A encalacrada em que entrou o Corinthians, no dia em que assinou com seus sócios russos resultou naquilo que era esperado. Isso representa bem o problema do fanatismo, do autismo e da cegueira que costuma acometer a grande maioria dos torcedores de futebol. “Autismo” no que diz respeito aos fatos extra-campo e extra-futebol. Pessoas que passaram a saber de quem se tratavam estes suspeitos gringos que investiriam no Corinthians não enxergaram a dimensão da merda em que seu clube estava mergulhando. Só quiseram saber dos reforços e títulos, e a “polêmica” ficou por aí mesmo. Gente como Berezovsky, aqui na terrinha, só aparece para alguns que costumam acompanhar o caderno Internacional dos jornais e olhe lá. Os mais interessados conseguem se informar a partir de experts como Walter Maierovich, por exemplo. Só que, tirando o Juca Kfouri e o Citadini, não consigo imaginar qual corinthiano se dedique ao hobby de pesquisar mafiosos russos e lavagem de dinheiro, quando não tenha a ver com o Corinthians.
Lamentável
Mas, a bem da verdade, não serão apenas os torcedores de futebol prejudicados pelas atividades destes senhores. As denúncias que pesam sobre eles abrangem um universo muito maior que apenas o umbigo dos corinthianos. Seu clube entrou num furacão lamentável, graças a seus dirigentes ( e por interesse pessoal destes ) , em que folclóricos e suspeitos dirigentes como o Caixa d’Água e o Eurico Miranda jamais teríam chegado perto, é coisa complexa, séria e muito perigosa. O Dualibi ( du álibi? ) é um protozoário, em comparação com tais personagens, mas usou a paixão dos torcedores do Corinthians para agir impunemente, envolvendo o clube em ativdades que parecem roteiros de filmes de James Bond ou Hitchcock, objetivando também seu próprio benefício. Não é coisa de amador como perder a grana da bilheteria, é intriga, lavagem de dinheiro, verdadeiras ameaças de mortes. Vejamos o histórico dos ricaços que surgiram com o fim da União Soviética, biografias sempre mergulhadas em sangue, tráfico, chantagem, assassinatos, política, dor e poder e saberemos porque o Corinthians jamais poderia ter aceito essa sociedade. Melhor teria sido cair para a Segunda Divisão, onde poderia recompor o caixa e excursionar Brasil afora, e aí poderia levar aos estádios espalhados pelo território a oportunidade de verem, ao vivo, a legendária camisa preto-e-branca. Em baixa momentânea, mas isso faz parte indissociável da mitologia do S.C. Corínthians Paulista.
Sugestão
O Conselheiro do Ministério Público Estadual, Antonio Roque Citadini tem um site e um blog, e é uma fonte preciosa de informações seguras sobre essa história toda e muitas outras. AVISO: ele não fala só do Corínthians. Podem ir sem medo.

TRIVELA
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CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
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