Uma seleção de manchetes, notícias e dados, que tentei ordenar cronologicamente. Espero que sejam úteis, pois gastei a maior cara de tempo aqui:
( SCIELO – OUT/DEZ. 2001 )
( O Estado de São Paulo, 18/07/2004 ) Clipping
OBS: É sobre o Município.
TRIBUNAL PEDE MAIS CLAREZA A ALCKMIN
Contas de 2004 do governo do estado foram aprovadas com ressalvas
( DCI, sem data )
DÍVIDAS COM UNIÃO: ALCKMIN COBRA ( SIC ) MUDANÇA
Governador defende troca do índice de correção nas dívidas de Estados e municípios com o governo federal. Também pede ( sic ) o alongamento do prazo de pagamento. A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) deixou R$ 310 milhões para Serra pagar, segundo dados da assessoria do presidente da Câmara Municipal
( Jorna da Tarde, 11/01/2005 )
Tem coisa boa aqui: “(…) Carregando uma dívida de R$ 29, 5 bilhões com a União, a Prefeitura de São Paulo, sob o comando do também tucano José Serra, terá de quitar uma parcela de R$ 7 bilhões até maio (… ) Um novo cálculo para as dívidas tem sido pedido há tempos: Alckmin quer a troca do IGP-DI pelo IPCA [ grifo meu ], pelo qual as dívidas seriam bem menores. Ele detacou que, em 2002, a corrida eleitoral criou portes tensões no mercado [ grifo meu ] financeiro e altas consecutivas do dólar. Estas distorções contaminaram o IGP-DI e as dívidas aumantaram em 2003. “Ninguém fez dívida ( em 2002 ) nova e isso tem que ser considerado.” (…) “
Sobre Marta, há o seguinte: “(…) De acordo com conselheiros de tribunais de contas, esses R$ 350 milhões [em "restos a pagar"] só não vão pesar contra Marta se a Prefeitura demonstrar que as obras não foram realizadas [N. do Blog: teria havido, por parte da nova administração municipal, algum esforço em "provar" que as obras não teriam sido realizadas pela sua antecessora e, assim, poupá-la de alguma condenação?] . “Isso precisará ser verificado no procedimento de auditoria”, diz um ex-presidente de tribunal de contas. Segundo ele, os conselheiros são sensíveis à herança recebida pelos atuais administradores e aos esforços empreendidos no saneamento das finanças. Quando Marta tomou posse, o volume de restos a pagar deixados por Celso Pitta era 9 vezes maior do que o dinheiro em caixa. Hoje, o estoque de dívidas é 40% maior. Ou seja, a situação melhorou. (…) .
Então para mim o dilema ainda existe: Marta quebrou São Paulo? Qual necessidade havia a ponto de Serra ficar criando aquelas filas imensas, que saiam nas capas do imprensalão? Serra salvou o caixa da Cidade de São Paulo em tão poucos meses? O que resultou disso, afinal?
FAZENDA DE SÃO PAULO QUER COBRAR ICMS DA DASLU
Operação Narciso – Secretaria quer informações da Receita para calcular evasão fiscal; MPF pedia investigação desde 2003
( Folha de São Paulo, 15/07/2005, B3 )
Selecionei um trecho: ” (…) Em 2001 a Receita também encontrou diferenças “relevantes” entre o valor declarado pela empresa e o valor efetivamente movimentado pela loja, segundo o MP. Na representação enviada à Justiça [ N.do Blog: o texto é meio truncado. Deve ser de 2003 essa representação ], procuradores federais informavam que a Daslu declarou receita de R$ 54, 7 milhões em 2001, mas movimentou R$ 113, 2 milhões no mesmo ano (…)”.
Ou seja, se em 2001/2002 já tivessem ido à fundo sobre essa questão, já que suspeitas havia, o Governo Lula não precisaria ter sido acusado de “perseguir” a Mme. Tranchesi. Por quê não foi feito?
RECEITA DO ESTADO CRESCE 5,9% EM AGOSTO ANTE 2004
Total de arrecadação, entre IPVA, ICMS e outros impostos e taxas, chegou a R$ 3.453,1 milhões ao mês. Cresceu 3,9% ante o mês de julho
( Jornal da Tarde, sem data precisa/ Agosto de 2005 )
Interessante terminologia usada ao tratar da questão dos “impostos”. Às vezes o imprensalão diz “receita” ou “arrecadação”, o que suaviza um pouco e até induz a pensar em algo positivo. Outras vezes, trata-se de “fúria arrecadatória” ou “pesada carga de impostos”. Depende de quem governa.
