ENCALHE

agosto 5, 2008

Chevron faz lobby junto à Casa Branca para que pressione o Equador a cancelar multa ambiental bilionária ( Em inglês )

Filed under: Amazônia, Chevron, crimes ambientais, Equador, EUA, multinacionais — Humberto @ 11:55 pm
Chevron Lobbies White House to Pressure Ecuador to Stop $12 Billion Amazon Pollution Lawsuit
Democracy Now
, 05.08.08
Chevron is being accused of promoting geopolitical blackmail in its efforts to stave off a lawsuit accusing it of contaminating the Ecuadorian rain forest. Nearly 30,000 Amazon residents are seeking $12 billion from Chevron for dumping billions of gallons of toxic oil waste. According to Newsweek, the oil giant is urging the Bush administration to yank special trade preferences for Ecuador if the country’s government doesn’t force the Amazon residents to drop the case. If the White House agrees, it would be the second major lobbying victory for Chevron in just a matter of weeks. Last month, the Senate dropped an effort to penalize Chevron for maintaining extensive ties to the military junta in Burma. ( Continua… )
Chevron presiona para que EE.UU. no extienda Atpdea a Ecuador, según abogados
El Comércio, 7/31/2008
El juicio a la Chevron salpica a Obama
El Comércio, 7/31/2008
A $16 Billion Problem
Chevron hires lobbyists to squeeze Ecuador in toxic-dumping case. What an Obama win could mean.
Newsweek, 26.07.08

Chevron faz lobby junto à Casa Branca para que pressione o Equador a cancelar multa ambiental bilionária ( Em inglês )

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Chevron Lobbies White House to Pressure Ecuador to Stop $12 Billion Amazon Pollution Lawsuit
Democracy Now
, 05.08.08
Chevron is being accused of promoting geopolitical blackmail in its efforts to stave off a lawsuit accusing it of contaminating the Ecuadorian rain forest. Nearly 30,000 Amazon residents are seeking $12 billion from Chevron for dumping billions of gallons of toxic oil waste. According to Newsweek, the oil giant is urging the Bush administration to yank special trade preferences for Ecuador if the country’s government doesn’t force the Amazon residents to drop the case. If the White House agrees, it would be the second major lobbying victory for Chevron in just a matter of weeks. Last month, the Senate dropped an effort to penalize Chevron for maintaining extensive ties to the military junta in Burma. ( Continua… )
Chevron presiona para que EE.UU. no extienda Atpdea a Ecuador, según abogados
El Comércio, 7/31/2008
El juicio a la Chevron salpica a Obama
El Comércio, 7/31/2008
A $16 Billion Problem
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Newsweek, 26.07.08

Chevron faz lobby junto à Casa Branca para que pressione o Equador a cancelar multa ambiental bilionária ( Em inglês )

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Chevron Lobbies White House to Pressure Ecuador to Stop $12 Billion Amazon Pollution Lawsuit
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, 05.08.08
Chevron is being accused of promoting geopolitical blackmail in its efforts to stave off a lawsuit accusing it of contaminating the Ecuadorian rain forest. Nearly 30,000 Amazon residents are seeking $12 billion from Chevron for dumping billions of gallons of toxic oil waste. According to Newsweek, the oil giant is urging the Bush administration to yank special trade preferences for Ecuador if the country’s government doesn’t force the Amazon residents to drop the case. If the White House agrees, it would be the second major lobbying victory for Chevron in just a matter of weeks. Last month, the Senate dropped an effort to penalize Chevron for maintaining extensive ties to the military junta in Burma. ( Continua… )
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Chevron faz lobby junto à Casa Branca para que pressione o Equador a cancelar multa ambiental bilionária ( Em inglês )

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El Comércio, 7/31/2008
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El Comércio, 7/31/2008
A $16 Billion Problem
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Newsweek, 26.07.08

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A $16 Billion Problem
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Newsweek, 26.07.08

junho 26, 2008

Conspiração: "Iron Mountain Plan" e a soberania da Amazônia. Gritantes semelhanças.

