, em recente entrevista, mais uma vez atacou o MST.
Caso se torne Presidente da República, atacará de novo, só que não com palavras. Participou de um governo que privatizou estradas, onde foram construídos pedágios antes mesmo de se tapar um buraco e, se eleito, retomará a obra privatista de FHC, tendo à frente como seu mentor, Luiz Carlos Mendonça de Barros ( aquele do “limite da irresponsabilidade” ); também é membro do governo que fabricou um balanço fraudulento do Banespa, apenas para doá-lo ao Santander; no caso dos caça-níqueis, vetou decisão da Assembléia Legislativa, que proibia as máquinas em São Paulo, afirmando não ser da alçada estadual e sim federal a tomada de decisão.
( Requião não sabe disso e continua sendo proibida a exploração deste tipo de jogo no Paraná )
Após esta longa digressão, chego aos transgênicos. Proibidos o plantio e o transporte das sementes no Paraná, apesar de decreto federal liberando algumas safras, a rotulação de produtos que contenham transgênicos será pioneiramente adotada por lei neste Estado.
Não dá para entender o por quê de ocultar a presença de OGMs nos alimentos, uma vez que campanhas bilionárias em veículos da mídia, além de artigos jornalísticos favoráveis à nova panacéia alimentar convenceram muita gente a consumí-los. Falou-se até mesmo sobre o fim da fome no mundo, graças às virtudes dos transgêncios, e agora, este ataque de timidez propagandística inexplicável ?

( Em breve, detalhes das ações de Requião aqui apontadas )

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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