ENCALHE

novembro 2, 2008

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

Brasileiros – alguns, claro – trarão bilhões de reais de OFFSHORES para ganhar na especulação com o dólar!! Juros de Meirelles incentiva cassino.

Essa crise, a partir da leitura dos nossos jornais e revistas ( cujo propósito principal e, às vezes declarado, é desestabilizar o governo ), dá a impressão de que “todos” ( sejam empresas, governos, cidadãos ) no mundo estão perdendo “tudo” e, pior, “ao mesmo tempo”. Prum leigo – meu caso – a imagem que fica é a de um pânico geral. Aí, de vez em quando, a gente se depara com alguma informação ou notícia mostrando que essa “perda mundial total” não é bem assim, e as coisas tomam um rumo pior ainda: se não é 100% da humanidade que está perdendo simultâneamente, por quê nos passam a impressão de Apocalipse total? E, qual o alcance que têm, com relação ao todo, essas “exceções” que surgem, felizes e faturando? Há alguém ganhando com a crise? Há uma crise? Se trilhões de dólares evaporaram no mundo todo, de onde esses brasileiros mencionados no artigo a seguir arranjarão o dinheiro para repatriar? Por quê o Meirelles não baixa os juros de vez? Quem vai ganhar até que a corda fique finíssima e o BC seja realmente obrigado a reduzir a Selic? UFA!!
Turbulência anima investidor brasileiro a repatriar recursos
DCI, 31.10.08
SÃO PAULO - A convulsão financeira internacional está fazendo com que recursos brasileiros de private banking (administração de grandes fortunas), que hoje estão expatriados, retornem ao Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), é esperado um crescimento entre 20% e 25% dos ativos alocados, que ano passado, conforme pesquisa feita pela consultoria internacional The Boston Consulting Group (BCG), somavam R$ 261 bilhões. Com isso, o total deve atingir R$ 326 bilhões.”Existe um volume muito grande offshore [fora do país de origem], não coberto pelo private banking”, explicou o vice-presidente da Anbid e coordenador da Comissão de Private Banking da entidade, Celso Scaramuzza. O total mundial de ativos offshore é avaliado pelo BCG em US$ 9 trilhões, sendo que US$ 800 bilhões são oriundos da América Latina. Aproximadamente 25% da riqueza total da região está expatriada – não existem dados específicos sobre o Brasil.
Conforme Scaramuzza, a expectativa de retorno baseia-se nos seguintes pontos: além da própria volatilidade verificada no cenário mundial, o que torna o ambiente menos seguro para investimentos, a valorização do dólar frente ao Real proporcionará um ganho extremamente acentuado – há poucos meses, a divisa valia cerca de R$ 1,60 e, hoje, oscila entre R$ 2,15 e R$ 2,30. “A alta taxa de juro brasileira também incentivará esse movimento”, adicionou Scaramuzza. Vale citar que anteontem o Banco Central optou por manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Levantamento feito pela consultoria UpTrend aponta que, levando em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real fica em 7,9% – a maior dentre todos os países analisados. No caso dos Estados Unidos, um dos destinos dos recursos brasileiros citados em estudo do BCG , a taxa em 1% ao ano representa juro real negativo de 4% no mesmo período. Na Suíça, outro porto de alocação dos ativos, a taxa real é de -0,9%.
Contudo, o executivo avalia que, apesar de proporcionar um regresso de investimentos brasileiros ao País, a crise não tem força para movimentar valores muito altos. “O que proporcionaria um volume acentuado seria o processo de anistia, [ grifo meu ] como feitos em países da Europa. A Itália conseguiu, com isso, repatriar mais de US$ 100 bilhões”, informou.
Entre 2006 e 2007, o crescimento da indústria de private banking foi maior, somando mais de 50%, segundo dados do BCG. Essa desaceleração no avanço é explicada pelo desaquecimento do próprio mercado de capitais brasileiro e mundial. Ano passado foi um período robusto para o sistema, com uma enxurrada de ofertas primárias de ações e aquecimento de praticamente de todas suas vertentes. “Acredito que em 2009 conseguimos manter o crescimento de 2008″, previu o vice-presidente da Anbid.
Potencial de crescimento
Sócio e vice-presidente do BCG em São Paulo, André Xavier avalia como forte o potencial de crescimento da indústria de private banking no Brasil. Conforme o executivo, a cifra de R$ 261 bilhões atingidas em 2007 representa pouco mais de 10% dos R$ 2,4 trilhões de patrimônio que as pessoas físicas possuem. “Eu esperava que a proporção fosse de pelo menos 40% do total. O mercado brasileiro é grande, mas ainda incipiente”, informou o executivo. Do total das grandes fortunas administradas, 60% estavam, no ano passado, alocadas em fundos de investimento, principalmente no segmento de multimercados. Por conta das turbulências, o cenário deve ter mudado neste ano. “A participação dos fundos deve ter caído para 50% do total, e os multimercados, que tiveram fortes perdas, cederam lugar à renda fixa e aos referenciados DI, além do CDB [certificado de depósito bancário]“. Como resultado, os ganhos das administradoras serão reduzidos.
A rentabilidade média das aplicações é considerada como alta, em 31 pontos-base – exatamente igual à média mundial. Contudo, devido ao fato de o mercado brasileiro ainda ser “jovem”, o retorno sobre ativos gerenciados fica aquém do verificado em outros países do globo: 72,5 pontos-base, ante média de 98 pontos-base pela média mundial.

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