Leiam o texto que virá a seguir. Data de 2004.
Tem todo o aspecto de mais uma “teoria conspiratória”, que é como são chamadas as teorias que, válidas ou – às vezes – não, surgem quando as explicações oficiais sobre certos episódios se mostram insuficientes, no entender de algumas pessoas. Quando, para estas, ainda existem perguntas a serem feitas. Além, é claro, de respostas para estas perguntas. E, também, quando alguém um dia passa por um lugar, vê uma cerca, observa pessoas trabalhando, lê numa placa que aquela obra se destina a tal coisa, acha o movimento meio suspeito, vê coisas que não se encaixam, um detalhe qualquer – tipo, as botas dos operários terminam o dia de trabalho limpas, máquinas idem – que lhe chama a atenção e ele não consegue deixar de pensar nisso. A partir daí, pode-se surgir uma série de questionamentos que, respondidos, levarão a outros. A “teoria conspiratória” toma corpo quando ele passa a investigar por conta própria, descobre que realmente há coisas que não têm sido faladas, procura um jornalista para pedir que este, munido dos meios indispensáveis, leve a investigação adiante, e este responde negativamente, já que, se não é a Imprensa Livre que está à frente da pesquisa, então não existe o fato e não há o que se investigar. A Imprensa Livre, a partir daí, também passa à condição de suspeita, talvez estejam articulados. E por aí vai…
Bom, mudando um pouco de assunto, leiam o texto abaixo, e vejam se não há elementos comuns entre ele e as últimas sobre a “preservação da Amazônia”, a começar da frase inicial “Empresários que estão comprando a Patagônia”. Pensando bem, para nós é muito plausível que alguém queira comprar terras na região amazônica, sob a explicação de que estaria fazendo isso para “preservá-la”; mas, até onde eu sei, pouco se falou por aqui sobre alguém comprar áreas na Patagônia. Sei lá, a gente ia achar burrice: “fazer o quê, lá, que só tem pinguim?”, acho que seria nosso primeiro pensamento. Merecem especial atenção os trechos que mostram a relação entre as privatizações e a desnacionalização de territórios.
Eu destaquei algumas partes que considerei mais interessantes.
Empresarios que estão comprando a Patagônia
O extremo Sul latinoamericano na mira dos E.U.A
Por Martin Waserman Traducción: Luis Anders
Com uma estratégia hegemônica traçada na década ’60 o sistema poder liderado por Washington pretende o controle da Patagônia. Argentina hopoteca seu território.
Desde meados da década ’90, a Patagônia Argentina é o centro de uma complicada trama de operações que visa pasar as terras à mãos de empresas e particulares estrangeiros, peças do desenho estratégico dos Estados Unidos.
Este processo se acentuou com a chamada “abertura legal” impulsada pelas administrações peronistas, neo-liberais e corruptas do presidente Carlos Menem (1989-1999) e com ajuda de de alguns governos provinciais, como os de Neuquén e Rio Negro, que sob o pretexto de “diminuir o gasto publico”.
Vários milhionários estrangeiros, como a familia italiana Bennetton, o ecologo americano Douglas Tompkings e o magnata televisivo de mesma nacionalidade Tec Turner, compraram centos de milhares de hectáreas a preços irrisórios, a tal ponto que o primeiro deles transformouse no
maior latifundiário da Argentina, com cerca de 900.000 hectáreas de sua propiedade.
Este processo gerou uma série de conflitos entre os novos fazendeiros e setores da população ameaçados pelo novo cenário, dentre os quais se destaca a luta do povo Mapuche frente à famila italiana.
Mesmo que de maneira isolada estes acontecimentos geraram polêmicas e suspeitas em alguns setores da população, ja que muito pouco se investigou até agora sobre este assunto. Sem embargo, a informação à respeito é abundante mas a grande pergunta segue em pé: Eses acontecimentos são puramente casuais ou se incluem no marco de um projeto de hegemonía continental?
Para a estratégia regional dos Estados Unidos, a Patagônia Argentina têm uma importância especial. O motivo? Seu potencial em materia de recursos naturais e o valor estratégico de sua localização geografica.
Em um estudo titulado “Projeções para o ano 2015”, realizado por assessores da Casa Branca em meados dos anos ’90, se propõem de maneira clara que, para conservar e aumentar seu dominio durante as próximas décadas, os Estados Unidos devem exercer o controle territorial sobre três aspectos da economia “real”: A produção e a distribuição de energía (principalmente hidrocarburos), as reservas de agua potavel e as principais fontes de biodiversidade.
A tudo isso, podemos somar o famoso estudo Santa Fé IV, redigido por um grupo de assessores militares estreitamente vinculados ao partido Republicano dos Estados Unidos e ao clã dirigido pelo ex presidente George Bush, para quêm a ”segurança nacional” dese país depende do “controle dos estreitos Atlanticos, do uso do canl do Panamá, da posseção de uma rota surenha segura alrededor do Cabo de Hornos e de que os países do hemisfério não sejem hostis a nossas (E.U.A) preucupações à re4speito. Os recursos naturais da região devem responder às prioridades nacionais estadounidenses.”Veja-se que, a exeção do canal do Panamá, todos os demais pontos apontam, mesmo que não exclisivamente, à região patagônica.
Em uma reportagem publicada em janeiro passado pelo jornal Crónica, de Buenos Aires, é revelada a importância dada àos Andes Patagônicos durante o ultimo Congresso Mundial Minero, realizado a principios deste ano no Canada.
Segundo esse dado jornalístico, as principais companias mineiradoras do mundodiceram que “Os países estão no vermelho, não se podem dar ao luxo de serem verdes”, em uma clara refrencia aos problemas economicos e financeiros pelos que atravessa a Argentina.
Com 75 porcento das suas riquezas minerais inexploradas,”A Patagônia é a região mais virgem e com maior potencial do mundo, no que se refere à minerais”, acrescentou esa mesma nota. Entretanto, o olhar estratégico está pousado basicamente sobre as riquezas acuaticas. Tambem a principio deste ano,
a NASA (centro militar e científico espacial americano) realizou uma serie de estudos sobre o comportamento que terão os glaciais patagônicos durante o próximo seculo. Conforme com um estudo do departamento de Defesa dos Estados Unidos, divulgado em abril (“Uma mudança repentina no cenário climático e suas implicações para a segurança nacional Americana”) a NASA asegura uma longa vida para esta região estratégica do planeta.
Segundo eses mesmos documentos, a chave da questão é o acesso direto à Antartida, ja que ese continente é composto basicamente de agua doce. Desse modo se entende a movilização de tropas americanas na base de Tolhuin, Tierra del Fuego.
