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outubro 17, 2012

Síria: “CIA quer domesticar e moldar uma oposição com a qual EUA possa trabalhar”, diz The New York Times

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New York Times, fala sobre a intervenção golpista na Síria
Citando “diplomata com extensas atividades com a CIA” o jornal norte-americano New York Times diz que o diretor da “Agência”, David Petraeus, vistoria o “processo de domesticação e moldagem de uma oposição com a qual os Estados Unidos possam trabalhar”.
O NYT, que assim como o Washington Post, já haviam reconhecido a participação direta da CIA no fomento da “insurgência” contra o governo sírio, dá mais alguns detalhes dessa ação.
O jornal diz que “os Estados Unidos fornecem inteligência e outros suportes para embarques de armas leves como rifles e granadas para dentro da Síria” e que isso é “orquestrado da Arábia Saudita e Qatar”.
Afirma ainda o periódico que “de acordo com funcionários norte-americanos e árabes, a CIA tem enviado agentes à Turquia para ajudar a dirigir a ajuda”.
Um dos diplomatas árabes entrevistado pelo jornal que não cita suas fontes disse, no entanto, que seu governo “foi desencorajado pela falta de organização e efetividade do desconjuntado movimento de oposição síria”.
Além disso o jornal novaiorquino acrescenta que apesar dos esforços a CIA não consegue saber ao certo a quem está fornecendo apoio; “em muitas cidades ao longo da fronteira turco-síria, comandantes rebeldes podem ser vistos buscando armamentos e encontrando-se com intermediários sombrios em uma atmosfera caótica onde as verdadeiras identidades e filiações a qualquer partido são externamente difíceis de assegurar”.
HORA DO POVO

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Para cavalgadura do STF, todo governo de coalizão é um golpe

