ENCALHE

agosto 8, 2009

OBRA DO METRÔ DE VILA PRUDENTE É PARALISADA DEVIDO A INFILTRAÇÃO DE ÁGUA! CASAS E RUAS INTERDITADAS E IMPRENSALÃO NÃO FALA NADA!!

Mais uma vez, o bravo jornal de bairro Folha da Vila Prudente atropela a “grande imprensa” trazendo ( sozinha, até onde eu sei ) reportagem sobre problemas nas obras do Metrô paulista, em sua linha 2. Segundo a matéria, houve um “acúmulo de água” proveniente sabe-se-lá de onde, e algumas ruas próximas foram bloqueadas e casas foram interditadas. Falou-se que a “chuva” poderia ser a responsável ( de novo; este filme já vimos ). Eu, que moro na região, passo por lá diariamente, mas não fiquei sabendo de nada, vejam só. Posso adivinhar que a grandíssima maioria dos cidadãos paulistanos tampouco ficou sabendo disso. Ainda que o caso não tenha tido o desfecho igual ao do Craterão da Linha 4, penso que um registro ( mesmo pequeno ) nos jornais devia ter sido feito. Não encontrei nada a respeito também no site do Metrô.
Então, que fique registrado, graças à Folha da Vila Prudente. Ah! Na referida matéria, há testemunho de pessoas, queixando-se de rachaduras em seus imóveis, atribuíndo-as à obra. Que fique duplamente registrado.


Obras do metrô: Acúmulo excessivo de água no subsolo pára escavação de túnel na Vila Prudente

Kátia Leite
Na manhã da última terça-feira, dia 4, pelo menos quatro quarteirões de Vila Prudente foram bloqueados para o tráfego de veículos. Moradores de cinco residências na esquina das ruas Oliveira Gouveia e Pires Pimentel também tiveram que deixar seus imóveis, sendo alojados em um hotel. As medidas, que causaram apreensão na vizinhança, foram adotadas no trecho onde ocorrem os trabalhos de escavação do túnel que vai ligar as estações Tamanduateí e Vila Prudente da Linha 2- Verde do Metrô. É o chamado Lote 7 das obras que foram iniciadas pela empresa Constran e agora estão a cargo da construtora Odebrecht. Preventivamente, os trabalhos de abertura do túnel foram suspensos e as atenções estão voltadas agora aos serviços adicionais de drenagem do terreno.
Conforme a reportagem da Folha conseguiu apurar, os técnicos da construtora constataram o acúmulo de água além do normal no trecho onde acontece a abertura do túnel a cerca de 14 metros de profundidade. As leituras dos instrumentos de controle realizadas rotineiramente apontaram o rebaixamento de 4 centímetros do lençol freático e os parâmetros se aproximaram do limite de segurança. “Esse rebaixamento interferiu em quase nada na superfície, cerca de um milímetro. Mesmo assim, a construtora adotou as medidas preventivas”, explica o tenente Rezende do Grupamento de Bombeiros do Cambuci, que foi acionado na manhã da terça-feira. Ele inspecionou as casas interditadas e também desceu no túnel. “Só precisaremos voltar ao local se houver nova chamada”, comentou.
Não se sabe ainda o que causou o excesso de água no subsolo. As chuvas que bateram recordes no mês de julho podem ser uma delas. Um engenheiro ouvido pela Folha informou que não há cloro na água, o que excluiu a hipótese de um vazamento da rede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Indagadas sobre o ocorrido, a Companhia do Metropolitano de São Paulo e a Construtora Odebrecht se limitaram a informar, oficialmente, através de nota no final da tarde de anteontem, que foi adotada uma medida preventiva protocolar de segurança para “a realização de obras da Linha 2- Verde do Metrô”.
Além dos bombeiros e engenheiros do Metrô e da construtora, a Defesa Civil da Prefeitura e o comando regional da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também foram acionados na terça-feira. Uma das principais preocupações foi desviar a rota dos ônibus biarticulados que atendem o ramal local do Expresso Tiradentes. Os coletivos que normalmente acessam o Terminal Vila Prudente pela rua Ibitirama foram remanejados para o cruzamento da rua Dr. Roberto Feijó. Os demais veículos também foram impedidos de acessar um perímetro pré-determinado. O tráfego foi liberado na tarde da própria terça-feira.
Mesmo sendo preventivas, as medidas provocaram susto na vizinhança. “Saí cedo de casa e quando voltei, por volta das 11h, já estava tudo bloqueado”, conta o morador da rua Pires Pimentel, o advogado Osmar Leme dos Santos, que apesar de não ter o imóvel interditado, chegou a ser impedido de ir para sua residência. “Não queriam deixar eu entrar na rua”, lembra. “Sabia que era uma situação real porque no simulado de emergência promovido dias atrás, fomos avisados com antecedência”.
A inquilina da casa interditada no número 263 da rua Pires Pimentel, a corretora de imóveis Maria José, estava apreensiva. Ela afirmou que há 40 dias já vinha reclamando de rachaduras que vêm surgindo nas paredes da residência. “Também já tive problemas com o encanamento e fiquei sem água. Precisei sair de casa com meus dois filhos. Agora, hoje (terça), fui procurada porque vão ter que interditar. Achei que apareceram mais rachaduras e as lâmpadas estão balançando”, afirmou à Folha. Apesar da previsão de retorno dos moradores às residências amanhã, ela não sabe se vai voltar. “Dá medo e quero que antes sejam sanados os problemas das rachaduras”.
( Publicado na FOLHA DA VILA PRUDENTE, ed. 895, 07 a 13/ Agosto/ 2009 )
LEITURAS CORRELATAS:
Justiça ordena seqüestro de bens no caso Alstom ( Blog do ONIPRESENTE, 07.08.09 )Caso Alstom: Membro do TCE tem contas bloqueadas ( O Terror do Nordeste, 07.08.09 )