O governador desa provincia, Carlos Manfredotti, assinou em 26 de julio uma medida provisória pela qual autoriza a instalação de uma csede do “Sistema Internacional de Vigilancia para a prevenção e Proibição de ensaios e eExplosões Nucleares”, medida apoiada pelo governo americano.
Na prática, isso significa a instalação de uma base militar americana e a autorização para que tropas estrangeiras circulem livremente por todo o teritorio provincial.
Iniciativas como esas surgem a partir do desenvolvimento americano de uma maquinária intelectual dedicada exclusivamente ào projeto e implementação de táticase estratégias que le aseguren atingir seus objetivos de longo prazo. Segundo os especialistas dese país, as mesmas devem ser suficientemente dinâmicas, flexiveis e previsoras dos cenários e conflitos àos que deverá enfrentar num futuro não tão distante. Além do que devem reduzir ao mínimo o perigo daqueles contingentes e situações imprevisiveis. Esa tarefa é controlada da Central Americana de Inteligencia (CIA), dos departamentos de Estado e Defesa e da Agencia Nacional de Segurança.
Durante os anos 60, o governo de Jhom F. Kennedy propiciou uma reformulação da estratégia americana para assegurar a supremacia reduzindo ao mínimo posível os confrontos bélicos convencionais, ja que, como pôde ser observado no Vietnam e na Coreia, este tipo de conflito implicam um risco alto demais.
Com esse fim,
e graças ào financiamento do magnata David Rockfeller, varios dos melhores intelectuais e cientistas da época se reuniram na Universidade de Houston, Texas. O resultado foi o surgimento do pouco comentado “Iron Mountain Plan”, chave para entender o que está acontecendo atualmente na Patagônia.
A grosso modo,
permite a utilização da “defesa do meio ambiente” como um pretexto para ganhar presença em territorios estratégicos. Pelo que se comenta, a causa ëcológica” é muito bem vista pela população como para despertar suspeitas. Mesmo assim, para manterse resguardado, o projeto sería impulsado a travez de empresas “privadas”de bem público, como Organizações não Governamentais (ONGs) e fundações.
Vale lembrar que atualmente, David Rockfeller e o ex secretário de Estado Henry Kissinger presidem o “Council of Foreign Relations” (CFR) , organismo privado que acessora em geopolítica àos principais grupos financeiros do mundo.
Ja entrados nos anos ’70, esa proposta vinculouse com otra , que reprojetou o conceito americano dos conflitos armados para e com o terceiro mundo, tomando como novo eicho central a luta contra os movimentos revolucionarios.
Nos referimos à doutrina da “Gerra de Baixa Intensidade”, a qual, de acordo com um estudo da destacada jornalista argentina Stella Calloni en varias reportagens suas e livros especializados, têm como essência assegurar o controle regional e para evitar ser pegos de surpresa pelos fogos e estar no terreno antes que se iniciem os conflitos. Por “conflito” entendase qualquer ameaça direta ou indireta àos interesses americanos, como por exemplo; Os movimentos populares, indígenaws ou camponeses, assim como tambem protestas sociais de diversa natureza.
É possível que essas duas estratégias estejam confluindo na Patagônia? Os fatos indicam que sim.
Desde meados dos anos ’80, várias Fundações ecologicas puseram seus seus olhos na região. O lado visível disso, é o multimilhonario americano Douglas Tomkins, que por meio de diferentes caminhos comprou 300.000 hectáreas no sul do Chile e mais de 100.000 na Patagônia Argentina.
Curiosamente,
seu modus operandi encaixa prefeitamente com os mandamentos do Ïron Mountain Plan”. Como ocorreu no Chile, o que se pretende é tomar posse de terrirtórios virgens ou quase despovoados, para então transformálos em reservas naturai. Desde meados dos anos ’80, o magnata americano comprou sigilosamente fazendas ladeadas umas com outras a pequenos colonos, sem dar maiores explicações.
O objetivo, como se soube enseguida, era criar a reserva natural privada mais grande do mundo. O “Parque Pumalin”, actualmente reconhecido pelo governo chileno. Dito parque possui aproximadamente
300.000 hectáreas e praticamente atravessa todo o territorio chileno, desde o Pacífico até a fronteira com a Argentina.
Atualmente, Tompkins enfrenta uma batalha legal para terminar de se
apoderar de fazenda “Chacabuco”, tambem na décima região chilena, com 70.000 hectáreas de extensão. Novamente pretende “doar” as terras ao estado chileno com o propósito de criar uparque Nacional. O empresario fornecería o dinheiro nescessário para a infraestrutura.
Na Argentina, seu principal investimento é a fazenda Monte León, situada na provincia de Santa Cruz . A fazenda a 218 kilómetros de Rio Gallegos, foi anexada com a vezinha “Dor Aike” , somando mais de 65.000 hectáreas.
O processo para a sua aquisição é mais que suspeito. Mesmo com a posibilidade de comprar diretamente, graças a abertura legal proporcionada durante o governo de Carlos Menem, Tomkins usou como ponte a Fundação Vida Silvestre Argentina (FVSA).
Por meio da organização “Patagonia Land Trust”, liderada por sua esposa Kris Mc Divitt, Tomkins constituiu em beneficiario à FVSA, com os recursos suficientes para concretar a operação. Segundo informações as quias teve acesso APM, o Banco Mundial (BM) comprometeuse a financiar as obras de infraestrutura.
O BM e a “World Wildlife Fund” (a maior ONG do mundo dedicada a preservar o meio ambiente), identificaram a estepe patagônica (e tambem do Amazonas) como áreas de “Prioridade Maxima” de conservação.
Nesse sentido, ambas organizações proporam como meta conjunta incorporar 50 milhões de hectáreas como “’areas protegidas”. Segundo o jornalista da APM, Fernando Glenza, tal denominação implica que, ao serem declarados Santuarios Naturais, sob patrocínio da UNESCO (organização das nações unidas –ONU. Tambem presupõem o nescessário “despovoamento” dessas áreas. Em outras palavras, o que se opera com este mecanismo é um passe de parte do terrotório do estado nacional à esfera dos centros de poder mundial.
As recentes declarações do Cordenador Residente do Sistema de Nações Unidas na Argentina, Carmelo Barturen, ao jornal “La Mañana de Neuquén” são reveladoras “Buscamos agencias que acompanhem às provincias argentinas para uma melhor gestão pública, um desenvolvimento democrático e para que possam se ocupar do déficit social de maneira prioritária”
Se restam dúvidas sobre a estreita relação entre o Banco Mundial e o WWF, somente temos que lembrar daquele projeto dos anos ’80, pelo qual se deu a troca da dívida externa por terras do governo, para sua posterior preservação em mãos dos acredores.
O autor dessa proposta, Thomas Lovejoy, atual chefe de acessores em biodiversidade do BM, quem naquele momento ocupava o cargo de vicepresidente da WWF.
