ENCALHE

novembro 10, 2007

Jaz São Paulo Motors: Série de reportangens, provando que São Paulo se f***u por causa do excesso de carros de seus habitantes, ganha prêmio.

Carta Maior vence Prêmio CNT de Jornalismo na categoria internet
Série especial “SP (quase) parada” leva o Prêmio CNT de Jornalismo 2007, da Confederação Nacional do Transporte, em Mídia Internet. Reportagens do jornalista Antonio Biondi abordam os problemas de transportes e apontam soluções.
A série especial de reportagens “SP (quase) parada”, da Carta Maior, é a vencedora do Prêmio CNT de Jornalismo 2007, da Confederação Nacional do Transporte, na categoria Mídia Internet. De autoria do jornalista Antonio Biondi, a série “SP (quase) parada” aborda os problemas atuais do trânsito e transportes na metrópole paulistana, buscando apontar soluções e caminhos para os desafios colocados.
Para o jornalista, as reportagens refletem “mais um resultado do fundamental trabalho em equipe desenvolvido ao longo da história da Carta Maior por um mundo melhor”. Além de ouvir diversos especialistas e órgãos do poder público que atuam no setor, a reportagem buscou estabelecer a ligação entre as políticas de transporte e outras áreas fundamentais, como uso e ocupação do solo. Segundo a assessoria de imprensa da confederação, o jornalista Rodrigo Carvalheiro, do jornal Zero Hora (RS), é o vencedor geral do Prêmio CNT de Jornalismo 2007, com a reportagem “Propina na ruta 14”. Outras informações sobre o prêmio se encontram na página da CNT (www.cnt.org.br) , na qual os vencedores das demais categorias – todos eles integrantes da grande imprensa – podem ser conhecidos.
Para Biondi, especialmente tomando-se por base os vencedores nas demais categorias, “a conquista é não somente da equipe da Carta Maior, mas de toda a mídia alternativa”. A solenidade de entrega do prêmio, que chegou a sua 14a edição, acontece no dia 28 de novembro, em Brasília.

outubro 11, 2007

Brasileiro trabalha 1/4 do ano para ajudar revista vEJA a pagar seguidas indenizações das suas seguidas derrotas na Justiça!!

Redator-chefe de “Veja” perde ação para o professor Emir Sader e “Carta Maior”
O redator-chefe da “Veja”, Mario Sabino, perdeu uma ação de indenização (e ainda terá que pagar as custas judiciais e honorários advocatícios) que moveu contra o professor Emir Sader e a “Agência Carta Maior”, alegando ter sido ofendido num artigo em que Sader critica o livro “A arte da política: a História que vivi”, de Fernando Henrique Cardoso.
Em março do ano passado, Emir Sader escreveu um artigo intitulado “O mundo pelo avesso: nem veja, nem leia”, onde afirma que quem quiser saber tudo sobre FHC não deve ler o seu livro e relembra os fatos e crimes que marcaram o governo tucano, como “as privatizações, o conluio com a grande mídia, a explosão da dívida pública e aprovação da emenda da reeleição”. Num texto de 2.532 caracteres sobre FHC, Sader fez um pequeno comentário de 72 caracteres numa resenha escrita por Sabino para louvar o livro do tucano. O trecho de Sader é o seguinte: “Se você quiser saber dos vínculos sorrateiros da “Veja” com o ex-presidente, que deram – na única resenha da imprensa – capa do seu livro, apresentada por um escriba de plantão”.
Sabino tentou convencer o juiz que sua honra foi atacada e apresentou a sua definição sobre escriba de plantão: “Alguém a mando e ordem de outros, no caso, alguém em conluio com o ex-presidente FHC”. Na decisão, o juiz Dimitrios Zarvos Varellis apontou que o autor da ação sequer foi citado e não viu nenhuma ação contra a sua honra. Ou seja, não bastou fazer uma resenha bajuladora ao livro do tucano mas também decidiu tomar as dores de toda e qualquer crítica feita a Fernando Henrique.
Ao noticiar a decisão judicial, a “Carta Maior” aproveitou ainda para agradecer os elogios feitos pelos autores da ação a ele e a Emir Sader. “O interessante é que para valorizar o agravo e a indenização, a peça acusatória tecia vários elogios ao professor Emir e também à Carta Maior. O professor era considerado portador de um ‘nome ilustrado’, ‘profissional de destaque na atividade jornalística’, portador de ‘credibilidade’, e chamado de ‘competente formador de opinião’”, diz a matéria.
Hora do Povo
ed.2609
10/10/07

outubro 10, 2007

A MÍDIA EM DEBATE: Movimento dos "Sem-mídia" promove assembléia em SP

Lula Miranda
09/10/07
Movimento inaugurado com uma manifestação em frente à “Folha de S.Paulo” convoca assembléia para constituir uma ONG dos “sem-mídia”. Encontro discutirá também os próximos passos da luta em defesa da democratização da mídia.

