ENCALHE

setembro 2, 2009

Deputado lê Carta Capital no plenário da ALESP e pergunta porquê o caso que envolve ALSTOM e o PSDB de Covas/ Serra/ Alckmin não sai na Globo!

A TV Assembléia é um barato. As participações de Adriano Diogo, Major Olímpio e do Carlos Gianazzi costumam ser – no bom sentido – impagáveis. Essa madrugada, estava passando uma discussão sobre as OSS e o Adriano Diogo mostrou num telão, um trabalho em “flash”, acho que preparado pelo SINDISAUDE, denunciando as mazelas da terceirização/ precarização da Saúde no Estado de São Paulo, principalmente no que tange as chamadas OSS / OSCIPS ( que, no Congresso Nacional, e só para inglês ver, são investigadas mas, aqui em SP, são praticamente sócias do poder tucano, sem aparente contestação ). Infelizmente eu ainda não consegui descolar esse trabalho. Duas coisas de que me lembro, expostas ali: a média salarial de um funcionário terceirizado [ ou sei lá como chamam ] é de cerca de 5 mil e poucos reais enquanto a média de um funcionário da Secretaria da Saúde estaria em torno de hum mil e quinhentos reais.
Outra coisa que lembro: um laboratório, desses que prestam uns serviços terceirizados – Laivosier, se recordo – pertence ao Laboratório Fleury que, por sua vez pertence ao laboratório DASA que tem como um de seus membros, em seu Conselho de Administração, a tucana Claudia Costin, atual secretária de educação do município do Rio de Janeiro.
Em seguida ao Adriano Diogo, o deputado Roberto Felício leu no microfone a matéria da Carta Capital desta semana, sobre as novas revelações do caso internacional de propina envolvendo a ALSTOM e políticos do governo no poder em São Paulo, quando da assinatura de um contrato para fornecimento ao Metrô Paulista, ainda na administração Mário Covas. Roberto Felício dirigiu-se à platéia, externando sua incompreensão pelo fato do caso ALSTOM-PSDB de SÂO PAULO não aparecer na Globo. “Nós sabemos porquê”, disse o deputado.
Felício diz existir “blindagem” do governador Serra no caso Alston
31/08/2009
Reportagem do jornalista Gilberto Nascimento, da revista CartaCapital, traz novos detalhes sobre o esquema de propinas pagos pela Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo
31/08/2009
Leia a íntegra da matéria:
A nova testemunha
O caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo começa a ser desvendado nos seus mínimos detalhes. Um executivo que acompanhou de perto a execução do plano forneceu informações valiosas sobre o método de operação das duas grandes companhias europeias para favorecer autoridades e funcionários de empresas públicas no Brasil.
Um documento com informações sobre o modus operandi da Alstom e da Siemens foi repassado ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pelo alto funcionário, cujo nome não foi revelado. O relatório do informante faz menção também a pagamentos a políticos de Brasília e da Bahia.
A francesa Alstom é uma grande fabricante de turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala e faturou 72 bilhões de euros no ano passado. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, de acordo com a fonte.
Para que o dinheiro da “caixinha” retornasse ao Brasil, a Alstom e a Siemens, de acordo com o documento entregue ao MP, utilizariam um mesmo esquema: os serviços dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, donos das empresas Procint Projetos e Consultoria Internacional e Constech Assessoria e Consultoria Internacional, apontadas pelo informante como as responsáveis pelas offshore no Uruguai Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A.
A propina seria enviada para essas empresas uruguaias e daí para a Procint e Constech. Estas repassavam o dinheiro a políticos e diretores de empresas públicas, por meio de notas frias, como um suposto pagamento a serviços de consultoria. Arthur e Sergio Teixeira foram procurados por CartaCapital no escritório da Procint, em Cerqueira César, região central de São Paulo, mas não telefonaram de volta. Uma gerente administrativa, identificada como Marina, adiantou que “com certeza, ninguém vai falar nada, por não ser verdade”. Arthur também não foi localizado em sua residência.
O executivo sem nome revelado entregou ao MPF dois contratos da Siemens (em nome da matriz na Alemanha e da filial brasileira) com as offshores uruguaias. Em sua avaliação, ambos comprovariam o envolvimento da empresa alemã no esquema. Informado sobre o relato do executivo, o deputado estadual Roberto Felício (PT) encaminhou as denúncias ao procurador da República Rodrigo De Grandis para auxiliá-lo “no aprofundamento das investigações”.
