ENCALHE

agosto 4, 2009

"Governador José Serra promete pagar R$ 7 mil a professores daqui a 12 anos!" – Do blog ENTRELINHAS

( Surrupiado ao blog ENTRELINHAS. Imagem acrescentada à parte. )

Governador José Serra promete pagar R$ 7 mil a professores daqui a 12 anos!
Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
A matéria abaixo é manchete da Folha Online neste começo de madrugada. Parece uma ótima ação do governador de São Paulo e presidenciável tucano José Serra. Mas ao ler a matéria com atenção, o leitor vai se deparar com a informação de que “o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos”. Ou seja, o pobre do professor vai levar mais de uma década para chegar aos tais R$ 7 mil. Serra deve pensar que o professorado é constituído por um bando de panacas…
PS às 12h de segunda-feira (3/08): até que a Folha de S. Paulo pegou leve na propaganda do novo programa do governador paulista – deu na primeira página, mas de forma discreta. Este blog ia sugerir manchete em seis colunas: “Serra pagará R$ 7 mil a professores de SP no ano de 2021″, mas os editores certamente não iriam gostar. Mas o mais interessante de tudo é imaginar o que aconteceria se tal programa tivesse sido lançado pelo presidente Lula e direcionado ao funcionalismo federal. Será que algum colunista aventaria a hipótese de chamar a coisa pelo nome, isto é, de demagogia. Porque é óbvio que não passa pela cabeça de ninguém imaginar que o governador Serra, homem sério que é, seja capaz de uma ação deste tipo, não é mesmo?

“Sete mil reais…mansão…iate…”, sonha a professora com os dias de fartura que virão

Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo
GILBERTO DIMENSTEIN
Colunista da Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil –os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.
Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.
Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.
Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.
Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas –um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.800 mensais.
A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis [ grifo deste blog, que considera "vulnerável" um eufemismo ] da gestão do PSDB em São Paulo –a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

julho 18, 2009

vEJA dá uma de livro de escola estadual de SP e troca Ceará por Maranhão em mapa publicado no site da revista! Ato falho revela obsessão por Sarney!

( “Revela obsessão por Sarney” é fo#$%da! Não sei de onde eu tirei essa…Ahahaha. )

Publicado no COMUNIQUE-SE

Revista Veja troca Ceará por Maranhão em mapa publicado no site

A revista Veja substituiu o estado do Ceará pelo Maranhão em matéria publicada nesta sexta-feira (17/07) no site Veja.com. A matéria “A mulher que está por trás do fenômeno Stefhany”, sobre a garota que faz sucesso no Piauí, chamou a atenção de leitores no Twitter. No mesmo dia a revista fez a correção no mapa.
No quadro, divulgado para ilustrar a matéria e o local de nascimento da cantora, o estado do Ceará não aparecia no mapa e o espaço que deveria ser ocupado pelo Maranhão foi substituído pelo Pará.

O blogueiro Nivaldo Ribeiro divulgou o erro em seu blog, com o post “A Nova Divisão Geográfica do Nordeste”. A partir disso a notícia repercutiu no Twitter, principalmente entre os cearenses. Após o incidente, a Veja retirou o mapa da reportagem, fez a correção e inseriu o gráfico novamente.“Alguns leitores nos comunicaram sobre isso. Ficou pouco tempo no ar. A correção foi quase que imediata”, explicou Katia Perin, editora da Veja online.

junho 25, 2009

Merendagate da Prefeitura de São Paulo: Ilegal, imoral. E escolas estaduais perdem dezenas de funcionários por vencimento de contratos.

