ENCALHE

maio 17, 2008

Dilma mente para Ditadura Militar

Jasson de Oliveira Andrade
Convocada a depor, a ministra Dilma Roussef esteve no Senado. Uma intervenção desastrosa do senador José Agripino (DEM-RN), que pensava em deixá-la em situação difícil, ao contrário, tornou-a uma heroína. É o que vamos ver a seguir.
A participação do senador do DEM mereceu críticas gerais. Dora Kramer, em artigo ao Estadão (9/5/2008), afirmou que “a oposição foi irretocavelmente incompetente”, dizendo ainda que “os senadores aliados sim, deram um show. De categoria e habilidade política.”

A Folha, em editorial sob o título “Revés da oposição”, comentou: “Na tarde de ontem [7/5], tudo começou com uma péssima idéia do senador José Agripino (DEM-RN): julgou pertinente trazer à baila uma entrevista em que a ministra contou ter mentido muito às forças da repressão. (…) “Eu fui barbaramente torturada, senador”, respondeu Dilma Rousseff. “Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na ditadura, senador”. (…)
A força emocional e política de uma resposta desse tipo só poderia marcar NEGATIVAMENTE (destaque meu) as acirradas disposições de ânimo com que a oposição iniciava seus questionamentos”.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no seu Blog Entrelinhas, constatou: “PT vibrou com a atuação de Agripino Maia”. É verdade. Como a ministra foi convocada para falar do PAC, embora a oposição preferisse questionar sobre o Dossiê sobre os gastos do governo de Fernando Henrique Cardoso, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) ironizou: “Já que o assunto é PAC, podemos dizer que o senador José Agripino pavimentou a estrada para a ministra Dilma brilhar”.
Eliana Cantanhêde, em artigo à Folha, opinou: “Quem disparou primeiro contra ela [Dilma] e errou feio foi o
senador José Agripino Maia, do DEM, que tentou ser esperto ao dizer que a ministra “mentiu muito” na ditadura militar. (…) Disse que tinha orgulho de ter mentido, porque mentir significou suportar tortura para salvar a vida de companheiros. De quebra, foi ferina, apesar de elegante, ao fazer o confronto entre ela, que combatia a ditadura, e Agripino, ex-Arena e ex-PDS, que a defendia. “Estávamos em campo opostos.” Havia algum espaço para a tréplica?” Realmente, Agripino iniciou na política, segundo a Folha, com a nomeação dele pelo governo militar para a Prefeitura de Natal em 1979. Começou mal, como prefeito “biônico”!
Noblat, em seu Blog, comenta: “Ela [Dilma] entrou na sala da Comissão [do Senado] como suspeita de ter encomendado um dossiê sobre despesas sigilosas do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Saiu como a heroína que aos 19 anos de idade foi presa e torturada por agentes de ditadura militar de 1964, e mesmo assim NÃO DEDUROU NINGUÉM (destaque meu).” Noblat ainda revelou: “Outro dia, o governador de São Paulo José Serra (PSDB), aspirante à vaga de Lula, alertou seus companheiros de partido: “Se continuarem tratando Dilma dessa forma ela acabará emplacando como candidata. E com chances de vencer”. (…) Advertência de Serra, hoje, ganhou mais robustez”. Com razão. O próprio deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), atuante parlamentar, reconheceu: “A expectativa era que a ministra seria detonada, mas ela é que nos detonou”.
Quanto aos Dossiês sigilosos, em minha opinião, deveriam ser realmente divulgados, sejam de Fernando Henrique ou de Lula!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor do livro “
O GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA
Maio de 2008

fevereiro 9, 2008

Agripino Maia quer que CPIs estejam subordinadas à boa vontade do imprensalão tucano, engavetador e golpista!!! Que prego!!

Líder do DEM quer investigar uso de cartões só a partir de 2001
08/02/2008
O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), defendeu hoje que a CPI sobre os gastos com os cartões de crédito corporativos investigue o uso dos cartões somente a partir de 2001. Ele justifica que é preciso existir um fato determinado [ grifo do blog, que ainda guarda as cicatrizes da chamada "CPI do Fim-do Mundo" ] para se proceder uma investigação, e discorda dos argumentos do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que a CPI deve investigar o uso dos cartões corporativos nos últimos dez anos. “Para ser fato determinado tem que ter base legal e técnica. O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Siafi [ Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal ] existem desde 1998. Por que nessa época não foi feita nenhuma denúncia, por nenhum órgão de imprensa, baseada em elementos do TCU e do Siafi com relação a gastos com a conta de cartão corporativo e agora se quer investigar sem base legal? É por que se quer fazer a CPI da justificativa ou a CPI da dissimulação, para se igualar todo mundo e nivelar por baixo a classe política e jogar para outros uma crise que é deste Poder Executivo?”, questiona o líder do DEM. O senador Agripino Maia disse que o fato determinado existe com base em elementos técnicos, envolvendo pessoas do atual governo. Ele defendeu ainda que as pessoas envolvidas com o uso irregular do cartão sejam afastadas dos seus cargos, e estranhou o fato de só agora o governo, por meio do líder no Senado, senador Romero Jucá, propor uma CPI. “Enquanto os denunciados eram ministros ninguém falava em CPI. Na hora em que se falou de seguranças de Lurian [ filha do presidente Lula ] e seguranças pessoais do presidente, em São Bernardo, rapidamente o governo se moveu para fazer uma CPI, puxando para trás, inclusive, a investigação de fatos que nem denunciados existiam”, disse.
Agência Brasil

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