ENCALHE

julho 14, 2008

Deveria eu votar em alguém?

Filed under: "cidadãos de bem", cabotinismo, democracia, partidos políticos, Política — Humberto @ 7:41 am
Por suas teorias e propostas ( que não entendo de jeito nenhum ), todos os partidos políticos oferecem-nos um mundo melhor. Discordâncias entre as linhas de pensamento partidárias ou ideológicas podem ser entendidas como, apenas, afã em acertar de qualquer jeito, sempre buscando o melhor para o coletivo.
Portanto, estou tentado a pensar, a partir de agora, da seguinte forma: acordos não são execráveis por serem acordos e nem configuram, necessariamente, negociatas corruptas; provavelmente, na democracia direta, a menos que se queira discutir até o dia amanhecer, para continuar no dia seguinte, uma hora as partes deverão chegar num acordo. Ou seja, faz-se acordo, só que a representação é outra, segue-se outra “liturgia”.
Desse modo, com as agremiações todas quase-perfeitas, somente variando o grau de competência e entrega, resta atentar aos membros dos partidos.
Já que os partidos são bons, como explicar o estado de coisas atual? Simples.
Os partidos estão sendo sabotados, a partir de dentro, pelas sementes ruins que neles se filiaram. Usam das estruturas e prerrogativas das agremiações visando apenas o seu ( das sementes ruins ) projeto pessoal. As pessoas ( indivíduos ) corrompem os partidos e, depois, a máquina, quando chegam ao poder.
Oras, já é uma verdade monolítica e de pleno domínio popular que a política é “corrupta”, os políticos são “corruptos”, o Estado é corrupto, os governos são corruptos. Todo mundo concorda. Desde o faxineiro, passando pelo bancário, até chegar aos altos escalões da sociedade. Nisso, todos parecem concordar, driblando a velha luta de classes.
Diante desta fatalidade da qual não há mais saída, por quê alguém, que se considere “limpo” e “honesto”, se credencie a disputar alguma eleição? Pior ainda, se for um iniciante. Quer dizer que, com toda a sociedade reclamando, se indignando, lamentando, praguejando – mas, entendendo se tratar de uma situação da qual não há mais escapatória – e etcetera, e o camarada concorda sem pestanejar, e, ainda assim vai tentar um cargo? Ora, se o sujeito já aceitou que todos são corruptos e que não há forma de se mudar isso, então o que o honestão vai fazer lá, no meio da sujeira? Significa que, mesmo sabendo disso ( e POR ISSO MESMO ), é que nosso amigo vai se candidatar. Primeiro ele se filia, depois rasga a carta de princípios do partido ( qualquer partido que seja ) e vai tentar garantir o seu. Ou, em outras palavras: os partidos não são ruins, eles ESTÃO ruins, apodrecido pelos indivíduos que formam seus quadros.
É por isso que eu não confio no ( s ) meu ( s ) vizinho ( s ), ambicioso ( $ ) e cabotino ( s ). Jamais votaria nele.

julho 6, 2008

A volta do FEBEAPÁ JR.*

* Festival de Besteiras que Assola as ginas dos Jornais e Revistas
WITTGENSTEIN
A R$ 4,00 você pode comprar um Folhão no Domingo e encontrar na capa ( teoricamente, um espaço nobre [ spazio nobilis, se fossenome de prédio paulistano ] ) isso aqui:
“Morar no Brasil é um risco. É bala perdida, gente que rouba e não é punida.”
Não vou dizer quem falou isso. Ela, uma atriz global, não merece que eu dê, gratuitamente, seu nome aqui.
Não sei o que é pior: falar um amontoado de platitudes como quem estivesse fundando uma nova linha filosófica de pensamento sociológico, ou a pessoa que trabalha no jornal e decide que o tal amontoado de platitudes figurará na capa de um jornal de grande circulação nacional em sua edição dominical.
Bom, eu desconheço o teor inteiro da matéria ( está na Ilustrada ), mas duvido que nossa personagem tivesse dito algo como: “Morar nos EUA é um risco. É entrar numa escola ou McDonalds e ser fuzilado por algum adolescente desajustado ou/ satanista/nazista/revoltado/vítima de bullying, ou que pensa que a vida é um jogo deRPG ou uma rodada de Counter Strike”. Ou então: “É gente que aplica golpes trilionários no Mercado, leva à falência pequenos poupadores ou pensionistas, e fica por isso mesmo”.
ENTUSIASNO
Essa daqui também está na capa do Folhão. É da Eliane Cantanhede:
“A demora e a discrição do Brasil em parabenizar a Colômbia pelo resgate de Ingrid Bettancourt na contramão dos EUA e da União Européia (… )”.
Bom, quem precisa, antes de mais nada, “cumprimentar entusiasticamente” alguém, só porque os EUA assim o fizeram? Em compensação, o Brasil – no governo FHC, é bom que se diga – não reconheceu o governo autoimposto dos golpistas do “Cansei” venezuelano; o entusiasmo ficou por conta do golpista George W. Bush.
Nos próximos posts:
- Protesto contra o feriado de 9 de Julho e contra a arrogância paulista. Não existe avenida com o nome de Getúlio Vargas na Capital. Golpista civil de 64 , Mesquita ( do Estadão, mas não sei qual ) ajudou a desenvolver um Ato Institucional que assustou até mesmo os generais. Transcreverei do livro de Jasson.
- A Época “denuncia” o IPEA “ideológico”. Os que lá estiveram antes não tinham ideologia alguma. O Juiz Maierovitch diz a mesma coisa, só que sobre a Máfia.
- Persona non grata ou pessoa nefasta? Carta que mandei para os jornais, saudando os professores da rede estadual de São Paulo não foi publicada. Nem da primeira vez que mandei, e nem da segunda.
- O Vinícius dizia que eu era “paranóico”. Tem razão. Eu enxergo “Reichstags em brasas” prá onde quer que eu olhe.
- Eleição para prefeito de São Paulo. Deveria eu votar em alguém?
- Manifestações na Paulista banidos. Não tem problema. A gente acha outros lugares.

