ENCALHE

julho 29, 2008

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

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Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

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Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

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Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

maio 6, 2008

FAO reforça o que este blog sugeriu: não tem arroz, comam batatas!!

Essa é uma das coisas que aprendemos ao ler revistas do tipo “Saúde” ou “Almanaque do Pensamento”. Arroz e batatas costumam fazer parceria no prato dos brasileiros que têm o que comer. Sabe, aquele “arroz, feijão, carne ensopada e batata”. É uma overdose de carboidratos!!

Mas, agora que os chineses e indianos estão sendo responsabilizados pela falta de alimentos no mundo, convém a nós, sulamericanos, fazermos maior uso deste tesouro, outrora desconhecido na Europa ( se não estou delirando, parece que foram os conquistadores espanhóis que levaram o tubérculo para o Velho Mundo, a partir de nosso subcontinente ).
Nós, que temos o que comer com certa regularidade, podemos também reduzir ( mais, né? )nosso consumo de carne, já que grande parte dos alimentos que estão “faltando” são aqueles utilizados na pecuária. Provavelmente para exportação. Se estiver certo, isso significa que os engordurados e gordos do primeiro mundo terão ELES, principalmente, que reduzir seu consumo de carnes.
Quer dizer, não sei se tal atitude surtiria algum efeito nesta crise, já que não entendo muito bem como funciona ESTE TIPO de, digamos, cadeia alimentar. Há muitos agentes envolvidos nesta cadeia de produção, distribuição e consumo. Desconheço o alcance.
Desnecessário afirmar que, em algum lugar do mundo, deve haver aquela cabeça privilegiada e lógica, agradecendo a DEUS por tantos bilhões de pessoas passarem fome, e não tendo perspectivas de que sua situação seja resolvida. Sobra mais comida prá nóis!! O raciocínio é, de certa forma, similar àquele que debitará às citadas e superpopulosas nações em desenvolvimento a causa do aquecimento global e da poluição presentes.
A vEJINHA desta semana traz matéria sobre a alta dos preços em restaurantes. Nada ali para nós, mortais. Mas é interessante saber quais são as algumas das causas, na ótica da revista:
Cito:
- o crescimento mundial de 20% nos últimos 4 anos;
- esta aqui é legal: no MERCADO FINANCEIRO, as commodities ( que é como são chamados os trecos que você põe no prato ) agrícolas tornaram-se alvo de ESPECULAÇÃO. Isso explica a alta de 55% de cereais, legumes e oleaginosas;
- milho e soja são usados para ração ( OBS: Índia e China passaram a comer carne?? De vaca? Na Índia? );
A questão “o tanque ou o bucho” está ficando, digamos, curiosa, quando pensamos nos norteamericanos. Se for verdade, seu álcool de milho é mais caro que o nosso, e torna mais raro este delicioso alimento da mesa do americano. A questão se mostra, então, pior para a nação onde mais se cultua o automóvel. Alguns – talvez vários – países estão impondo barreiras à exportação de seus excedentes, preferindo que estes fiquem disponíveis à suas populações. O que pode complicar ainda mais a situação dos EUA. Os preços dos alimentos importados, que não sejam produzidos suficientemente no país, dispararão ou sumirão, já que não seria mais tão fácil encontrar uma nação disposta a tirar o rango da boca de sua população para vender aos glutões e obesos americanos sob o risco de lhe faltar. Claro que estou passando com uma motoniveladora sobre a super-provável hipótese de que existam governos demasiado pró-americanos, incapazes de deixar os yankees à míngua.
Apesar de eu não ser mais que um curioso, me atrevo a pensar o seguinte, dentro de minhas limitações sobre o assunto:
Os produtores desejam, claro, vender para quem pagar mais. Seja ele um cliente interno ou externo. Os governos que restringirem as exportações – sei lá como fariam isso – deverão completar o preço de acordo com a maior oferta, independente dos preços cotados. Nada impede que alguém queira e possa cobrir um preço cotado a “X”. O produtor, obrigado a vender sua produção a “X”, ficará desgostoso em saber que poderia estar vendendo a “X + 1″. Essa insatisfação poderá levar a conflitos, boicotes, locautes, ocultamento de víveres, pressões de associações de produtores e do agronegócio. A diferença deverá ser coberta, exigirão. E nem estou levando em conta os preços de insumos e demais componentes da produção.
Vejam só a escalada de preços, subordinada às lógicas da “oferta-procura” e “oferta-meios de aquisição { ou simplesmente “meios”}”. Será esta a chance de uma reforma agrária decente ocorrer por aqui?
Ah…já pensei demais sobre isso. Deixa eu ir jantar. Abaixo, uma receita de Pão de Batata, tirada do site CYBERCOOK. Site bem legal, aliás!! Se alguém fizer, me convide. Eu levo o café!
Pão de Batata