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 6:21 pm

Intenção é criminalizar gestões de Lula e Dilma
Ayres, cuja candidatura a prefeito foi impugnada e não foi eleito deputado, quer é se vingar de quem tem voto
Segundo disse o agora aposentado Ayres Britto, em seu voto ao condenar Dirceu e Genoíno, “o sentido das alianças é o da sua transitoriedade” e coalizão para governar o país é “golpe” – em suma, alianças formais para governar, devem servir para trair o aliado. Por via das dúvidas é melhor nem pensar em adquirir um carro usado de semelhante filósofo. No entanto, ao condenar sem provas, ele esqueceu de algo. Não havia coligação formal no primeiro governo Lula – o que, aliás, foi uma limitação tremenda. Portanto, Britto está verberando contra uma coligação que não existia. A realidade não tem mesmo importância para ele. Golpe é impor ao povo, como Britto está preconizando, uma política em que ele não votou – e, aliás, votou explicitamente contra. Seria a maneira mais fácil de inviabilizar qualquer governo progressista no país. Não haveria projeto ou política que ficasse em pé.
HORA DO POVO
O azedume de Ayres contra as coalizões e os partidos
Para o presidente do Supremo, coalizões governamentais são “golpe”. Ele decretou que o “sentido das alianças é o da sua transitoriedade”, tentando criminalizar as uniões partidárias
Estimado leitor, há coisas na vida que são inevitáveis – e há outras que são muito evitáveis: por exemplo, não faça negócios, ou mesmo um acordo, com o sr. Ayres Britto, que na quinta-feira será, ou foi, aposentado do STF. Segundo ele avisou, “o sentido das alianças é o da sua transitoriedade”.
Deixando de lado o pedantismo ridículo do Tartufo, não estaremos enganados ao traduzir tal profundo saber jurídico-filosófico como: alianças devem servir para trair os aliados. Pois, se ninguém trair as alianças, por que elas têm que ser “transitórias”? Por que acabar com a aliança, se os aliados não a traírem?
Por via das dúvidas é melhor nem pensar em adquirir um carro usado de semelhante filósofo. Porém, tudo seria mais ou menos sem importância, exceto para os sócios do sr. Britto, se ele não quisesse atribuir (ou impor) ao país inteiro essa ética peculiaríssima.
GOVERNO
Britto quer criminalizar as coligações – segundo disse, coalizões governamentais são “golpe”.
No entanto, ao condenar sem provas ( literalmente: “… inferências lógicas são aceitas. (…) … o que justifica a adoção da polêmica teoria do domínio do fato como fundamento jurídico” ) ele esqueceu de algo.
Não havia coligação formal no primeiro governo Lula – o que, aliás, foi uma limitação tremenda.
Portanto, Britto está verberando contra uma coligação que não existia. A realidade não tem mesmo importância para ele.
Assim, Britto chegou à conclusão de que a acusação de corrupção – pela qual condenou, entre outros, José Dirceu e José Genoíno, sem que houvesse provas contra eles – era realmente falsa, mas que se dane a coerência:
“Claro que o objetivo não era corromper, mas acumular recursos [?!?!]. Me parece [parece?!!] que os autos dão conta, que sob a velha, matreira e renitente inspiração patrimonialista [que diabo é isso?], um projeto de poder foi arquitetado [e daí?]. Não de governo, porque projeto de governo é lícito, é quadrienal [por que só quadrienal?]. Um projeto de poder que, muito mais do que continuidade administrativa, é seca e rasamente continuísmo governamental [ou seja, aos petistas cabe "continuar" os tucanos e estes devem "continuar" os petistas.]. Golpe, portanto, neste conteúdo mais eminente da democracia, que é a república”.
Golpe é impor ao povo, como Britto está preconizando, uma política em que ele não votou – e, aliás, votou explicitamente contra. Fora isso, trata-se da tese do fascismo ianque contra o presidente Roosevelt, lá por 1937 ou 1938: o então presidente dos EUA era um golpista porque o povo sempre o elegia. Para não ser golpista, Roosevelt devia entregar o poder a quem não tinha voto e era detestado pelo povo: os representantes dos bancos, que se homiziavam no Partido Republicano. Portanto, o único poder que não é golpista é aquele que o povo odeia, evidentemente porque existe contra a sua vontade – através, exatamente, de um golpe -, com a função de arrancar o seu couro.
Ayres Britto sabe o que é isso: em 1985, quando tentou ser prefeito de Aracaju, teve sua candidatura impugnada por irregularidades na formação do diretório municipal do PDT, seu partido na época. Cinco anos depois, em 1990, candidatou-se a deputado federal, dessa vez pelo PT. Mas não conseguiu se eleger. Mais 12 anos e ele tentou ser candidato a senador, também pelo PT, mas foi rejeitado pela convenção do seu partido. O sujeito não deve ter pouca raiva do PT, de seus aliados, e dos políticos – isto é, dos que foram mais bem sucedidos do que ele.
Todo mundo sabe, porque é regra no mundo todo – e há muito tempo – que os partidos compõem alianças e coalizões para concorrer às eleições e para governar. Isso é verdade até na Inglaterra, e nem é necessário lembrar o primeiro gabinete Churchill, em que conservadores, trabalhistas e liberais dividiam 150 ministérios… Todo o período anterior, desde 1931, dominado pelos primeiros-ministros Stanley Baldwin e Ramsay MacDonald, também foi um período de coalizão.
Não há nada de muito complicado – e nada de suspeito – nisso. Tal se dá porque os partidos, comumente, representam politicamente partes ( por isso é que são partidos ) da sociedade: tal ou qual setor, tal ou qual classe ou fração de classe, etc., etc. Qualquer besta quadrada consegue ver porque as coalizões são necessárias para se governar um país – porque, senão, ou o país é ingovernável ou o governo é muito estreito, não conseguindo ser um governo do conjunto do país. Não é exatamente a mesma coisa, mas são coisas muito próximas.
Pois Britto chegou à conclusão de que formar coalizões é crime. Mais ainda, é golpe.
Diz ele que “não faz sentido, à luz da autonomia política de cada partido e da sua identidade inconfundível, ideológica e política, uma aliança formal ad aeternum, porque isso, mais do que a perenização no tempo dessas coalizões, implica em um condicionamento material na hora das votações”.
Esse ad aeternum é por conta dele, que ainda não foi avisado que nada na vida é eterno, nem mesmo a estupidez de certos elementos, mas está pregando a esculhambação eterna dos governos progressistas. Porque o “condicionamento” nas votações seria “material” (isto é, em troca de dinheiro) e não porque os partidos estão interessados em tal ou qual projeto, em tal ou qual política? Apenas porque Ayres não consegue ver, como motivação dos outros, algo além do dinheiro. Não arriscaremos os motivos desse tipo de ideia fixa.
Logo, continua ele: “Terminado o período eleitoral, as coligações se desfazem, de direito. E são substituídas por alianças tópicas, pontuais, episódicas, para a aprovação de projetos específicos”.
CABEÇA
Não lhe passa pela cabeça – e deve haver um motivo para isso, porque é óbvio – que essas “alianças tópicas, pontuais, episódicas, para a aprovação de projetos específicos” são muito mais sujeitas à corrupção do que uma coligação que expresse uma aliança formal.
Ou será que lhe passa pela cabeça – e tudo isso é palhaçada? Temos, pelo menos, diante de algo tão elementar, direito de suspeitar. Mas, de um modo ou de outro, por que, então, ele é contra uma coligação?
Porque ele, assim como toda a mídia reacionária, mais os tucanos e outros desclassificados, assim o querem – seria a maneira mais fácil de inviabilizar qualquer governo progressista no país. Imaginem a bagunça permanente, a cada votação no Congresso, sem que haja coalizão alguma. E, pior, imagine-se a bagunça quando não houver votação alguma no Congresso. Não haveria projeto de governo ou política para o país que se sustentasse em pé – aliás, nem começariam a ser executados projetos ou políticas.
Vem à nossa mente – e, pior, ao nosso ânimo para terminar essa matéria – que tratamos de forma séria demais essa profícua estupidez que esparge despautérios no STF. Pois é, leitor, nem sempre o humor consegue estar à altura da nossa tradição.  Que fazer?
CARLOS LOPES

