ENCALHE

julho 26, 2009

"PMDB LULISTA X PMDB SERRISTA ", Por Jasson de Oliveira Andrade

Aí vai mais um artigo de nosso Jasson, desta vez sobre os “dois PMDBs”, a saber: o “PMDB do L” [ que vem a ser o PMDB aliado de Lula, cuja persona de "destaque", atualmente, é o presidente do senado, José Sarney ] e o “PMDB do S” [ aquele, recém-convertido ao serrismo depois de ter sido demonizado de diversas maneiras pela imprensa amiga e tucana e tem, na figura do ex-inimigo público número 1 da política brasileira, Orestes Quércia, seu maior representante ]. O artigo de Jasson esteve durante 1 semana em meus emails, mas não usei computador neste período. Bom,o artigo não se encontra nada defasado,já que a vEJA desta semana traz na capa uma serpente onde se lê, inscrita sobre sua pele “PMDB”. OK. O “partido é serpente”, mas tem duas cabeças, é bom informar.

“PMDB LULISTA X PMDB SERRISTA”

No artigo “Contra Sarney ou contra Lula?”, mostrei que os jornalões e revistas, tucanos, estão massacrando Sarney porque ele apóia o governo Lula. Daí ter concluído que os ataques visavam, indiretamente, o presidente. Para se compreender melhor o assunto, existem dois peemedebes: o do Lula (Sarney, Michel Temer e outros) e o do Serra (Quércia e outros). Quércia apoiou Kassab (DEM) para prefeito, tendo lançado a quercista Alda Marco Antonio como vice-prefeita. Hoje ela é também secretária municipal. Quércia, que era atacado pela imprensa escrita e falada, considerado corrupto, um político pior do que Sarney (quando foi presidente do Senado na época de Fernando Henrique Cardoso, nos ano 90, não era atacado pela mídia e muito menos pelos tucanos, como acontece atualmente), hoje é “esquecido” pela mídia.
Quando era considerado um lulista, a revista Veja, em junho de 2006, fez graves acusações contra Quércia, que a processou [ Nota do blog: "Muito bem lembrado, Jasson."]. Como ele hoje é serrista, a revista não o ataca mais, preferindo, por motivos óbvios, o Sarney. Desconheço como se encontra o processo, mas possivelmente foi retirado. Não sei. Para que os leitores conheçam o que ocorreu naquela época, transcrevo o artigo que escrevi em junho de 2006. Por ele, pode-se, mais uma vez, verificar como age a imprensa.
Quércia Processa Veja
A VEJA, na reportagem “O QUE O PT E O PSDB MAIS QUEREM?”, fez duras críticas a Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo. No texto, assinado pelo jornalista Otávio Cabral, a revista revela que Serra se encontrou com o peemedebista em 9 de abril. Posteriormente, Quércia foi procurado pelo PT e se encontrou com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, no dia 31 de maio. Ao que parece, com esse encontro, o ex-governador não iria mais se aliar com os tucanos. Essa impressão se deve pelos ataques que recebeu da VEJA. Por que a revista não revelou seus “podres” antes, em abril, quando recebeu a visita de Serra em seu apartamento, no bairro dos Jardins? Como a revista faz campanha massacrante contra Lula, quem pagou o pato foi o Quércia. O jornalista foi inteligente. Para não demonstrar que a critica era motivada pelo encontro presidencial, misturou Lula com Serra. Uma reportagem muito sutil!
A sutileza do texto pode-se verificar com esse trecho: “Bem, tucanos e petistas podem até falar de suas semelhanças uma vez ou outra, mas o único dado concreto que os une mesmo, pelo menos até agora, é o assédio a Orestes Quércia, o líder do PMDB que, HÁ MAIS DE UMA DÉCADA, praticamente deixou a política ao tornar-se UM SÍMBOLO VIVO DA CORRUPÇÃO (destaques meu)”.