O Banco Mundial, por otro lado, foi um dos incentivadores da privatização dos dois grandes bancos públicos da Argentina. Com o pretexto de sempre, aquele que identifica a administração publica como intimamente relacionada com a corrupção e a falta de eficiência, presiona ao governo argentino a se desfazer do Banco Nación e do Banco Provincia, pertencendo éste último 1ª provincia de Buenos Aires, a mais povoada e economicamente ativa do país.
Fato é, que as duas entidades são acredoras de cuase 15 milhões de hectáreas produtivas em todo o país, mas, por pertencerem a pequenos e medios fazendeiros, as duas instituções abriram mão, por enquanto, de seus direitos de venda. Se eses bancos se privatizaram, os beneficiários, certamente estrangeiros, teríam a possibilidade de se apropiar dessa rica e extensa superficie territorial.
O perigo dessas propostasé obvio. Tanto o Banco Mundial como as Nações Unidas foram ferramentas a serviço das potências hegemônicas. No caso que nos compete, a criação de sanduarios ecológicos em áreas estratégicas formam parte da lógica implementada pelo conceito de Guerra de Baixa Intensidade.
A ja citada Stella Calloni, sustenta que o
“estabelecimento em zonas de fronteira, forma parte de um extenso plano militar, ja que possibilita a rapida movilização entre um país e outro, dentro do específico projeto de operações rapidas da guerra de baixa intensidade”. Dessa forma, a fusão em mãos estrangeiras de extensas fazendas cuase virgens e pouco povoadas, são o lugar ideal para um futuro assentamento de tropas americanas, longe do controle do Estado Nacional.
Se levamos em conta a ya citada base militar em Tolhuin , Tierra del Fuego, a presença certificada de “marines” americanos na provincia de Entre Rios (fronteira com o Uruguay), a vigência do plano Colombia e a multiplicação de exercicios militares conjuntos, que se repetem em toda a America Latina e Caribe, a possibilidade de um avanço massivo dos Estados Unidos no subcontinente não é nada distante. Pelo contrário, formaría parte do projeto estratégico de Washington para a região.
Frente a tudo isso, o Estado argentino brilha pela sua ausência, ou melhor, pela sua complicidade. Como foi dito anteriormente, durante a presidencia de Carlos Menem, se fizeram todas as modificações nescessárias para liberar a compra de territorios, que culminou com a venda a estrangeiros de boa parte do territorio nacional (recordemos que desde fazem ja varias décadas a Coroa Britânica figura entre os grandes propietarios “privados” de fazendas patagônicas).
Muitas das pessoas e empresas envolvidas nas manobras explicadas, têm estreita relação com o poder político nacional. Por exemplo, o ex presidente Eduardo Duhalde contratou como assessor ao americano Norman Balley, conhecido militante da proposta de troca de dívida por territorio.
Além do que, Duhalde encomendou a renegociação da dívida externa argentina a três conhenidas consultoras americanas. Entre elas “Zemi Comunications” da qual Henry Kissinger é o Diretor Emérito. Segundo consta nos registros de prensa da época, a decisão de contratar a “Zemi Comunications”, surgiu porque Kissinger se negou a aceitar esse trabalho a modo pessoal.
O prontuario de Kissinger é memoravel. Além de ter participado ativamente na instauação das mais sangrentas ditaduras Latinoamericanas, e ser, ao mesmo tempo, consultor dos maiores conglomerados financeiros do mundo, foi o impulsor do citado “Iron Mountain Plan* ”.
Entretanto, brilham algumas esperanças. Semanas atraz, o deputado argentino Jorge Daud deu um novo impulso a um velho projeto de ley presentado pela Federação Agrária Argentina (FAA). Esta iniciativa propõem um limite na compra de “propiedades rurais” por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras [ Nota do Blog: Justamente o que está se tentando fazer hoje, no Brasil, com relação às posses de estrangeiros no Norte do Brasil ].
Em seu artigo segundo estabelece que as pessoas físicas estrangeiras residentes no país, as pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a funcionar na Republica, e as pessoas jurídicas argentinas que tenham a maio parte de ações em mãos estrangeiras, não poderão comprar territorios suiperiores a quatro unidades econômicas de produção, segundo regulamentação estebelecida em cada provincia.
Consultado pela APM, o deputado Daud, comentou que
a ideia do projeto “Têm uma dupla finalidade de preservar as riquezas e os recursos do solo, como tambem proporcionar o ingresso de investimentos genuinos”.
“Argentina podería ser um dos territorios da região de maior valor estratégico nos próximos anos, pela quantidade de reservas de agua e riquezas naturais sem explorar. Além de ter uma das maiores superficies cultivaveis [ Outra nota do blog: "Cultivável" é outra palavra que tem surgido com bastante freqüência ultimamamente, na esteira da "escassez mundial de alimentos" e os problemas causados pelos biocombustíveis à oferta de alimentos mundial ] do mundo, o que se precisa, é um maior controle sobre a propiedade da terra”, disse Daud.
Resta ver se a corporação política argentina reagirá frente a realidade que desponta e tomará medidas para evitar ser, no curto prazo, uma área ao serviço dos designios hegemônicos.
APM, 02092004
* Com o mesmo termo “Iron Mountain Plan”, encontra-se na Internet, uma história dum caso que foi levado aos tribunais americanos, por volta de 1993, 1994: uma pessoa, chamada Terry Smith Tyler – que aparece como “plaintiff” – alegava, entre outras coisas que, políticos como Bill Clinton e Ross Perot participavam de uma esquisitíssima conspiração envolvendo escravidão e confinação de mulheres negras em campos de concentração, escravidão sexual e de engravidamento, causando inclusive a morte de 10 milhões de mulheres, além de assédios diversos a dissidentes e oposicionistas políticos – incluída aí a própria reclamante, uma cyborg ; nessa conspiração, Jimmy Carter seria líder da Ku-Klux-Klan além de pai biológico de Bill Clinton; as mulheres mortas teriam como destino: a pele iria para a indústria de produtos de couro e seus corpos para os açougues.
Mas a conspirata vai mais além: Clinton teria mandado explodir o World Trade Center para justificar uma guerra contra o Iraque ( olha que original, só que em 1993 ); a Nasa, a American Cynamid ( ?? ) a DIA e a IBM patrocinavam programas de pesquisas de cyborgs humanos, que Noriega se opôs a exploração de indígenas da América Central como escravos sexuais por soldados americanos, e por isso é que foi deposto…a lista é enorme.
Mas a parte que me interessou: ” ( … ) Additionally, the defendants utilize weather control and earthquake technology to threaten other countries that object to the Iron Mountain plan (…)”, ou seja, que os acusados utilizam controle meteorológico e tecnologia de terremotos para ameaçar os países que se oponham ao Iron Mountain Plan. Até que essa última parte não me parece tão inverossímil.

