ENCALHE

outubro 18, 2007

Ministério Público quer 20 anos de prisão para ex-banqueiro

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo quer aumentar para 20 anos de prisão em regime fechado o tempo de condenação do ex-dono do banco Econômico Antônio Calmon de Sá. O Tribunal Regional Federal da 3ª região já havia penalizado o banqueiro em 13 anos e quatro meses.
O argumento do procurador da República Paulo Taubemblatt no recurso já enviado para o mesmo TRT-3 pede a pena máxima, 12 anos, pelo crime de gestão fraudulenta mais a aplicação do artigo 71 do Código Penal alegando que o crime foi continuado. Este artigo eleva a pena em dois terços, ou oito anos.
”A má-fé manifesta dos apelados (réus), e o prejuízo suportado diretamente pelo Banco Central do Brasil e indiretamente por todo o povo brasileiro deve ser punido exemplarmente”, diz Taubemblatt na apelação, de acordo com o site Consultor Jurídico.
André Rossi
Sindicato dos Bancários
17/10/2007

outubro 4, 2007

Justiça manda prender outro banqueiro

Filed under: ACM, Ângelo Calmon de Sá, Banco Econômico, Plano Real, Proer — Humberto @ 12:42 pm
Justiça manda banqueiros para o xadrez
Ex-dono e ex-vice-presidente do Econômico foram condenados
São Paulo – O banqueiro Ângelo Calmon de Sá, ex-dono do banco Econômico, foi sentenciado a 13 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelo juiz Toru Yamamoto, da 3ª Vara Criminal Federal. José Roberto David de Azevedo, ex-vice-presidente da instituição, foi condenado a seis anos.
Ambos ainda podem recorrer em liberdade da decisão.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal e divulgada pelo Portal Exame, ambos captavam linhas de crédito junto a instituições financeiras de fora do país com a finalidade expressa de pré-financiar exportações brasileiras. Eles ofereciam como garantia contratos de câmbio de exportação. A acusação mostrou que, além de usar o mesmo contrato para lastrear duas ou mais operações, os recursos obtidos eram aplicados em proveito do próprio banco, servindo de liquidez para aliviar a situação de crise em que se encontravam as empresas do grupo.
O Econômico foi uma das instituições financeiras que quebrou após o Plano Real em 1994. O banco recebeu ajuda do Proer; sofreu intervenção em 1995 e entrou em liquidação judicial em 1996.
André Rossi
Sindicato dos Bancários
03/10/2007

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