Uma mentira porque Quércia não deixou a política há mais de dez anos: ele se candidatou a senador em 2002. Adiante afirma: “Durante sua gestão [de Quércia] no governo paulista (1987-1991), a empreiteira Andrade Gutierrez tornou-se a rainha das obras em São Paulo – E AS DENÚNCIAS DE OBRAS E COMPRAS SUPERFATURADAS (destaque meu), como a inesquecível aquisição de equipamentos de informática de Israel, viraram uma constante. (…) Quércia tem origem humilde, filho de uma lavradora e um balconista de mercearia, e conseguiu erguer um império sem deixar de fazer política – razão pelo qual se tornou SÍMBOLO DOS POLÍTICOS QUE ENRIQUECEM COM A PRÓPRIA POLÍTICA (destaque meu)”.
Em vista desses ataques, Quércia vai processar a VEJA. No Informe Publicitário que publicou na imprensa, no dia 6 de junho, o ex-governador informou: “VEJA requentou matéria de 14 anos atrás, sem acrescentar nada de novo, nenhuma denúncia, nenhum indício e, pior, sobre tema já julgado e encerrado pela Justiça brasileira. Para me atacar e ludibriar seus leitores, VEJA usou a velha técnica de misturar verdade e mentira para tentar dar verossimilhança à sua falácia e fantasia. (…) As denúncias que VEJA requentou foram julgadas e esclarecidas há anos. Fui ABSOLVIDO (destaque meu) pela Justiça de todas as acusações mentirosas feitas por meus opositores políticos. (…) Sendo assim, em defesa de minha honra e a bem da verdade, estou encaminhando processo judicial pelas calúnias e difamações das quais, mais uma vez, fui vítima. Recorri a esse expediente legal para responsabilizar VEJA e a Editora Abril”. Quércia critica: “Liberdade de imprensa é um dos mais caros componentes da democracia, mas não se pode aceitar que o mau jornalismo iluda a população e ofenda qualquer cidadão”.
Não vou entrar no mérito das acusações da VEJA, nem da defesa de Quércia. O processo judicial que o ex-governador diz que impetrou vai decidir quem tem razão. Apenas estranho que a revista não tenha citado o caso da privatização do Banespa. Neste caso, os tucanos entraram na Justiça contra a antiga administração. Diretores que conheço, decentes e honestos, tiveram seus bens bloqueados. Passaram por constrangimentos. Por que a VEJA não citou esse caso? Será que o motivo não seja porque foram os tucanos que privatizaram e entraram com o processo? As pessoas supostamente envolvidas, ao que consta, foram absolvidas, e hoje, um deles governa São João da Boa Vista [Em 2009, ainda prossegue o processo contra o Nelsinho, se não estou enganado]. Será que VEJA ainda acredita no apoio de Quércia a Serra e não quer citar o caso para não atrapalhar? Estranho muito estranho!
Encerro este artigo com uma dúvida. Se o Quércia tivesse apoiado o Serra ao invés de ter encontrado com o presidente Lula, a VEJA teria feito essas denúncias, “requentadas” como diz o ex-governador? Por que levantar processos já arquivados? Em minha opinião, a revista procura desmoralizar quem se aproxima de Lula! Ai daqueles que tentam fazer esse contato. Agora foi a vez de Quércia. Quase mereceu uma capa da revista. Isso só não aconteceu porque foi apenas um encontro. Se tivesse apoiado o presidente… Vejam como age a VEJA, mesmo disfarçadamente!” Isto escrevi em junho de 2006. Perceberam que a imprensa escrita e falada agem da mesma maneira em 2009?
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Julho 2009