junho 4, 2008

DESMATAMENTO É O NOVO “CAOSAÉREO”

Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada, 03.06.08
Máximas e Mínimas 1153

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

. A nova frente de batalha para derrubar o presidente Lula é o desmatamento da Amazônia.
. O PiG e seus colonistas partem para ela com a fúria que demonstraram, por exemplo, no “caosaéreo”.
.
Clique aqui para ler o verbete “caosaéreo”.
. É a nova crise que vai, finalmente, derrubar o Presidente Lula.
.
Clique aqui para ler “Crise, que crise ? Qualquer crise”.
. Por que o desmatamento é uma crise ideal para o PiG derrubar o Presidente Lula ?
. Porque é fácil atribuir todos os erros ao Governo.
. Porque a causa tem um mártir, Marina Silva.
. Porque o vilão é um aliado do Governo – Blairo Maggi.
. Porque a causa confere aos golpistas um ar, assim, de “modernos”, de que estão ao lado da ciência e da “tecnologia de ponta” no mundo.
. Porque a crise não terá fim.
. Sempre haverá ALGUM desmatamento.
. Porque será possível entregar o Brasil – ou pelo menos a Amazônia – aos americanos, uma tese que corre nos subterrâneos da ideologia do PiG e seus colonistas.
. Afinal, seremos sempre “dependentes”, como disse o Farol de Alexandria na sua fase marxista.
. Porque o “meio ambiente” é um assunto de que o mundo civilizado entende e, diante dele, o Presidente Lula se apresentará – segundo o PiG – como ele é: um “despreparado”.
. Porque o homem do presidente Lula para enfrentar o assunto é um carioca performático.
. E, dentre os cariocas performáticos, o PiG gosta mesmo é do Fernando Gabeira.
. Entre o colete e a sunga, o PiG prefere a sunga
. O PiG já tem solução para o problema.
. Um colonista de “Ciência” (?) da Folha da Tarde (*), encontra a solução ideal: a autoritária.
. Usa o bordão da extrema direita, o do Capitão Nascimento, e diz que o Ministro Minc é “um fanfarrão”.
. Depois, se abraça à coletivização forçada: “não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois ? Certamente.”
. Certamente.
. Foi o que Stalin fez.
Em tempo: o auto-proclamado colonista especializado em verde da CBN, Sérgio Abranches, proclamou que, sobre o desmatamento, o Governo Lula “não sabe o que fazer”, “não tem alternativa” e “não tem jeito”. A solução, segundo o colonista é “a sociedade” pegar o problema nas mãos e resolvê-lo. Pergunta: qual “sociedade”? Ele e a Miriam Leitão? Ele, a Miriam Leitão e o Al Gore? Ele, a Miriam Leitão, o Al Gore e o General Petraeus, assim que vencer a batalha do Iraque? Ou é melhor, logo, declarar o impeachment e pendurar o presidente Lula numa árvore no meio da selva amazônica, com uma fogueira acesa embaixo?
(*) Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