junho 29, 2008

Pobres folgazões recebem o Bolsa Família, compram mais comida e causam falta de alimento no mundo!! Escassez é resultado do assistencialismo do Lula!

Exposta mais uma vez a óbvia e gritante estupidez da cabotina classe-média paulistana: 7 entre 10 beneficiários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre. Vou repetir ( com foco em gerenciamento de atenção ) , já que a vEJA lhes deixou burros, muito burros demais: eles não querem receber o benefício eternamente!!
E outra: Pelo fim do feriado – ponto facultativo – de 9 de Julho em São Paulo!! Pelo batismo de alguma avenida principal da cidade de São Paulo, com o nome de Getúlio Vargas, o maior brasileiro de todos os tempos, de acordo com uma pesquisa promovida pelo próprio imprensalão, em 2007!!
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Jornal dos Prefeitos/Tribuna-ES, 28.06.08
Pesquisa
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Brasília - A idéia difundida por críticos do programa Bolsa Família que o benefício poderia desestimular a busca pelo emprego não se confirma na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que ouviu no ano passado cinco mil usuários do programa nas cinco regiões do país. Dos titulares do cartão Bolsa Família que responderam a pesquisa, 95% responderam que não deixaram de fazer algum tipo de trabalho remunerado depois que passaram a receber o benefício. Além disso, o levantamento demonstrou que sete, em cada dez beneficiados pelo programa, disseram que não querem receber o benefício para sempre. Menos da metade dos entrevistados (44%) tiveram trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa e o grau de informalidade, de acordo com o Ibase, é alto. Apenas 16% têm carteira assinada. Dentre os que não trabalharam no mês anterior à pesquisa, 68% estão desempregados há mais de um ano e apenas 23% buscaram trabalho neste mesmo mês.
O Ibase concluiu com o levantamento que o recebimento do benefício não faz com que as pessoas deixem de procurar trabalho. “Alguns grupos menores apontaram que há abandono de trabalho quando as condições são de extrema precariedade. Nesse ponto, nos relatos, os pesquisadores identificaram situações de atividades análogas à escravidão”, registrou a pesquisa.
O fato da maior parte dos entrevistados ser mulher pode explicar, de acordo com o Ibase, o baixo índice de trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa, dado confirmado por 44% dos entrevistados. As entrevistas foram realizadas em setembro e outubro de 2007. Os entrevistados foram escolhidos por amostragem a partir do cadastro do Bolsa Família, que hoje possui 11,1 milhões de famílias beneficiadas. A pesquisa teve uma fase quantitativa, realizada pelo instituto Vox Populi, e outra fase qualitativa, anterior, que ouviu pessoas entre junho e julho de 2006. As duas fases se complementam.
Estudo
Mais de 80% dos beneficiários do Bolsa Família usam o dinheiro com comida
Brasília - Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômicas (Ibase), no ano passado, demonstrou que 87% dos beneficiários do programa Bolsa Família gastam o dinheiro do benefício, principalmente, com alimentação. Ao entrarem no programa, os beneficiários aumentaram tanto a quantidade, como a variedade dos alimentos consumidos. Dos pesquisados, 73,7% afirmaram ter aumentado a quantidade de alimentos que já tinham o hábito de consumir e 69,8% aumentaram a variedade.
A pesquisa ouviu cinco mil titulares do cartão Bolsa Família em 229 municípios, nas cinco regiões. O levantamento foi feito nos meses de setembro a outubro, antes da alta da inflação verificada nos últimos meses, puxada principalmente pelo preço dos alimentos. Dos entrevistados, 78% declararam que passaram a consumir mais açúcar após o início do recebimento do benefício. Em relação a arroz e cereais, 76% disseram ter passado a consumir mais desses produtos e 69% declararam ter aumentado o consumo de leite. Também houve aumento do consumo de feijão. Dos entrevistados, 59% afirmaram ter aumentado a quantidade do produto em suas compras. As modificações na alimentação das famílias contrariam a tendência nacional no que se refere ao consumo de cereais. No Brasil, o consumo de arroz e de feijão (considerados a base da alimentação) decai há anos, de acordo com o Ibase, embora isso não ocorra entre as famílias de baixa renda. O levantamento apontou que o consumo de arrroz e feijão aumentou, nessa faixa. Outro dado levantado pelo pesquisa é que 63% dos entrevistados declararam ter aumentado a compra de alimentos da preferência das crianças da família.
Já para famílias que já tinham a alimentação básica suprida, o levantamento aponta que o Bolsa Família possibilitou o aumento na aquisição de alimentos considerados complementares, como frutas (55%), verduras e legumes (40%), alimentos industrializados e outros considerados supérfluos (62%), além da carne (61%), alimento considerado de difícil acesso.
Em segundo lugar no carrinho de compras do Bolsa Família vieram os gastos com material escolar (45,6%) e despesas com vestuário (37,1%).
Para o diretor do Ibase, a pesquisa aponta que o programa trouxe benefícios, mas precisa ser aperfeiçoado. “É necessário manter e aperfeiçoar o programa, associando-o a outras políticas públicas capazes de atacar problemas como a falta de saneamento básico e de acesso ao mercado formal de trabalho, fatores que interferem na insegurança alimentar”, avaliou o diretor do Ibase e coordenador do trabalho Francisco Menezes.
Benefício
Municípios têm até segunda para enviar dados do Bolsa Família
Brasília -
O prazo para envio de informações de saúde do programa Bolsa Família termina na próxima segunda-feira (30). Até agora, 64 cidades brasileiras já concluíram o processo, enviando os dados de todas as famílias que se enquadram no perfil da saúde, para o Ministério da Saúde. A região com maior número de municípios com grau de excelência no acompanhamento em saúde é a Sul, com 25 cidades. Em seguida, vem a Região Sudeste, que registra 17 cidades com acompanhamento de 100%, e depois o Nordeste, com 16 localidades na mesma situação. O Norte e o Centro-Oeste registram três cidades com 100% de informações de saúde, cada um. A média nacional de registro no sistema até 20 de junho foi de 43%.

