ENCALHE

julho 27, 2007

Os tucanos e a hipocrisia

Filed under: Alckmin, ALESP, CDHU, CPIs, golpismo, imprensalão, tucanalha — Humberto @ 2:26 am
ALESSANDRO RODRIGUES
HORA DO POVO

Faça o que digo, não faça o que eu faço”. Esse ditado popular, que procura definir a postura de um hipócrita, cai como uma luva para alguns tucanos. Isso não é difícil de se observar nas ações do PSDB em São Paulo e nos discursos dos integrantes do mesmo partido em Brasília. Apoiados pela mídia, eles cobram na capital federal investigações sobre qualquer pedra fora do lugar, mesmo que as tenham tirado. Afinal, seus folhetins colocarão a culpa em Lula. Mas, em São Paulo, fazem o inimaginável para impedir qualquer apuração, vide a protelação da CPI para investigar o líder do PSDB na Assembléia, Mauro Bragato.
Essa conduta já era mais do que clara na gestão de Alckmin. Enquanto tucanos “cobravam” cinematograficamente CPI pra cá, CPI pra lá, “compra de votos”, “Correios”, “bingos”, “sanguessugas”, e agora “Infraero”, etc, Alckmin impedia a instalação de 70 CPIs em São Paulo. Mais do que isso: 1432 processos julgados irregulares pelo TCE eram engavetados na Assembléia para impedir que chegassem as mãos do Ministério Público, que teria a incumbência de dar prosseguimento às investigações, abrir inquérito e punir os culpados. O resultado dessa obscenidade, segundo denunciou o promotor Antônio Celso Faria, é que os crimes de improbidade administrativa prescreveram e os delinqüentes andam soltos. Por outro lado, a única opção que restou ao MP foi dar seguimento às ações pelo ressarcimento dos cofres públicos dos prejuízos causados pela corrupção tucana, que só em 102 contratos somaram cerca de R$ 1 bilhão.
PUPILO
Porém, Alckmin não foi o primeiro tucano e não será o último. O professor foi Fernando Henrique e o aluno é José Serra. FHC também já foi muito conhecido por impedir a abertura de investigações. Ficou mais famoso ainda pelos crimes. Somente para lembrar alguns casos, até 1999, o governo FHC distribuiu “favores” para evitar a instalação da CPI do sistema financeiro, em 1996; a da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, em 1997; a que investigaria o grampo no BNDES, em 1999; e a do caso EJ, em 2001. CPI era, no vocabulário tucano e nos manuais de redação de alguns órgãos de mídia, termo nefasto e sinistro.
Nessa época, figuras como Arthur Virgílio, líder do governo no Congresso, somente para citar o mais entusiasmado, andava às turras para operar os abafas, chegando a ameaçar qualquer um que assinasse uma CPI. Em entrevista à “Folha de São Paulo”, em 2001, Virgílio fez chegar ao Congresso uma mensagem de FHC de que demitiria ministros que tivessem ligações com parlamentares que assinassem a CPI para investigar EJ. “O presidente vai dar lealdade e respeito aos aliados e quer reciprocidade. Acabou a prática de ficar assinando pedido de CPI e depois retirar o nome. Tem de haver lealdade”, afirmou.
A ameaça foi para impedir a instalação de uma CPI, pois “não havia nada para investigar, a oposição só queria palanque”. Agora vejam o Virgílio de 2004, três anos depois: “O PT precisa derrubar essas falácias segundo as quais as galáxias irão se chocar e o universo acabar se houver investigações sobre corrupção dentro de seu governo. Se nada houver, ótimo, as acusações caem. Se houver, os responsáveis devem ser responsabilizados e o governo deve continuar a governar”. Têm coisas que é difícil explicar. Deixemos tais estudos para alienistas e ou para criminalistas…
Voltemos para o dito popular. Em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis aponta que a “franqueza é a primeira virtude de um defunto”, pois na vida “o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos”. Ele narra este trecho da confissão de seu personagem dizendo que “a hipocrisia é um vício hediondo”. Seria demasiado fazer uma analogia entre dois casos, mas tal definição é elucidativa.
É claro que se alguém perguntar para Virgílio se é contraditório a sua postura anterior com a atual ele dirá que não e encontrará uma explicação mirabolante para tal. Mas o importante seria se a última declaração do líder tucano no Senado chegasse aos ouvidos do governador José Serra, que está seguindo o caminho de seu antecessor e poderá pagar caro por isso, não só por acobertar os ilícitos, mas também por carregar nas costas a responsabilidade de ter abafado as investigações e de ter dado mais liberdade para que continuem roubando os cofres de São Paulo.
Serra tem o controle sobre a maioria da Assembléia. Portanto, qualquer colegial sabe que a manobra vergonhosa para impedir a instalação da CPI da CDHU e do inquérito no Conselho de Ética para investigar Mauro Bragato tiveram o seu aval. É preciso investigar, “se nada houver, ótimo, as acusações caem. Se houver, os responsáveis devem ser responsabilizados e o governo deve continuar a governar…”.

maio 5, 2007

Diferentemente de Lula, Serra finca raízes no Brasil, não viaja e não arreda pé!!!