Desde o ano passado, a Siemens é investigada na Alemanha e em outros países por causa de pagamentos suspeitos num total de 2 bilhões de dólares. Reportagens do Wall Street Journal a respeito da Alstom no Brasil também apontaram irregularidades semelhantes às praticadas pela Siemens. Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pago suborno a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. Um ex-diretor, Reinhard Siekaczek, acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
O relatório enviado ao MPF aponta supostas irregularidades e desvios nos projetos da Siemens no Brasil na linha 5 do Metrô, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na entrega dos trens série 3000 (também conhecido como trem alemão) para o governo paulista e num contrato de manutenção do Metrô do Distrito Federal. No caso do trem alemão, hoje em circulação na Vila Olímpia, na mesma zona sul paulistana, teria sido realizado um acordo para a empresa Mitsui fornecer dez desses veículos à CPTM.
Os vagões seriam produzidos na fábrica da Siemens em Viena e a Mitsui ficaria responsável pela assistência técnica, o fornecimento de peças de reposição, o treinamento e a operação inicial. Ocorre que a Mitsui não fabrica peças, tampouco tem experiência ou competência na prestação desse tipo de serviço, segundo o executivo. Daí porque a empresa subcontratou o trabalho a terceiros. O “acordo” não teria qualquer sentido, já que a Siemens é uma das fabricantes originais das peças e a provedora natural desses serviços.
O informante sugeriu ao MPF a quebra do sigilo bancário e fiscal das firmas envolvidas nas denúncias para comprovar o trajeto do dinheiro que retorna ao Brasil. Contatado, o procurador Rodrigo De Grandis informou que não comenta o caso em razão de estar sob segredo de Justiça.
Outras novidades sobre o caso Alstom têm vindo à tona. O deputado Felício e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Rui Falcão, pediram ao MP estadual o exame da movimentação financeira de duas empresas. Uma delas tem como sócio o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), Robson Marinho, e outra o ex-presidente da Alstom no Brasil, José Luiz Alquéres.
Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir um contrato de 100 milhões de reais em 1998, pouco depois de deixar a chefia de gabinete da Casa Civil do governo Mário Covas e assumir o cargo de conselheiro do TCE. O Ministério Público da Suíça bloqueou uma conta naquele país atribuída a Marinho, com cerca de 1 milhão de dólares. O conselheiro nega ser o titular da conta.
A empresa de Marinho tem um sugestivo nome: Rumo Certo Incorporação e Participação Ltda. Fica na cidade paulista de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, atua no ramo imobiliário e aluga imóveis próprios. Tem um capital social de 1 milhão de reais. O ex-presidente da Alstom é sócio majoritário da J.L. Alquéres Engenharia Consultiva Ltda., localizada na avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro. Certidões emitidas pela Receita Federal mostram que as duas empresas continuam em atividade, de acordo com os deputados petistas. Os parlamentares querem que o MPF analise se a movimentação das empresas e de seus sócios é adequada ao porte de cada uma delas e se a evolução patrimonial de Marinho e Alquéres é compatível com os seus rendimentos.
Apesar das denúncias feitas pelas autoridades suíças e pelo Ministério Público estadual e federal no Brasil, o governo Serra mantém a mesma relação com a Alstom. “O governo continua utilizando os mesmos contratos com aditivos e não fazendo novas licitações. Fizeram aditivos com valores muito diferentes dos originais, com os contratos de até cinco anos que não poderiam ser prorrogados”, critica Felício. “Para comprar novos trens, teria de ser feita outra concorrência pública.”
Entre os contratos com problemas há um de 1997 firmado com o consórcio Metrosist (do qual a Alstom faz parte), no valor de 219 milhões de reais (em valores corrigidos). O último aditivo, que o prorrogou até 2011, foi de 92 milhões de reais. Segundo o Ministério Público, os contratos nunca poderiam ultrapassar o período de 60 meses, mas o da Metrosit já completa 14 anos. O contrato da Linha 4 do metrô paulistano (a Linha Amarela, entre Vila Sonia e Faria Lima), no total de 2 bilhões de reais, já atingiu 77 meses. Teve um aditamento de 142 milhões de reais.
O total de contratos firmados pelo governo com a Alstom, entre 1989 e 2006, somou 7,5 bilhões de reais. Desses, 5,7 bilhões foram assinados pelo Metrô e 2,6 bilhões pela CPTM. No governo Serra, foram mais 2,08 bilhões de reais, dos quais 320 milhões em aditamentos. Em um novo contrato para a reforma e modernização de trens antigos da Linha 3 (na zona leste), em abril, a Alstom ganhou uma licitação no valor de 375 milhões de reais. O contrato, estranhamente, dura 68 meses.
