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agosto 2, 2012

Até ex-procurador admite que “mensalão” é um termo fabricado pela mídia golpista


Apesar da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), em acórdão assinado no dia 4 de julho, ter jogado por terra a tese de que dinheiro público teria irrigado o suposto “mensalão”, setores da mídia golpista ainda se esforçam em sustentar o esvaziado argumento que motivou a ação penal que começa a ser julgada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi o que fez, por exemplo, O Globo na edição de domingo (29), alegando que laudo da Polícia Federal teria identificado que o chamado valerioduto recebera verbas públicas, repassadas pelo Banco do Brasil (BB), por intermédio do Visanet, para a empresa DNA.
O acórdão do TCU concluiu exatamente o contrário, ou seja, que os contratos celebrados pelo BB com a agência de publicidade mineira, de Marcos Valério Fernandes, foram legais. Os ministros consideraram, de forma unânime, que eles seguiram o padrão de normalidade e não diferem dos demais contratos que foram fechados com outras agências de propaganda.
A denúncia oferecida ao STF, em 2006, pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza sustentava que contratos da agência de publicidade DNA com órgãos públicos teriam servido de garantia e fonte de recursos para financiar o suposto esquema de pagamentos de políticos aliados do governo do ex-presidente Lula. O atual procurador-geral, Roberto Gurgel, seguiu com a mesma argumentação.
No entanto, a despeito de constituir a essência do escândalo fabricado pela mídia no ano anterior, com base nas acusações do presidente do PTB, Roberto Jefferson, a tese do “mensalão” está cada vez mais distante de encontrar comprovação nos fatos. A tal ponto que, até mesmo o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, foi forçado a reconhecer sua total ausência de conteúdo.
Em entrevista ao próprio O Globo, na segunda-feira (30), ele recorreu a um subterfúgio na tentativa de ainda conferir alguma credibilidade ao processo, alegando que a expressão “mensalão” foi um “símbolo que a imprensa usou”, mas não retrata o caso. “A palavra ‘mensalão’ dá a impressão de uma fila de pessoas que, no fim do mês, vai receber alguma coisa”, disse, negando que tivesse sido assim.
O ex-procurador parece ter se esquecido que a base da ação penal tem como fundamento a acusação de que recursos públicos teriam sido usados por autoridades do governo para alimentar um suposto esquema de pagamentos periódicos a parlamentares da base aliada para que votassem os projetos no Congresso Nacional de acordo com os interesses do executivo.
O escândalo começou com a divulgação da fita em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, apadrinhado por Roberto Jefferson, aparece recebendo uma propina de R$ 5 mil dentro da estatal. A fita foi gravada pelo araponga Jairo Martins e divulgada em reportagem do jornalista Policarpo Júnior. Hoje, sabe-se que Jairo, além de fonte habitual da revista Veja, era remunerado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. ( HORA DO POVO )

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