Na opinião do senador Fernando Collor (PTB-AL), a revista Veja “se considera veículo de imprensa, mas que se comporta como autêntica organização criminosa”. Assim, o político pediu em discurso no Plenário na última terça-feira, 4, a convocação para que o jornalista Policarpo Júnior e o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, sejam interrogados.
Collor usou documentos da CPMI para reproduzir diálogos entre Carlos Cachoeira e Policarpo que, segundo ele, demonstram intimidade. Ele apresentou requerimento pedindo a quebra do sigilo telefônico do chefe de redação do impresso em Brasília, de outros jornalistas e também de procuradores envolvidos com investigações. “Que credibilidade tem uma revista que mais se parece com um escritório de arapongagem?”, disse.
O episódio que mostra a mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, em uma suposta chantagem contra o juiz Alderico Rocha Santos foi lembrado pelo senador. À época, Andressa teria dito ao juiz que, caso ele não absolvesse Cachoeira das acusações, o profissional da Veja publicaria um dossiê com denúncias contra ele. ( COMUNIQUE-SE )
setembro 5, 2012
Fernando Collor insiste em levar Policarpo Jr, redator-chefe da Veja, à CPMI do Cachoeira: “Veja se considera veículo de imprensa, mas que se comporta como autêntica organização criminosa”
A Robert Fisk, publicado no The Independent: “EUA apoia terrorismo na Síria”, denuncia chanceler
O ministro do Exterior da Síria, Walid al-Moallem, afirma que “o maior agente contra a Síria e o EUA e o restante são instrumentos sob seu controle”.
Em entrevista ao jornalista Robert Fisk, publicada no jornal inglês The Independent, al Moallem declarou que a “América está por trás da violência na Síria”.
“Como podem adotar o slogan de ‘luta internacional contra o terrorismo’ e apoiar o terrorismo na Síria?”, questionou o chanceler.
“A violência é fomentada a partir do exterior, especificamente desde a Turquia, o Qatar e a Arábia Saudita, sob influência norte-americana”, ressaltou.
Ele enfatiza que o governo de Obama participa do esforço militar contra a Síria e já declarou o envio de dezenas de milhões de dólares para este fim.
“O obejtivo”, esclarece Moalem, “é pressionar a Síria por conta de suas relações independentes com o Irã, o partido libanês no governo (Hezbollah) e a corrente palestina Hamas”.
“Um enviado de Washington nos disse que se resolvêssemos esta pendência [pelo rompimento, é claro] eles dariam jeito na crise”, adiantou.
“Aos governos europeus tenho enfatizado que ao mesmo tempo em que se dizem preocupados com o bem-estar do povo sírio, apóiam 17 resoluções contra este bem-estar”, disse o entrevistado.
Os governos do Golfo cedem a pressões dos EUA, informa al-Moallem. “Quando concordamos com o envio de uma delegação de observadores enviada pela Liga Árabe, o emir do Qatar, Hamad bin Khalifa Al Thani, me disse em Doha em novembro de 2011: ‘se vocês concordarem com esta iniciativa vamos mudar a atitude da rede Al Jazeera. Vamos apoiar a Síria e a reconciliação e vou separar alguns bilhões de dólares para reconstruir seu país”. O que, como sabemos não ocorreu.
O ministro da Síria também relatou que nesta mesma conversa perguntou ao emir do Qatar o motivo dele haver enviado aviões para bombardear a Líbia, uma vez que tinha relações de amizade com Muammar Kadafi, ele respondeu: “Não queríamos perder o momento na Tunísia e no Egito”, quer dizer, ficar colado aos interesses dos EUA no norte da África. ( HORA DO POVO )
López Obrador: “Não reconheço o poder ilegítimo surgido da fraude e da violação”
“Informo que não posso aceitar a decisão do Tribunal Eleitoral que declarou válida a eleição presidencial. As eleições não foram nem limpas, nem livres, nem autênticas. Em razão disso não vou reconhecer a um poder ilegítimo surgido da compra do voto e de outras violações graves da Constituição e de outras leis”, afirmou o candidato do Movimento Progressista à Presidência do México, López Obrador, repudiando a fraude eleitoral e a decisão do Tribunal empossar a Enrique Peña Nieto.
Em frente ao Tribunal, milhares de manifestantes que denunciavam a indicação fraudulenta obrigaram a Peña Nieto a desembarcar no prédio de helicóptero. “Que tipo de democracia é esta, onde sete magistrados eleitos pelos partidos políticos decidem o destino da eleição e com ela o da nossa pátria? Que tipo de novela é esta que querem nos apresentar como democracia?”, questionaram os manifestantes, convocados pela organização #YoSoy132. “Peña não ganhou, o narcotráfico lhe ajudou” e “Fora Peña”, foram as palavras de ordem mais entoadas pela multidão.