julho 11, 2009

CRATERÃO DA LINHA 4: IPT deveria ter sido convidado a participar ANTES e não DEPOIS que a cag**ada já tinha acontecido, diz diretor do instituto

Na edição deste mês da Pesquisa Fapesp, há uma matéria ( “Gargalos do desenvolvimento” ) sobre o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles foram ouvir as considerações do diretor presidente do instituto, João Fernando Gomes de Oliveira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), acerca das atividades da instituição, seus planos futuros etc.

AMACRAT

Do texto em questão, há o seguinte trecho, do qual destaco uma parte [ em vermelho ]:
” ( … ) Nos últimos 20 anos, dedicou-se também a projetos na área ambiental e a parcerias com empresas de pequeno e de médio porte, que não podem custear um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio. O trabalho que mais chama a atenção do público, porém, são as perícias feitas pelos técnicos do instituto em acidentes como o desmoronamento das obras de uma estação de metrô, há dois anos, que matou sete pessoas. “O ideal seria que o IPT tivesse sido convidado a participar na fase de elaboração do projeto e do monitoramento da obra, em vez de fazer um trabalho de arqueologia para definir as causas da tragédia”, diz João Fernando Gomes de Oliveira. “Mas não podemos evitar essa missão de ‘polícia técnica’, pois somos a instituição mais habilitada a fazer isso no estado e a maior parte de nosso financiamento é pública ( … )”.
O que leva o cidadão comum a perguntar o óbvio: por quê raios o IPT não foi convidado pelo consórcio a oferecer sua reconhecida tarimba, na elaboração e monitoramento da obra que acabou, então, ruindo?
PESQUISA FAPESP
Julho 2009
NOTÍCIA RECENTE:
Promotoria despreza laudo sobre cratera
Documento teria informações falsas; suspeita é que laudo do IC foi feito sob encomenda para beneficiar Consórcio Via Amarela
Laudo afirma que construtoras acionaram plano de emergência, mas promotores consideram que isso não é verdade
FOLHA, 27/06/2009

CRATERÃO DA LINHA 4: IPT deveria ter sido convidado a participar ANTES e não DEPOIS que a cag**ada já tinha acontecido, diz diretor do instituto

Na edição deste mês da Pesquisa Fapesp, há uma matéria ( “Gargalos do desenvolvimento” ) sobre o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles foram ouvir as considerações do diretor presidente do instituto, João Fernando Gomes de Oliveira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), acerca das atividades da instituição, seus planos futuros etc.