Tipo de Culinária: Culinária Popular

Categoria: Pães e Pizzas
Subcategorias: Pães com e sem recheio
Rendimento: 60 porções
- 1 kg de farinha de trigo
- 80 gr de fermento biológico fresco
- 150 gr de açúcar União
- 400 gr de batata cozida(s)
- 30 gr de sal- 100 gr de margarina Qualy Sadia
- 2 unidade(s) de ovo
- quanto baste de leite
Numa bacia ou na batedeira, faça uma esponja com 100 gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar durante 15 minutos. Após este descanso, misture todos os ingredientes e faça uma massa bem macia. Espere o crescimento da massa durante 30 minutos. Depois, modele em bolinhas de 70 gramas cada uma, coloque nas assadeiras previamente untadas, espere novamente o crescimento durante uns 40 minutos, aproximadamente, e leve para assar. Temperatura do forno: 200° C.
Observação: Vaporize bem o forno, com água, antes de levar os pães para assar.

janeiro 25, 2008

Transgênicos: na Europa, são usados na alimentação de rebanhos e olhe lá.

Filed under: Alemanha, alimentação, Ciência, Europa, meio ambiente, Monsanto, OGMs, transgênicos — Humberto @ 12:41 pm
DW
24/01/08
Transgênicos são ainda raros nos supermercados alemães
Apesar de todo o alarde de defensores e adversários da manipulação genética, a probabilidade de encontrar um tomate ou batata transgênica num supermercado alemão é, até o momento, mínima.
Quando o assunto é alimentação, a polêmica é garantida, em especial no tocante a produtos modificados geneticamente. Durante dois anos, os partidos que compõem a coalizão de governo em Berlim debateram sobre a obrigatoriedade de etiquetação de produtos transgênicos e o cultivo de plantas modificadas geneticamente. Na sexta-feira (25/01), a nova legislação será votada no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.
Para o consumidor alemão, a mais importante mudança é que ele passará a ser informado se os animais dos quais ele se nutre foram criados com plantas transgênicas. Ovos, leite e carne passarão a conter a informação correspondente em suas etiquetas.
Afinal, será que muitos dos produtos alimentícios oferecidos nas prateleiras e frigoríficos dos supermercados foram submetidos a mudanças genéticas? Tanto os críticos como os defensores da tecnologia genética dão freqüentemente a impressão de que ela é onipresente. Uns recorrem a esse argumento para pleitear regras mais rigorosas; outros justamente para alegar que as restrições não adiantam nada, já que os produtos transgênicos seriam inevitáveis.
Mesmo que as áreas cultivadas com plantas transgênicas aumentem por toda parte, sua porcentagem não é ainda tão grande como podem sugerir certos debates a respeito do assunto. Em 2006, elas perfaziam 102 milhões de hectares, o que não chega a 6% de todas as áreas cultivadas do mundo. Na Alemanha, essa área era no ano passado de 2.700 hectares, ou seja, menos de 0,1% das terras cultivadas.
Mais da metade das áreas com plantações de transgênicos se encontram nos Estados Unidos: 55 milhões de hectares. A tecnologia está também bastante difundida no Canadá, na Argentina, no Brasil, na China e na Índia, mas pouco se impôs até agora na Europa.
“A utilização das sementes transgênicas, que são mais caras, só vale a pena em regiões com lavouras grandes”, esclarece Heike Moldenbauer, da BUND, uma ONG de proteção ao meio ambiente e à natureza. Nesses casos, as plantas, que são resistentes a pragas, reduzem a necessidade de mão-de-obra e o risco de perdas na colheita, vantagens que pesam menos no caso de plantações de menor porte.
Alemanha importa mais do que cultiva
A tendência se verifica também na Alemanha, onde o cultivo de transgênicos é mais difundido no leste do país, em que as propriedades rurais são mais amplas – uma herança dos coletivos agrícolas da era socialista. Segundo os registros do Departamento Federal de Defesa do Consumidor e de Segurança Alimentar, os agricultores de Brandemburgo, Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são os que mais apostam em sementes modificadas geneticamente.
Ainda que a Alemanha permita a importação de numerosas plantas transgênicas, a única que pode ser cultivada no país é o milho MON 810. No restante do mundo, muito mais espécies são cultivadas através de sementes geneticamente manipuladas, sobretudo o milho, a colza, algodão e soja.
Mas o produto não vai diretamente para o prato do consumidor: 80% da colheita é utilizada como ração. Desde que foi proibido – pelo menos na União Européia – alimentar os animais com restos dos abatedouros e com farinha animal, os agricultores europeus recorrem de preferência à soja transgênica como ração animal, por ser um produto barato.
Portanto, quem quiser ter certeza de não estar consumindo transgênicos, precisa prestar especial atenção aos derivados animais, como ovos, leite e carne. Os 20% restantes da colheita de transgênicos são utilizados na produção de têxteis. Ou seja, a probabilidade de encontrar um tomate transgênico ou batatas modificadas geneticamente num supermercado alemão é – até o momento – muito pequena.

Leila Knüppel (lk)






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