ALCKMIN REDUZ ICMS E DIZ DESCONHECER GUERRA FISCAL
( Gazeta Mercantil, 16 a 18/09/2005 )
FAZENDA PAULISTA QUER RECUPERAR R$ 500 MI COM A ANISTIA DO ICMS
( FSP, 29/10/2005)
ICMS E REPASSES ALIVIAM FINANÇAS ESTADUAIS
Arrecadação cresce 8% no ano e permite pagamento antecipado do 13º. salário dos servidores
São Paulo fecha o ano com caixa “confortável” e pode investir acima do previsto em 2006
( Valor Econômico, 21/12/2005 )
Gostei deste trecho: “(…) Levando em consideração a proporção do investimento no orçamento, os investimentos previstos pelo governo paulista são três vezes maiores do que os do governo federal, diz Martus [ Tavares, secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo ] . O governo de Geraldo Alckmin deixou para o último ano do mandato a maior parte dos investimentos que em 2006 serão 80% maiores que a média entre 2000 e 2004. Depois de um ajuste fiscal sério e corte de despesas, o Estado recuperou sua capacidade de investimento e está com o fluxo financeiro em ordem. Ainda não conseguimos assumir novas dívidas porque temos uma herança relacionada a governos anteriores aos de Mário Covas (…)”.
ALCKMIN MANIPULA DADOS PARA PODER GASTAR MAIS EM 2006, DIZ DEPUTADO
Enio Tatto acusa gestão tucana de manipular a LDO
( DCI, sem data )
APROVADOS NOVE PEDIDOS DE EMPRÉSTIMOS EXTERNOS ESTADUAIS
( Gazeta Mercantil, 06/07/06 )
“(…) Senadores das bancadas estaduais da…se uniram em uma força tarefa para aprovar nove pedidos de empréstimos externos para os estados, no plenário da Casa onte, último dia permitido para a contatação desse tipo de empréstimo pelo setor público. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, essas operações só podem ser efetuadas pelos governos até 180 dias antes do fim do mandato, limitação reforçada por resolução do Senado de 2001 ( número 43 ), que proíbe a contratação de operação de crédito nos mesmos parâmetros (…)”.
QUÉRCIA DIZ QUE RENEGOCIARÁ DÍVIDA ESTADUAL
( Jornal do Commercio, 16/08/06 )
Trecho: ” (…) Em 1994, quatro anos após eu sair do governo, a dívida de São Paulo era de R$ 25 bilhões. O governo do PSDB fez um acordo de pagamento da dívida, que onera violentamente e injustamente o erário de SãoPaulo, com 13% [ do orçamento ] por mês de pagamento. Nós já pagamos mais do que esses R$ 25 bilhões e devemos R$ 126 bilhões, numa fase em que não houve inflação”, acrescentou o peemedebista (…) Indagado sobre o Banespa, privatizado após o seu mandato, o ex-governador afirmou que a instituição não passava por dificuldades e que a privatização do banco foi obra do PSDB. “Os tucanos queriam privatizar o Banespa e fizeram uma guerra psicológica para dizer que as coisas iam mal. Houve uma CPI no Congresso que comprovou que o Banespa estava muito bem”, comentou. (…)”.
NATURAL
Os “ajustes” naturais, como diz Geraldo Alckmin, que estão sendo feitos por seu sucessor, Cláudio Lembo, para zerar as contas do Estado de São Paulo não são assim tão naturais: o projeto que prevê perdão de juros e multas para quem pagar já o ICMS foi enviado à ALESP no dia 9 de agosto – cinco meses depois de Alckmin ter deixado o cargo e quando Lembo verificou que o corte de gastos e a diminuição do ritmo de obras não seriam suficiente para cobrir o rombo nas contas do governo. A anistia parcial de débitos visa aumentar rapidamente a arrecadação.
MACHUCA, DÓI
Lembo evita falar em “rombo”. “É uma palavra que machuca, dói”, afirma. “Diríamos que há em SP uma ausência de dinheiro, uma quebra de execução orçamentária.” Sem as receitas extraordinárias, não apenas obras, mas também repasses obrigatórios para estâncias turísticas não seram honrados. [ N.do Blog: Tipo, assim, Campos do Jordão? ]
( Mônica Bergamo, FSP, 29/09/2006 )
OBRAS PARADAS E CAIXA CURTO
O que espera Serra – Orçamento para 2007 mostra queda de 33% em investimentos e falta de verbas afeta até sete obras viárias
( Jornal da Tarde, 02/10/2006 )
SEM VERBAS, LEMBO REDUZ RITMO DE OBRAS
Estado de São Paulo pára, atrasa ou diminui investimentos e projetos de transporte; trabalhos em rodovias caem até 80%”
(FSP, 23/10/2006, C1)
VERBA É MENOR QUE A PREVISTA, DIZ GOVERNO
Segundo secretário de Estado de Planejamento, o corte de recursaos para a realização de obras se deve à baixa arrecadação
( FSP, 23/10/2006, C8 )
NA RETA FINAL DO GOVERNO, LEMBO PÁRA OBRAS
Ritmo de trabalhos em rodovias caíram até 80%. Metrô adia nova estação. Objetivo é cumprir a Lei de Responsbilidade Fiscal
Arrecadação está abaixo do previsto, diz secretaria
( Agora, 23/10/2006 )
COBERTOR CURTO
( JANELA, publicação do SindusCon-SP, 29/10/2006 )
Governo paulista investirá mais em algumas áreas em detrimento de habitação e saúde
“(…) O próximo governador do Estado de São Paulo deverá herdar da administração atual um Orçamento desanimador do ponto de vista dos investimentos necessários ao desenvolvimento paulista.