junho 9, 2008

"Pago meus impostos, blablablablobloblo…". POIS SIM!

Filed under: cabotinismo, Dívida Ativa da União, impostos e taxas, sonegação — Humberto @ 2:38 pm
União só recebe 1% da dívida ativa
Jornal do Commercio/RJ, 09.06.08

De R$ 653 bi em tributos não pagos, apenas R$ 6,5 bi entram nos cofres públicos por ano
Nem mesmo os programas de parcelamento possibilitam que o governo federal eleve a recuperação de impostos inscritos na dívida ativa. Os brasileiros devem aos cofres públicos mais de 28% do Produto Interno Bruto (PIB) ou o equivalente a R$ 653 bilhões e, por ano, a recuperação não chega a 1% (R$ 6,53 bilhões). Existem tributos que a própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional já perdeu as esperanças de receber. Esse é o caso de um débito de 1927, que, hoje, corresponde a R$ 28 mil. A manutenção na contabilidade, mesmo com possibilidade nula de pagamento, é uma das justificativas para o crescimento da dívida ativa, que é corrigida pela taxa básica de juros (Selic), atualmente de 12,25% ao ano. O desafio dos procuradores da Fazenda Nacional é evitar que situações como esta continuem. A coordenadora-geral da dívida ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, reforça que quanto mais antigo o débito maior dificuldade para reaver o recurso.

junho 6, 2008

Eu DEFENDO o motorista da carreta que tombou na 23 de Maio!!