Os recursos destinados à Alstom aumentaram entre os governos tucanos de Alckmin e Serra. Houve uma elevação no valor dos contratos de 34,5%. Na gestão de Alckmin, entre 2001 e 2006, eles totalizaram 3,1 bilhões de reais. Nos dois anos e meio de Serra, 2,08 bilhões. Por mês, Alckmin destinou à empresa 51 milhões de reais e Serra, 69,5 milhões.
Há um ano, o PT tentou, sem sucesso, aprovar a criação de uma CPI para investigar o caso Alstom na Assembleia Legislativa de São Paulo. Conseguiu coletar apenas 23 assinaturas, das 32 necessárias. “Há uma blindagem na Casa para proteger o governador”, reclama Felício. “Há uma relação espúria entre agentes públicos ligados diretamente ao Palácio dos Bandeirantes e uma empresa privada que paga propinas para continuar mantendo privilégios do Poder Público estadual”, diz o deputado petista.
Em 1999, um ex-diretor da Alstom, José Sidnei Colombo Martini, deixou a empresa para dirigir a estatal Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Em 2006, no governo Alckmin, Martini foi responsável pelo processo de privatização dessa companhia.
Outros diretores de empresas públicas envolvidos no caso Alstom ainda gozam da confiança de Serra. Presidente da Companhia do Metropolitano entre 2003 e 2007, Luiz Carlos Frayze David foi apontado como um dos responsáveis pelo acidente da Linha 4 do Metrô e perdeu o cargo. Hoje, integra o conselho de administração da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista e a Comissão de Ética da Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo (Artesp).
Durante suas gestões como superintendente do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER) e a presidência do Metrô, assinou contratos considerados irregulares pelo TCE num total de 510 milhões de reais (em valores atualizados). David responde ao menos a doze processos. Ele não foi encontrado na Dersa. Uma assessora identificada como Eny disse não fazer ideia de como localizá-lo.
Ex-diretor-jurídico da mesma empresa, Benedito Dantas Chiaradia também assinou contratos considerados irregulares, no total de 325 milhões de reais. Fez isso nos períodos em que ocupou os cargos de chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado de São Paulo e de diretor da CPTM. Entre outros contratos com problemas, segundo o TCE, Chiaradia foi o responsável por um contrato com a Tejofran-Cegelec (esta do Grupo Alstom), para a reforma da Linha Sul da CPTM, no valor de 58 milhões de reais. Contatado por meio de uma ex-colaboradora, ele não retornou o telefonema.
Protestos
As obras da Linha Amarela trazem transtornos para os moradores da região.
Por Luana Lila
A satisfação de ter uma estação de Metrô perto de casa durou pouco para os vizinhos da Linha 4 (Amarela), que ligará o bairro da Vila Sônia à região da Luz, no centro de São Paulo. As obras já ganharam destaque pela abertura de uma cratera gigante, na futura estação Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007. Mas acidentes menores, e menos divulgados, também fazem parte do percurso desse empreendimento.
No bairro do Butantã, região do Jardim Previdência, dezenas de pessoas sofrem com problemas causados pela construção do Metrô. São rachaduras no chão e nas paredes, canos partidos e vazamento de água. O exemplo mais emblemático é o de dona Cida, que preferiu não revelar o sobrenome por temor de represálias. Em razão dos estragos, ela e seu marido foram obrigados a mudar para a edícula de sua casa. O conserto foi efetuado por uma empresa contratada pelo Consórcio Via Amarela e se arrastou por dez meses. Durante esse período, dona Cida foi assaltada por dois ladrões que usavam uniformes da terceirizada. Segundo ela, durante as obras, muitos funcionários da empresa se encontravam em seu quintal para discutir questões alheias à sua reforma. “Não dava para saber quem saía e quem entrava, até que um dia os ladrões renderam os pedreiros. Depois eles nos levaram para o fundo, pois já sabiam que estávamos morando lá.”
Cyro Fiuza, gerente de comunicação do Jockey Club de São Paulo, vive na mesma rua. Ele entrou em contato com a Coordenadoria de Relacionamento do Metrô e solicitou uma vistoria para indicar uma série de rachaduras que surgiu durante as obras. Depois da avaliação, o engenheiro responsável concluiu que a casa não está na área de influência do Metrô. No entanto, residências localizadas no mesmo quarteirão foram indenizadas pelo Consórcio. “Parece que eles já vieram com a conclusão pronta. Olharam apenas para cumprir o protocolo”, lamenta Fiuza. Em nota, o Consórcio Via Amarela afirmou que “as alterações encontradas no imóvel do senhor Fiuza não têm relação com as obras da Linha 4-Amarela”.
(fonte: revista Carta Capital – 31/8/2009)