“Estudos já comprovaram que esse modelo de terceirização da merenda ( mantido pela Prefeitura ) é ilegal e mais caro [ grifo deste blog ]. O caso será agora decidido na Justiça.”
Sílvio Marques, promotor do Patrimônio Público e Social, citado na coluna “Diário Paulista”, do Diário de São Paulo, 24.06.09
De acordo com a referida coluna, “a Secretaria da Educação alega que é ‘inviável’ produzir a merenda diretamente porque, para isso, seria necessário contratar e treinar 6 mil funcionários de uma hora para outra [ sic ].” Para quem não gosta de contratar funcionário público, o problema não é esse “de uma hora para outra”, mas sim “uma hora vai ter que contratar”.
Prossegue o “Diário Paulista”, resumindo o caso: as 6 empresas que eram responsáveis pelo fornecimento da merenda na cidade são acusadas de fazer um acordo entre si para dividir os lotes do contrato de fonecimento, cujo valor é R$ 250 milhões por ano. O Ministério Público, diz o “Diário”, acusa que 10% dos valores foram pagos a agentes públicos [ grifo deste blog ], a título de propina.
E NO ESTADO?
O jornal de bairro “O Paulistano” ( sempre citado aqui ) traz, na edição desta semana, a seguinte denúncia: na Escola Estadual Annita Atalla – Escola de Tempo Integral, que fica em Vila Prudente ( Zona Leste ), em fins de maio, funcionários não concursados da “área operacional” ( não sei o que vem a ser isso ) tiveram seus contratos vencidos e, com isso, passaram a debandar ( “EE Annita Atalla: faltam funcionários, sobram reclamações”, O Paulistano, edição 187 ). De acordo com a matéria, isso colocou em risco o funcionamento “em tempo integral” da escola: cerca de 380 alunos entram na escola às 7 da matina, saindo às 16 hs; ao longo da jornada, tomam café da manhã, duas merendas e ainda um almoço.
Ocorre que, entre os funcionários que debandaram, havia a merendeira que preparava o rango. Sem aparente solução, o que direção escolar fez?
Simples: começou a pedir, via bilhete [ ou seja: deverá servir como prova documental ], uma “colaboração espontânea” aos pais, no valor de R$ 10, 00, com a finalidade de manter a profissional ali, fazendo o rango da molecada. Alguns pais concederam. A maioria, no entanto, diz o jornal, se põe contra. Os relatos de pais dão a medida da tragédia: além da merendeira, saíram faxineira e inspetor. E o turno da tarde perigaria de acabar, fazendo com que pais “que não têm onde deixar os filhos” fiquem apreensivos.
Outros relatos dão conta de que, entre as sugestões de alternativas apresentadas pela diretoria do colégio, está a de os pais buscarem os filhos para estes almoçarem em casa [ !! ]. Há outra: que os alunos passassem a levar o almoço de casa [ alguém leu o livro "Cazuza", do Viriato Correa? Um garoto levava a lata de comida pro colégio e, na hora do lanche, ia se esconder "para comer", solitariamente. Outros alunos - se lembro bem - ficaram intrigados com o "egoísmo" do garoto e armaram um surpresa pro unha de fome. Na hora H - NHAC! - atacaram o fominha, para ver o que é que tinha de tão especial na marmita, que ele não repartia com ninguém. Descobriram que o garoto levava a lata vazia para a escola, não havia o que comer. É foda... ].
Prosseguindo com os testemunhos: uma das faxineiras está ajudando no preparo das refeições; também foi pedido aos pais que ajudassem na limpeza do estabelecimento. Há um outro testemunho, de alguém que não quis se identificar [ um motorista de transporte escolar ] , muito interessante: a falta de funcionários estaria afetando, também, outras escolas [ !!! ]
OUTRA ESCOLA COM PROBLEMAS
Detonando com a versão largamente divulgada pelo governo do Serra, e devidamente papagaiada pelos jornais simpatizantes tucanos, há o caso de um colégio, o José Pantoja, também na Vila Prudente, cuja falta [ e faltas ] de professores está prejudicando sobremaneira os estudantes. Lembram-se daquela lei das faltas, que tanto se falou, chegam a mostrar números que provariam o “acerto” da lei, que teria diminuído as ausências dos professores? Pois é. Talvez no começo, o professor passasse a frequentar a escola e dar aulas doente mesmo. Só que há limite pra tudo, né? Provavelmente haverá também uma “fuga” de professores da rede estadual. Só que não se enganem: é isso que os tucanalhas querem. Eles querem entregar a Educação à iniciativa privada.