E MAIS:

Em edição publicada em 2002, a vEJA decretara que o “dinossauro Quércia” havia saído de circulação. Mal sabia a revista que o Conde Serroff detinha conhecimentos e poderes milenares, capazes de trazer a vida criaturas então “desaparecidas”. Usou deste poder estranho para trazer à vida a criatura Quércia e esta, como um zumbi sem vontades, endossou o apoio de seu partido à candidatura Kassab que pelejava pela reeleição à Prefeitura paulistana. Que medo!

julho 12, 2009

Jaz São Paulo: Prefeitura prepara a cidade para a Copa. Para atrair investidores, administração persegue moradores de rua e reduz vagas em albergues!

Prefeitura está reduzindo vagas para moradores de rua em albergues?
Todas as semanas, moradores da Saúde, Vila Mariana, Jabaquara, Cursino e Ipiranga se queixam: o número de pessoas vivendo em condições precárias, em praças, baixos de viadutos e canteiros da região não para de crescer. São crianças, adolescentes, catadores de lixo, famílias inteiras… Esta semana, a situação parece ter atingido um ponto crítico: o Ministério Público acatou uma representação do diretório municipal do PT e abriu inquérito para investigar a atuação da atual secretária municipal de Assistência Municipal e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, no que diz respeito ao atendimento a população de rua no município. A oposição denuncia a redução de vagas em albergue, maus tratos por parte da Guarda Civil Metropolitana e ainda a diminuição de verbas a entidades que mantêm albergues.
MP vai investigar ação municipal para moradores de rua
Promotoria abriu inquérito para analisar denúncias de que a Prefeitura está agindo com descaso e diminuindo vagas em albergues
Por que tem aumentado tanto o número de pessoas vivendo pelas ruas da cidade ultimamente?
A região tem forte reflexo dessa região, com “acampamentos” formados em praças e baixos de viadutos. O Complexo Viário do Cebolinha, em frente ao Detran, as ilhas centrais da Rua Vergueiro, os baixos dos viadutos Onze de Junho e de vários ao longo da Avenida dos Bandeirantes, desde o Jabaquara até Moema, são exemplos. Será que é a crise econômica que explica tal explosão? Há meses o jornal São Paulo Zona Sul vem questionando a prefeitura sobre essa realidade, sem obter respostas convincentes. O trabalho, antes descentralizado e a cargo das subprefeituras, agora está exclusivamente nas mãos da Secretaria de Assistência Social, que vem se recusando a dar detalhes sobre a atual política destinada a pessoas em situação de rua.
Para o vereador José Américo, do PT, a Prefeitura tem agido com descaso e, mais do que isso, está destruindo a estrutura de albergues e outros serviços de atendimentos a essa população – daí esse quadro aque a população assiste diariamente.
O parlamentar, que é presidente do PT municipal, entrou com representação no Ministério Público contra a a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio, e o prefeito Gilberto Kassab. Esta semana, a promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, abriu inquérito civil (nº 293/09) para investigar a política da atual administração no atendimento à população de rua, que vem sendo alvo de críticas de organizações sociais e de usuários de albergues.
Um dos fatos que deixou o vereador indignado foi o depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal em maio, da secretária Alda Marco Antonio declarou publicamente sua disposição de reduzir o número de homens e mulheres que ocupam vagas em albergues. Na ocasião, ela reafirmou o que já havia declarado à imprensa, de que pelo menos três mil pessoas estariam ocupando vagas “indevidamente”, causando preocupação entre os vereadores presentes.
A secretária acredita que muitas pessoas que estão ocupando os albergues teriam condições de bancar suas próprias moradias e, por isso, pretende fazer um recadastramento e reduzir em 3 mil vagas o número total oferecido hoje na cidade.
Para José Américo, até mesmo os vereadores da bancada estão constrangidos com essas declarações e com a política assistencial da Prefeitura. “Nos últimos dezoito meses, o número da vagas já caiu de 9 mil para 7.500 vagas”, diz ele.
O presidente do PT municipal diz que essa redução ocorreu por conta do desprezo da Prefeitura com entidades conveniadas. “A Província Franciscana rescindiu os convênios porque, diferente do que prevê a legislação, a Prefeitura não reajustou o valor repassado às entidades e ainda fazia os pagamentos com atrasos constantes”. Só os albergues que eram gerenciados pelos franciscanos geravam mais de mil vagas na cidade, no Glicério e no centro, que agora estão desativadas.
Até mesmo as Polícias Civil e Militar comprovam a redução na oferta de vagas em albergues. Operação policial realizada no domingo (5) para combater o uso de crack no centro da capital foi parcialmente cumprida. Isto porque das 265 pessoas encaminhadas para centros de atendimento da prefeitura, apenas 60 foram atendidas, pois não havia vagas. As demais voltaram para as ruas.
“Em pleno inverno, quando as vagas devem aumentar, a Prefeitura diminui. É inacreditável o que a secretária Alda Marco Antonio está fazendo”, diz o vereador. O vereador aponta que as condições degradantes em que vivem esses seres humanos sob viadutos não são a única face negativa da atual política municipal. Na representação ao ministério público, foi denunciado também que a população de rua se queixa dos maus tratos que sofre por parte de integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de funcionários responsáveis pela limpeza de praças e calçadas. Eles estariam atirando jatos d’água sobre a população de rua durante a execução do serviço.
“A atual gestão quer tirar os moradores das ruas, especialmente da região central, mas não oferecem alternativas e o resultado acaba sendo oposto ao desejado”, conclui José Américo.
JORNAL ZONA SUL, 10 A 16 DE JULHO DE 2009
Ed. 2429
ELES SÃO DE MARTE? OU DE VÊNUS?
Cracolândia: 70% vêm da periferia, Grande SP e Baixada Santista ( Estadão, 12.07.09 )
Digamos que eu more na Lapa e esteja relatando a alguém algum fato referente a um outro bairro da Capital, tipo, a Moóca. Digamos que, no momento que eu falo, eu me encontre na Lapa:
- Então, os caras saem de São Miguel e vão à Moóca, entende?
Se eu estou na Lapa ( “aqui” ), não faria muito sentido se eu dissesse “Eles “vêm” à Moóca, saindo de São Miguel”. Pois não estou na Moóca. Este bairro, na narrativa, fica “lá”, e as pessoas que “para lá” se dirigem, procedem de “acolá”.
Assim, por quê o Estadão ( cuja sede fica no Bairro do Limão ) se refere à Cracolândia como sendo “aqui”, e às pessoas que para a Cracolândia se dirigem como se estivessem vindo “para cá”? Saídas “de lá” ( periferias, Grande SP ) e vindo “para cá” ( Cracolândia, bastante longe do Bairro do Limão )?
Tô errado, será?

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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