Policiais em greve se preparam para protesto no Palácio dos Bandeirantes
Jornal de Itupeva, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí prometem, para quinta-feira, uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, que começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes.
Os organizadores do protesto de quinta-feira dizem que o protesto será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, haverá reação. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz em nota que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”.
“Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua e com força total.”
JUNDIAÍ E REGIÃO
Policiais farão protesto na Capital
Jornal de Jundiaí, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí e Região prometem para quinta-feira uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).
Policiais carregaram o “caixão do Serra” durante protesto realizado no vão livre do MASP
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, qu e começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes. Os organizadores do protesto de 5ª feira dizem que o movimento será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, ‘haverá reação’. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz, em nota, que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”. “Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua. E com força total.”
Negociação falhou - O Governo do Estado havia pedido aos líderes do movimento o encerramento da greve para negociar os itens reivindicados. Policiais, mesmo contrariados, suspenderam a greve por 48 horas. Nas reuniões com os representantes da Secretaria de Gestão Pública, não houve acordo e o movimento grevista foi retomado na sexta-feira. A categoria entra, hoje, no 29º dia de paralisação e reivindica reposição de 60% das perdas salariais que ocorreram nos últimos 5 anos. As perdas chegam a 90%, só durante a gestão do PSDB.O Governo do Estado informou que as reivindicações são ‘impraticáveis’. O Estado já concordou em extingüir algumas classes da Polícia Civil, o que provocaria a promoção automática dos servidores.
Queda nas ocorrências - A Delegacia Seccional de Polícia em Jundiaí não informa quantos boletins de ocorrência deixaram de ser produzidos durante a paralisação dos policiais. Porém, pelo acompanhamento do JJ Regional, houve queda significativa, chegando a 80% em relação aos números registrados durante o mês de agosto deste ano.