Deputado do PT defende que senador tucano seja ouvido pela CPI dos Cartões e que sua postura seja investigada pelo Conselho de Ética do Senado.
Site do Dr. Rosinha
09/05/08
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), vice-presidente do Parlamento do Mercosul, defendeu nesta sexta-feira (9/5) a convocação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para prestar depoimento à CPI mista dos Cartões Corporativos.
“Álvaro Dias mentiu no plenário do Senado, no início de abril, ao dizer que não sabia de nada sobre o vazamento de informações da Casa Civil”, afirmou Dr. Rosinha.
“Não basta convocar os dois servidores que trocaram e-mails. A CPI precisa ouvir também o próprio senador Álvaro Dias, principal suspeito de ter tornado público o suposto dossiê.”
Conforme laudo do ITI (Instituto de Tecnologia da Informação), órgão vinculado à Casa Civil, os dados teriam sido passados por e-mail a André Eduardo da Silva Fernandes, assessor de Álvaro Dias. O autor da mensagem seria o servidor José Aparecido Nunes Pires, lotado na Casa Civil.
No último dia 2 de abril de 2008, no plenário do Senado, Alvaro Dias negou saber a autoria do vazamento de dados na Casa Civil. “Se eu soubesse, senadora Ideli, quem vazou a informação do Palácio do Planalto, eu diria, eu denunciaria. Ocorre que eu não sei”, afirmou o senador, num aparte concedido por Ideli Salvatti (PT-SC).
Na ocasião, o deputado Dr. Rosinha já havia defendido uma investigação do Conselho de Ética do Senado sobre Álvaro Dias por eventual quebra de decoro parlamentar.
“Se o próprio tucano reconhece que teve acesso a um documento ilegal, por que não acionou o Ministério Público e a Polícia Federal?”, questionou o parlamentar petista.
Já em entrevista concedida hoje (9/5) à rádio CBN, Dias disse que sabia quem tinha passado as informações para seu assessor, mas não revelou porque ele havia pedido sigilo da fonte.
“O importante é quem ordenou usando a máquina pública com o objetivo de fazer chantagem política. Quem vazou o dossiê já se sabe.”
Dr. Rosinha elogia análise publicada pelo jornalista Luis Nassif em seu blog. “O único senador que tomou contato com o tal dossiê – pelo que se sabe até agora – foi Álvaro Dias. E os dados vieram através da iniciativa de um funcionário da Casa Civil que tinha relações pessoais com seu assessor”, escreve Nassif.
O jornalista observa que não há nenhum indício de chantagem, como foi insinuado inicialmente pela revista “vEJA” [ OBS: O CATA-MILHO corrigiu e reescreveu a inicial da revista com minúscula, que é como ela merece ]. Para Nassif, não foi chantagem, foi uma armação para tentar “queimar” a ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
“Só existe uma certeza: o senador Álvaro Dias atuou como cúmplice”, conclui Luis Nassif.