ENCALHE

agosto 21, 2009

ANISTIA INTERNACIONAL DENUNCIA VIOLÊNCIA DE GOVERNO GOLPISTA HONDURENHO ( EM INGLÊS ) e outras notícias

Filed under: América Latina, Anistia Internacional, golpes de estado, Honduras, Manuel Zelaya — Servílio Gentil Lavapés @ 3:09 pm
Acho que o problema da população hondurenha deve ser a falta do uso de Twitter. Vejam as páginas e páginas que nosso imprensalão dava aos iranianos que acusavam o presidente do Irã de ter cometido fraudes na eleição. Dizia-se que o Twitter era usado para “burlar” a vigilância e “denunciar ao mundo a verdade” sobre o que acontecia no Irâ. Causou comoção mundo afora. No caso de Honduras, às voltas com um golpe de fato, estranhamente pouco se fala. E já há, entre nossos jornalistas e colunistas, pouco a pouco, quem “já aceite” a “necessidade” de ter havido o golpe que depôs o presidente hondurenho eleito, Manuel Zelaya ou que mudam o tratamento dispensado aos golpistas.


SITE DEMOCRACY NOW:
Amnesty: Honduran Forces Using Arrests, Beatings to Punish Zelaya Supporters

Amnesty International is accusing Honduran forces of beating and arresting supporters of the ousted President Manuel Zelaya. Amnesty says the “mass arbitrary arrests and ill treatment of protesters” remains a “serious and growing concern.” We speak with Amnesty’s Esther Major and Democratic Rep. Raul Grijalva, who’s urging President Obama to take further measures against the coup. [ CONTINUA AQUI... ]
SITE AMNESTY INTERNATIONAL:
Honduras photos and protestor testimonies show extent of police violence

Honduran student beaten by police during a peaceful demonstration



Female protestor hospitalized after taking part in peaceful protests

© Amnesty International

19 August 2009

Amnesty International published a series of exclusive photos and testimonies on Wednesday revealing serious ill-treatment by police and military of peaceful protesters in the Honduran capital, Tegucigalpa. The organization warned that beatings and mass arrests are being used as a way of punishing people for voicing their opposition to the military-backed coup d’etat in June
[ CONTINUA... ]
SITE ADITAL:
Movimento camponês hondurenho permanece firme na resistência

Organizações camponesas hondurenhas, membros da Via Campesina Internacional, mantêm ocupadas as instalações do Instituto Nacional Agrário (INA), desde que se deu o golpe de Estado em Honduras; além disso, as/os camponesas estão integrados desde o princípio nas múltiplas ações que realiza a frente de resistência, porque, segundo seus dirigentes, as/os camponeses são os mais afetados com toda essa deterioração que tem sofrido a democracia hondurenha.

Concepción Betanco, secretária geral da Confederação Hondurenha de Mulheres (CHMC) nos explica: “Nós estamos nessa luta porque o governo de Manuel Zelaya aprovou o decreto 18-2008 para sanear a mora agrária no país e outros benefícios para as/os camponeses”. Com esse decreto se titulariam as terras a favor de muitos grupos camponeses que ocupavam o local há dois anos ou mais. O Instituto Nacional Agrário estava começando a entregar os primeiros títulos de propriedade aos campesinos, quando nos aplicaram o golpe de Estado.

Acrescentou que os/as camponeses não estão dispostos a entregar o Instituto – tomado há semanas – às autoridades nomeadas pelo governo de fato até que se restabeleça a ordem constitucional. As organizações campesinas sempre estiveram em diálogo permanente com o presidente Manuel Zelaya e foi produto desse diálogo que se desenvolveu acordos importantes em benefício do campesinato.

O protesto do dia de ontem (19) da Frente de Resistência se posicionou em frente à Embaixada estadunidense. Em seus 53 dias de luta nas ruas, a Frente exige às autoridades estadunidenses uma resposta contundente e imediata para o restabelecimento da ordem constitucional em Honduras. Os representantes da embaixada manifestaram a dirigentes da frente que estão se desenvolvendo reuniões em Washington, Estados Unidos, para por fim essa problemática em Honduras; além disso, lhes informou que a próxima semana estará em Honduras a comissão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A notícia é da Via Campesina, por Mabel Marquez

julho 9, 2009

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

fevereiro 20, 2009

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
Notícias anteriores:
Representação adia por 15 dias decisão sobre Venezuela no Mercosul
Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
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Representação adia por 15 dias decisão sobre Venezuela no Mercosul
Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
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Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
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Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
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Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
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Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
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Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
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‘Agência Câmara’

fevereiro 5, 2009

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)
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