"O currículo de Serra", por Rui Falcão

- Texto extraído do site do deputado estadual Adriano Diogo ( PT-SP )
O currículo de Serra
25.08.2009 –
“Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer”. Carlos Drummond de Andrade
Por Rui Falcão
Quem lê a biografia oficial do governador de São Paulo pode ser induzido a acreditar que não lhe faltam credenciais para chegar aonde deseja desde há muito. Nascido de família pobre no bairro paulistano da Mooca, antigo reduto de imigrantes e do operariado fabril do início do século passado, José Serra bem cedo destacou-se na política. Estudante de engenharia, militou na Ação Popular, que o levou à presidência da União Nacional de Estudantes (UNE) até 1964, quando foi proscrita pelo golpe militar. Para fugir da perseguição, recolheu-se ao exílio, inicialmente no Chile e depois em outros países, tendo retornado com a anistia, já economista e engajado na luta democrática.
Secretário no governo Montoro, em 1982, iniciou então uma escalada eleitoral ininterrupta: duas vezes deputado federal, senador, prefeito e governador. Nos entreatos, foi derrotado duas vezes na disputa da Prefeitura de São Paulo, ocupou dois ministérios sob FHC e perdeu para Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2002, ocasião em que os marqueteiros da campanha o promoveram a melhor ministro da Saúde do mundo”.
Trajetória e títulos à mostra, José Serra crê, assim, estar pronto, mais até que seu concorrente tucano (1), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para atingir o cume da carreira política, substituindo na Presidência da República aquele que o preteriu e cujo currículo – à luz do preconceito – sequer se equipara ao dele.
Mas na biografia não autorizada, de ex-parceiros, de anônimos colegas de partido ou de adversários (que ele considera detratores), despontam outras características, vícios ou virtudes a depender do intérprete.
Diz-se, por exemplo que sua ambição desmedida de poder o compele a destruir um por um e todos quantos pareçam contrariar seus desígnios. Para ilustrar, citam os casos da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e do ex-governador Geraldo Alckmin. Acusam-no, também, de romper acordos e palavra empenhada, basta ver o compromisso passado em cartório de cumprir os quatro anos de mandato na Prefeitura de São Paulo.(
[1])
Autoritário e insone, corre a lenda que o governador atravessa madrugadas acossando assessores e secretários, disparando-lhes e-mails inquisidores. Para felicidade geral, consta que sua excelência acorda tarde, talvez por concordar com Drummond que, dormindo, os problemas do Estado “o impeçam de morrer”.
Fatos ou versões, é inquestionável que José Serra já escolheu as armas para, quem sabe, sua derradeira e obstinada batalha. Aquela com que espera vencer foi forjada no arsenal do tucanato e retemperada pelos escudeiros de uma certa mídia. Trata-se da proclamada supremacia gerencial do PSDB, uma espécie de viúva Porcina da administração pública.
Ocorre que a contenda abrirá novas frentes, inclusive aquela que mais vulnera o governador, qual seja a comparação de projetos para o Estado e para o País. E, nesse campo, a crise econômica mundial levou de roldão o modelo neoliberal, privatista e socialmente excludente implantado por Fernando Henrique Cardoso, de cujo governo o pretenso candidato foi um dos expoentes.
Se hoje o atual governador tenta exorcizar o passado e seu antigo mestre, pela rejeição que este lhe pespega, é inegável que ambos – sutis diferenças à parte – lideram no PSDB a operação política, ideológica, midiática, jurídica para derrotar o projeto petista, bem como tentar barrar o processo de mudanças em andamento.
Ainda recentemente, o pretendente tucano, durante evento na cidade paulista de Jaguariúna (29 de junho) disse que “Índia e China estão indo bem, mas o Brasil não tem uma política econômica de desenvolvimento”. E, menos de um mês depois, pontificando sobre a crise econômica, FHC criticou o presidente Lula, afirmando que, estivesse ele no governo, os problemas seriam tratados “com responsabilidade”.
Nos oito anos do segundo, política “responsável” foi alienar patrimônio público, privatizar, integrar o Brasil de forma subordinada ao mercado mundial, revogar conquistas sociais, endividar o país e torná-lo vulnerável às crises do capitalismo no período. Vale lembrar que, desde o governo FHC, os tucanos tornaram-se conhecidos pela voracidade com que investem contra o patrimônio público, transferindo para grandes empresas o controle das estatais responsáveis pela prestação dos serviços essenciais e de interesse estratégico para o desenvolvimento nacional (telefonia, mineração, siderurgia, energia elétrica, bancos, ferrovias, saneamento básico). As privatizações de FHC transferiram para grandes empresas cerca de US$ 105 bilhões de patrimônio público, pelo câmbio vigente na época (1 US$ = 1 R$). Foi a maior transferência realizada no mundo na época da hegemonia neoliberal.