junho 18, 2009

"Carestia escolar": escola estadual em Mauá tá sem merenda há um mês. Aluno faz faxina para enganar a fome. E por falta de funcionário, claro

Falta merenda em escola de Mauá
Alunos também seriam obrigados a fazer a limpeza das salas de aula

Estudantes da Escola Estadual Washington Vita, no Parque São Vicente, em Mauá, estão há quase um mês sem merenda escolar e ainda fazem multirões de limpeza para manter as salas de aula em ordem. De acordo com o relato de pais, alunos e de representantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Ensino), o governo do Estado cancelou os contratos com as empresas terceirizadas que prestavam os serviços de limpeza e cozinha.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Educação informou que o problema da falta de merenda será resolvido nos próximos dias. Em nota, o órgão garantiu que “no dia 17/06 será realizado um chamamento público para preencher as duas vagas de agente de serviço” existentes na unidade de ensino.
O professor da escola e representante da Apeoesp, Francisco Gomes dos Santos, disse que os alunos passam o período escolar sem nenhuma refeição fornecida pela escola. “Eles têm de comprar lanches na cantina. Além disso, só existe uma pessoa para fazer a limpeza das salas e por isso os alunos têm de fazer um multirão de limpeza”, denunciou. O professor disse que a Apeoesp questionou a Diretoria de Ensino sobre os problemas, mas até o momento nenhuma resposta foi encaminhada à associação dos professores. Sobre a limpeza, a nota do Estado informa que “a Secretaria desconhece problemas relacionados à limpeza das escolas na diretoria de Mauá”.
Merenda seca - A Secretaria Estadual da Educação informou também que a dirigente de ensino de Mauá orientou a direção da unidade a servir merenda seca, que não necessita de preparo, até a contratação dos novos funcionários. Adolescentes ouvidos pelo ABCD MAIOR não confirmaram a medida. “A gente compra salgadinhos e refrigerantes no intervalo”, contou a estudante da 8ª série do ensino fundamental, Natalia Martins, 13 anos.

Vassoura -

Outro aluno, Guilherme Souza, 15 anos, confirmou a existência de multirões de limpeza. “Acontece ao menos duas vezes por semana, sempre nas aulas de ensino religioso”, explicou. “Se a gente não pega na vassoura, a sala fica muito suja, não tem como estudar aqui”, disse outra estudante do ensino fundamental, Franciele Andrade, 13 anos.
Apesar de alguns pais terem denunciado a situação da escola sem se identificarem, a notícia pegou alguns de surpresa. A dona de casa Regina Kwaca Souza disse que a diretoria do colégio informou os pais sobre a falta da merenda. “Mas nada foi dito sobre a realização de faxina. Nunca permitiria que meu filho saísse de casa para limpar sala de aula. É uma obrigação do Estado”, disse.

ABCDMaior, 16.06.09

junho 6, 2009

Frase de Paulo Freire para tirar o sono da "Nova Escola"

Filed under: Apagão Educacional Continuado tucano, Nova Escola, Paulo Freire — Humberto @ 5:59 am
“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
(Educação na Cidade, 1991.)

maio 31, 2009

Crise nas escolas estaduais de SP: Em Ribeirão Preto, livros do Fundamental não chegaram aos alunos

