ENCALHE

abril 25, 2008

As duas futuras campanhas deste blog!!

Duas, hein? Aqui a gente trabalha mesmo!! Estão em estudo.
A primeira se baseia naquela velha conversa, de que há muitos feriados no Brasil, que isso prejudica a economia, etc.
Pois bem. Acabemos com um feriado ou ponto facultativo, tanto faz.
Aqui no estado de São Paulo, o blog acha dispensável a comemoração do 9 de Julho. E é contra a data, e o conseqüente feriado, que este blog fará uma campanha. FORA!
A segunda é de teor ecológico.
Economizar água é algo que parece estar fora do campo de interesses de grande parte da população. “Regar” a calçada, o meio-fio, até o meio da rua são hábitos arraigados na mentalidade dos habitantes do município de São Paulo.
Ao mesmo tempo, chega a ser curioso o esforço dos pais, principalmente os de classe-média, em garantir a formação e a qualificação profissional ( eu uso tais termos ironicamente ) de seus filhos. Tudo para lhes garantir um futuro de sucesso.
Futuro? Mmm.
Deixa eu pensar: se eu seguir a linha de sempre, a de economizar água, entre outras regras de comedimento no uso de recursos diversos, eu estarei, ao mesmo tempo, garantindo que haja – no sentido de “existir”- um mundo em que estes citados filhos viverão e, talvez, mandarão.
Mmmm. É isso que eu quero? Para esta gente que eu desprezo hoje? E seus filhos?
Eu não viverei mais do que cinquenta anos futuros. Até lá, o mundo já deverá estar em guerra por água e comida.
Enquanto isso, estou abdicando, nos dias de hoje, de meu conforto e de meus interesses, em nome de um “algo” coletivo, que, a rigor não parece existir. Vejam seu dia-a-dia.
Também não planejo filhos e, por isso, não terei descendentes. Nem obrigações para com eles.
Seguindo a linha de pensamento “K.DA 1, K.DA 1″ ( “Cada um, cada um”, em português arcaico ), acho que acaba aqui meu zêlo pelo meio ambiente.
Ou seja, a campanha será pelo uso indiscriminado, total e sem tréguas, da água para fins idiotas.
Carro, calçada, cimento. Limpeza total. No future para vocês e seus filhinhos.

dezembro 11, 2007

TRF concede liminar que suspende obras de transposição do São Francisco

O MPF (Ministério Público Federal) informou que o TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região suspendeu liminarmente as obras de transposição do rio São Francisco. Em nota, a Procuradoria informa que há três problemas no projeto.Entre os problemas apontados pela Prouradoria estariam a violação do plano de recursos hídricos, dos princípios da gestão descentralizada da água e da participação popular e o fato do aporte hídrico pleiteado para a transposição ser alvo de um procedimento administrativo no Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.Procurada pela reportagem, o Ministério da Integração Nacional informou que se manifestaria mais tarde sobre a decisão.
Greve de fome
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, 61, está em greve de fome há 14 dias contra a transposição das águas do rio São Francisco. Ele apoiou as manifestações promovidas ontem por MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e Via Campesina.
Dom Luiz afirmou ainda que o governo federal “fez calar as forças sociais” e tornou-se “refém dos grandes”.
Para o bispo, que jejua na igreja de São Francisco, em Sobradinho (540 km de Salvador), mobilizações como a de ontem “são importantes para a redescoberta de identidades pelos próprios movimentos sociais”.
Dom Luiz recebeu ontem a visita do dirigente nacional do MST João Paulo Rodrigues. O líder sem-terra anunciou a adesão do movimento à campanha contra a transposição.
“O MST entra agora com toda sua força política nessa luta”, afirmou Rodrigues. “Entre Lula e o bispo, ficamos com o bispo. Não queira Lula fazer o teste”, declarou. “A partir de agora, vamos iniciar a luta contra as empresas transnacionais e em defesa do rio São Francisco. A briga vai ser boa.”
A estratégia do MST é nacionalizar o tema e desenvolver atividades, principalmente no Rio de Janeiro, envolvendo intelectuais e artistas. Em São Paulo, o movimento planeja realizar amanhã um ato público na praça da Sé.
Obras
A transposição –ou, como é chamada pelo governo, Projeto São Francisco– é a maior obra anunciada pelo governo Lula desde o primeiro mandato e foi uma das contempladas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Estimada em R$ 4,5 bilhões, até 2010, as obras serão dividas em 14 lotes. Somente neste ano, serão investidos R$ 483 milhões, além de R$ 247 milhões, que serão utilizados em projetos de revitalização, como tratamento de esgoto de municípios próximos ao rio, replantio de matas e recuperação de nascentes, em Minas Gerais, Estado que responde por aproximadamente 70% das afluências do rio.
O projeto de transposição divide a região Nordeste. Bahia, Sergipe, Alagoas e Minas Gerais –Estados que são chamados de “doadores” das águas do rio– são contrários às obras. Por outro lado, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará — que serão receptores das águas transpostas — defendem a liberação da licença ambiental para que o projeto tenha início.O rio São Francisco nasce em Minas Gerais e cruza o Nordeste pelos Estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Pelo projeto de transposição, canais a serem construídos levariam água para o interior de Pernambuco, para o Ceará, para a Paraíba e para o Rio Grande do Norte.
Agência Folha
11/12/07