AMACRAT

Do texto em questão, há o seguinte trecho, do qual destaco uma parte [ em vermelho ]:
” ( … ) Nos últimos 20 anos, dedicou-se também a projetos na área ambiental e a parcerias com empresas de pequeno e de médio porte, que não podem custear um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio. O trabalho que mais chama a atenção do público, porém, são as perícias feitas pelos técnicos do instituto em acidentes como o desmoronamento das obras de uma estação de metrô, há dois anos, que matou sete pessoas. “O ideal seria que o IPT tivesse sido convidado a participar na fase de elaboração do projeto e do monitoramento da obra, em vez de fazer um trabalho de arqueologia para definir as causas da tragédia”, diz João Fernando Gomes de Oliveira. “Mas não podemos evitar essa missão de ‘polícia técnica’, pois somos a instituição mais habilitada a fazer isso no estado e a maior parte de nosso financiamento é pública ( … )”.
O que leva o cidadão comum a perguntar o óbvio: por quê raios o IPT não foi convidado pelo consórcio a oferecer sua reconhecida tarimba, na elaboração e monitoramento da obra que acabou, então, ruindo?
PESQUISA FAPESP
Julho 2009
NOTÍCIA RECENTE:
Promotoria despreza laudo sobre cratera
Documento teria informações falsas; suspeita é que laudo do IC foi feito sob encomenda para beneficiar Consórcio Via Amarela
Laudo afirma que construtoras acionaram plano de emergência, mas promotores consideram que isso não é verdade
FOLHA, 27/06/2009

novembro 9, 2007

Craterão da Linha 4 do Metrô completa 10 meses. Em 12 de Novembro, celebra-se o "Dia do Desaniversário*"! Veja: Cartaz oficial da ONG Amacrat**

* Eu já conceituei aqui “Dia do Desaniversário” em post anterior recente.
** Associação dos Amigos da Cratera, sigla criada pelo nosso glorioso Vinícius – o “Duarte”, não o “de Moraes” – que dá nome à nossa ONG de fantasia.

É isso mesmo!!! Vamos celebrar o “desaniversário do craterão”, para que saibam que o episódio não foi esquecido e nossa atenção não foi engolida por ele, ou soterrada pelas toneladas de páginas de jornais que martelam, incessantemente, o “suposto apagão aéreo” até estes dias.