Sabado, 30 de Maio 2009
Educação maltratada
A jornalista Adriana Matiuzo tem acompanhado os problemas nas escolas estaduais de Ribeirão. O último relato da repórter, publicado nesta edição, trata dos livros do Ensino Fundamental que estão atrasados. Tanto no primeiro como no segundo bimestres, o material atrasou um mês e os professores tiveram que improvisar aulas.
Recentemente lemos sobre o livro que trazia duas vezes o Paraguai no mapa. E a história em quadrinhos para adultos, com linguagem nada apropriada aos alunos da terceira série, a quem foi distribuída. Outro livro, este de poesias e também recolhido após a gafe, sugeria ao leitor que cometesse estupros. No ano passado, professores se assustaram ao se deparar com um grave erro de português no caderno de dicas. O material trazia a palavra ensino grafada com a letra C, assim mesmo: “encino”.
Ainda nesta semana, tivemos a notícia de que funcionários temporários vão desfalcar as escolas estaduais. O contrato deles venceu e os substitutos foram chamados, mas os novos funcionários têm até 30 dias para assumir o posto. Em abril, outra reportagem nos trouxe a história de pais, professores e até alunos que ajudavam na faxina das escolas por falta de pessoal.
Como se vê, relatos de problemas nas escolas estaduais não faltam. Instada a dar respostas, a Secretaria da Educação ainda não trouxe justificativa convincente, talvez não haja realmente explicação para o que vem acontecendo.
Educação de qualidade é o único modo de evoluirmos como povo e nação. Esperemos que o governo, em todos os níveis [ sic ] , entenda isso.
A Cidade

Greve: professores aprovam calendário de mobilização contra os PLCs 19 e 20

Nova assembleia acontecerá às 14 horas da próxima quarta-feira, 3, no estacionamento da Assembleia Legislativa (Alesp); professores também participarão da Audiência Pública que discutirá os projetos de lei.
Reunidos em assembleia na Praça da República, cerca de cinco mil professores aprovaram por unanimidade a discordância em relação aos Projetos de Lei Complementar 19 e 20 e o calendário de mobilização contra mais estas medidas autoritárias do governo José Serra. Como havia dois encaminhamento parecidos, a mesa diretora propôs um acordo e os professores aprovaram greve a partir da próxima quarta-feira, 3, com a realização de nova assembleia no estacionamento da Assembleia Legislativa, a partir das 14 horas; na mesma data, a partir das 14h30, haverá audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek da Alesp justamente para discutir os projetos de lei.
Diante da importância do momento, a unificação das propostas visou garantir que saíssemos da assembleia com a aprovação de uma decisão majoritária. Todas nossas assembleias até agora têm sido disciplinadas e obedecendo a vontade da maioria, que tem fortalecido nossa luta contra o governo.
O trabalho de mobilização dos professores neste momento é de extrema importância para derrotarmos o governo e garantirmos a retirada dos projetos da Alesp. Assim temos que assegurar um grande ato na próxima quarta-feira.
Durante a reunião com o secretário da Educação, no dia 12 de maio, a diretoria apresentou todas as discordâncias em relação aos projetos, como a contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A APEOESP deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes. E avisou que a categoria poderia aprovar greve. O governo não quer discutir os projetos, e como tem a maioria dos deputados na base governista, manobra para nos impor as novas regras goela abaixo.
Devemos lembrar que 80 mil ACTs conquistaram a estabilidade a partir da Lei 1010/2007, que criou a SPPrev, mas defendemos a estabilidade de todos os professores admitidos em caráter temporário com a realização de concursos públicos classificatórios. Além disso, requeremos a realização da formação continuada em local de trabalho, por isto reivindicamos a jornada prevista na Lei do Piso, ou seja a reserva de 33% da jornada para atividades extraclasse.
Exigimos ainda 27,5% de reajuste salarial para repor as perdas desde 1998, quando entrou em vigor o atual Plano de Carreira, além da incorporação das gratificações – GAM e Gratificação Geral. Estudos do Dieese apontam existir R$ 7 bilhões no caixa do governo. Portanto, há dinheiro para conceder reajuste para a categoria.
Buscando ampliar a mobilização em defesa dos direitos dos professores, a APEOESP veiculará matéria paga nesta segunda-feira, 1º de junho, no intervalo do Jornal da Globo.
Calendário de mobilização
Dia 1º (segunda-feira): Reunião com alunos
Dia 2 (terça-feira): Reunião com pais
Dia 3 (quarta-feira): 14 horas: Assembleia Estadual, no estacionamento da Assembleia Legislativa; 14h30: audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek para discutir os Projetos de Lei Complementar 19 e 20
APEOESP, FAX URGENTE nº. 30
30.05.09

"Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente", por Chicão Dois Passos