A previsão é de que as receitas cresçam em R$ 3, 8 bilhões ( + 4,76% ) em relação a 2006 (…) Entretanto, os investimentos em obras e equipamentos deverão declinar em R$ 1 bilhão ( – 20,8% ), passando de R$ 4,9 bilhões para R$ 3,9 bilhões. Um dos setores mais prejudicados será o da habitação. Receberá em 2007 somente R$ 844 milhões, uma queda de 23,6 em relação à previsão de R$ 1,1 bilhão de 2006.
Não é de hoje que os recursos destinados à moradia vêm diminuindo. Em 2004, a previsão para a Secretaria da Habitação era de R$ 1,2 bilhão, 43% superior à de 2007.
Os investimentos em obras e equipamentos para a Secretaria da Saúde também vão cair. Totalizarão R$ 274,2 milhões no ano que vem – uma queda de 34,9% em comparação à previsão de R$ 421, 3 milhões para este ano. (…) Outra queda expressiva, de 42,2%, ocorrerá no orçamento da Secretaria de Administração Penitenciária (…) Haverá menos recursos para a construçãode moradias, hospitais, postos de saúde, tratamento de esgotos e penitenciárias. Em contrapartida, as verbas destinadas à Secretaria dos Transportes vão aumentar em 7,7%, passando de R$ 1,10 bilhão para R$ 1, 19 bilhão ( + 7,7% ) . O Rodoanel terá um expressivo aumento ( + 119% ). Em 2007, deverá receber R$ 510 milhões, contra R$ 233 milhões em 2006. As obras de conservação também terão um acréscimo, de 68%. Em contrapartida, deverão receber menos recursos os aeroportos ( – 57% ) e as rodovias ( -50,6% ) (…) O Metrô, que em 2006 tinha previsão de receber R$ 907 milhões, em 2007 vai obter R$ 1,09 bilhão ( + 20, 37% ). Já a CPTM receberá apenas R$ 108 milhões ( – 54,6% ) . E a EMTU, que contava com R$ 50,9 milhões neste ano, nada receberá no próximo (…) A Secretaria de Ciência e Tecnologia terá um aelevação de R$ 30 milhões para R$ 130 milhões ( + 333,87% ), o quer beneficiará USP, Unicamp, Unesp e Fundação Paula Souza, esta responsável pelas Fatecs. (…)”.
FURIOSA, BANCADA TUCANA PARTE PARA O ATAQUE A LEMBO
Deputados do PSDB afirmam que o governador atrapalhou Alckmin com comentários infelizes, entre eles o anúncio de um déficit nas contas do Estado
( Diário de São Paulo, 09/11/2006, A9)
TODO CUIDADO É POUCO COM A DÍVIDA DOS ESTADOS
( Valor Econômico, Editorial, 30/11/2006 )
“(…) Os Estados e municípios estão pagando em dia uma conta então desgovernada de mais de R$ 100 bilhões que renegociaram com a União em 1997. Uma história de descalabro financeiro foi transformada em uma rotina regrada de pagamentos por meio de uma série de dispositivos decisivos para a ordem fiscal do país. O primeiro deles foi acabar com os bancos estaduais, que emitiam moeda na medida em que bancavam qualquer “papagaio” lançado pelos governadores – os Estados quebraram junto com seus bancos. As instituições financeirasestaduais foram federalizadas e privatizadas. Em seguida, a União assumiu as dívidas estaduais e municipais e as estendeu por 30 anos, tomando garantias reais, como receitas de ICMS. Em troca, os devedores tiveram que se submeter à correção do saldo pelo IGP-DI mais 6% ao ano. Comprometeram-se também a destinar até 15% de sua receita líquida com o pagamento das parcelas dos débitos. Por fim, para impedir que novas dívidas voltassem a crescer descontroladamente e colocassem um problema semelhante ao que a renegociação veio a resolver, foi criada a Lei de Responsabilidade Fiscal…Por ela, os governos não podem ter despesas maiores que duas vezes suas receitas líquidas…Os Estados e municípios, com poucas exceções, vêm pagando em dia sua sobrigações e têm se enquadrado nas normas da LRF. Sempre houve uma queixa contra o indexador [ o IGP-DI ], mas esta implicância caminha ao sabor da conjuntura. Com as desvalorizações cambiais de 1999 e 2002, as dívidas levaram um tranco, porque o índice da FGV sofre o baque direto do câmbio, o que não ocorre com a mesma intensidade e no mesmo espaço de tempo com o IPCA. Por outro lado, como a inflação está domada e espera-se que siga a partir de agora uma trajetória civilizada, o IPCA tem se comportado e ficado até abaixo do IGP. A queixa dos governadores diminuiu. E, no espaço de 30 anos, os índices tendem a convergir, se não houver periódicas e selvagens variações cambiais no período. (…)”.
INTERESSE GERAL
A conversa em que José Serra pediu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apoio a mudanças no mecanismo que impede o estado de contrair novas dívidas não interessa apenas ao governo. Também a prefeitura e outros estados sofrem por estar além do limite de endividamento previsto na renegociação de suas dívidas.
( Nota – DSP, 20/04/2007 )