De repente, à tarde, percebo que o tráfego da Av. Jabaquara ( Z. Sul de São Paulo ) deixa de fluir como vinha fazendo. Eram 14:00 hs.
Pulando de estação em estação de FM, tentando descolar uma música que me agradasse. Alpha…Scalla…Kiss…BandNews ( credo!! )…Eldorado…
De repente, me chama atenção um estrondo tonitruante: era a voz de um apresentador que eu reconheci como sendo dum programa jornalístico da BandAM. Acho que do Jornal Gente. Mas aquela estação não era a Band. Bom, daí acabo escutando o que o cara falava. E foi aí que fiquei sabendo do acidente na 23 de Maio.
Com seu ribombar vocal, acentuado por um tom moralista e autoritário, o cidadão passa a acusar a CET. Segundo ele, a CET não vinha informano decentemente, e que ninguém da Companhia se prontificara a dar quaisquer esclarecimentos sobre o que acontecia.
Oportunista, o apresentador joga para a torcida e ainda tenta fazer uma ironia, dizendo que ninguém da CET aparecera, talvez por estarem todos no local do acidente, ajudando a remover, no muque, o veículo pesadão. Parece que não há ninguém com culhão suficiente para dizer, na cara do paulistano, que é o carro DO PAULISTANO que prejudica o trânsito da Capital!! Em vez disso, o que se costumou fazer: contando com o habitual mau-caratismo do munícipe, passou-se a crucificar o fiscal do trânsito, conhecido pelas alcunhas “marronzinho” e “amarelinho”.
Voltando ao “speaker”: eis que ele passa a praguejar contra o motorista da carreta, que é proibido andar com aquele veículo na 23 de Maio, que não é a primeira vez que este motorista faz isso; e que, claro, voltará a fazê-lo, livremente.
Lembro-me duma carta de leitor publicada no JT, dia desses ( ou teria sido um Editorial? Não me recordo. ). Falava-se alguma coisa ( eu não lembrei de guardar ou copiar ) referente à CET. Dizia respeito à alguma decisão de âmbito gerencial, administrativo, do órgão. Claro que a referida decisão teria suas implicações posteriores. Ou seja: fatalmente iria se chocar com os motoristas. Só que a foto que ilustrava o texto não mostrava um diretos, gerente ou engenheiro: mostrava um amarelinho em pleno ato de multar algum infrator!! Congelaram a imagem “odiosa” de um funcionário cumprindo sua obrigação, descontextualizaram-na, só para jogar um público mau-caráter já predisposto a culpar o fiscal; como sempre, não importa de onde venham as decisões, o bode espiatório – tanto para os motoristas como para os que tomaram as decisões – passa a ser o fiscal de trânsito, o marronzinho; cínica e hipocritamente, tais condutores ainda tentam se valer de uma lenda urbana para justificar seus delitos cada vez mais graves: a suposta “Indústria da Multa” ( suposta não, inexistente; inventada por algum mau-caráter e prontamente adotada como desculpa por outros igualmente cafajas ). A existência de uma tirânica e opressiva “suposta” entidade passa a ser, então, a desculpa para que se a combata. De que modo? Oras, simples: estes “Inconfidentes” fazem exatamente o contrário de tudo que a “IM” exige: direção perigosa; estacionar em local proibido; colocar o pedestre em risco; passar no sinal vermelho; colocar o carro totalmente sobre a calçada e impedindo a passagem dos transeuntes; deixar o carro parado em guia rebaixada ou porta de garagem ( não se enganem: o que o “Inconfidente” mais odeia, tirando a Indústria da Multa, é OUTRO Inconfidente ).
Tem mais: fila dupla, invadir a pista contrária, andar na contramão; andar na contramão no dobro da velocidade permitida naquela rua.
Sem contar aquelas coisas que talvez não sejam exatamente ilegais mas, adotadas pelos “Inconfidentes” e simpatizantes, demontra a incontestável indisposição deles com para com o uso do dedo ( polegar ) opositor e a vida em comunidade: escapamento aberto; booster no talo para melhor compartilhar conosco seu asqueroso mau-gosto musical; lavar o carro com água potável e, geralmente, na calçada, impedindo a circulação das pessoas; atirar latinha de alumínio ( geralmente “breja” ) pela janela; dirigir bêbado, alcoolizado ou embriagado; dirigir bêbado, alcoolizado ou embriagado e, ainda por cima, falando ao celular…
Merecedores de menção são aqueles que, ficam acelerando o carro parado, no sinal fechado, para assustar quem está atravessando a rua. Este método tem por finalidade, fazer o pedestre andar mais depressa para, quem sabe, tentar furar o sinal vermelho. O alvo predileto destes ansiosinhos são os idosos que se movem lentamente, irritando o motorista, mesmo estando os velhinhos fazendo o que lhes é de direito e está de acordo com sua capacidade física de fazê-lo.
Pois bem, voltemos ao motorista da carreta. De acordo com o “Método K. Da 1, K. Da 1 de Auto-a-Judas”, ele fez o que lhe convinha. Como todos fazem, aliás. Ele não pode ser escolhido o bode expiatório do caos no trânsito ( trânsito no caos? ) de São Paulo, pois “atire a primeira pedra quem nunca pecou gravemente ao volante”.

setembro 3, 2007

O Cata-Milho te mantém informado sobre o Piauí e comenta!!!