Sábado, 30 de Maio de 2009
Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente
Preste atenção nesta notícia da Agência Estado:
“O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado nesta sexta-feira (29) por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras”. “Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de “ditador” pelos manifestantes. Em resposta aos gritos – de “ditador, ditador” -, Serra ironizava: “Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e ‘partidecos’. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de ‘trololó’”, disse Serra”.
“Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores”, acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp)”. “Os professores querem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira”.
Desde 2006 os professores estaduais não recebem nem o “aumento” referente a inflação acumulada. É muito tempo.
Imagine se fosse você?
Isto significa que o salário dos professores de São Paulo está ficando cada dia mais DEFASADO.
A diferença entre o que o governo do estado paga e a cidade de Valinhos, SP, paga chega a ser MAIS QUE O DOBRO. Alguns anos atrás não chegava a tanto.
A questão é política: quanto mais economiza com a NÃO educação, mais sobra para obras. Nesta visão política mesquinha nada vale manter ou reformar escolas, nem vale nada pagar condignamente os professores. O que vale é fazer uma ponte, com muita propaganda. Na saúde é a mesma coisa. Os hospitais estaduais que JÁ EXISTEM estão sendo sucateados MAIS AINDA. Há pouquíssimo investimento no que já existe. Equipamento médicos destes hospitais ou estão quebrados ou demoram uma eternidade para serem consertados. Bons e experientes profissionais pedem demissão e são contratados recém-formados, com isto o nível cai.
Voltando para a educação: quando o governo do estado NÃO contrata professores (dizem: vamos, contratar – sempre no futuro, esperando chegar o finalzinho da gestão) ele ECONOMIZA muito dinheiro. Um professor é barato. Dezenas de milhares de professores É CARO. Além de caros, contratar dezenas de milhares de professores impacta as estatísticas conservadoras que apregoam que deve haver poucos funcionários públicos. Eles, os conservadores, até elogiam o FHC por ter deixado milhões de adolescentes e universitários sem aulas POR ANOS. Esta situação política péssima é avalizada por grandes parcelas da classe média. São pessoas que repetem o discurso conservador e jogam pedras em quem contrata professores e tecem loas a que tem uma “ótima estatística”.Portanto, o dinheiro economizado da NÃO contratação de professores e NÃO reajuste de salário dos professores pelo governo do estado, servem para colocar um pouco mais de concreto no nosso estado. ( Economizando com a NÃO educação ) Enquanto isto a educação de São Paulo, que é o ESSENCIAL, fica relegada à um conjunto de ESCÂNDALOS que parece não ter fim.
E o futuro do Brasil se dissolve na sacanagens de políticos e na falta de consciência da população.
PS: Estive pensando: se os professores não tiveram nem a reposição da inflação e os médicos e enfermeiros tiveram aumentos medíocre, quais categorias tiveram grandes aumentos salariais para a folha de pagamento do governo ter subido 25%.
Da Folha de SP: “Candidato mais bem colocado nas pesquisas à sucessão de Lula, o tucano José Serra responde por um aumento de 25% da folha paulista até o ano passado, praticamente empatado com os 26,2% do petista. No governo mineiro, do também potencial candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves, a alta é de 33,2%

Livro de sacanagem é o de menos: escolas estaduais do governo Serra são "faxinadas" por alunos, e até por merendeiras!! Que lixo!

