ENCALHE

julho 29, 2008

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. “O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia”, diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.

Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados “nacionalistas alemães” (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: “Os judeus são nosso azar”. Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.

Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um “germanismo ariano”, embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
“O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo”, escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um “apelo” contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. “Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo”, observa a historiadora Hamann.
“Winnie e Wolf”

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. “Claro que este local é carregado”, afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, “há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]“.
Deutsche Welle, 28.07.08

novembro 13, 2007

A exploração política do Esporte

Jasson de Oliveira Andrade
O esporte e a política sempre andaram de braços dados. Existem vários exemplos históricos. Citaremos apenas alguns.( No instantâneo, vemos um contrariado FHC sendo obrigado, sob a mira de fuzil empunhado discretamente por Felipão, a posar com a Seleção e, pior fazer cara de vencedor. Não se sabe se Felipão votou em Serra naquele ano, ou no FH nas eleições anteriores. Mas ninguém esquecerá que o técnico elogiou Pinochet. OBS: a foto acima e esta legenda não fazem parte do artigo enviado por Jasson. Mas eu não ia deixar passar. )

Hitler quis transformar a Olimpíada de 1936, realizada no Estádio Olímpico de Munique, em um fato histórico para provar a superioridade da raça ariana (Entre os modernos teóricos do racismo alemão, diz-se dos europeus de raça supostamente pura, descendentes dos árias, sem ascendência judaica – Dicionário Folha/ Aurélio). Na reportagem “DÁ PARA APAGAR O PASSADO?”, sobre a Copa de 2006, na Alemanha, a revista Época diz: “Os alemães remodelaram o Estádio Olímpico de Berlim para que ele seja lembrado no futuro como palco da final da Copa [vencida pela Itália] – e não mais como sede das Olimpíadas de Hitler”. A respeito desse passado a revista comenta: “Construída para celebrar o III Reich de Adolf Hitler, a arena [Estádio Olímpico] é um exemplo do que se convencionou chamar de “arquitetura nazista”, com seu pórtico de entrada grandioso e linhas neoclássicas. O estádio foi projetado para abrigar as Olimpíadas de 1936, em que Hitler queria celebrar a pretensa superioridade da raça ariana. O herói dos jogos acabou sendo um dos maiores atletas de todos os tempos, o americano Jessé Owens, um negro. Era uma época na qual o esporte servia à propagação de idéias políticas. Antes dos jogos da Copa de 1938, na França, a seleção alemã se dirigia ao público com o braço erguido na saudação nazista “Heil Hitler”.Outro ditador que explorou o esporte, no caso o futebol, foi o terceiro General-Presidente Emílio Garrastazu Médici, eleito, indiretamente, em 25/10/1969. Ele costumava ir ao Maracanã com um rádio de pilha no ouvido. Em 1983, o jornalista Geneton entrevistou João Saldanha, então treinador da seleção brasileira e depois demitido (Saldanha não quis convocar Dario Maravilha a pedido de Médici. Foi substituído por Zagalo. O Brasil foi campeão naquele ano, 1970). Ele perguntou ao ex-técnico: “A imagem do general Médici naquela época, com o radinho de pilha no ouvido para ganhar popularidade, incomodava João Saldanha?” Resposta: “Devia incomodar a ele aquele rádio desligado. Pois, segundo as pessoas próximas, tratava-se de um rádio sempre desligado, o que era demagógico. Isso podia incomodar a ele, porque é chato ficar com o braço levantado fingindo que ouve rádio… E, francamente, não acho que seja atraente. Mas me incomodar, não. (…) Não tenho nada pessoalmente com ele. Nem o conheço! Só o vi de longe. Não sei direito como é a cara. Nunca falei com ele nem ele comigo. Quando houve uma reunião em Porto Alegre com ele, chamaram a cúpula da seleção, mas não compareci. (…) Eu não teria prazer em apertar a mão de um homem que tinha matado vários amigos meus – ou mandado matar ou deixado matar. Não sei nem se foi ele quem mandou ou deixou. O caso é que, coincidentemente, trezentos e tantos morreram naquele governo, o mais assassino da história do Brasil” (Blog geneton, 4/6/2006). Não apenas os governantes exploram politicamente o esporte. Jogadores e dirigentes também. Vários deles foram eleitos parlamentares (deputados federais, estaduais e vereadores). Entre eles, Eurico Miranda do Vasco da Gama. Como o seu time não estava bem nos campeonatos que disputou, o dirigente vascaíno não se reelegeu. Em 2008, jogadores de futebol e esportistas serão candidatos a vereador na Capital. Alguns, certamente, se elegerão!