É isso mesmo!!!
Vou retomar aquele assunto desagradável: como é que um sujeito bem-formado, diploma superior ( coisa que o Lula não tem, não é mesmo? ) , experiência administrativa no setor privado, um MBA, foi falar um troço daquele? Ou será que é justamente por isso?
Diz-se que a queda de Tróia se deu por suas qualidades terem sido convertidas, justamente, em deficiências. Acho que é isso, sei lá. Nem sei se as linhas acima têm algo a ver com o que vem a seguir.
Uma matéria publicada no Valor Econômico em 16 de Janeiro deste ano ( pág. A3 ) apontava, tendo por base dados do IBGE, que as regiões Norte e Nordeste contribuíram decisivamente para o crescimento das vendas do comércio varejista brasileiro, no período entre janeiro e novembro de 2006, que foi de 6,25%. De acordo com o jornal, sem a performance dessas regiões, o resultado nacional teria sido de 4,25%. Ressalta-se, porém, que 2007 não seria tão positivo, com o Nordeste apresentando um crescimento mais modesto. Porém – penso eu – é um crescimento. E o Piauí com isso? Bom. O gráfico que ilustra a matéria mostra a performance por Estado, e o Piauí contribuiu nessa estatisticaiada toda, com sua variação acumulada de 12,45%. Um mercadinho ainda a se firmar
Os números deste ano mostram que o fôlego do comércio varejista piauiense já não é o mesmo do anterior: Comércio varejista do Piauí cai pela 2ª vez consecutiva neste ano ( Acessepiauí, 15/08/2007 ) . Claro que isso – tal como as outras cifras, inclusive as positivas – se trata de uma média.
Aquilo que importa
Não sei se pode-se confiar na validade de pesquisas, mas por uma questão de justiça, já que o prefeito é tucano, lá vai : Pesquisa aponta Sílvio Mendes como campeão regional no combate ao desemprego -Teresina é classificada como a que oferece a melhor infra-estrutura em saúde ( 24/05/07 ) . Tem outra pesquisa legal: Empresas do Piauí sobrevivem maisPesquisa do Sebrae revela índice acima da média nacional ( Agência Sebrae, 26/08/07 ) “O Piauí é o quarto Estado no país onde as micro e pequenas empresas sobrevivem mais. O dado foi divulgado na pesquisa encomendada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae Nacional, ao Instituto Vox Populi. (…)”.
O preconceito – e não adianta dizer que não existe; não precisa ser “de esquerda” para saber, basta não ser trouxa ou mau-caráter – se reforça na falta de informação e na falta de interesse em buscá-la. Nada mais cômodo, para alguns, continuar vomitando a idiotice de “o Lula ganha no Nordeste por causa do Bolsa Família”. Como se não existissem os governos estaduais… E me digam: queriam que ele tivesse ganho no interior do Maranhão por causa dos lucros da Vale do Rio Doce ou do Itaú? Ou devido ao aumento na importação de carros de luxo, como os que temos visto circular nos Jardins? Quem celebra esse tipo de coisa, a não ser puxa-sacos e arrivistas de caráter nada confiável?
Olha isso aqui, que legal: Semi-árido recebe mais 300 “Barraginhas”Tecnologia vai trazer um grande futuro na questão da estiagem no semi-árido ( Portalappm, 30/08/07 ) “Cerca de 20 técnicos do EMATER – Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural representando as regionais de Oeiras, São João do Piauí,Paulistana, São Raimundo Nonato e Valença prestigiaram,o evento para implantação de 300 “Barraginhas”, no município de Oeiras (…).”
E aí, isso é Bolsa-esmola também?
Claro que, para quem dispõe de água baratíssima e pode se dar ao luxo de inutilizá-la lavando o carro ou o quintal, ou que pode gastar 3 contos numa cerveja que promove show da Ivete Sangalo ( não só ) na Festa do Peão de Barretos – e cujas peças publicitárias são monumentais certificados de estupidez – ou dispõe de recursos para disponibilizar aos filhos telefones celulares que eles utilizarão sem cerimônia na sala de aula, talvez 15 a 20 reais por mês mais uma “barraginha” não sejam muita coisa. Concordo. É muito pouco. É pouco demais, para que alguém seja mesquinho a ponto de se opor a que o governo ofereça pelo menos isso àqueles miseráveis. Notem que eu não estou falando apenas das classes médias ou altas. Estou me referindo à mesquinharia em geral e você encontra bastante desse produto nas faixas mais modestas da população. Acho que a maior herança maldita que o FHC e seus asseclas deixaram para o país, foi a disseminação do egoísmo, competição e da ambição desmedida entre a nossa sociedade e em seu imaginário, aquela coisa do “eu tenho que estar bem primeiro para ajudar”. Coloque essa afirmação na boca de alguém ambicioso e sempre “correndo atrás” do dele, mas nunca se satisfazendo, e tente imaginar o dia em que a generosidade baterá na porta de alguém que dela necessite.
Enfim, temos em nosso país, pessoas que ainda estão buscando suprir, regularmente, suas necessidades mais prosaicas e imediatas, e outras que se preocupam em teorizar demais a respeito. Paternalismo, livre-iniciativa, ajuda estatal, esmola, individuo, custos e superávits, fraternidade. Tem pra todos os gostos e vocabulários. Mas filosofem logo, façam logo suas considerações analísticas repletas de terminologias, resolvam sua competição de superioridade intelecual cognitiva, que os caras estão morrendo e não podem esperar muito essa enrolação.
Ninguém é obrigado a saber a respeito de tudo, o tempo todo. Mas não estamos na “Era da Informação”, as novas tecnologias, blá-blá-blá, permitindo que as gerações atuais, bló-bló-bló…? Como, haveria possibilidade de apreendermos a realidade em sua totalidade? É impossível, é onipresença. Se alguém souber me diga, em termos leigos.
Acho que existem poucas coisas mais extenuantes do que pensar sobre as coisas, tendo a obrigação de considerar que “existe versão para tudo” – o que pode gerar uma certa paralisia, já que nenhuma versão está cem por cento correta, ou mais próxima do real. Para mim, isso é terrível, esse relativismo das coisas. Mas eu deixo a tarefa de pensar para os lúcidos filósofos que o imprensalão nos oferece.
Tabatingüera
Eu tava dando um rolê pela world web, e percebi que o Zottollo tem seus defensores, os quais dizem que ele teve suas palavras distorcidas pela KGB petralha. Teve um que falou que não foi nada de mais, “que o Piauí foi usado apenas como exemplo de um lugar esquecido, e não se pode negar que é mesmo”.
Tá certo. Então, da próxima vez, diga Jardim Ângela: “Se o Jardim Ângela desaparecer, ninguém vai dar por sua falta…”. É um local esquecido também, não é? Se o Zottollo dissesse isso, seria sinal de que se importa ou não com estas pessoas? Distorção, ambigüidade ou ato falho? Quando eu digo “Eu tenho vergonha da classe média paulistana”, é para não haver dúvidas. As exceções que talvez existam nesse extrato social concordariam comigo.
Há quem diga que o Lula “dividiu” a sociedade brasileira. Que seu discurso acabava jogando os pobres – imenssíssima maioria da população brasileira, diga-se de passagem – contra os ricos e a classe média, e vice-versa.
À época da eleição de 2006, um bando de cidadãos veio com um papo de que seriam eles – os que não votaram em Lula e nos “mensaleiros” – a “elite” moral do paíz, os faróis da ética e decência. Na Internet você podia ler as insinuações de que, quem votou no Lula, ou seria por “interesse”- nas entrelinhas: “porquê também estaria recebendo mensalão” – ou – mais explícito – por burrice. Taí: eles eram superiores intelectual e moralmente àquela parte da população que reelegeu Lula.
Mesma conversa, o embrião do “Cansei”. Os cidadãos de bem. A elíte.
Existe sim, uma divisão na sociedade brasileira, só que entre os cabotinos e os que não o são.