setembro 13, 2007

SERRA E A CRATERA: 8 MESES DE SILÊNCIO

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
12/09/2007
Máximas e Mínimas 631
. Há oito meses abriu-se a cratera na Linha 4 do Metrô de São Paulo.
. Morreram sete pessoas.
. Até hoje, o presidente eleito, o governador José Serra, não emitiu uma única palavra, uma única sílaba, um único som sobre o assunto.
. Logo após a tragédia, o Conversa Afiada formulou 29 perguntas ao presidente eleito sobre o assunto.
. Uma trigésima pergunta era sobre como ele pretendia comprar ambulâncias para o Governo de São Paulo.
. O presidente eleito disse que não respondeu às perguntas porque achou que se tratava de “uma brincadeira”.
. (
Clique aqui para ler a única vez em que José Serra NÃO falou sobre o assunto, já que se tratava de “uma brincadeira”).
. O Conversa Afiada mandou, de novo, as 30 perguntas para o gabinete do presidente eleito.
. Leia a seguir as 30 perguntas que o Conversa Afiada formulou “de brincadeira”:
1) O Governo do Estado pretende processar o consórcio por provocar um acidente numa obra pública que resultou na morte de sete pessoas?
2) Por que o Governo do Estado não trocou de empreiteiros depois do acidente?
3) Por que até agora o contrato não foi suspenso e as obras interrompidas?
4) Por que o Metrô resiste em aceitar a proposta dos metroviários de paralisar as obras até que seja feita uma fiscalização em toda a Linha 4 para se certificar de que ela é segura?
5) O Metrô fiscalizava as obras? Como? Qual o nome do fiscal?
6) Havia um plano de evacuação da obra em caso de acidente? Onde está esse plano, se existe?
7) O Governo do Estado vai repetir esse tipo de contrato (“turn key”) (“porteira fechada”) em outras obras?
8) O Governo do Estado se sente responsável pelas vítimas do acidente?
9) Por que o governador do estado não recebeu a comissão de moradores do entorno da cratera do Metrô, que tentou falar com o governador na segunda-feira, dia 26 de março?
10) Antes de a obra começar, havia um estudo geológico da área que se tornou a cratera? O que diz esse estudo? Como ter acesso a ele?
11) Por que o Metrô “colocou” as empresas do consórcio perdedor no processo de licitação dentro do Via Amarela?
12) O consórcio Via Amarela não deveria ser excluído do processo de licitação, já que não atendia à especificação do edital que exigia dos concorrentes ter dois shields?
13) Por que, no início, a área de responsabilidade do Metrô era sobre um raio de 300 metros do local onde desabou a cratera e agora passou para 50 metros? (Vale lembrar que o consórcio interditou uma casa dentro desse raio de 300 metros e chegou a levar alguns moradores para o hotel)
14) Por que, até agora, não foi possível iniciar a perícia criminal na cratera do Metrô?
15) Quase três meses depois da tragédia, por que o consórcio Via Amarela ainda não autorizou o IPT a vistoriar o local exato do acidente?
16) Até quando o consórcio vai alegar que o terreno está instável e não pode haver ainda uma perícia?
17) E onde estão os “institutos internacionais” que seriam contratados pelo IPT para ajudar a fazer a perícia ?
18) Por que não foi pedida a perícia a outro órgão além do IPT – um órgão, em ultima análise subordinado ao Governo do Estado? O Governo do Estado vai deixar, por exemplo, o sindicato dos metroviários participar do trabalho de perícia?
19) De acordo com o morador Flávio Sato, a reconstrução da casa dele vai demorar um ano. Enquanto isso, ele vai ficar num hotel. Por que tanto tempo para construir uma casa?
20) Com o reinício do trabalho com o mega-tatuzão, o equipamento não demora muito para chegar aos pontos onde as obras estão paralisadas. E aí, o que vai acontecer?
21) Por que o Luiz Carlos David foi demitido? Só ele merecia?
22) Depois desse acidente, o Metrô vai passar a fiscalizar as obras da Linha 4?
23) O Metrô foi omisso ao autorizar as alterações contratuais, que modificaram o método construtivo?
24) Por que o consórcio não suspendeu as obras da futura estação Fradique Coutinho, após receber o laudo que mostrava a possibilidade de “acidentes de proporções imprevisíveis” no local?
25) O que o Governo do Estado acha da política do consórcio de baratear a obra à revelia do contrato?
26) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela pagava prêmio em dinheiro para quem acabasse a obra antes do prazo?
27) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela usava dinamite e não o mega-tatuzão no local onde se abriu a cratera?
28) A dinamite era o melhor método para aquele terreno?
29) Por que o então gerente de construção da linha 4 do Metrô, Marco Antonio Buoncompagno, não foi demitido no primeiro dia do atual Governo do Estado, já que Buoncompagno era processado por ter participado de esquema ilegal de contratação pública em parceria com uma das empreiteiras do Consórcio Via Amarela?
30) Por fim, para aproveitar a oportunidade, gostaríamos de saber qual será a política do governador do estado para comprar ambulâncias?

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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