agosto 30, 2007

Cuidado quando a palavra "água" vem acompanhada de "importância estratégica" e "segmento industrial". Empreendedores focados em LUCROS discutem o tema

Filed under: água, danos ambientais, empreendedorismo, investidores, recursos hídricos — Humberto @ 5:33 pm
ÁGUA SUBTERRÂNEA TEM IMPORTANCIA ESTRATÉGICA NO SEGMENTO INDUSTRIAL
É fato que a água é um insumo básico à atividade industrial e seu custo pesa cada dia mais no resultado das empresas, do manejo ao uso final, pelos constantes ajustes na legislação ambiental. Por isso, empresas de todos os segmentos, em todas as regiões do país, fazem as contas e se mobilizam na busca de alternativas e soluções para reduzir custos e evitar impactos nas atividades com a falta ou escassez de água. Uma dessas alternativas são os mananciais subterrâneas, que a cada dia estão ganhando importância estratégica para o abastecimento industrial.
Entretanto, é preciso uma utilização adequada deste recurso alternativo, sempre seguindo os procedimentos e cuidados quando da perfuração de poços tubulares, os chamados poços artesianos. A indústria vem se conscientizando dessa necessidade de exploração racional dos mananciais subterrâneos, significativamente mais vulneráveis e de difícil recuperação quando contaminados.
A ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas –, buscando a proteção, controle e preservação desses mananciais, a partir de 2003, desenvolveu um programa de qualificação e credenciamento de empresas de perfuração de poços tubulares e serviços relacionados com esta atividade. Com essa iniciativa, as empresas de perfuração de poços, através de um selo de credenciamento, estão aptas a atuar e forma correta e idônea no atendimento dos usuários que demandam essa fonte de captação d’água.
ENCONTRO NACIONAL PROMOVIDO PELA ABAS
A utilização das águas subterrâneas no segmento industrial é um dos assuntos a serem discutidos no XV ENCONTRO NACIONAL DE PERFURADORES DE POÇOS e o I SIMPÓSIO DE HIDROGEOLOGIA DO SUL-SUDESTE, promovidos pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS, que acontecerá em Gramado-RS, de 28 a 31 de outubro próximo. “Água Subterrânea – fonte segura de abastecimento” e “Tecnologia, comercialização e qualidade na construção de poços artesianos”, são temas a serem abordados no evento que pretende contribuir para que a atividade de construção de poços seja mais qualificada e mais dinamizada, tanto a atividade direta como todas as atividades de suporte. Nos debates, além dos aspectos técnico-científicos, serão abordadas todas as implicações da legislação sobre a gestão de águas subterrâneas.
XV Encontro Nacional de Perfuradores de Poços
I Simpósio de Hidrogeologia do Sul-Sudeste
Feira de Produtos e Serviços
28 a 31 de outubro de 2007 – 8h30min às 20 horas
Hotel Serrano – Av. das Hortências, 1480 – Gramado – RSA
Feira é aberta para visitação
Informações: Acqua Consultoria
Fone: (11) 3522.8164
E-mail: xvperfuradores@acquacon.com.br
Website: www.acquacon.com.br/xvperfuradores
COM MAIS COMUNICAÇÃO – Assessoria de Comunicação
Jornalistas Luís Afonso Rech (Reg.Prof. 5825) e Rita de Cássia Rocha Lopes (Reg.Prof. 8446)Fones: (51) 3341.2058 / (51) 9845.1573 / (51) 9648.1922– E-mail: commais.comunicacao@terra.com.br
Pauta postada em: 29/08/2007
do COMUNIQUE-SE