julho 30, 2007

Seus FDP do CANSEI!!! cOMO ousam falar em nome DE TODO o povo brasileiro?? Não em nosso nome, por favor. NÃO EM NOSSO NOME!!!

Classe média vai às ruas “contra caos aéreo” [ aspas do blog ]
Valor Econômico
30/07/2007 07:43
SÃO PAULO – Margeando o lago do Ibirapuera, em São Paulo, sob uma temperatura de 11 graus e uma garoa fina e insistente, a pequena massa avançava. Muitos estavam de preto. Alguns traziam flores na mão. Outros, placas de protesto. Apesar de rigoroso, o frio parecia incomodar a poucos: não faltavam casacos bem cortados, botas de couro, cachecóis. Até óculos escuros apareciam, apesar do tempo encoberto. E havia cachorros. Muitos e de todos os tipos: pastor alemão, são bernardo, border collie, cocker, labrador…
O caos aéreo e ( ??! ) o acidente com o avião da TAM, que provocou 199 mortes, motivaram as primeiras manifestações públicas de protesto da classe média paulistana contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu segundo mandato. Mais que as causas diretas do desastre – as investigações da caixa-preta agora apontam as principais suspeitas na direção da falha humana – os manifestantes extravasaram suas insatisfações generalizadas com a administração petista. Fernando Portaro ocupava um lugar nas primeiras fileiras do grupo. ” Estou aqui por indignação ” , dizia o empresário, enfático. Nas próximas três horas, ele não pouparia a voz ao acompanhar palavras de ordem como ” fora, Lula ” e ” relaxe e saia ” , repetidas com entusiasmo pela multidão, que aos poucos se avolumava. A indignação a que Portaro se refere tem um catalisador: o acidente com o avião da TAM que matou 199 pessoas, no pior desastre aéreo da história do país. É esse o motivo imediato que levou milhares de pessoas, ontem, a caminhar cerca de seis quilômetros, do Parque do Ibirapuera ao aeroporto de Congonhas, até a frente do prédio destruído pelo choque com o avião. Como Portaro – que nos últimos 30 dias fez sete viagens de avião -, o público da marcha é o mais atingido pelo caos aéreo. Para muitos, Congonhas passou a ser um nome quase maldito. ” Na empresa, já exigi voar apenas por Guarulhos ” , diz Ricardo Lima, um executivo do mercado financeiro que andava ao lado de sua bicicleta, trajando um uniforme de ciclista com críticas à figura de Lula. Mais à frente, uma senhora, que preferiu não se identificar, confessava nunca ter sentido tanto medo. ” Ontem (sábado), ao voltar de Florianópolis, eu precisei descer em Congonhas. Rezei a viagem inteira. ” Orações também fizeram parte do encerramento da marcha, quando o público rezou em frente ao prédio destruído. Mas em que pese o caos aéreo e a solidariedade às famílias das vítimas, a maioria dos participantes, calculados em 6,5 mil pessoas, demonstrou que esses não foram os únicos motivos para ir às ruas. ” É muito mais que o acidente ” , disse Ana Cavalcante, que cumpriu o percurso ao lado de seu labrador, batizado de Whisky. Também executiva do mercado financeiro, Ana disse achar que o povo brasileiro está sendo desrespeitado e chamava o governo de passivo. Ela não é eleitora de Lula, assim como a maioria dos participantes da marcha. ” Não votei e não votaria no Lula nem que me pedissem para escolher entre ele e o fim do mundo ” , afirmava Portaro. Vestida de preto dos pés à cabeça, Cléia Carvalho ( link para o fotoblog da cidadã ), uma pensionista que trabalhou 32 anos em companhias aéreas, fazia coro: ” Os governantes são os verdadeiros responsáveis ” . O carro de som que conduzia a passeata dava o tom: em cima dele, o cantor Seu Jorge às vezes cantava ” Prá não dizer que não falei de flores ” , o velho hino contra de Geraldo Vandré, usado contra o regime militar nos anos 60. Os motivos da insatisfação variavam bastante: enquanto uns reclamavam dos impostos, outros citavam a falta de segurança, os problemas na educação ou na saúde pública. ” ( O acidente ) foi a gota d’água ” , resumiu a ortodontista Maria Edith Campos Cruz, que perdeu dois ex-pacientes no acidente.
Da mesma forma, não era fácil identificar entre os manifestantes uma pauta de medidas práticas contra os problemas levantados. E, novamente, o carro de som refletia isso. Além das críticas ao governo, houve várias homenagens a corporações como os bombeiros e pedidos de palmas até a Jesus. A passeata conseguiu, no entanto, tirar a classe média de casa – e a classe média se sentiu confortável na rua.
