Presidente Bashar al-Assad apela a diálogo inter-sírio
O presidente sírio, Bashar al-Assad, apelou hoje a um diálogo inter-sírio durante um encontro com o emissário internacional Lakhdar Brahimi em Damasco, informou a televisão síria.
“O verdadeiro problema na Síria é combinar o aspeto político e o trabalho no terreno. O trabalho sobre o aspeto político continua, nomeadamente com um apelo a um diálogo centrado nas aspirações do povo sírio”, considerou Assad.
O sucesso da ação política depende das pressões sobre os países que financiam e treinam os terroristas e fazem entrar armas na Síria, para que deixem de o fazer”, adiantou.
O regime de Damasco acusa os países ocidentais e sobretudo o Qatar e a Arábia Saudita de financiarem e armarem os rebeldes.
O presidente sírio assegurou que o seu país “cooperará totalmente com todos aqueles que trabalham sinceramente e de modo neutro e independente para resolver a crise”.
Além de Assad, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Walid Mouallem, e a conselheira presidencial, Boussaina Chaanane, participaram no encontro com o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe.
Lakhdar Brahimi considerou após a reunião que o conflito na Síria representa uma “ameaça para o povo sírio, para a região e para o mundo”.
“Vamos fazer o nosso melhor para avançar e para utilizar todos os nossos esforços e possibilidades na ajuda ao povo sírio”, adiantou o emissário, que falava aos jornalistas num hotel de Damasco.
Precisou que “o governo sírio prometeu ajudar o gabinete (do mediador) em Damasco para que ele possa realizar o seu trabalho”. O gabinete será dirigido pelo diplomata Mokhtar Lamani.
Brahimi afirmou que o presidente Assad “percebe a gravidade desta crise”, destacando “a necessidade de todas as partes unirem esforços para encontrar uma solução para a crise”.
Durante o encontro entre Assad e Brahimi, que está na Síria pela primeira vez desde que substituiu Kofi Annan no início de agosto, ouviam-se bombardeamentos nos subúrbios de Damasco.
Desde o início dos protestos populares contra o regime em março de 2011, que depois se transformou numa guerra civil, já foram mortas mais de 26.000 pessoas na Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. ( IONLINE )


CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
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