Filed under: Alckmin, BID, Harvard, José Serra — Humberto @ 3:17 pm
Alckmin e Serra se encontram nos EUA
O ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à presidência da República, Geraldo Alckmin, se encontrou na quinta-feira (3) Estados Unidos com o governador de São Paulo José Serra, seu colega de PSDB. O governador viajou para participar de uma reunião no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington, e percorreu mais de 700 quilômetros, até Boston, para almoçar com Alckmin. “Falamos do partido, do congresso do partido. Eleições é um assunto para ano par e estamos em ano ímpar”, afirmou. Alckmin estuda em um programa sobre políticas públicas para estrangeiros na Universidade Harvard e deve voltar ao Brasil no fim do mês. Segundo ele, Serra fez uma “visita de cortesia”. Ele negou especulações de que o almoço serviu para iniciar as conversas sobre sua eventual candidatura à prefeitura de São Paulo em 2008.O encontro foi no restaurante de um hotel ao lado da escola de administração pública de Harvard e teve ainda a presença do secretário estadual de Relações Internacionais, José Henrique Lobo, que já coordenou campanhas dos dois tucanos. Alckmin contou que levou o governador ao seu café predileto aqui, onde só trabalham brasileiros, à livraria da universidade e ao Harvard Yard, ponto principal do campus. (AE)

abril 25, 2007

Governo Alckmin favoreceu proliferação de caça-níqueis em São Paulo, lembram disso??

Filed under: Alckmin, bingos, caça-níqueis, Mercadante, Roberto Requião — Humberto @ 6:32 pm
É isso mesmo!!!!
Leiam abaixo o teor de uma carta que enviei para jornais ( atenção na data de envio ) comentando a diferença entre os governadores Roberto Requião, do Paraná e o paulista Geraldo Alckmin, no trato à questão em voga. Poucos jornais publicaram ( se me recordo bem ) com as habituais exceções : o glorioso Hora do Povo e o Jornal do Commercio.
São Paulo, 26/01/2006

Saudações a todos,

Sei que está se tornando um “tabú” criticar ou fazer observações públicas que desagradem ao Governador e postulante a candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo “Opus Dei” Alckmin. As redações já estão de sobreaviso. Certos leitores inconvenientes devem ser postos no limbo e resignar-se.
Mas eu não resisto.
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto que proibiria o funcionamento dos caça níqueis no Estado.
O Governador vetou o projeto, sob a alegação de que a matéria em questão é da esfera federal, argumento este que não foi aceito pelo Senador Mercadante, e que resultou em bate-boca entre este e ACM.
O perigo das maquininhas nas quais incautos depositam suas moedas, é que elas podem se tornar tão viciadas quanto painéis da Câmara.
Bom, também não aceito esta linha de raciocínio de Alckmin.
Em 09/04/2003, o governo do Paraná proíbe o funcionamento de bingos e caça-níqueis no Estado, a pedido da procuradora-geral de Justiça.
A decisão de Roberto Requião em revogar resoluções do governo anterior, que permitiam o funcionamento dos jogos de azar, tinha como razão de ser, o combate à lavagem de dinheiro do narcotráfico e corrupção pública, além das possíveis conexões das máfias espanhola e italiana com os bingos e caça níqueis.Ou seja, combate ao crime, um dos pontos em que o Governo do Estado de São Paulo mais apresenta falhas.
Caso seja eleito Presidente (toc, toc, toc…),e quando confrontado com tão espinhosa questão, Alckmin alegará que essa questão é de âmbito dos estados?

Fazer a comparação entre os governos paulista e paranaense já está virando covardia.