” Estão dizendo que essa é a marcha da burguesia. Que problema há nisso? ” , perguntava uma amiga de Ricardo Lima. Ana Cavalcante disse que sempre achou passeata coisa de ” gente que gosta de fazer bagunça “, mas mudou de idéia. Antonio Tonini, que caminhava ao lado da mulher, Marialva, também não tinha dificuldades em expressar esse sentimento: ” Chegou o momento de todos nós, da classe média, colocarmos o pé nas ruas e reivindicarmos melhorias ” , afirmava. O que alguns manifestantes lamentavam é adesão menor que a de suas previsões pessoais. ” Quantas pessoas a marcha reuniu? Cinco mil? Deveriam ter comparecido cinco milhões ” , dizia Giulia Ferro, criadora do blog EducaForum, destinado a pais com filhos que estudam na escola pública. ” A parada gay, por exemplo, reuniu dois milhões de participantes. ” Para os organizadores do movimento, a marcha cumpriu seus objetivos. A proposta da passeata, encampada por várias entidades, nasceu no CriaBrasil ( Cidadão, Responsável, Informado e Atuante ), um grupo informal que se reúne na casa do empresário Marcio Neubauer. ” O movimento é apartidário, mas altamente político ” , reconhece ele. ” Estamos fazendo política? Estamos, mas de bom senso. ” Neubauer reconhece que há um risco de que eventuais ganhos de imagem com esse tipo de ação sejam encampados, indevidamente, por grupos partidários, mas afirma que até agora isso não ocorreu. No começo da manifestação, ainda no Ibirapuera, um grupo apareceu com bandeiras do PSDB, ( N. do Blog: para não ficar na caruda, já que se mostrou que a maioria não votou em Lula e duvido que tenha votado em Heloísa Helena ) mas enfrentou a reação do resto do público e acabou se retirando. Que tipo de resultado será obtido divide as opiniões. Ana Cavalcante disse achar difícil que a passeata tenha efeitos práticos, mas mesmo assim insistia na necessidade de ir à rua. Muitos, porém, viam na marcha uma chance de multiplicar a ação. ” Espero que esta seja a primeira de uma série de manifestações e que o governo se sensibilize ” , disse Flávia Papa Caltabiano, viúva do empresário Pedro Caltabiano, que morreu no acidente junto com o irmão João Francisco, e deixou três filhos. ” Até agora, ninguém nos deu apoio: nem o governo, nem a TAM. ”
E quem viu a marcha de longe? Ainda no Ibirapuera, Maria Antonia Correa, que vende doces no parque, fazia o percurso contrário ao da multidão. Vinda de Itaquaquecetuba – bem distante do Brooklin e do Jardim América, a vizinhança de alguns manifestantes – ela não sabia da marcha. ” Eu não vejo jornais ” , explicou. Maria Antonia disse acreditar que a responsabilidade do acidente é da companhia aérea, mas não poupou Lula, em quem votou nas últimas eleições. ” Estou arrependida ” .
A questão para ela não é avião. É aposentadoria: ” Muitas coisas mudou (sic)… Não posso mais me aposentar porque pago (a previdência) há 12 anos e agora é preciso pagar 15. ”
(João Luiz Rosa Valor Econômico)
1. Os manifestantes não apareceram munidos da certidão negativa da Receita Federal, como este blog costuma desafiar;
2. Insatisfção genérica, ou seja, factóides, já que fica patente a contradição em certos discursos que se dizem “contra os governantes”. Quais são estes governantes?
3. Estão manifestando seu descontentamento contra “a saúde pública e a educação pública” de má qualidade. Óbvio que eles ignoram – o que eu acho mais provável quando vindo deles, já que sua cidadania é comprada na prateleira do supermercado, e não conquistada – ou omitem que uma das causas que resultaram no Apagão Aéreo Educacional, como o do Estado de São Paulo, foi justamente quando a classe média passou a ingressar nas escolas particulares, permitindo que “os governantes” deixassem o ensino público ao deus-dará; sobre a “saúde pública”, outra generalidade, para não precisar mencionar as pessoas dormindo no chão do Hospital do Tatuapé, a falta de remédios, a superlotação das AMAS, etc, sob responsa da Prefeitura de São Paulo ou do governo tucano há 13 anos no Estado de São Paulo;
4. Acidentes acontecem: o craterão do Metrô sequer foi lembrado;
5. Mas foram corajosos: além do frio, tiveram que agüentar o Seu Jorge;
6. A polícia os tratou bem. Vamos ver se tal tratamento será igual quando os professores marcharem, agora em Agosto;
7. Eles se disseram apartidários, mas políticos. Tal definição não costuma ser considerada quando são trabalhadores que se manifestam. Para eles, toda greve é “política”. Logo “do PT”. E aí não pode;
8. Pedem segurança? Para os moradores de rua da Tabatingüera? Ou para o governo do Estado que, sabe-se-lá-como, conseguiu “dominar” o PCC e nem se ouve mais falar dos caras. Que mágica, né? Que nem quando o Serra disse que a Cidade de São Paulo estava falida e “recuperou-a” em pouquíssimo tempo. Magia negra.
9 . O POVO BRASILEIRO ESTÁ SENDO DESRESPEITADO? As famílias das vítimas do acidente também. Por vocês, seus lixos.
10. E o meu medo: a senhora que se juntou, e que está insatisfeita com a aposentadoria. Senhora, essa corja à qual se juntou, se depensesse deles, a previdência e a seguridade social iriam para mãos privadas. E a senhora trabalharia até os 100 anos. Cuidado com as más companhias.
11. Senhores cansados: vocês se juntarão àqueles que se manifestarem pela reestatização da Vale?
12. Como vocês esperam juntar cinco milhões de pessoas com essa lista ridícula de “exigências” mal costuradas? Cabotinismo tem limite.
Para terminar:
“São Paulo destoa do País e concentra renda – De 2004 para 2005, rendimento dos mais ricos no Estado cresceu 17%”
OESP, Economia B6, 24/ 09/2006
“Muito rico e decadente”
De cada três ricos no Brasil, dois residem em São Paulo, sendo que mais de 40% somente na Capital. Nos últimos vinte anos, o Estado de São Paulo passou de 37,8% ( 191,8 mil famílias ) para 58% ( 674,5 mil famílias ) do total das famílias consideradas ricas no país. ( … )
Giba UM, DCI, 05/01/2007

