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julho 13, 2012

México: pediram a anulação e repetição de eleição presidencial

Arquivado em: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 6:52 pm

Esquerda submeteu pedido de anulação e repetição das presidenciais no México
A esquerda mexicana apresentou na noite de quinta-feira às autoridades eleitorais um pedido de anulação e repetição das eleições presidenciais de 1 de julho, alegando ter “provas” de fraude.
O líder da esquerda mexicana, Andrés Manuel López Obrador, acusou, em conferência de imprensa na capital mexicana, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), declarado vencedor das eleições, de comprar cerca de cinco milhões de votos e garantiu que “numas eleições livres” a maioria dos cidadãos “não teriam votado em Enrique Peña Nieto, o candidato do PRI.
As autoridades eleitorais mexicanas deram Peña Nieto como vencedor das presidenciais, com 38,21% dos votos, seguido de López Obrador, com 31,59%.
Estes resultados estão agora sujeitos à decisão judicial para antes de 06 de setembro ser anunciado o presidente eleito.
López Obrador garantiu que não permitirá “que a corrupção domine por inteiro a vida nacional” e disse que irá anunciar na próxima semana “o plano nacional para a defesa da democracia e da dignidade do México”, sem especificar.
O pedido de anulação das eleições apresentado pela esquerda mexicana ao Instituto Federal Eleitoral baseia-se no artigo 41 da Constituição do México, que “estabelece que as eleições devem ser livres e autênticas”, e será enviado para o Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação, que estudará as provas apresentadas.
“Estamos convencidos de que as provas e os argumentos que apresentámos levarão o tribunal a decidir invalidar o processo eleitoral e a convocar eleições extraordinárias”, declarou o advogado da esquerda mexicana, Jaime Cárdenas, aos jornalistas.
Pouco depois, o presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, falou aos jornalistas para qualificar as eleições de 1 de julho como as “mais equitativas” da história do México e acusar López Obrador de ser um “mau perdedor”.
“As preferências políticas de milhões de eleitores não podem ser invalidadas por uma atitude que resiste em reconhecer a verdade jurídica e a realidade política do México”, afirmou.
Coldwell garantiu que o PRI irá recorrer aos tribunais eleitorais “não só para defender a legalidade do processo eleitoral, como o triunfo legítimo” do seu partido e o voto dos milhões de mexicanos que exerceram o seu direito, que López Obrador “quer anular”. ( JN )

ROUBALHEIRA NÃO É NOVIDADE:
Palast: “W. Bush e Fox fraudaram no México”
“W. Bush e Fox fraudaram no México” denunciou o jornalista norte-americano, Greg Palast. “Uma fraude como a da Flórida de 2000 e em Ohio em 2004”.
O candidato apoiado por Bush e pelo atual presidente Vicente Fox é Felipe Calderon, do Partido da Ação Nacional (PAN), a quem o candidato de oposição Andrés Manuel Lopez Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), denunciou por fraude. Para isso o Instituto Federal Eleitoral utilizou mecanismos que davam uma “vitória preliminar” para Calderon.
FBI
Greg Palast descreve a intervenção de Bush nas eleições mexicanas com a utilização do FBI. “O FBI (polícia federal dos EUA) obteve arquivos confidenciais com a lista de eleitores alegando ‘ação de contra-terrorismo’, com a ajuda da empresa ianque de identificação ChoicePoint, de Alpharetta, Georgia”.
Ocorre que até a polícia mexicana teve que prender os larápios da empresa ianque que atuavam por lá. “O responsável do FBI pela contratação da Choice Point afirma que após a prisão de funcionários da empresa por agentes do governo mexicano os arquivos com as listas de eleitores foram destruídos”.
Ironicamente, “a agência federal de Bush afirmou também que não sabia que a obtenção de tais dados violava a lei mexicana”, conforme descreve Palast.
“Sem grandes surpresas, alguns dias depois foi denunciado que o PAN teve acesso a essa mesma lista que, supostamente, apenas a Comissão Nacional Eleitoral poderia ter” , relata o colaborador jornal inglês The Observer.
“Esses arquivos podem ser usados para barrar eleitores indesejáveis ou para impedir que determinados votos sejam contados”, denuncia Palast.
“É claro que é impossível sabermos se o FBI destruiu a sua cópia do arquivo obtido pela ChoicePoint ou se esses dados foram usados ilegalmente para ajudar a candidatura de Calderón”.
A MÍDIA E A FRAUDE
Greg Palast denunciou também o papel da mídia em apoio às fraudes eleitorais: “Apesar das provas e das denúncias, a mídia estrangeira tendenciosa já anunciou, a despeito dos fatos e das denúncias, que as eleições mexicanas foram justas e limpas”. Aliás, os serviçais da mídia por aqui agiram da mesma forma, apressando-se a anunciar a “vitória” de Calderon antes mesmo do anúncio oficial.
Outro aspecto abordado pelo jornalista é o fato de as pesquisas de boca-de-urna – mesmo tendo se realizado por institutos ligados a esta mídia deturpadora – indicarem a vitória do candidato da oposição, Obrador: “a boca-de-urna revela em quem o eleitor votou, porém o mesmo não pode confirmar se seu voto será contado ou não”.
Ele concluiu que “os resultados informados, no México como nos EUA, primeiro na Flórida, depois em Ohio, estão em desacordo com as bocas-de-urna”. ( HORA DO POVO, 07 de Julho de 2006 )

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