Escolas do estado sem faxina: Entre uma aula e outra, uma “varridinha no chão”
Pais de alunos da rede estadual de ensino estão indignados com a falta de equipes de limpeza nas escolas. Conforme a Folha apurou, o problema persiste há meses e a Secretaria de Estado da Educação não resolve o impasse. Não faltam denúncias de que os alunos estão ‘colaborando’ com a faxina nas salas de aula e que as merendeiras também se revezam entre o preparo da comida e a limpeza.
“Não mando minha filha para a escola para ‘aprender’ a limpar a carteira, varrer o chão da classe e sabe mais o quê estão tendo que fazer. Ouvi dizer que os alunos tiveram que lavar o ginásio para conseguir ter aula. Um absurdo”, comenta o pai de uma aluna da EE República do Paraguay, na Vila Prudente. Na última quarta-feira, dia 27, a reportagem da Folha foi até a porta da escola e ouviu de funcionários que depois de muito tempo sem uma equipe de limpeza (“meses“, conforme algumas mães), ‘naquele dia, haviam aparecido três moças’. Número que até as crianças consideram insuficiente. “A escola é muito grande e está suja.
“Vai precisar de mais”, comenta uma garota que deixava o turno da manhã. A colega dela assumiu que limpa a classe: “A professora pede para a gente varrer o chão e passar pano nas mesas para deixar tudo limpinho para a turma que vai entrar depois”. [ Nota deste blog: esta última sentença "A professora pede..." será a deixa para a Secretaria desviar o assunto; apesar das descrições sobre as condições ruins serem várias, é fácil prever que a nota lacônica da Secretaria - caso venha alguma, claro - dirá que "professor não tem autorização e nem prerrogativa para mandar alunos fazerem faxina ]
Em outra grande escola da Vila Prudente, a EE Julia Macedo Pantoja, o número de funcionários voltados à limpeza da ampla unidade não passa de três, segundo professores. “Os contratados foram mandados embora, tinha uma cooperativa que também parou e as pessoas não foram recolocadas em número suficiente.
As condições de limpeza são críticas mesmo”, assume um deles. “Como fica a questão da higiene, principalmente nos banheiros?”, indaga uma mãe. Na Mooca, a Folha já começou a receber queixas de pais de alunos da EE Profº José Heitor Carusi. De acordo com eles, o contrato dos inspetores de alunos e dos faxineiros terminava ontem e não havia notícia da contratação de outras equipes. “Como vão manter uma escola sem limpeza? E os inspetores que ficam nos portões nos horários de entrada e saída, não vão fazer falta também? Engraçado que os governantes [ sic ] adoram aparecer na TV falando que está tudo funcionando bem, a realidade é muito diferente”, comenta um pai.
[ Nota deste blog: "Governantes" o cacete! Quem tá gastando os tubos em propaganda para dizer que tudo vai bem - além de ser o responsável direto pelas escolas estaduais - é o sr. José Serra ( e a sua bancada na ALESP ). Que, aliás, foi muito bem votado na região. Ele e o Kassab. Antes deles, quem dava de lavada aqui era o Maluf, o Jânio também. Pensando melhor... quer saber? Aprendam a votar, porra!! ]
A reportagem procurou, por telefone e e-mail, a Secretaria de Estado da Educação, mas, não obteve explicações até o fechamento desta matéria. ( Publicado no jornal Folha de Vila Prudente, 29.05.09 )

maio 24, 2009

Ganhou o Humor: Serra reabilitou Zéfiro

Olha, o que tem de nego que aproveitou a deixa dos livros erótico-futebolistas para fazer alusões à rica obra do Carlos Zéfiro, não é brincadeira. Mas é isso mesmo: tem que focar as oportunidades… Não duvido que os preços no Mercado Livre para os “catecismos” tenham disparado mais que ação da Petrobrás.
Até acho que, além de Serrágio, ele poderia vir a ser alcunhado de… SÉFIRO! Que tal?

maio 21, 2009

Em minucioso trabalho de investigação, descobrimos os novos materiais que o governo Serra usará, em substitição a livro "pornográfico" dado a 3ª Série

“OBRAS REUNIDAS”, por Professor Carlos Zéfiro


“EDUCAÇÃO AO ALCANCE DA MÃO”, por Professor Costinha


“AS OBRAS COMENTADAS DE ADELAIDE CARRARO”

Em minucioso trabalho de investigação, descobrimos os novos materiais que o governo Serra usará, em substitição a livro "pornográfico" dado a 3ª Série

“OBRAS REUNIDAS”, por Professor Carlos Zéfiro


“EDUCAÇÃO AO ALCANCE DA MÃO”, por Professor Costinha


“AS OBRAS COMENTADAS DE ADELAIDE CARRARO”
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