Mais recentemente, na Copa de 2006, o jogador Ronaldo teve uma polêmica com o presidente Lula, que foi muito explorada politicamente. Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo em 2014, embora sendo candidato único, muitos governantes estiveram presentes na FIFA a 30 de outubro de 2007. Lá estiveram o presidente Lula e mais 12 governadores. Entre eles, os tucanos José Serra, governador de São Paulo, e Aécio Neves, governador de Minas Gerais. Em entrevista ao Estadão, o primeiro está preiteando que o jogo inaugural seja em São Paulo e o segundo no Mineirão. Já é a briga para as eleições de 2010! Lula por sua vez brincou: “O Brasil saberá, orgulhosamente, realizar uma Copa do Mundo perfeita, para argentino nenhum botar defeito”.

A exploração política do esporte não vai parar por aí. No futuro, continuará. Como aconteceu no passado e também no presente!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu

novembro 10, 2007

Os brasileiros que lutaram ao lado de Hitler

Há três anos, o professor Dennison de Oliveira, do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR), busca uma editora para publicar uma obra no mínimo reveladora sobre a realidade de brasileiros, descendentes de alemães, que lutaram pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Em Os soldados brasileiros de Hitler, o pesquisador relata a história real de seis pessoas que, vivendo na Alemanha e impedidas de voltar ao Brasil por causa da guerra, tiveram de servir às potências do Eixo e viver os conflitos éticos gerados pelo nazismo.
A motivação do autor partiu do curitibano Norberto Toedter, de ascendência alemã, deportado junto com a família depois que seu pai foi acusado de ser espião nazista e convocado a prestar serviços às forças armadas daquele país. Suas memórias, narradas no livro E a guerra continua, serviram de inspiração para que Dennison buscasse mais exemplos de brasileiros que viveram experiência semelhante. “Ele citou que muitas famílias viveram casos como o dele e me passou alguns contatos”, lembra.
As recordações dos entrevistados foram transformadas em livro. Antes de a guerra estourar as famílias desses “soldados” foram para a Alemanha em busca de melhores condições de vida. “Mas, com a eclosão da guerra, ficaram impedidos de voltar”, conta o professor. Enquanto isso, os meninos atingiam a idade de alistamento e, como todo cidadão alemão, tinham de arcar com as obrigações militares.
De acordo com Dennison, centenas de brasileiros passaram por essa situação, mas apenas um relatou um episódio conflituoso ao ser enviado para combater na frente italiana, onde certamente lutaria contra os amigos brasileiros. “Ele deduziu que os colegas estariam lá. Além disso, se fosse capturado e dado como traidor, sofreria represálias”, diz. No entanto, o apelo emocional não foi capaz de tirá-lo da missão. “Quem o livrou foi um médico que, vendo o difícil momento por que passava, na hora do embarque o declarou doente.”
O pesquisador lembra que a motivação desses soldados em estar na Alemanha e participar da guerra estava longe de ser política, segundo seus relatos: era uma questão de sobrevivência e de obrigação com a pátria. Tanto que, de volta ao Brasil, logo após a guerra, eles sofreram as conseqüências da revolta contra o nazismo. “No pós-guerra, tiveram de se evadir do preconceito. Em decorrência disso, elaboraram uma visão de recusa à responsabilidade da Alemanha pela guerra e negaram a perseguição aos judeus”, diz o pesquisador, citando que, ainda assim, alguns dos entrevistados que compõem sua obra reconhecem as atitudes negativas do movimento conduzido por Hitler.
Paraná-Online
09/11/07

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