setembro 18, 2006

A pé, pedestre. De carro, quadrúpede

Mulher, deixando seu automóvel em local proibido ( placa identificando a proibição), faz ao dono “do lojinha”, pergunta de dúbio significado:
- Será que deixar aí tem problema?
No que ele responde:
- Nesse caso aí, não vejo como possa haver um problema maior do que o carro estar estacionado justamente em local proibido.
Ela:
- Mas será que vem alguém [ CET, amarelinho, "a lei" ] multar hoje (é Domingo) ?
Ele:
- Bem, como pagador de impostos que sou, o mínimo que espero é que eles cumpram com sua obrigação elementar, que é punir o motorista infrator…
Ela [ provavelmente sem ter percebido que, não foram palavras favoráveis a ela, motorista infratora ]:
- Mas mesmo hoje, num Domingo?
Ele ( mentindo, mas lembrando de um passado em que isso era possível ):
- Olha, às vezes até guincho aparece.
- Sabe, moço, é que eu já dei a volta no quarteirão e não achei vaga… Bom… vou rodar de novo ! Obrigada, moço!!
Entrou no carro e foi embora.

Moral da estória
Preste atenção: o problema, para essa gente, não é infringir alguma lei quando estiver ao volante mas sim, certificar-se que o faça sem sofrer algum tipo de sanção ou reprimenda. Já ouviu aquela : “Desculpe, seu guarda !! Eu não sabia que o senhor estava aí…” ?

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