Daí a herança maldita que legou ao sucessor.
Na ótica do governador, a política de desenvolvimento seria a que pratica em São Paulo, naturalmente com as limitações que sua própria turma engendrou. Ou seja, sem os bancos públicos, que foram alienados – o último deles, a Nossa Caixa, por ele mesmo. Também sem as empresas de energia, vítimas da privataria de seus antecessores, tendo a última delas (a CESP Porto Primavera) sobrevivido à sanha tucana por falta de interessados nos leilões, em que pese ter sido oferecida a preço de pechincha.
Catalogado como liberal-desenvolvimentista numa tese de mestrado defendida em 2006 pelo professor André Guiol, no programa de História da Universidade Federal Fluminense (Teoria e Debate, no. 82, pág. 27), José Serra tenta diferenciar-se da ortodoxia neoliberal.
Mas que os incautos não se iludam: o transformismo do governador, se o afasta do núcleo duro do neoliberalismo, não o desobriga dos compromissos matriciais com as privatizações, nem com a flexibilização dos direitos sociais e trabalhistas. Até porque ele age em sintonia com os setores que espera representar e servir, caso venha a derrotar o projeto do presidente Lula: o grande capital industrial e o capital financeiro, engajados na aliança PSDB-DEM, expressão política e eleitoral da centro-direita.
Paradoxo dos paradoxos, graças à articulação de poderosos interesses e a uma sedutora abertura para o vasto aparelho da administração pública, o governador consegue a proeza de aglutinar, em torno de si, praticamente todos os partidos – à exceção do PT, PCdoB e PSOL – que dão suporte ao governo Lula em Brasília.
Tais apoios lhe possibilitam, além da aprovação rápida de projetos, o bloqueio a qualquer CPI que investigue malversação de recursos públicos – o caso Alstom e a corrupção em empreendimentos da Companhia Habitacional de Desenvolvimento Urbano (CDHU) são os mais clamorosos.
O candidato do campo conservador conta ainda com proteção e simpatia da grande mídia, que estendeu em torno dele uma espécie de cordão sanitário. E aproveita-se do espírito republicano do presidente Lula, pirateando as generosas verbas federais repassadas ao Estado, ao tempo em que discrimina prefeitos petistas, tentando vergá-los com a odiosa prática do “pires na mão”.
É nesse cenário que o candidato presumido crê ser possível fugir do contraste de projetos e acomodar-se ao discurso fácil – e falso — de dar continuidade às boas obras do governo Lula, imprimindo-lhes melhoras graças a sua propalada “competência, seriedade, capacidade gerencial e de planejamento”.
Por mais que a escapada tenha sucesso – hipótese menos provável – há profusão de fatos, circunstâncias, dados e argumentos para desmascarar o mito da capacidade gerencial dos tucanos. Sobretudo se, à frente das forças de oposição ao candidato da centro-direita, estiver alguém familiarizado(a) com as décadas de gestões tucanas e capaz de apresentar alternativas, de projeto e de gestão, ao modelo hoje imperante no Estado.
Apesar de toda a blindagem, a capacidade gerencial e a competência no planejamento do atual governador estão em xeque. Escavando (o verbo é este mesmo, devido às dificuldades de acesso e pouca transparência) as contas de 2008 do governador, constata-se que não foram atingidas mais de metade das metas propostas para diferentes setores da administração. Obras importantes para o Estado e para o portfólio eleitoral de José Serra, como o Rodoanel (iniciado por Mário Covas) e o Metrô computam atrasos no cronograma, a despeito de aportarem recursos do PAC e do governo federal, o que não ocorria sob FHC.
São Paulo, aliás, é o maior beneficiado com recursos do governo federal, quer através de transferências obrigatórias, quer por investimentos em projetos do PAC. O governo Lula autorizou e é fiador do governo do Estado em financiamentos internacionais que somam mais de US$ 4 bilhões para execução de obras do Metrô, do Rodoanel, recuperação de estradas e de diversas obras de saneamento básico e ambiental, durante os últimos dois anos. Do mesmo modo, o BNDES emprestou mais de R$ 1,8 bilhão ao governo do Estado, também para execução de diversas obras.
Além do não cumprimento das metas e do atraso na entrega de obras – sintomas de falhas de planejamento – a atual gestão vem elevando a carga tributária bruta, que, de 9,04% do PIB em 2006, saltou para 9,77% em 2008. O mesmo ocorreu com os contribuintes, cuja carga per capita anual aumentou de R$ 1.964,43 para R$ 2.268,75 no mesmo período analisado pela Assessoria de Finanças da Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo.(
[2] )
O aumento da receita, que resultou num excesso de arrecadação de R$ 13 bilhões num orçamento previsto em R$ 117 bilhões deve-se ao crescimento econômico do País, superior a 5% em 2008, mas também à introdução e violenta ampliação pelo governo Serra da substituição tributária.