maio 7, 2007

Billings, Guarapiranga, Cantareira

Filed under: água, Especulação imobiliária — Humberto @ 12:26 am
Só um negócio que eu localizei aqui, e vou deixar o link para quem quiser ver: antes que os jornais nos convençam de que a qualidade da água que bebemos, proveniente das represas, é uma merda, e isso por culpa dos barracos e favelas apenas, dêem uma olhada nisso aqui e vejam uma série de apontamentos da USP em que a questão da especulação imobiliária e loteamentos clandestinos também é considerada como responsável pela poluição nos mananciais. Realmente, vai ser difícil o Estadão criar uma “especulação imobiliária” que envolva apenas barracos e palafitas.

fevereiro 28, 2007

Pastel de feira contamina água !!!

Filed under: água, óleo de cozinha, contaminação, Envolverde, meio ambiente, Sabesp — Humberto @ 5:23 pm
Óleo de cozinha usado contamina água, solo e atmosfera

Batata frita, coxinha, pastel. São muitas as frituras gostosas que vão à mesa do brasileiro. Muita gente não sabe, porém, o que fazer com o óleo usado para preparar essas delícias. O resultado é que, na maioria das vezes, esse óleo é jogado na pia, no ralo ou mesmo no lixo comum. O despejo indevido de óleo na rede de esgoto ou nos lixões contamina água, solo e facilita a ocorrência de enchentes. O consumidor consciente pode evitar que isso aconteça reutilizando o óleo para fazer sabão – ou procurando alguma empresa ou entidade que reaproveite o produto.

A reportagem do Instituto Akatu ouviu cientistas, ambientalistas e técnicos das companhias de tratamento de lixo e de esgoto da cidade de São Paulo. Uma conclusão é consensual: hoje não existe um modo de descarte ideal para o óleo usado. Seja misturado ao lixo orgânico, seja jogado no ralo, na pia ou na privada, o produto vai custar caro ao meio ambiente.

Um retrato do que pode acontecer no caso de ir parar no esgoto está na cidade de São Paulo. O óleo que não fica retido no encanamento – fato que pode atrair pragas – é tratado e separado da água em uma das cinco Estações de Tratamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo). O problema é que apenas 68% do esgoto coletado na capital paulista é efetivamente tratado.

O óleo que chega intacto aos rios e às represas da cidade fica na superfície da água e pode impedir a entrada da luz que alimentaria os fitoplânctons, organismos essenciais para a cadeia alimentar aquática. Além disso, quando atinge o solo, o óleo tem a capacidade impermeabilizá-lo, dificultando o escoamento de água das chuvas, por exemplo. Tal quadro é propício para as enchentes.Segundo a assessoria de imprensa da Sabesp, a melhor forma de descartar o óleo seria colocá-lo em um recipiente vedado, para que não haja riscos de vazar, e jogá-lo junto com o lixo comum. Mas essa opinião não encontra eco entre especialistas.

Lirany Guaraldo Gonçalves, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos e do Laboratório de Óleos e Gorduras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), contesta essa forma de descarte. “O óleo dificilmente se decompõe, ele pode contaminar o solo e, conseqüentemente,os lençóis freáticos”, diz. Para ela, o ideal é procurar um posto de coleta próximo e fazer a doação dos resíduos. “A solução para esse assunto não existe, o que existem são alguns caminhos”, ressalta.

A opinião é compartilhada por Alexandre D’Avignon, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e membro do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Ele ressalta que a decomposição do óleo, assim como de todo material orgânico, emite metano na atmosfera – esse gás de efeito estufa (GEE) contribui para o superaquecimento terrestre. Portanto, quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para a preservação da atmosfera do planeta.

O descarte do óleo é apenas uma pequena parte do grande problema relacionado à geração de lixo no mundo. Tratar lixo é caro e, quando não tratado, há um forte impacto ambiental. Por isso, o Instituto Akatu procura mostrar ao consumidor a oportunidade que ele tem, ao mudar seus hábitos, de contribuir para a sustentabilidade do planeta – gerando o mínimo de lixo possível e reaproveitando ao máximo os produtos antes de descartá-los.