Completamente desequilibrado, Serra ofende outro jornalista e manda: “Vai trabalhar com o Haddad”

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 5:44 pm

Serra manda jornalista da UOL trabalhar para Haddad
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, está mesmo descontrolado com a imprensa. Depois de ignorar a A TV dos Trabalhadores (TVT), chamar o jornalista Kennedy Alencar de mentiroso ao vivo na CBN, agora ele mandou a jornalista Débora Melo, da UOL, que cobre a campanha do tucano, trabalhar para a campanha do adversário Fernando Haddad (PT).
Nesta terça-feira (16), Serra se irritou com a pergunta da reportagem sobre o material anti-homofobia distribuído em escolas estaduais, em 2009, quando o tucano era governador do Estado. O material é semelhante ao chamado “kit gay” do MEC ( Ministério da Educação ), que é alvo de criticas de Serra e foi elaborado na gestão de Haddad na pasta.
“Vai lá com o Haddad e trabalha com ele. É mais eficiente”, disse o candidato ao ser questionado sobre o fato de concordar ou não com ações de combate à homofobia em escolas.
No dia anterior, Serra também se irritou após a jornalista perguntar se o tom agressivo do programa do tucano na TV e no rádio se justifica pelo fato de Serra estar atrás de Haddad nas pesquisas. “Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Você não precisa trabalhar para ele. Ele já tem bastante assessores. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”, disse o tucano.
O candidato do PSDB também mostrou irritação durante entrevista à rádio “CBN”, na manhã de terça (16), com a pergunta feita pelo jornalista Kennedy Alencar sobre a semelhança entre a cartilha anti-homofobia elaborada durante a gestão do PSDB no governo do Estado, e o material feito pelo MEC. Serra foi irônico com o jornalista.
“Eu sei que você tem suas preferências políticas, mas modere-se, Kennedy. Você está na CBN, não pode fazer campanha eleitoral aqui”, disse Serra.
Fonte: VERMELHO, com informações do UOL

PUBLICADO NO Oni Presente

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