Truculenta e arbitrária, aplicada a pretexto único de combater a sonegação, a chamada substituição tributária vem provocando uma autêntica derrama entre pequenos, médios e grandes empresários, afugentando muitos deles para outros Estados, em prejuízo dos empregos e da economia paulistas. Além do que, tem o efeito perverso de anular o impacto da isenções e desonerações tributárias propiciadas pelo governo Lula para mitigar os efeitos da crise mundial.
De acordo com este regime, que anteriormente era restrito a setores com peso expressivo na arrecadação (cigarros, bebidas, combustíveis), o atacadista paga antecipadamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e depois cobra do varejista. Como o imposto, cumulativo, incide sobre o valor de mercado do produto, difícil de apurar, a Secretaria da Fazenda estabeleceu preços de referência. Por não considerar diferenças entre produtos e regiões, gerou-se injustiças em rede, além de inviabilizar a tradicional prática de descontos do comércio varejista. Pior de tudo: caso ocorra cobrança a maior – o que é freqüente –, não haverá restituição.
Nem por estar arrecadando mais (nos primeiros quatro meses de 2009 houve queda relativa da receita) o governo do Estado cuidou melhor dos servidores públicos, os quais, além de não terem sua data base respeitada, estão excluídos da política do salário-mínimo regional – uma das peças de resistência do marketing eleitoral serrista.
Com efeito, acompanhando a evolução dos gastos com pessoal em relação à receita corrente líquida do Estado, revela-se um brutal arrocho salarial: de 49,27% em 2000, os gastos com pessoal (que incluem a folha de pagamento dos servidores) despencaram para 40,81% em 2008, bem abaixo do limite de 49% da receita corrente líquida fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O arrocho, aliado à sistemática morosidade na realização de concursos públicos, na ausência de políticas de valorização profissional dos servidores, é um dos fatores que explicam a queda na qualidade dos serviços prestados à população. Está na origem, ainda, do conflito entre as polícias civil e militar na frente do palácio do governador, que agravou uma dupla crise: da segurança pública e da autoridade do governador.
Na segurança, por sinal, o governador deixou de investir R$ 580 milhões do previsto, sendo mais de R$ 70 milhões em inteligência policial. A incapacidade de aplicar o que estava disponível no orçamento estende-se à assistência social (menos R$ 70 milhões); à Habitação (- R$ 259 milhões); ao saneamento e energia (- R$ 224 milhões); nos transportes metropolitanos (- R$ 520 milhões).
Dado revelador das intenções do candidato: os investimentos em publicidade vêm num crescendo, tendo superado, nos últimos dois anos, tudo quanto se destinou, por exemplo, para o combate às enchentes.
A enumeração das falhas de planejamento e gestão é exaustiva, mas cabe apontar um último exemplo, também de 2008, que são os investimentos executados abaixo do previsto. Entre estes, os do Metrô, que, para um valor orçado de R$ 2 bilhões, teve liquidados pouco mais de R$ 1,3 bilhão. No caso da Sabesp, a relação foi de R$ 1,5 bi orçados para R$ 841 milhões executados.
Na contramão do governo Lula, o candidato em processo não tem concedido qualquer forma de compensação ao municípios para reporem as perdas de repasse de arrecadação do ICMS resultantes da queda relativa de receita dos primeiros meses do ano. Age da mesma forma em relação às universidades estaduais, a quem deixou de repassar pelo menos R$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2009.
Que não se diga serem as contas publicadas pelo governo do Estado invenção dos adversários ou algum ardil do “kit PT”—chavão serrista para inculpar os outros pelas ações (ou omissões) do governador. Assim foi quando do choque entre as polícias; dos erros bisonhos e sucessivos das cartilhas da Secretaria da Educação; do desabamento com mortes da estação do Metrô e – mancha indelével para um ex-presidente da UNE – a invasão do campus da USP pela tropa de choque do governador.
Focado nas eleições de 2010, a despeito de dissimular seu intento, o candidato de sempre tem, pois, contra si um desastre administrativo em marcha e a débâcle de seu modelo de desenvolvimento, ancorado nas privatizações, na concentração de renda, na exclusão das maiorias sociais, no menosprezo aos funcionários públicos, no abandono das políticas sociais, no descaso para com a saúde, a educação e a segurança públicas.
Eis o currículo real de quem opera para tentar dar cabo de um ciclo de profundas mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais iniciado no Brasil com a eleição do presidente Lula. Eis o verdadeiro perfil do pretenso candidato dos conservadores de ontem e de hoje. Trata-se, então, de decidir: ou avançar no projeto em curso com uma mulher de coragem ou retroceder com o delfim de FHC. A sorte está lançada.