junho 1, 2008

Pará: Lula une partidos no mesmo palanque

O Liberal, Pará, 31/05/08
EVENTO POLÍTICO
Presidente avisa que não vai viajar nos três meses de campanha
A programação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Belém foi uma agenda política, mais uma das visitas que ele vem fazendo por todas as capitais brasileiras antes do início das convenções partidárias e, propriamente, da campanhas eleitoral. Em Belém, Lula conseguiu reuniu num só palanque partidos como o PTB, PT, PMDB, PR, PDT e PSDB. Para alguns, quem esteve ontem lado a lado com o presidente terá o seu apoio nas próximas eleições municipais. Mas Lula avisou em seu discurso: não viajará para nenhuma cidade durante os três meses de campanha.
Nos bastidores, no entanto, as promessas do presidente foram muitas. Para o prefeito de Belém, Duciomar Costa, o presidente da República garantiu que virá à capital paraense para a inauguração da nova orla de Belém e da avenida Beira-Rio, obras que integram o Portal da Amazônia e tem recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a urbanização de favelas da área.
Duciomar, aliás, conseguiu durante a programação do presidente em Belém um peso político junto a Lula muito próximo do prestígio que goza a governadora com o companheiro de partido. A platéia no Hangar, por exemplo, esteve claramente dividida entre correligionários de Duciomar e de Ana Júlia, o que gerou até mesmo uma observação no discurso do presidente Lula: ‘Eu não seria honesto com vocês se não falasse isso: amanhã, a imprensa inteira não vai falar sobre os 17 bilhões de reais até 2010 de investimentos na região, mas vai falar que o pessoal do prefeito vaiou a governadora e o pessoal da governadora vaiou o prefeito’.
As ausências sentidas foram as dos governadores Ivo Cassol, de Rondônia, que não compareceu ao evento, em represália à Operação Arco de Fogo naquele Estado; e de Eduardo Braga, do Amazonas, que desde a quinta-feira, 29, tentava se recuperar de uma infecção intestinal.
A ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, foi novamente elogiada pelo presidente, chamada por ele de ‘uma grande mulher’ no governo – numa espécie de lançamento da pré-candidatura dela à sucessão presidencial para 2010.
Em seu pronunciamento, a ministra enumerou todas as ações e obras da União no Pará. Cerca de duas mil pessoas participaram da cerimônia de assinatura de ordens de serviço do PAC. Deputados estaduais, federais, vereadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de sete estados da Amazônia Legal estiveram presentes para fotos e imagens que podem valer votos, em outubro próximo.
AFINAÇÃO
Ainda não foi desta vez que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez discurso conciliador e afinado com o presidente Lula. Durante o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, o ministro anunciou, sem autorização e conhecimento mais detalhado do presidente, a criação do Fundo de Proteção da Amazônia, com previsão de assinatura da portaria no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho próximo, e já com 100 milhões de dólares em caixa doados pela Dinamarca para projetos de preservação da floresta nos estados.
Em entrevista coletiva, o presidente da República deixou claro que precisa estudar melhor a medida e a portaria, para que nenhum ‘gringo’ ou país que contribua com ’10 dólares’ para o fundo se julgue ‘dono da floresta amazônica’. Apesar de anunciar a criação do fundo, Carlos Minc informou que os recursos só estarão disponíveis em setembro. A doação, generosa, foi resultado de uma viagem que o ministro do Meio Ambiente fez à Europa. Pela primeira vez na Amazônia depois de ser guindado à sucessão da ex-ministra Marina Silva, Carlos Minc confirmou que nesta sua primeira visita a Belém fez contatos com a Associação dos Exportadores de Madeira do Estado do Pará (Aimex), entidade que representa os madeireiros, e a de produtores de óleo vegetal.
Ainda durante o fórum, Minc disse que está estudando a possibilidade de implantação em todos os estados do Brasil do projeto do Guarda Parque para as reservas e parques ambientais, idealizado por ele quando era secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
Carta de Belém sela compromisso
Ao final do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, foi elaborada uma uma carta aberta pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. No documento, os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantis – manifestaram a determinação de garantir o efetivo exercício da soberania nacional da Amazônia.
Para isso, eles se comprometeram a entrar em consenso sobre mecanismos estratégicos visando à operacionalização do desenvolvimento sustentável da floresta, da biodiversidade, dos recursos minerais e hídricos, vinculados ao crescimento econômico, geração e distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população.
Entre os pontos do acordo estão: o alinhamento estratégico a partir do Programa Amazônia Sustentável (PAS), do governo federal; o combate ao desmatamento ilegal; o estabelecimento, em caráter de urgência, do ordenamento territorial, através do Zoneamento Ecológico Econômico, a regularização fundiária e o fortalecimento institucional da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
A governadora Ana Júlia Carepa, que ciceroneou o evento, destacou a importância de se rediscutir o papel da Amazônia no cenário nacional. Para ela, a região sempre foi pensada de fora para dentro, uma logíca que sempre desconsiderou o povo da região. ‘A Amazônia tem um peso de décadas de equívocos que deixaram um rastro de violência e injustiça social. E a missão deste fórum é reverter esta lógica’, afirmou.
O governador do Acre, Binho Marques, disse que uma das grandes vantagens do Fórum foi a construção de um consenso. ‘Estes investimentos são importantes para construir o protagonismo dos governadores no desenvolvimento da Amazônia. Este encontro não é meramente protocolar. Hoje, a Amazônia está no centro das atenções. E o mais importante é que temos o consenso para discutir as mudanças’, disse. Segundo ele, o processo de desenvolvimento da região passa por três eixos principais: o reordenamento territorial e a regularização fundiária; o fomento às atividades sustentáveis e o monitoramento e controle. ‘A nossa preocupação é o tempo que temos para fazer estas mudanças. Já conseguimos avançar bastante na questão do monitoramento e controle, mas faltam os outros dois pontos . Precisamos fazer com que os eixos andem na mesma velocidade’, cobrou o governador acreano, citando que o seu Estado já avançou na elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico, o que poderia ser copiado pelos demais entes da região.
ESPECIFICIDADES
Já o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que apesar dos interesses em comum, a política de desenvolvimento da Amazônia deve respeitar as especificidades de cada Estado que compõe a região.
‘A Amazônia é muito heterogênea, portanto as políticas também não podem ser iguais. As necessidades do Mato Grosso podem não ser as mesmas do Pará’, disse ele, reiterando seu posicionamento favorável a uma política desenvolvimentista mais arrojada para a região.
‘Não dá para aceitar que o santuário amazônico não será usado pelos brasileiros. Ninguém é contra o ‘cumpra-se a lei’, mas é preciso remover as 40 inseguranças jurídicas que nos impedem hoje de fazer qualquer tipo de licenciamento. Precisamos de tempo, recursos e regras mais claras para podermos nos ajustar’, afirmou Maggi.
Durante o Fórum dos Governadores, o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, voltou a defender a superação da polêmica entre desenvolvimento e preservação ambiental na Amazônia. ‘O maior problema é que estamos aquém tanto em medidas de preservação quanto em medidas de desenvolvimento’, afirmou.
Para ele, a população ‘anseia a reconciliação’ entre o crescimento econômico e a proteção da floresta. ‘Palavras não bastam. Agora precisamos de atos’.
Como resposta, o ministro listou as prioridades do PAS, que entre outros pontos prevê a regularização fundiária, a elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico e a construção de vínculos entre a floresta e as indústrias. O projeto, assegura Unger, deve servir de matriz para as ações a serem elaboradas pelos estados que compõem a região.
Unger também defendeu a inserção da Amazônia no centro dos debates da política de planejamento nacional. ‘Este trabalho tem que ser coletivo. A causa do desenvolvimento sustentável não deve ser regional, é nacional. A Amazônia é um terreno privilegiado no mundo e, através dela, podemos repensar toda a noção de Estado. O desenvolvimento do Brasil depende da defesa da Amazônia’, destacou Unger, ressaltando que é preciso reafirmar a soberania e a sustentabilidade da região

maio 27, 2008

Jefferson Peres, o nacionalista

Filed under: Amazônia, Jasson de Oliveira Andrade, Jefferson Peres, Senado Federal — Humberto @ 2:38 pm
A morte do senador
Jasson de Oliveira Andrade A morte do senador Jefferson Péres (PDT-AM), ocorrida a 23/5/2008, foi muita sentida. A mídia e os analistas políticos destacaram o moralismo dele. No entanto, a ética é um dever de todos os políticos e mesmo de qualquer pessoa. Apesar, como reconheceu o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), “pessoas dessa qualidade se tornam cada vez mais raras na vida pública”. Para mim, o mais importante era o seu nacionalismo, com a defesa intransigente da Amazônia.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), em artigo na Folha (25/5), sob o sugestivo título “Como deveríamos ser”, depois de afirmar que “sua morte nos passa a sensação de que o Senado ficou menor”, salientou: “Ao lado do Jefferson da ética, perdemos também um grande senador da Amazônia. Um defensor de nossa soberania.
Porque, além de decente, ele era um NACIONALISTA (destaque meu). Defendia o Amazonas e a Amazônia-nossa com todo vigor, a serviço dos brasileiros, não apenas como uma reserva paralisada no tempo. Suas últimas falas foram sobre a Amazônia que ele tanto amava e tão bem representava”.
O Estadão (24/5) revelou o teor de seu último discurso: “No seu último dia no Senado, [Jefferson] Péres subiu a tribuna para falar sobre a Amazônia. Rebateu texto do New York Times, que defendia a internacionalização da Amazônia: “Longe de reagirmos enraivecidos ou mostrando o nosso medo de uma possível internacionalização da Amazônia, devemos replicar com bom humor, no mesmo tom, respondendo ao correspondente do jornal americano o que disse certa vez o senador Cristovam Buarque numa universidade americana.
Quando um universitário perguntou-lhe se a Amazônia, pela sua importância para o equilíbrio climático mundial, não deveria ser internacionalizada, o senador Cristovam respondeu ao seu aparteante: “Eu até concordaria em debater a internacionalização da Amazônia, se os Estados Unidos admitirem debater a internacionalização da Califórnia, por exemplo”. (…) Encerrou a sua fala pedindo que as autoridades brasileiras cuidassem melhor da região: “Não tenho tanto medo da cobiça internacional sobre a Amazônia. Tenho medo da cobiça nacional sobre a Amazônia, da ação de madeireiros, de pecuaristas e de outros que podem provocar, repito, o holocausto ecológico naquela região”, discursou Péres. Desceu da tribuna e horas depois deixou o Senado pela última vez”.