No caso do óleo de cozinha usado em frituras, a possibilidade mais concreta para evitar seu despejo na natureza é reaproveitá-lo fazendo sabão (veja receita no quadro ao lado). A dona-de-casa Maria Bassi Massulini, moradora de Santos-SP, há tempos adota essa atitude consciente. “Sempre tive muito dó de pensar que o óleo descartado pudesse ir para o canal e poluir a praia”, conta. Ela aprendeu a fazer sabão a partir da gordura há 30 anos com sua sogra.

Na época em que era vizinha de uma barraquinha de pastéis, Maria conta que reaproveitava todo o óleo que podia. “Rendia tanto sabão que acabava servindo para todo mundo”, lembra. Ela até chegou a dar uma dica muito válida para quem se interessar em fazer o sabão: “quanto mais tempo ele curtir, melhor, limpa mais”. Outra recomendação importante é ter muito cuidado ao misturar a soda com a água. “O melhor é usar luvas, pois a soda pode queimar se entrar em contato com a pele”, recomenda ela. O ideal também é usar utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura e deixar o sabão curtir por no mínimo três meses, para que não ofereça riscos à pele.

Além do sabão, o consumidor consciente tem outra alternativa: doar – ou mesmo vender – o óleo usado para instituições e empresas que se encarregam de reutilizar o produto.

Um exemplo disso é o trabalho da Ação Triângulo, OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com sede na cidade paulista de Santo André.Todos os meses, seus 60 agentes socioambientais visitam 60 mil residências em diversos bairros de cidades do ABC paulista (que engloba as cidade de Santo André, São Bernardo e São Caetano) para recolher o óleo de cozinha. Com as cinco toneladas de material recolhidas mensalmente, são produzidos, na própria usina da organização, sabões em pedra e sabonetes que, posteriormente, serão vendidos para custear as ações ambientais, sociais e de consumo consciente desenvolvidas pela entidade. O projeto, denominado “Casa a Casa”, começou há quase quatro anos e hoje conta com o patrocínio da Petrobrás.

Segundo o coordenador de comunicação da Ação Triângulo, Adriano Ferreira Calhan, o projeto faz com que as pessoas sejam sensibilizadas em rede sobre os impactos do seu consumo. “As pessoas acabam parando para pensar a respeito do ciclo de vida daquilo que elas consomem”, diz ele.

Além do óleo, os agentes recolhem também pilhas e baterias. Para quem mora na capital paulista ou na sua região metropolitana, é possível também agendar a retirada do material, desde que a quantidade seja superior a três litros.Em Ribeirão Preto e região, no interior paulista, o óleo de cozinha também pode ser doado. O Projeto “Biodiesel em casa e nas escolas”, desenvolvido pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas do Departamento de Química da USP de Ribeirão Preto, visa a produzir biodiesel por meio do óleo usado nas frituras e tem parceria com as lojas do Carrefour (parceiro mantenedor do Instituto Akatu) da cidade de Ribeirão Preto e com algumas escolas da rede pública de ensino.

Além de Ribeirão, as cidades da região que têm escolas cadastradas no projeto são Sertãozinho, São Carlos, Araraquara, Batatais e Pradópolis.

No caso das lojas de supermercado, quem levar quatro litros de óleo usado, ganha um litro de óleo novo. Já nas escolas, os alunos que levam o material concorrem a uma bicicleta.

No Rio de Janeiro há outro projeto de pesquisa sobre o uso do óleo como combustível.

O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Estudos de Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também conhecido como COPPE, desde de 2002 realiza um trabalho, sob coordenação do professor Alexandre D’Avignon, que visa a tornar viável o uso de óleo de cozinha para a produção do biodiesel. A tecnologia já existe, o que falta apenas é uma regulamentação governamental.

Segundo a professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos e do Laboratório de Óleos e Gorduras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) na Europa há equipamentos para adaptar carros de forma que funcionem diretamente com óleo de cozinha. Ela também faz um alerta: “Na Europa é comum o óleo de cozinha ser usado como aditivo nas rações de animais. Isso é altamente tóxico e o maior prejudicado é o ser humano que irá consumir a carne desses animais”.

Ação Triângulo (http://www.triangulo.org.br/)

(Envolverde/Instituto Akatu)

© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Vire sabão agora. Pergunte-me como. Aqui nesse ponto.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.