(1) Tucano: ave predadora dos ranfatídeos que costuma andar sempre em bando; tem voo curto e pula de galho em galho.

Rui Falcão, deputado estadual e líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.




novembro 8, 2008

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

novembro 6, 2008

"Serra fecha escola em Vila Prudente", por Adriano Diogo

Serra fecha escola estadual na Vila Prudente
BLOG DO ADRIANO DIOGO, 04.11.08 Nasci na Região de Vila Prudente, na Cidade de São Paulo, e o Governador Serra resolveu fechar uma escola estadual antiga, cujo nome é Escola Estadual Prof. Mário Casassanta, também conhecida como Ginásio Estadual de Vila Alpina. E tem um detalhe: foi fechada depois de uma reforma.
É uma escola enorme, tradicional, altamente conceituada, por onde passaram muitas gerações. Foi fundada em 1957, com o nome de Geva; em 1965, foi rebatizada como Escola Estadual Professor Mário Casassanta. O estabelecimento de Vila Alpina passou por uma profunda reforma. A tradicional escola da rua Paramu, 693, na Vila Bela, tem 10 mil metros quadrados de terreno e quatro mil metros quadrados de área construída. O projeto do Executivo inclui a revisão da cobertura, reforma total das instalações eletrônicas e hidráulicas e pintura geral. No que será que vai ser transformado o Ginásio Estadual de Vila Alpina Mário Casassanta? Numa base da Polícia Militar? Numa base dos Bombeiros? Numa Delegacia de Ensino? Ou vai ser cedida para uma escola particular? Ou vai ser vendida para as imobiliárias num local de forte exploração imobiliária?
Já houve uma ação criminosa do Governo, que fechou uma escola na Mooca, a Adelina Marzagão, para virar sede de delegacia de ensino. E agora o Governador vai fechar outra escola, numa região carente como a Vila Alpina, perto de favelas enormes.
É um absurdo. Resolvem fechar uma das melhores escolas da região, fundada em 1957, numa região da periferia da Cidade de São Paulo, próxima a São Caetano do Sul, sem dar nenhuma explicação para a comunidade. O diretor da escola está preocupadíssimo. A Secretaria da Educação não dá nenhum tipo de satisfação, de resposta à comunidade.
Já requeri informações à Secretaria Estadual de Educação, para que sua assessoria parlamentar responda à Assembléia Legislativa por que a Escola Mário Casassanta anunciou seu fechamento depois de uma enorme reforma.
Neste exato momento, estou me dirigindo à Delegacia de Ensino Centro Sul, para uma reunião com a dirigente Maria Izabel Farias, sobre o problema em questão.
Agradeço ao jornalista André Kuchar e à comunidade, que me enviaram e-mails relatando este triste fato. Me coloco inteiramente à disposição, como deputado estadual da região, para averiguar tão grave problema.
PARA SABER MAIS:
ESCÂNDALO: JOSÉ SERRA INVESTE R$ 600 MIL EM REFORMA DE ESCOLA, PARA DEPOIS ANUNCIAR SEU FECHAMENTO! Mais uma do Gepeto!!