Devemos ter também medo da cobiça internacional. Segundo informações, existem um número enorme de ONGs estrangeiras naquela região. O governo deveria investigá-las, separando o joio do trigo. Todo cuidado é pouco!
No livro AMAZÔNIA SAQUEADA, o jornalista e escritor Edmar Morel (1912-1989) publica um resumo do livro A ESCRAVIDÃO HUMANA NOS SERINGAIS, de autoria do magistrado amazonense Oyama Itaussú. Anos depois, o Bom Dia Brasil, da Televisão Globo, de 26/5/2008, denunciou: “Homens eram mantidos como escravos no Pará”. Este é outro problema que merece uma atenção do governo: escravidão em pleno século 21 é abominável! Se vivo fosse, Jefferson Péres ocuparia a tribuna do Senado para condenar esses métodos medievais. Outros devem fazê-lo em seu lugar. Ele morreu, mas seus ideais continuam!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Maio 2008

fevereiro 17, 2008

Amazônia emite menos carbono do que se pensava, diz estudo do Inpa

Filed under: Amazônia, Carbono, desmatamento, INPA, poluição — Humberto @ 5:05 am
16/02/2008
Vinte e quatro milhões de toneladas de carbono a menos emitidas pela região amazônica. Essa é a diferença, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), do quantitativo da emissão do gás na região, um número inferior ao que vinha sendo trabalhado pelos cientistas e que equivale a duas vezes as emissões de carbono do município do Rio de Janeiro, com todas as suas fábricas e automóveis.
O pesquisador e doutor em em Ciências de Florestas Tropicais Euler Nogueira disse que a novidade é resultado de um projeto desenvolvido sob a coordenação do cientista Phillip Fearnside, onde o ponto de partida foi determinar o quantitativo de gás carbônico que é emitido para a atmosfera pela região do Arco do Desmatamento (sul do Amazonas). “Os resultados mostram que os números até então conhecidos estão acima do que verdadeiramente é emitido pela floresta, ou seja, nosso estudo mostra que cerca de 24 milhões de toneladas de carbono a menos estão sendo emitidas. Também fizemos observações nas áreas de floresta de Mato Grosso, do Acre e do sul do Pará. Essa redução na emissão está acompanhada dos números sobre a estocagem de carbono por estado”, explicou.
Segundo Nogueira, o trabalho realizado vai melhorar as estimativas sobre a emissão até então conhecidas pela comunidade científica. Os dados poderão ser utilizadas pelo governo brasileiro para formulação de políticas públicas na área dos serviços ambientais na floresta.
Além disso, o estudo possibilitou um novo cálculo do estoque de carbono na Amazônia. “Atualmente, considerando as condições de desmatamento contemporâneas, existem de carbono, considerando a floresta em pé, 55 bilhões de toneladas na Amazônia brasileira. Isso é o que está estocado nas árvores”, revelou o pesquisador.
As novas estimativas contribuem para reduzir as incertezas que existiam quanto ao carbono originário da Amazônia. Diante da precisão da informações, é possível informar o quanto é emitido quando a floresta é desmatada. “Foi possível mapear quanto existe de carbono por estado, em cada um dos territórios da Amazônia. São números mais confiáveis a respeito do estoque de carbono na região”, acrescentou Euler Nogueira.
Agência Brasil

novembro 17, 2007

Tribunal petista e jacobino quer proibir estrangeiros de fazerem experimentos com DNA de índios brasileiros. Atrazildos não assistiram Jurassic Park!!

Ouro vermelho
Justiça decide se vender sangue de índio fere direitos
Só os direitos patrimoniais é que estão sujeitos à prescrição. Com esse entendimento, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (DF) determinou que a primeira instância analise a ação de indenização e obrigação de fazer proposta pelo Ministério Público Federal contra pesquisadores que comercializaram sangue e dados de indígenas da comunidade Karitiana sem autorização da comunidade e da Funai.

( Um absurdo essa nossa “Justiça”. A pesquisa tendo como material genético o DNA dos índios brasileiros poderá reverter o grave quadro de semi-extinção das demais tribos das Américas e melhorar a sua qualidade de vida. A poderosa tecnologia de Primeiro Mundo dos Estados Unidos logo conseguirá multiplicar, por exemplo, o número de remanescentes das tribos que habitavam a América do Norte, antes da chegada do homem branco ao Continente. Essas tribos desapareceram, de forma misteriosa e sem deixar vestígios que pudessem nos ajudar a descobrir as causas de seu sumiço. O folclore ancestral daqueles povos já falava de “grandes canoas de fogo, brilhantes como o Sol” enviadas por Manitu, tão grandes que seriam capazes de acomodar tribos inteiras em seu interior. Supõe-se que os milhares de búfalos que corriam pela planícies foram junto com os nativos desaparecidos, numa curiosa semelhança com a nossa Arca de Noé. )

Segundo a ação, os pesquisadores, usando uma autorização concedida pela Funai para a entrada e permanência de uma rede de TV estrangeira, os pesquisadores entraram na comunidade indígena Karitiana, tiveram contado direto com os indígenas, coletaram sangue, registraram suas medidas e peso, sem autorização e conhecimento da Fundação. De acordo com dos cacique da comunidade, os índios só consentiram com a coleta de sangue, porque em contrapartida receberiam medicamentos. Mas, segundo ele, os resultados dos exames não foram apresentados, nem foram enviados os medicamentos prometidos.
Os pesquisadores então começaram a comercializar o sangue dos índios. O caso chegou ao conhecimento da Universidade Federal do Pará que procurou o MPF. Em depoimento, um dos acusados alegou que sua intenção foi a de ajudar a melhorar a qualidade de vida e reduzir as doenças dos índios da comunidade e que enviara todo o material coletado à Universidade Federal do Pará.

