O governador Roberto Requião participa em Havana (Cuba) da II Conferencia Internacional “Por el Equilibrio del Mundo”, que será realizada entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30) em homenagem aos 155 anos do nascimento do mártir da independência do país José Julián Martí (1853-1895). Estarão presentes intelectuais, cientistas, professores, estudantes, políticos e representantes de 32 países de várias partes do mundo. O tema central da conferência vai girar em torno dos novos desafios da humanidade e, em especial, da América Latina.
janeiro 27, 2008
The Latin American Evil Axe News – Imprensalão em polvorosa: Censurado no PR, Requião fará palestra em Conferência Internacional realizada em CUBA!!!
O governador Roberto Requião participa em Havana (Cuba) da II Conferencia Internacional “Por el Equilibrio del Mundo”, que será realizada entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30) em homenagem aos 155 anos do nascimento do mártir da independência do país José Julián Martí (1853-1895). Estarão presentes intelectuais, cientistas, professores, estudantes, políticos e representantes de 32 países de várias partes do mundo. O tema central da conferência vai girar em torno dos novos desafios da humanidade e, em especial, da América Latina.
setembro 25, 2007
Árbol del mal: Ora, e o Kissinger que é amigo do peito de FHC? Cada um tem o amigo que quiser e achar mais legal, oras!!!
Emir Sader
Pânico nos arraiais da direita – a cabocla e a globalizada: Lula e Hugo Chávez se entendem. Depois de acalentar tanto as desavenças – saudá-las, aumentá-las, extrapolá-las -, volta o alarme. “Recaída populista, chavista de Lula?” “O Brasil se rende à petrodiplomacia venezuelana?” “Estamos cutucando onça com vara curta?” – entendendo por onça a águia do império estadunidense.
Um coro que vai da direita a setores da ultra-esquerda, acalenta os conflitos entre o Brasil e a Venezuela. Os dois representariam estratégias contraditórias, incompatíveis, quanto mais conflitos houver, melhor. Se frearia a liderança de Hugo Chávez no continente, para uns; se revelaria o caráter direitista do governo Lula, para outros.
Na reunião de Manaus, foram retomados acordos pendentes, que se referem à refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, e à exploração do campo de Carabobo, na faixa venezuelana do Orinoco, pela Petrobrás e pela Pdvsa, com 60% e 40% de capitais de uma e outra, em cada um dos investimentos. Assumiram também compromissos para acelerar a construção do gasoduto continental, já iniciado na sua primeira parte, que vai até Belém e Recife, bem como em relação ao ingresso da Venezuela no Mercosul – desmentindo que haveria resistências mútuas insuperáveis.
Quem ganha e quem perde com o entendimento entre o Brasil e a Venezuela? Como reafirma sempre Hugo Chávez, o interesse primordial em dividir o bloco sul-americano é dos EUA, de sua política imperial de tratados de livre comércio, de militarização dos conflitos, de dividir para tentar manter sua dominação. Perdem os EUA.
Perdem os setores empresariais intrinsecamente vinculados ao livre comércio, à exportação para os mercados centrais, os que se opõem à prioridade da integração regional, os que temem a unidade do continente, os que se subordinam à política imperial dos EUA. Perde a direita, interessada em desfazer a frente do Mercosul e de outros espaços de integração relativamente autônomos diante dos EUA, que privilegiam o Sul do mundo.
Perdem os que querem agudizar as diferenças entre Hugo Chávez e Lula, que levaria à divisão do bloco sul-americano e ao fortalecimento da ofensiva pelos tratados de livre comércio por parte dos EUA. Ganharia a política estadunidense, ganhariam as elites empresariais do continente que se incomodam e têm interesses seus contrariados pelos processos de integração regional.
Continuam temas pendentes entre os governos do Brasil e da Venezuela. Continuam a haver políticas econômicas diferentes – de ruptura com o modelo neoliberal de parte da Venezuela e de manutenção, ainda que com adequações, por parte do Brasil. Os dois participam do Mercosul, a Venezuela também participa de uma forma superior de integração – a Alba.
No entanto, os dois têm em comum – assim como o Uruguai, a Argentina, a Bolívia, o •Equador, Cuba, Nicarágua, Paraguai – privilegiar a integração regional, em detrimento dos tratados de livre comércio com os EUA. Mais do que isso, os acordos reafirmados na reunião entre Lula e Hugo Chávez, estendem a integração regional para o plano energético. Acordos e bom entendimento entre os governos da Venezuela e do Brasil, que têm que ser saudado por todos os que entendem que a integração regional é um espaço de autonomia em relação à hegemonia dos EUA e aos projetos de livre comércio, apontando para a construção de um mundo multipolar, integrado e solidário.
25.09.07

TRIVELA
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