"Serra fecha escola em Vila Prudente", por Adriano Diogo

Serra fecha escola estadual na Vila Prudente
BLOG DO ADRIANO DIOGO, 04.11.08 Nasci na Região de Vila Prudente, na Cidade de São Paulo, e o Governador Serra resolveu fechar uma escola estadual antiga, cujo nome é Escola Estadual Prof. Mário Casassanta, também conhecida como Ginásio Estadual de Vila Alpina. E tem um detalhe: foi fechada depois de uma reforma.
É uma escola enorme, tradicional, altamente conceituada, por onde passaram muitas gerações. Foi fundada em 1957, com o nome de Geva; em 1965, foi rebatizada como Escola Estadual Professor Mário Casassanta. O estabelecimento de Vila Alpina passou por uma profunda reforma. A tradicional escola da rua Paramu, 693, na Vila Bela, tem 10 mil metros quadrados de terreno e quatro mil metros quadrados de área construída. O projeto do Executivo inclui a revisão da cobertura, reforma total das instalações eletrônicas e hidráulicas e pintura geral. No que será que vai ser transformado o Ginásio Estadual de Vila Alpina Mário Casassanta? Numa base da Polícia Militar? Numa base dos Bombeiros? Numa Delegacia de Ensino? Ou vai ser cedida para uma escola particular? Ou vai ser vendida para as imobiliárias num local de forte exploração imobiliária?
Já houve uma ação criminosa do Governo, que fechou uma escola na Mooca, a Adelina Marzagão, para virar sede de delegacia de ensino. E agora o Governador vai fechar outra escola, numa região carente como a Vila Alpina, perto de favelas enormes.
É um absurdo. Resolvem fechar uma das melhores escolas da região, fundada em 1957, numa região da periferia da Cidade de São Paulo, próxima a São Caetano do Sul, sem dar nenhuma explicação para a comunidade. O diretor da escola está preocupadíssimo. A Secretaria da Educação não dá nenhum tipo de satisfação, de resposta à comunidade.
Já requeri informações à Secretaria Estadual de Educação, para que sua assessoria parlamentar responda à Assembléia Legislativa por que a Escola Mário Casassanta anunciou seu fechamento depois de uma enorme reforma.
Neste exato momento, estou me dirigindo à Delegacia de Ensino Centro Sul, para uma reunião com a dirigente Maria Izabel Farias, sobre o problema em questão.
Agradeço ao jornalista André Kuchar e à comunidade, que me enviaram e-mails relatando este triste fato. Me coloco inteiramente à disposição, como deputado estadual da região, para averiguar tão grave problema.
PARA SABER MAIS:
ESCÂNDALO: JOSÉ SERRA INVESTE R$ 600 MIL EM REFORMA DE ESCOLA, PARA DEPOIS ANUNCIAR SEU FECHAMENTO! Mais uma do Gepeto!!

"Serra fecha escola em Vila Prudente", por Adriano Diogo

Serra fecha escola estadual na Vila Prudente
BLOG DO ADRIANO DIOGO, 04.11.08 Nasci na Região de Vila Prudente, na Cidade de São Paulo, e o Governador Serra resolveu fechar uma escola estadual antiga, cujo nome é Escola Estadual Prof. Mário Casassanta, também conhecida como Ginásio Estadual de Vila Alpina. E tem um detalhe: foi fechada depois de uma reforma.
É uma escola enorme, tradicional, altamente conceituada, por onde passaram muitas gerações. Foi fundada em 1957, com o nome de Geva; em 1965, foi rebatizada como Escola Estadual Professor Mário Casassanta. O estabelecimento de Vila Alpina passou por uma profunda reforma. A tradicional escola da rua Paramu, 693, na Vila Bela, tem 10 mil metros quadrados de terreno e quatro mil metros quadrados de área construída. O projeto do Executivo inclui a revisão da cobertura, reforma total das instalações eletrônicas e hidráulicas e pintura geral. No que será que vai ser transformado o Ginásio Estadual de Vila Alpina Mário Casassanta? Numa base da Polícia Militar? Numa base dos Bombeiros? Numa Delegacia de Ensino? Ou vai ser cedida para uma escola particular? Ou vai ser vendida para as imobiliárias num local de forte exploração imobiliária?
Já houve uma ação criminosa do Governo, que fechou uma escola na Mooca, a Adelina Marzagão, para virar sede de delegacia de ensino. E agora o Governador vai fechar outra escola, numa região carente como a Vila Alpina, perto de favelas enormes.
É um absurdo. Resolvem fechar uma das melhores escolas da região, fundada em 1957, numa região da periferia da Cidade de São Paulo, próxima a São Caetano do Sul, sem dar nenhuma explicação para a comunidade. O diretor da escola está preocupadíssimo. A Secretaria da Educação não dá nenhum tipo de satisfação, de resposta à comunidade.
Já requeri informações à Secretaria Estadual de Educação, para que sua assessoria parlamentar responda à Assembléia Legislativa por que a Escola Mário Casassanta anunciou seu fechamento depois de uma enorme reforma.
Neste exato momento, estou me dirigindo à Delegacia de Ensino Centro Sul, para uma reunião com a dirigente Maria Izabel Farias, sobre o problema em questão.
Agradeço ao jornalista André Kuchar e à comunidade, que me enviaram e-mails relatando este triste fato. Me coloco inteiramente à disposição, como deputado estadual da região, para averiguar tão grave problema.
PARA SABER MAIS:
ESCÂNDALO: JOSÉ SERRA INVESTE R$ 600 MIL EM REFORMA DE ESCOLA, PARA DEPOIS ANUNCIAR SEU FECHAMENTO! Mais uma do Gepeto!!
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.