ENCALHE

agosto 2, 2008

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

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