Você ainda deve se lembrar, prezado leitor, a Carta Maior noticiou, com destaque, a primeira manifestação do Movimento dos Sem-Mídia (MSM) realizada no dia 15/09 – portanto, há praticamente um mês – em frente ao prédio-sede do jornal Folha de S.Paulo. Desde então, muito pouco, quase nada, se tem noticiado sobre esse movimento. O que é “natural” – natural assim mesmo, entre aspas. Afinal, como um movimento que faz duras e pertinentes críticas à grande mídia encontraria espaço nos veículos pertencentes aos grandes grupos de comunicação?É natural (agora sem aspas), portanto, que os que leram a matéria aqui na CM estejam se perguntando: o que foi feito do MSM? A quantas anda esse movimento? Dissolveu-se, apesar das boas e nobres intenções dos seus integrantes? Foi apenas mais um gesto bem-intencionado e voluntarista que não teve prosseguimento e não resultou em nada? Ainda é cedo para tanto pessimismo.

A boa notícia é que o MSM não se dissolveu. Os seus integrantes não se dispersaram. Ao contrário, o movimento cresce, lenta e gradualmente, e ganha corpo a cada dia. Na manifestação em frente à Folha, cerca de 210 indivíduos (homens e mulheres) assinaram in loco um manifesto, explicitando suas reivindicações, que foi entregue ao jornal (a Folha, ao que se sabe, não deu nenhuma satisfação – nem aos seus leitores e, muito menos, ao MSM – apesar de explicitamente cobrada pelo seu ombudsman). Hoje, cerca de 350 pessoas já preencheram o cadastro inicial do movimento e aproximadamente 190 já concretizaram sua filiação – inclusive, dispondo-se a pagar uma taxa mensal (de R$ 20,00), que servirá, segundo seus organizadores, num primeiro momento, para subsidiar uma estrutura mínima e custear as próximas ações a serem desenvolvidas. Alguns “semidianos” foram até mais generosos na contribuição e se dispuseram a colaborar com um pouco mais, um deles até doou uma máquina fotográfica digital ao movimento.
O próximo passo será a assembléia na qual o movimento ganhará, digamos, uma “solidez” jurídica. Será constituída a ONG dos “sem-mídia”. Nessa assembléia serão apreciados, e submetidos a uma votação, os nomes dos candidatos a ocupar os cargos de direção nessa organização – uma exigência legal para constituição de organismos ou entidades dessa natureza. Serão discutidos e definidos, também nesse fórum, os próximos passos do movimento. O primeiro passo, o marco inicial, como se sabe, foi a manifestação em frente à Folha. O segundo será a formalização do movimento nessa assembléia e a definição/consolidação de um ideário mínimo. Um terceiro passo, já em discussão, seria uma manifestação em frente à Globo no Rio de Janeiro. Outros passos virão e serão projetados e delineados nessa reunião. A marcha dos “sem-mídia”, ao que tudo indica, promete ser mesmo não tão breve, rompendo de vez com a inércia imobilizadora dos que protestam, de modo solitário, contra a mídia oligopolizada, conservadora e, para muitos, golpista.
O MSM, após se constituir numa Organização Não Governamental, projeta implementar ações mais perenes e concretas. Ir além das manifestações de protesto em frente aos grandes veículos de mídia – atos esses necessários, mas reconhecidamente insuficientes. Nos seus projetos e propostas inclui-se a promoção de debates em escolas, sindicatos e universidades acerca das mazelas e equívocos da grande mídia, tais como a parcialidade, a manipulação da informação e a “politização” do noticiário; a luta pela democratização do acesso aos meios de comunicação (meios que hoje estão concentrados nas mãos de poucos grandes empresários e políticos) – inclusive com ações junto ao Ministério Público e ao Legislativo; e a constituição de mídias do próprio movimento, tais como um site e um periódico, para veiculação de suas demandas e idéias – uma vez que, como já explicitado anteriormente, seria ingênuo imaginar que a grande mídia lhe franqueará espaços.
Por enquanto, são apenas projetos e boas intenções. Mas o MSM dá um importante passo e sinalização ao evidenciar que pretende constituir-se em algo mais sólido, concreto; num movimento que agrega, de forma legal e organizada, os mais diversos, distantes e variados cidadãos, aglutinando anseios e reclamos, hoje dispersos, por uma mídia mais cidadã e democrática. O MSM sinaliza ir, de modo efetivo e definitivo, à luta – dando-lhe corpo e movimento. Dando assim um passo além dos protestos virtuais e solitários feitos em blogs, sites, ou através de massivos ataques de e-mails endereçados a parlamentares e outras autoridades constituídas. O MSM dá mais um passo em sua necessária – e, ao que parece, irrefreável – marcha. Aos que desejarem participar do ato constitutivo do movimento, a assembléia será no próximo dia 13/10, sábado, a partir das 10h, na cidade de São Paulo, à Rua Tabapuã, 627, no bairro do Itaim Bibi.
Aos que desejarem obter mais informações sobre o movimento e suas propostas, fazer-lhe críticas ou mesmo propor caminhos alternativos, sugerimos acessar o site http://edu.guim.blog.uol.com.br.

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