Em manifesto à nação, López Obrador ressaltou que a desobediência civil, quando se aplica contra “os ladrões da esperança e da felicidade do povo”, é honrosa, e convocou a todos os democratas a se concentrarem no Zócalo, na cidade do México, no próximo domingo, 9 de setembro.
Atuar de outra maneira, declarou Obrador, “implicaria em trair a milhões de mexicanos que lutam contra a simulação e a farsa e em favor de uma mudança verdadeira. É certo que devemos respeitar às instituições, porém em boa medida o problema do México radica em que as instituições estão sequestradas pela delinquência de colarinho branco. E um Estado que não procura a justiça nem a democracia não é mais que um instrumento de poder a serviço de um grupo de interesses”.
“Já sabemos que os que sustentam este Estado mafioso (traficantes de influências, políticos corruptos, donos e porta-vozes dos chamados meios de comunicação e outros integrantes do regime) não estarão de acordo com nossa postura. Queriam que aceitássemos a fraude eleitoral e que rápido entrássemos no jogo das negociações políticas que, nas atuais circunstâncias, só podem significar arranjos ou composições de cúpula ou compromissos contrários ao bem estar do povo e da nação”, acrescentou.
De acordo com Obrador, assim como os fraudadores “defendem por todos os meios o regime de corrupção, nós estamos sinceramente empenhados na sua abolição. E, como é lógico, para este propósito não daremos nenhuma trégua nem concederemos a mais mínima vantagem”.
Por isso, enfatizou, “ainda que nos sigam atacando, acusando-nos de maus perdedores, de loucos, messiânicos, tolos, doentes de poder e de outras belezas, preferimos estes insultos a validar ou formar parte de um regime injusto, corrupto e de cumplicidades que está destruindo o México”.
“Adianto que continuaremos defendendo os direitos individuais e sociais de todos os cidadãos, usando para isso nossa autoridade política e moral. Assim mesmo, informo que seguiremos atuando com responsabilidade e pela via pacífica, sem dar motivo para que os violentos nos acusem de violentos. Não vacilaremos. O destino do México não tem preço”, concluiu. ( HORA DO POVO )
Mulher de Cachoeira disse a juiz que Policarpo Jr., diretor da revista Veja era um ‘empregado’ do contraventor
Revelação consta do relato do juiz Alderico, que foi ameaçado pela mulher de Cachoeira, para a Justiça
O juiz federal Alderico Rocha Santos, magistrado que foi ameaçado pela namorada de Cachoeira, Andressa Mendonça, fez um relato por escrito à Justiça onde revelou que a relação entre o diretor da Sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o contraventor Carlinhos Cachoeira é muito mais íntima e promíscua do que se imaginava. Ao que parece, Policarpo complementava o seu salário da revista fazendo bicos para a quadrilha de Cachoeira.
A descrição do juiz revela que Cachoeira não era apenas uma fonte de Policarpo como quiseram fazer crer tanto ele, quanto outros escribas contratados pela “famiglia” Civita. Veja o trecho da narrativa oficial, feita pelo juiz, divulgada na sexta-feira (31) pelo site Brasil 247: “Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”.
No início do encontro, em julho, com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. “Após meia hora em que a referida senhora insistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recinto a referida servidora”.
Em sua narrativa, Rocha Santos afirma oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insistência da parte dela. Santos perguntou a Andressa por que ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir para sua assistente sair da sala. Foi nesta hora que Andressa fez a ameaça de divulgar um dossiê contra ele, produzido por Policarpo Júnior.
Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. A mulher de Cachoeira escreveu o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntou se o juíz os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda, que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo. De acordo com o juiz, Andressa disse que Policarpo tinha fotos do magistrado com essas três pessoas. O juiz respondeu que não tinha nada a temer e ouviu a seguinte resposta: “O senhor tem certeza?”.
Laudo da Polícia Federal divulgado na semana passada confirma que a letra escrita no bilhete é mesmo a de Andressa Mendonça.
Ao perceber que estava sendo ameaçado, o magistrado respondeu que não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança. A fiança foi paga em dinheiro. Outros juízes e promotores também estão recebendo ameaças depois que as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, desbarataram a quadrilha chefiada por Carlos Cachoeira.
Esses novos detalhes da ameaça ao juiz Alderico foram conseguidos pela Rede Record, que entrou em contato com o juiz e este confirmou o teor do seu relatório. ( HORA DO POVO )


CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
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