A primeira instância, ao examinar o pedido, extinguiu o processo, sem julgamento do mérito, ao fundamento de prescrição qüinqüenal, uma vez que o Ministério Público Federal tomou conhecimento dos supostos fatos ilícitos em 19 de setembro de 1996 e somente ajuizou ação em 29 de outubro de 2002, seis anos depois.

Por isso, o Ministério Público Federal recorreu ao TRF. Argumentou que só os direitos patrimoniais é que estão sujeitos à prescrição, e de que, no caso, a ação busca não somente o pagamento de danos morais, mas também a obrigação de não-fazer, que consiste na abstenção da prática de qualquer ato de violação dos direitos de personalidade de comunidade indígena.
A relatora, desembargadora federal Selene Maria de Almeida, do TRF da 1ª Região, constatou a necessidade de afastar a prescrição e de encaminhar o processamento do feito novamente à primeira instância, para verificar o dano.
“Estamos diante de possível violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porquanto, ainda que se desconsidere a tese jurídica de que o consentimento dos índios deu-se eivado de vícios, atenta contra os direitos da personalidade comercializar material genético de um determinado povo sem a sua autorização expressa, bem como das autoridades competentes”, concluiu.

Revista Consultor Jurídico
16 de novembro de 2007

outubro 19, 2007

Merecia o Ig-Nobel!! ( em espanhol )

¿Al Gore defiende el medio ambiente?
Miguel Lamas
El ex vicepresidente yanqui Al Gore ha sido uno de los ganadores del Premio Nobel de la Paz 2007 «por sus esfuerzos por construir y divulgar un mayor conocimiento sobre el cambio climático».
El premio fue compartido con el Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático (IPCC), de las Naciones Unidas, que reúne a 2500 científicos, entre ellos 50 argentinos. Pero, como tantas veces, el premio Nobel viene con trampa.
Los científicos del Panel atribuyeron el calentamiento global a actividades humanas en 90% y pronostican un alza de la temperatura media del planeta en 2100 de entre 1,1 y 6,4 grados, y confirmaron que inundaciones, sequías y hambrunas se intensificarán a raíz de los daños ecológicos si los gobiernos no adoptan medidas para proteger el medio ambiente. Los científicos evidentemente merecen el premio.
Gore merece el Nobel… de la mentira
El principal destinatario del premio, y el único que se publicita, es Al Gore.
¿Al Gore defensor de la paz?
El gobierno de Clinton, del cual fue vicepresidente (1993 al 2000) bombardeó Yugoslavia, Sudán, Afganistán, Irak, Haití, Zaire, y Liberia, utilizando toda clase de municiones destructivas incluidos proyectiles que contenían uranio empobrecido, causando la muerte de decenas de miles de civiles e irreparables daños ambientales.
¿Gore defensor del medio ambiente?
En diciembre de 1997 más de 160 países, entre ellos EE.UU., firmaron en Kioto (Japón) un protocolo para limitar las emisiones de CO2. Gore firmó, pero «para la gilada». Pues luego, ni él ni Clinton hicieron nada para que fuera aprobado por el Congreso norteamericano. Por lo tanto Estados Unidos, el país más contaminador del planeta, nunca adhirió.
El año pasado Gore hizo un documental visto por millones de personas: «Una verdad incómoda», que muestra los efectos del calentamiento global. Pero es más lo que esconde. Afirma que “Somos todos responsables”. Oculta que el 20 por ciento de la humanidad, principalmente las multinacionales, cometen el 80 por ciento de las agresiones contra el medio ambiente, o que el consumo de energía de un ciudadano medio del Primer Mundo es 70 veces mayor que uno de los países en desarrollo. ¡En la propia casa de Al Gore se consume 20 veces más energía que en la de una familia media norteamericana!
La trampas del Nobel
¿Pero es sólo que le dieron el premio a un charlatán caradura y mentiroso? Hay algo mucho más peligroso. Gore está entre los que defienden los agrocombustibles. Es decir, que la soja y maíz se usen para producir combustible, y a su vez sustituyan a los cultivos de papas, trigo y arroz, alimentos básicos de cientos de millones de pobres del planeta. Estos monocultivos para biocombustible ya están causando desertificación de grandes superficies, destruyendo bosques, pastizales y tierra de cultivos tradicionales en Latinoamérica, Asia y África. Una deforestación que aumentará las emisiones de gases de invernadero por el drenaje de suelos y la agricultura intensiva, y justamente acelerará el calentamiento global, además de encarecer hasta niveles imposibles de alcanzar para los pobres los precios del pan, harina, hortalizas y otros alimentos.
Por otro lado, en el colmo del cinismo, el imperialismo pretende que organismos multinacionales manejados por ellos controlen áreas del planeta como la Amazonia, arrebatando la soberanía de países pobres para, supuestamente, «defender la ecología».
El destructor es el capitalismo
Lo que está devastando al planeta y a los seres humanos es el capitalismo, con sus multinacionales y gobiernos imperialistas al frente. Es la lógica perversa de un sistema para el cual sólo importan las ganancias para una minoría de super millonarios. El ejemplo muy cercano lo tenemos con la empresa finlandesa Botnia, la cual sobornó al gobierno uruguayo del Frente Amplio para que le permitieran montar su gigantesca papelera, al precio de contaminar el río Uruguay y otros daños ecológicos. Si Botnia tiene ganancias para ellos “no interesa” que produzca en el futuro miles de personas con problemas respiratorios o cáncer de piel.La contaminación se puede frenar y revertir. El protocolo de Kioto, que prevé una reducción de emisiones de gas CO2 es sólo un pequeño paliativo. Para revertir el profundo deterioro ambiental hace falta un cambio revolucionario en la forma de producir, transportar, consumir y repartir. Una revolución socialista a escala internacional, que expropie a las multinacionales, derrote al imperialismo e imponga una planificación democrática de la economía al servicio de las amplias mayorías trabajadoras, contemplando el cuidado del conjunto de los seres humanos y de la Tierra como lo que es, el lugar en que vivimos todos.
BOLPRESS
18/10/07
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