AQUI NESSE PONTO: Política: Roberto Requião ( Post datado de 22 de Março de 2006 )

AQUI NESSE PONTO: Requião lembra que luta contra as casas de bingo começou no Paraná ( Ag. Estadual de Notícias/ PR, 24 de Abril de 2007 )
AQUI NESSE PONTO: Alckmin defende legalização dos bingos ( Portal Estadão, 21 de junho de 2006 )
AQUI NESSE PONTO: Sucessão gera bate-boca no Senado ( Portal Estadão,19 de janeiro de 2006 )
AQUI NESSE PONTO: Critica veto do governador Geraldo Alckmin aos caça-níqueis (parte 1) ( SITE do Senador Mercadante, 19 de Janeiro de 2006 )

abril 23, 2007

Eu não sabia disso!?!!!

Olha, pode não significar coisa alguma – ou estou ficando paranóico, como quer me convencer o Vinícius ( São Paulo se ferrô-ou! ) – mas, só para constar: Cláudia Matarazzo ( Chefe do Cerimonial do Governo Serra ) é irmã do prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo.
Bom, podem ser irmãos, mas trata-se de cargos técnicos em questão, e capacidade não lhes falta.
Falando em prefeito de São Paulo, é engraçado quando cidadãos supostamente de bem, que declaram ter votado em Serra, tiram o corpo fora quando são confrontados com os episódios envolvendo o Kassab: “Eu não votei nele”, dizem, esquecendo e/ ou torcendo para que esqueçamos ou não saibamos que o voto dado à chapa candidata ao Executivo é dado tanto ao cabeça da chapa, quanto ao seu vice.
Ou será que tais cidadãos de bem, que adoram afirmar que o pobre ou o Nordeste, por serem burros ou analfabetos ( ou seja, por não saber o que estão fazendo ) votaram no Lula, sabem mesmo votar, apesar de reclamarem dos outros o tempo todo?
Sem contar que o Alckmin foi vice do Covas até a morte deste, e só não puderam se “arrepender” de ter dado seu voto ao chuchu ( Chapa do PSDB Covas/ Alckmin ) , porque tanto ele como Covas tiveram um tratamento mediático superior ao dispensado a Kassab.

junho 4, 2006

Os Alckimistas estão chegando…

Filed under: Alckmin, tucanos — Humberto @ 4:53 am
Ao contrário dos alquimistas, aqueles abnegados que se esforçavam para transformar metais comuns em ouro, os Alckimistas usam uma estratégia inversa: transformam ouro em bosta e depois dizem que aquilo sempre foi bosta, portanto devemos entregar a bosta a pessoas capacitadas ( PPP, iniciativa privada, parceria, etc. ) para que possam gerir melhor a bosta e transformá-la em ouro novamente. Dois exemplos atuais: a extinção do bilhete múltiplo de 10 viagens do metrô-SP e a privatização dos dados pessoais dos cidadãos paulistas.

Sobre o primeiro exemplo: o bilhete M-10 sempre foi uma mão na roda: o sujeito comprava (com um bom desconto) um bilhete na segunda-feira, e usava-o até a sexta. Evitava filas, dava comodidade ao usuário, e permitia uma economia interessante. Como os Alckimistas transformam ouro em bosta? Simples: primeiro, diminuem gradativamente o desconto, alegando que “a redução da inflação não justifica o desconto”. Isso tira uma grande parte da motivação do usuário em comprar o bilhete, e diminui sua venda. Depois, diz que o M-10 dá margem à fraude, pois é “clonável” ( como se a segurança do Metrô fosse feita por alienígenas ), além de ser um “produto muito visado pelos bandidos” ( como se a segurança do Metrô fosse incumbência de Alagoas ). Pois bem, com todos esses “problemas”, o bilhete torna-se inviável e será extinto. Mas não faz mal, pois atualmente poucos o utilizam ( claro, tiraram o desconto… ).

Sobre o segundo exemplo: existe um projeto de PPP onde TODOS OS DADOS PESSOAIS dos paulistas que têm RG, cadastrados na Secretaria de Segurança Pública ( nome, endereço, CPF, RG – é claro -, antecedentes criminais, etc. ) serão VENDIDOS, ou melhor, TROCADOS, por uma pretensa modernização nos equipamentos da SSP. Resumindo: sua impressão digital estará à disposição das Casas Bahia, Telefónica, Banco Santander-Banespa, Bar do Zé e outros estabelecimentos menos publicáveis. Num país onde se compra CD na Sta. Ifigênia com todos os seus dados ( você tem dado em casa? ) por R$ 100, HOJE – sem privatização – onde será que vão parar suas informações?

Eles estão aí, os engomadinhos: Chalita, Saulo, Nakano. Cheios de planilhas, dados e estatísticas. Todos PHDs em alguma coisa e sempre prontos a mostrar uma realidade que você não vive, a realidade dos “números”.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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