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agosto 22, 2012

‘Policarpo precisa explicar à CPI por que se aliou ao crime organizado’, diz Jilmar Tatto


O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, chefe de redação da Veja, para depor na CPMI do Cachoeira. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, disse Tatto.
HORA DO POVO
Tatto: CPI tem que apurar a aliança de Policarpo com um contraventor
Líder do PT diz que a investigação da PF flagrou diretor de Veja em 73 gravações
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, diretor da sucursal DF da revista Veja, para depor na CPMI do Cachoeira, até agora, após as evidências de seu envolvimento com o contraventor.
“Há uma espécie de acordo para não botar em pauta a convocação do Policarpo Júnior, apesar de todos os indícios apontados em mais de 73 gravações da Polícia Federal que mostram a relação direta com o crime organizado do Carlos Cachoeira em diálogos não republicanos”, afirmou Jilmar Tatto.
O deputado disse que a CPI tem a obrigação de convocar Policarpo “que usou sua profissão e a revista para se aliar ao crime organizado e prejudicar seus alvos, como o deputado Jovair Arantes (PTB-GO)”. “Tenho fé que essa comissão vai convocá-lo, para que explique sua relação com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, com o ex-senador Demóstenes. Portanto, espero com muita paciência. Espero que nós não tenhamos medo”, acrescentou.
De acordo com o líder petista, a tese da liberdade de imprensa, justificada pelos defensores da não convocação de Policarpo, não se sustenta. “Não se trata de liberdade de imprensa ou democratização dos meios de comunicação. Estamos falando de um senhor que atravessou o rubicão (pessoas que tomam decisão arriscada de maneira irrevogável) ao aliar-se ao crime organizado”, sentenciou o deputado. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, denunciou Tatto.
Os deputados membros da CPMI, Emiliano José (PT-BA) e Dr. Rosinha (PT-PR), também condenaram o fato de integrantes da comissão se recusarem a votar o requerimento que pede a convocação do diretor de Veja. “Criou-se uma casta de intocáveis na CPI. Podemos convocar deputados e governadores, mas não jornalistas envolvidos com o crime organizado”, afirmou o Dr. Rosinha, responsável por um extenso relatório que incrimina Policarpo.
Dr. Rosinha, autor do requerimento de convocação do diretor da revista, disse que existe intimidação por parte de “alguns” que utilizam a retórica de cerceamento para não convocá-lo. “Será que jornalista é protegido constitucionalmente? Não pode depor em lugar nenhum, mesmo quando suspeito de ter cometido um crime?”, questionou. De acordo com o parlamentar, a comissão não pode ficar protelando esse depoimento com o argumento de proteção da mídia.
Para o deputado e jornalista Emiliano José (PT-BA), a comissão precisa responder de maneira isonômica ao caso. “Será que a CPMI vai fechar os olhos para os crimes praticados pelo diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Júnior, ou vai atuar de forma isonômica?”, indagou. “A questão que está posta no caso do jornalista Policarpo Júnior é se a comissão tem condições de analisar o crime de maneira igual ou se o que se chama de instituição jornalística pode praticar crime impunemente ou, ainda, se vamos olhar esses crimes como se nada estivesse acontecendo?”, destacou.

E MAIS:

Barbosa dá liminar para tesoureiro de Marconi Perillo e assalariado de Cachoeira ficar calado na CPMI
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus na segunda-feira (20) para que o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, permaneça em silêncio durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
As investigações da Polícia Federal mostram que o ex-tesoureiro da campanha eleitoral de Marconi Perillo ao governo do Estado em 2010 recebeu “grandes importâncias de dinheiro (na ordem de R$ 1,4 milhão) por ordens diretas de Carlinhos Cachoeira”, e que ele é “homem de confiança do governador Marconi Perillo”. O depoimento de Rincón está marcado para esta quarta-feira (22).
Rincón já tinha sido convocado para depor por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para faltar à CPMI. Outro que será ouvido no mesmo dia é o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás, Aredes Correia Pires.
Nesta terça-feira (21) estão marcados os depoimentos dos procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela denúncia contra Cachoeira. Recentemente, a procuradora Lea Batista denunciou ter sofrido ameaças da quadrilha.

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